Você quer mesmo ser cientista?

Vamos fazer as devidas ressalvas primeiro, antes que a polícia de plantão venha me dizer que estou fazendo um desserviço à ciência brasileira. É claro que gostaria de ver mais jovens se tornarem cientistas, e quero contribuir para isso. Mas decidi que faz parte do meu trabalho de divulgação científica tornar público e notório como é se tornar cientista no Brasil.

Meus objetivos aqui são promover a conscientização das pessoas sobre a realidade da carreira de um cientista e, quem sabe, gerar com isso um certo espanto e revolta; e contribuir para que a escolha dos jovens por uma carreira em pesquisa seja consciente, apesar de tudo o que vem a seguir. Mas, sobretudo, o que eu gostaria é de gerar indignação suficiente para fazer a carreira de cientista (1) passar a existir de fato, e (2) ser valorizada.

Feitas as ressalvas, vamos então à minha campanha de anti-propaganda sobre a ciência no Brasil!

Você que é jovem e está considerando se tornar pesquisador: você sabia que…

– durante a faculdade, seus estágios de iniciação científica serão remunerados em apenas 400 reais – isso mesmo, menos do que um salário mínimo? Este é o valor atual definido pelo CNPq. E isso é SE você conseguir bolsa de iniciação científica, porque a Faperj, por exemplo, atualmente limita a sua concessão a UMA bolsa por pesquisador, e o CNPq-PIBIC a duas bolsas. Em um laboratório de tamanho médio, isso já não será suficiente para garantir bolsas a todos os estagiários – o que significa que é vexaminosamente comum termos estagiários trabalhando de graça;

– quando terminar a faculdade, a não ser que consiga emprego na indústria ou em empresas privadas, para fazer pesquisa você precisará concorrer a bolsas de R$ 1.350 para fazer mestrado? Enquanto isso, seus colegas formados em administração, engenharia, advocacia já estarão entrando para o mercado de trabalho, ganhando salários iniciais (com todos os direitos trabalhistas) de 3 a 7 mil reais reais ou mais. Ah, eu mencionei que, embora se espere que você trabalhe 40 horas por semana em dedicação exclusiva durante o mestrado, você não terá qualquer direito trabalhista? Isto porque o seu trabalho ainda não é considerado, ahn, trabalho…

– …é mais fácil conseguir bolsa do Ciência Sem Fronteiras para fazer GRADUAÇÃO no estrangeiro do que conseguir uma bolsa de pós-graduação no país? É isso mesmo: exportamos nossos alunos de graduação, mas não temos bolsas suficientes para mantê-los na pós-graduação no país.

– quando você terminar o mestrado, a não ser que consiga emprego como pesquisador em empresas privadas (que são pouquíssimos), você terá necessariamente que fazer um doutorado? A razão é que o cargo de “pesquisador” em nosso país é quase inexistente; somente institutos de pesquisa como o INCA ou a Fiocruz oferecem emprego (através de concurso público) para pesquisadores (e muitas vezes exigem doutorado). Todas as demais possibilidades de emprego para um pesquisador são como “professor universitário” – e este cargo, também somente acessível por concurso público, é hoje essencialmente restrito a quem já tem título de Doutor.

– então, com 3 anos de formado, você terá que concorrer a bolsas de R$ 2.000 mensais para fazer doutorado? Isso, vou repetir: seus colegas já estarão no mercado de trabalho, ganhando salários reais, tendo seu trabalho chamado de “trabalho”, com direito a férias e 13o salário – e, com sorte, você terá assinado um papel aceitando receber DOIS mil reais por mês pelos próximos 4 anos. E fique muito contente de ter uma bolsa: como dizem nossos detratores, você deveria ficar “muito feliz de estar sendo pago para estudar”. Exceto que você não estará “estudando”; você estará trabalhando, gerando conhecimento, e contribuindo para as universidades publicarem os artigos científicos que lhes servem como base de avaliação no cenário mundial.

– que, durante todos esses anos de pós-graduação, para receber uma bolsa você NÃO poderá ter qualquer outra fonte de renda? Sim, você pode ter outro emprego e fazer pós-graduação sem receber bolsa – mas é pouco provável que consiga terminar a pós-graduação assim. Para receber uma bolsa, você será obrigado a assinar uma declaração humilhante de que não tem qualquer outra fonte de renda. Bom, mais ou menos; a Capes há um ano decidiu aceitar acúmulo de bolsa com “emprego de verdade” SE for na mesma área da sua pós-graduação. Adivinha qual é a chance de você ter esse “emprego de verdade”? Pois é.

– agora, com o diploma de Doutor em mãos, você terá ganhado o direito de competir por vagas para… Professor. Isso mesmo: não de “pesquisador”, mas de “professor”. Isso porque as universidades públicas, onde a boa ciência é feita no país, somente contratam “professores”. Ou seja: com MUITA sorte, você será contratado, no mínimo SETE anos após a graduação, para fazer algo que você NUNCA fez: dar aulas. Seu salário inicial líquido (seu primeiro salário de verdade!) será algo em torno de 5 mil reais – mas não se engane, seu “vencimento básico”, aquele que o governo usará para talvez um dia pagar sua aposentadoria, será de não muito mais do que 2 mil reais…

– é mais provável, no entanto, que você NÃO consiga emprego imediatamente, uma vez doutor, e tenha que ingressar no limbo dos pós-doutorandos? Um “pós-doutor” é exatamente isso que o nome indica: alguém que já é doutor, mas ainda não tem emprego. É um limbo criado pelo sistema para manter interessados os cada vez mais numerosos recém-doutores que não encontram emprego nem como pesquisadores, nem como professores. Pela mesma tabela do CNPq, um recém-doutor recebe uma bolsa de R$ 3.700 mensais, livres de impostos. Ou seja: lembra daquele salário inicial dos seus colegas recém-formados? Um aspirante a cientista finalmente conquista o direito a um valor semelhante… SETE anos após a graduação. Ah, claro: ainda sem qualquer direito trabalhista, pois você “não trabalha”. Permita-me fazer as contas para você: a esta altura, você esta perto de completar 30 anos de idade, e oficialmente… “nunca trabalhou”;

– A esta altura, você já será para todos os fins práticos um Cientista – mas ainda não terá direito de pedir auxílio às agências de fomento para fazer pesquisa? Para gerenciar um auxílio-pesquisa é preciso ter vínculo empregatício com uma instituição de pesquisa – e isso, tirando os pouquíssimos cargos de Pesquisador de fato na Fiocruz, INCA, IMPA etc, você só consegue se virar… professor universitário;

– SE você conseguir ser aprovado em concurso para professor universitário E for fazer pesquisa de fato, você não inicialmente ganhará NEM UM CENTAVO A MAIS por isso? Você terá a mesma carga horária de aulas a cumprir, aulas por preparar e atualizar todos os semestres, mas o trabalho de pesquisa, com o qual você tanto sonhou, é… por sua conta. Se você resolver não fazer pesquisa e apenas der aulas, como você foi oficialmente contratado para fazer, está tudo bem. Talvez seus colegas torçam o nariz para você, porque esqueceram que também o emprego deles é apenas como professores, e não pesquisadores, mas você estará rigorosamente correto se só fizer seu trabalho de professor.

– Apesar disso tudo, sua progressão na carreira universitária será dependente do seu trabalho de pesquisa? Você leu corretamente: você foi contratado como PROFESSOR, mas sua avaliação funcional será feita de acordo com as suas atividades como PESQUISADOR…

– SE você tiver produtividade suficiente, em alguns anos você poderá concorrer a uma bolsa de Pesquisador do CNPq, que complementa seu salário em R$ 1.000 por mês. E isso é todo o incentivo financeiro que você receberá para fazer pesquisa.

Já desistiu? Pelo bem da ciência brasileira, espero que… sim. Esta é minha campanha de anti-propaganda em prol da melhoria da ciência no meu querido país: torço para que você tenha ficado indignado a ponto de considerar fazer outra coisa da sua vida. Precisamos de uma crise, e um desinteresse súbito da parte de nossos jovens seria muito, muito, muito eloquente.

Mas sei que a gente escolhe ser cientista assim mesmo, apesar de tudo isso. Quando eu entrei para a Biologia, em 1989, a situação era ainda pior. A ciência no país persiste graças a esses jovens idealistas, que querem contribuir para o progresso da nação apesar de serem mal-tratados e desvalorizados, e que topam embarcar em uma “carreira” que não lhes dará condições financeiras para terem uma vida independente antes dos TRINTA anos de idade – e olhe lá…

. . .

Artigo escrito por Suzana Herculano-Houzel, autora do blog “A Neurocientista de Plantão“, que gentilmente autorizou a publicação deste texto (que aliás, possui uma continuação: “Você quer mesmo ser cientista? Parte 2: uma proposta prática“)

By |2018-12-06T01:56:43+00:0029-10-2012|debates, primeiros passos|390 Comments

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390 Comments

  1. Gabriela Scortegagna 29.10.12 at 17:28 - Reply

    perfeito retrato da vida desmotivante em que me encontro…. se eu tivesse tido acesso a estas informações ANTES da graduação  teria feito escolhas bem diferentes. Parabéns pelo texto Dra Suzana

    • Adriano 30.08.15 at 15:42 - Reply

      Concordo com o texto!

      Mas o pior, na minha humilde opinião é o tipo de pesquisa que é feita. Faço mestrado na UFSM – RS, na área de química, que é bem conceituada e os laboratórios, são algo que eu posso ilustrar, como um “porão da idade média em época de peste bubônica”. Tirando isso, o tipo de pesquisa que é feita por estes lados, é RIDÍCULA. Quantidade na frente da qualidade, grupos de pesquisa que existem, tão somente, para os professores ganharem mais nomes em artigos, sem pontuar uma virgula no trabalho. E terminando, cabe uma boa “LUPA” na forma de INGRESSO nos “concursos” pra professores e nas seleções de pós-graduação. Vou terminar meu mestrado e a ÚNICA certeza que eu tenho, é que meus 2 anos de pesquisa, não servirão para NADA, além de um título de mestre pra mim e mais conhecimento na minha área. Já para a população, todos trabalhadores brasileiros, que contribuem para termos nossas MÍSERAS bolsas, não haverá benefício algum, pois Não há um FOCO, um DIRECIONAMENTO de pesquisa que VISE um RETORNO pra população.

      Boa sorte a todos….

      • Jennifer 02.12.15 at 18:05 - Reply

        O foco da pesquisa feita pela universidade é pesquisa de base. É a geração de conhecimento que serve pra gerar conhecimento. Sim, pode parecer meio bobo/inútil, mas saiba qui sem isso os grandes avanços nunca aconteceriam

    • Leandro 30.11.15 at 19:48 - Reply

      Texto perfeito, seu comentário Gabriela reflete meu desânimo prestes a concluir o 1º ano do Mestrado em Geografia…a situação é triste e desanimadora.
      E penso muito sério antes de fazer o doutorado, pois no atual momento tá difícil (para não falar coisa pior).

      Além do mais, como também o Adriano citou, em muitas universidades os “orientandos” que muitas vezes são “desorientandos” culminam em serem soldadinhos de guerra…peão literalmente em um mundinho fechado de ego e briguinhas de Professores.

      E ainda creio que todos nós somos obrigados a ouvir: VOCÊ NÃO TRABALHA, SÓ ESTUDA?!

  2. thaísa 29.10.12 at 17:32 - Reply

    Onde eu estudo a bolsa de Iniciação é de R$310,00, rs.
    Muito bom o artigo. O povo é encantado pela “autonomia” da Pesquisa. Conhecer o outro lado é excelente.

  3. Brunno Câmara 29.10.12 at 17:36 - Reply

    Muito bom esse texto. A pura realidade brasileira. Desde pequeno tenho vontade de ser pesquisador, mas na graduação de biomedicina essa vontade diminuiu. Hoje mais ainda.
    Brunno Câmara – biomedicinapadrao.com

  4. Rafa 29.10.12 at 17:57 - Reply

    muito triste isso o brasil tem potencial e muitos jovens promissores meu sonho sempre foi atuar na área de pesquisas mas não tem condições de estudar tanto e nem ao menos ter direito de estágios remunerados!

    nada pior que não ser valorizado!

  5. Vivi 29.10.12 at 18:03 - Reply

    Me desculpe, mas se o problema fosse só o dinheiro, eu ainda estaria no mundo científico… Mas, infelizmente, os problemas da pesquisa no Brasil vão muito além disso!
    Nós temos que fazer pesquisa em animais SEM condições de serem sujeitos de pesquisa! E não estou falando de centros de pesquisas mequetréfes, e sim, de Universidades FEDERAIS, de departamentos com mais de 150 pós-graduandos, de departamentos com dinheiro, mas que preferem colocar mais alunos a fazer uma super reforma nos biotérios…
    Enquanto isso, animais com piolhos, vermes, sem ventilação e iluminação adequadas, com ração de baixa qualidade, que escutam barulhos o dia inteiro, que precisam dividir o biotério com moscas, formigas, continuam a servir pra pesquisas sobre os mais variados assuntos, inclusive COMPORTAMENTO!!!! Quantas variáveis externas sem controle… É uma vergonha!!! E ainda temos que escrever que os animais estavam em condições ideais. Ideais pra quem?
    Meu sonho era ser biomédica, pesquisadora, cientista, e hoje, só um milagre pra me fazer voltar a realizar meu sonho… E confesso que estou perdida ainda, pensando que caminho seguir.
    Ser um girino no meio de tubarões é bem complicado…

    • Bianca 29.10.12 at 18:28 - Reply

      Triste isso hein! Deve ser horrível ter vontade de mudar uma situação e se julgar um verme perante ela. 
      Eu sempre quis trabalhar criando novos conhecimentos, nunca fui a favor de aceitar fórmulas prontas, e com esse entusiasmo falei para minha orientadora os meus planos na pesquisa. Ela já antiga no ramo, não mostrou entusiasmo e ainda pareceu ser irônica. Na hora não entendi, considerei até mesmo um ataque pessoal. Com esse texto começo a pensar por outras variáveis….

      • Anna Julia 14.02.18 at 17:21 - Reply

        Sinceramente, estou nessa situação! 🙁

    • Gabriela Scortegagna 29.10.12 at 18:32 - Reply

      Vivi, se me permite, faço das suas palavras as minhas!

    • Cbcartana 29.10.12 at 19:39 - Reply

      Sinto-me “acolhida” por não ser a única nessa crise… Meus amigos pós-graduandos parecem achar o sistema uma maravilha… Eu fiz o mestrado e tento, há 2 anos, criar coragem de dizer pra mim mesma que não quero essa vida de entrar em doutorado e tudo mais… Mas dói ver um sonho indo pelo ralo… :/

      • Elison 01.11.12 at 12:25 - Reply

        =
        E eu troquei o sonho da academia pelo empreendedorismo. Uma carreira tão (ou mais) difícil quanto, mas que vai me permitir contribuir com o meu país de uma forma muito mais efetiva futuramente.

      • Angélica Matos 06.04.15 at 22:10 - Reply

        Eu acabei meu mestrado no final de fevereiro, luto pra não entrar no doutorado justamente pra não correr risco de cair no “limbo” do pós-doutorado…
        É triste, sempre quis ser pesquisadora, mas no Brasil… esse sonho já foi para o ralo a muito tempo.

    • Cynthia 29.10.12 at 20:08 - Reply

      Perfeito! Estou contigo e nao abro!

    • lidianycs 05.11.12 at 20:21 - Reply

      Imagine se tu fosse o animal nesse caso? O lado deles deve ser melhor ainda!!!

    • Igor 07.04.13 at 17:18 - Reply

      Não precisa falar nem dos laboratórios de biologia. Eu sou físico teórico. Preciso apenas de laboratório de informática e livros. Tranquilo, certo? Não! Estou na segunda Universidade Federal, e de vez em sempre cai a internet, as bibliotecas entram em recesso (sendo que pós-graduando não tem férias…), sem contar os entraves burocráticos com relação a tudo. É como se tudo que nós fizessemos fosse nadar contra a maré.

    • Rafael 08.04.14 at 18:35 - Reply

      Então, como o Igor disse, se ele que é físico teórico não tem laboratório com informática e livros o que é deixado para pessoas como eu, na área de humanidades?

      Ainda penso na pós, mas estou fazendo um cálculo para entrar neste mundo pq as “humanas” invejam o recurso que é dado para as biológicas e exatas. Nessa cadeia estamos ainda mais abaixo.

      • Nayara 26.05.14 at 22:20 - Reply

        Realmente, nós das “Humanas” muitas vezes não somos sequer reconhecidos como cientistas. Poxa, as Ciências Sociais (minha área) além de não ter o mínimo investimento e/ou incentivo, não tem o mínimo de reconhecimento.

    • Anna Julia 14.02.18 at 17:24 - Reply

      Meu sonho era ser biomédica, pesquisadora, cientista… Também é o meu, mas depois disso estou prestes a mudar de ideia.
      Isso que eu fico pensando, será que vale a pena estudar tanto e se matar pra talvez nem conseguir um emprego… Ficar desempregada estudando já é difícil, imagina depois de terminar a graduação, ficar desempregada e com tantos sonhos em mente sabendo que nosso País não valoriza pesquisadores, mas querem roubar o povo com dinheiro lavado. É decepcionante!

  6. rogerio 29.10.12 at 18:23 - Reply

    Esse texto resumiu a vida de muitas pessoas nesse país.

  7. José 29.10.12 at 18:37 - Reply

    Triste, porém a realidade…

  8. Renato 29.10.12 at 18:42 - Reply

    Aqui na Alemanha, os professores tem autonomia para contratar seus alunos de doutorado e pagar-lhes salários com férias e todos os direitos trabalhistas.

    • Mateus Perez 29.10.12 at 21:05 - Reply

      era isso que precisava aqui nesse BRASIL!
      Brazil: acorde!

    • Marlon 04.03.13 at 17:17 - Reply

      Por isso que a Alemanha é um dos países líderes em pesquisas em todos os setores. Atenção o Brasil não esta preocupado com pesquisa de qualidade, somente em índices por isso esse monte de bolsa, que sou contra, deveriam diminuir o número de bolsas e aumentar o valor dessas. Enfim é Brasssiiilllll sil sil sil…

  9. MNcc 29.10.12 at 18:45 - Reply

    Dra. Suzana, isso é de fato um absurdo, porem você sabia que grande parte dos nossos colegas gostam de viver assim e mais, muitos tem medo do mercado de trabalho. Esse é um dos motivos que seu apelo não terá efeito significativo. Mas não custa nada o protesto.
    Ganho dinheiro com pesquisas agropecuárias, não é o merecido mas na fazenda do meu pai tenho algumas unidades… Conciliar com o mestrado é muito difícil e tive que lutar muito após selecionado para ser bolsista tive que provar que meu “trabalho” não promovia vinculo empregatício e passar em um concurso então nem se fala, meu leque de leitura está cada vez mais reduzido. Meu destino está trassado e se não tiver sucesso como empresário poderei me dar bem com uma unidade de produção com a herança do meu pai, a não ser que consiga ser professor contando com a pura sorte… 

    • Yara 02.12.12 at 15:02 - Reply

      é um destino “trassado”, hein?! Ainda bem que você é herdeiro…

  10. Lígia Bou Karim Fonseca 29.10.12 at 18:56 - Reply

    Texto excelente, não poderia escrever melhor acerca dessa triste realidade. É exatamente essa realidade que estou vivendo no momento com o mestrado. 🙁

  11. Raquel 29.10.12 at 19:03 - Reply

    estou impressionada com a situação dos animais relatada pela Vivi….e quanto ao texto, muito bom…estou no comecinho do mestrado…já sou professora e busco através da pesquisa entender uma profissão considerada atualmente tão miserável socialmente e financeiramente, etc…ser professsor-pesquisador nesse país então….é de chorar gente!!

  12. Juan (pos-doc/UFPB) 29.10.12 at 19:33 - Reply

    O texto é realista porém muito pessimista. Os investimentos na área estão aquém do ideal, é verdade, entretanto poucos países avançaram tanto quanto o Brasil na última década em termos de produção científica (dos BRIC estamos atrás apenas da China). Como mudar nossa realidade? Produzirmos mais com o que temos em mãos, atrairmos investimentos da iniciativa privada e dependermos cada vez menos do governo (Sim, menos!). Portanto, quanto mais gente boa trabalhando nessa luta, melhor! 

    • Totoro 30.10.12 at 12:36 - Reply

      A índia tá bem melhor que a gente. Se não for no número de artigos produzidos, pelo menos na relevância deles.

    • Nadia 30.10.12 at 20:54 - Reply

      Só discordo de ficar dependendo mais da iniciativa privada e menos do governo. Isso pq a iniciativa privada vai financiar pesquisas que a interessem diretamente, e a pesquisa básica fica em 22º plano, quando muito. 

      • Hermes Veras 09.01.13 at 17:04 - Reply

        O Governo vai financiar as pesquisas de seu interesse também.

    • Sian1200 31.10.12 at 17:55 - Reply

      Iniciativa privada metida em ciência e pesquisa, sem dúvida alguma compromete a isenção do pesquisador. Vide farmacêuticas transformando grandes universidades no quintal de suas casas…

    • Fv. 04.11.12 at 21:01 - Reply

      O fato que é debatido no texto não é do nível da pesquisa no Brasil mas sim da vida que uma pessoa que quer ser pesquisadora terá. O que faz o Brasil ter um grande avanço em produção científica, ao meu ver, é devido as poucas pessoas que seguem essa carreira de pesquisa que são apaixonadas pelo que fazem tendo assim uma dedicação a mais e não se importam com o salário e com a valorização da “profissão”.

  13. Carlos 29.10.12 at 20:06 - Reply

    Encarem a realidade; 99% de quem esta nesse retrato de vida, nunca realmente quis ser pesquisador/professor, esta nessa situação por não ter coragem de enfrentar o mercado de trabalho, se mudar para outras cidades em busca de TRABALHO, são acomodados que estão presos e sempre estarão presos a vida acadêmica. não reclamem, o sol brilha para todos não existem atalhos para o sucesso e sucesso depende de trabalho! 

    • Lilian 29.10.12 at 21:48 - Reply

      Que ilusão! Não é nada fácil fazer mestrado ou doutorado, não somo sacomodados, trabalhamos muito e ganhamos pouco! Parece que não soube ler o texto… E o sucesso depende de trabalho..Hahahah! Que ética mais calnivista, cristã e iludida, coisa de gringo que exportou pro Brasil! Tem muita gente trabalhando duro e esse “sucesso” depende de inúmeras circunstâncias alheias a nossos desejos, prezado senhor.

    • BrunoTacca 30.10.12 at 03:47 - Reply

      Acomodados? Sem coragem de enfrentar o mercado de traalho?…

      Sabe o carro que você dirige enquanto vai pro seu “TRABALHO”, foi obra de pesquisadores…

      Sabe os métodos, táticas, e ciência (repare bem nessa ultima palavra) que voce utiliza para fazer o seu trabalho melhor… Foram obras de pesquisadores, cientistas.

      Então colega, não seja ingrato, cuspindo no prato que te deram para comer.

    • Tatiana 30.10.12 at 20:07 - Reply

      Quanto preconceito. Não generalize. Não e porque algumas pessoas se acomodaram que 99% estão na pesquisa por “medo de procurar trabalho”. Alias, e muito difícil conseguir uma bolsa! São poucos os “privilegiados” que conseguem e são pagos para “só estudar”. Fato é que tem muita gente abrindo mão de ganhar melhor na iniciativa privada porque vai atrás de um sonho,e acaba “engolindo” o sistema porque só tem esse. E tem muito mais gente fugindo da pesquisa em razão dessas condições. Senão antes de começar, fogem na primeira oportunidade.

    • Chay Muquim 31.10.12 at 11:10 - Reply

      E pesquisa não é trabalho?
      E ser cientista não é profissão?

      Mais que não passou para a prova da pós-graduação…

    • Luis 31.10.12 at 19:17 - Reply

      Carlos, sério isso?!? Quer dizer que a pessoa passa cerca de DEZ ANOS de sua vida se submetendo a provas e concursos, ralando e pesquisando assuntos que menos de 1% da população é capaz de entender, tudo isso ganhando migalhas … e você vem me falar em ATALHOS? Vem me falar em TRABALHO?!? Você não sabe o que é enfrentar a adversidade de verdade, é apenas mais um ignorante que despreza os pesquisadores por aquilo que, apesar dos pesares, eles têm e você não: educação.

    • Fábio 29.11.15 at 09:24 - Reply

      kkkkkkkkkkkk, você é hilário cara!
      Conseguiu vários comentários, SHOW.
      Aguardo seu próximo comentário quando voltares de sua caverna.
      Grande abraço.

  14. Taty_cf 29.10.12 at 20:17 - Reply

    Só uma ressalva. Advogados, em sua grande maioria, são contratados como “associados” e não possuem direitos trabalhistas.
    13º salário, adicional de férias e descanso de 30 dias corridos são vistos como “privilégios” concedidos por poucos escritórios.

    • Tatiana 30.10.12 at 20:11 - Reply

      Isso é a mais pura verdade. Trabalhei como advogada por mais de 7 anos. E os salários estão cada dia menores. Eu já estava em uma situação melhor, mas acabei deixando a advocacia para fazer pesquisa. Ganho menos, também não tenho direitos trabalhistas, mas estou na área que quero.  

  15. Ellen Barros 29.10.12 at 20:22 - Reply

    O texto da Dra. Suzana só me fez reafirmar o que quero fazer depois do mestrado: me jogar no mercado canibal, falar um monte de jargões bestas em inglês e calçar scarpins e peep toes; mas, pelo menos, terei os direitos mínimos previstos na CLT.

  16. Aura 29.10.12 at 20:39 - Reply

    Suzana esta com toda a razão , esses absurdos historicos precisam ser comentados. Parabens tambem pela entrevista de 25/10  na TV Brasil!

  17. Carolina Caiado 29.10.12 at 20:59 - Reply

    Caramba, a minha desmotivação foi representada em palavras! Excelente texto!

  18. PAULO GREGOREKI 29.10.12 at 21:04 - Reply

    que vergonha para nosso pais. 

  19. Carlos 29.10.12 at 21:40 - Reply

    Não gostei do texto. Que no Brasil se investe pouco em pesquisa, concordo facilmente. Que as avaliações dos professores tem um critério que pode melhorar bastante, também.

    Mas o que me incomoda é essa atitude “mimimi”. O mundo/país/universo não te deve o “emprego dos teus sonhos”. Se você não é reconhecido pelo seu trabalho ou é porque as pessoas não sabem do valor dele – então corra atrás e explique e divulgue – ou então pq realmente não interessa a ninguém, exceto a você.Ninguém vai mudar a desvalorização da ciência no Brasil gerando “indignação”. Vai mudar quando as pessoas perceberem que ciência é interessante e gera coisas interessantes.

    • Osvaldo Jr 30.10.12 at 13:15 - Reply

      O que me assusta nesse comentário do Carlos é dizer que a profissão  de professor/pesquisador quando não reconhecida é “pq realmente não interessa a ninguém, exceto ao próprio professor” ou que “O PROFESSOR que tem que correr atrás e mostrar seu valor”. Interessante o pensamento de uma pessoa, que pelas palavras bem colocadas em seu texto, apesar dos “mimimis” que definem uma pessoa sem vocábulo adequado,  deve no mínimo ter nível superior e passou por diversos professores DOUTORES para talvez ter uma profissão “reconhecida” (suposição). Cara Dra. Suzana parabéns pelo seu texto coeso e verdadeiro. Um país que não dá valor a educação e a carreira de professor/pesquisador está sujeito aos “mimimis” dos equivocados.

    • Patrick 30.10.12 at 13:38 - Reply

      Eu, como licenciado, com piso (não cumprido) de R$ 1.450,00, então me enquadro nesta condição de trabalhador/profissional que não sou reconhecido pelo meu trabalho, pq as pessoas não sabem do valor dele e, também, ser uma profissão q não interessa a ninguém!

    • Nathasha 04.11.12 at 08:08 - Reply

      Carlos, esse texto foi escrito por uma das pesquisadoras brasileiras com o trabalho mais reconhecido, internacional e nacionalmente. Que inclusive trabalha com divulgação científica para público fora da academia. Não é só ‘mimimi’ a realidade é dura nesse meio até pra quem tem trabalho reconhecido como importante.

  20. Sirlei Morais 29.10.12 at 22:08 - Reply

    Dra Suzana, o relato é verdadeiro, porém deve ficar claro aos graduados ou graduandos que sair da graduação e entrar direto para o campo de trabalho, tem lá as suas limitações. Existe o salário sim, mas é um campo que além de competitivo é altamente tecnicista. A pessoa não cria, não eleva seu raciocínio e tem a função de ‘obedecer’. Na pós, ganha-se pouco, mas a pessoa está se valorizando, tá fazendo o que gosta e, mesmo que esteja em um ambiente hostil, é livre pra soltar o seu pensamento.  

  21. Marcos A. 29.10.12 at 22:17 - Reply

    Vivo essa não-Vida de Mestrando… É mais ou menos por aí mesmo… Pior: sou da Área de Humanidades… Pior: sou Linguista Aplicado… Pior: nem sou considerado Pesquisador de verdade, mesmo que eu contribua de forma crítica com questões sociais… Triste fim… :/

    • Thais 30.10.12 at 02:36 - Reply

       Gostei muito do texto da professora Suzana. Alguém, finalmente, conseguiu me dizer o porquê de eu não me sentir valorizada e respeitada pelo que faço, apesar do tanto que tenho investido em mim e na minha carreira acadêmica. Sou estudante de doutorado em Língua e cultura, estou no primeiro ano, e o meu programa, confusa e inexplicavelmente, não conseguiu bolsas para os doutorandos, apenas para os mestrandos. Resultados: (1) eu e meus colegas temos que conciliar as pesquisas e os estudos com os escassos concursos e oportunidades de trabalho para mestres e doutorandos; (2) óbvio, a nossa pesquisa fica lamentavelmente comprometida. O que fazer? Dar meia volta e buscar outra profissão? Seguir em frente e encarar o término do outorado, seguir para o pós-doutorado, e continuar caminhando rumo a um futuro incerto?  Difícil e triste a nossa realidade. Difícil entender como conseguimos fazer pesquisa neste país.

  22. Branco_ricardo 29.10.12 at 22:47 - Reply

    Prezados, somente algumas considerações/atualizações…

    A EMBRAPA faz concursos para pesquisador doutor com salários de 8-10 mil reias;

    Algumas universidades contratam pesquisadores (doutores) como a USP, UNESP;

    O salário de um professor doutor universitário, federal ou estadual, está um pouco acima disso…líquido de 6-7 mil reais;

    A progressão não é realizada somente em relação à pesquisa. Devo lembrar a todos que desejam se tornar professores que vocês, pelo se contrato, prestarão 4 atribuições: Ensino, Extensão, Pesquisa e Administração. Sendo que a progressão é levada em consideração o tempo de serviço e pontuações em todas as atribuições mencionadas.

    Existem outras coisas, como a sucatização da pós-graduação no Brasil etc.

    Fora isso o texto é muito bom e dá uma boa noção pra quem está com interesse na área.
    Parabéns pelo texto e iniciativa de publica-lo.

    • Eduardo Alves 14.01.13 at 19:26 - Reply

      Você está certo, a EMBRAPA é um bom exemplo. Acredito que hoje o salário de um pesquisador A (nível de doutorado), bruto, esteja em torno de 11.000. Até mesmo a vaga de analista oferece boa remuneração. Agora o problema; quantos concursos a EMBRAPA fez nos últimos 10 anos? Eu tive a oportunidade de trabalhar como bolsista técnico na EMBRAPA por 2 anos e o que eu vi foi um corpo de pesquisadores envelhecido e viciado, e muitas vezes atuando de maneira mesquinha formando panelinhas esdrúchulas que impedem os pesquisadores mais novos (raros) de executar projetos mais audaciosos.

      Com relação ao salário de professores Doutores, você está certo quanto ao valor, porém essas cifras só são atingidas quando somados todos os ADICIONAIS ao salário base que é mais ou menos o que a autora disse e que é tomado como base de cálculo para a aposentadoria. Resumindo, o sujeito passa 25-30 anos num certo padrão de vida e subitamente se vê ganhando METADE.

      Quanto aos sistemas de progressão, eu acho que é uma forma desleal de avaliar um profissional que passou uma boa parta da sua vida trabalhando apenas com pesquisa. Porque este profissional deveria ser obrigado a trabalhar com extensão (não desmerecendo) quando existem outros que se especializaram nisso e o fazem com muito mais propriedade?

  23. Carlos 29.10.12 at 22:58 - Reply

    Acabei de achar um outro texto da Suzana… esse, sim, muito melhor! Uma proposta prática…

    “mimimi” não adianta de nada e acho que o texto anterior teria se perdido sem impacto algum. Agora esse, sim, tem alguma consistência pra se levar adiante, discutir, melhorar, viabilizar. E parabéns, Suzana, por levantar a questão de separação “pesquisa x ensino”, a questão de estabilidade e sugerir que a Pesquisa seja um pouco mais gerenciada como uma empresa nesse país.

  24. Pablo Carlesso 30.10.12 at 06:47 - Reply

    Prefiro ganhar pouco e fazer algo legal do que ganhar um bom salário mas ter que passar 8 horas por dia aturando um emprego comum. Mas o ideal, é claro, seria ganhar muito e só fazer pesquisa.

  25. Rrmazzon 30.10.12 at 06:48 - Reply

    Muito bom esse texto. Entretanto, apenas uma observação. Os regimes de trabalho nas universidades federais e algumas estaduais é chamado de Dedicação Exclusiva à Docência e Pesquisa, por isso a avaliação dos dois itens na progressão da carreira…

  26. Rafael M 30.10.12 at 07:35 - Reply

    TExto perfeito

  27. Lia Almeida 30.10.12 at 07:37 - Reply

    Os problemas do ensino-pesquisa são inúmeros, e a própria carreira acadêmica das universidades federais precisaria de uma grande reestruturação. Mas sabe porque ela ainda sobrevive? Basicamente (olhando do ponto de vista do estudante de pós-graduação), por duas razões. Primeiro, porque muitas pessoas ingressam na carreira acadêmica esperando ser contemplados com uma bolsa de mestrado que consideram um valor razoável, pois os salários iniciais em muitas regiões do Brasil não giram em torno de 3 a 7 mil como relatado. A segunda razão, é a presença dos jovens idealistas (que é o meu caso). Porque você de fato não escolhe ser cientista, é algo mais forte do que você. Quem entra em um mestrado/doutorado apenas para conseguir um incremento salarial não vai passar de um pesquisador medíocre, com produção de baixa qualidade. Pode até fazer um doutorado e vir a ser absorvido por alguma universidade federal, e passar a  atualizar seu lattes de 3 em 3 anos (creia, esse profissional existe!)….mas não é esse tipo de profissional que queremos…
    Mesmo ganhando uma bolsa de valor muito discutível, sofrendo preconceito da sociedade, tendo que ouvir piadinhas do tipo: você só estuda, não trabalha! Todo mundo achando que você vê sessão da tarde e malhação…enfim…tudo isso é superado pela gratificação que sente quando um artigo é aprovado em um congresso renomado, quando você contribuiu mesmo que minimamente para o avanço do seu campo de conhecimento. E por isso o governo deveria reter esse jovem idealista, para que seu ideal não acabe ceifado pelas necessidades financeiras que a vida nos impõe. É necessária uma reforma em todos os níveis da carreira! 

  28. Isa 30.10.12 at 08:17 - Reply

    Que pena que seja assim. Gostaria tanto de ver minha sobrinha sendo pesquisadora, acho que ela se daria tão bem…. mas assim não.

  29. Flamepeace 30.10.12 at 08:44 - Reply

    É a pura verdade…. acabei o doutorado e to sem emprego e sem nenhuma perspectiva… to querendo entrar no pós -doc exatamente porque não tenho nada a fazer….

  30. Livia Oliveira 30.10.12 at 08:45 - Reply

    E o pior é que depois de cair no limbo da pesquisa vc raramente consegue sair para conseguir um “emprego de verdade” por um excesso de qualificação associado ao que eles chamam de falta de experiência. Se eu soubesse o que eu sei hoje teria passado longe da iniciação científica.

  31. Virgilio Loriato 30.10.12 at 08:52 - Reply

    Parabéns por conseguir reunir nesse texto o sentimento dos estudantes que acordaram pra vida… talvez consiga abrir os olhos de alguns de nossos colegas, que ainda imaginam que esse universo científico é a melhor coisa do mundo… sustentando toda essa baixaria! 

  32. Anderson Fonseca 30.10.12 at 09:26 - Reply

    Na área de TI, ou você é pesquisador ou pode passar o resto da vida em empresas que se dizem grandes fazendo sistemas de cadastro, meia-boca, com uma hierarquia de gente que não tem nenhuma embasamento acadêmico e que você tem que obedecer, pra ganhar 5 ou 6 paus/mês, mas você não vai passar disso.

    • Rodrigo Furman 13.12.12 at 17:11 - Reply

      Tem como ganhar mais virando gerente e tal, mas aí é bom fazer o MBA. Tem lugar que paga 15 mil pra programador (COBOL na IBM), mas é difícil entrar.

      No geral, TI paga mais pra nego que é GRADUANDO do que as bolsas pra pós. Eu mesmo, quando fiz Sistemas de Informação, no 2o ano da faculdade entrei num estágio ganhando R$1000,00 de bolsa mais $25/hora extra – trabalhava de webmaster numa empresa gerenciadora de sites. Era comum ver amigos meus de turma ganhando 2, 3 mil como programadores Java longe ainda de serem formados. Fora os freelas, que ainda pagam muito. Quando terminaram a faculdade, muitos entraram de analistas em outras empresas já levando uns 5 mil líquidos por mês.

      Não sei como a galera tá hoje em dia porque eu abandonei a informática e segui a música – financeiramente, me fudi, mas me sinto melhor realizado. Mas tô ferrado do mesmo jeito porque estou me preparando pro mestrado e pro doutorado nesta área agora, finalizando uma pós lato. Dinheiro, cadê? hehehe

  33. Carlos Neves 30.10.12 at 09:46 - Reply

    Parabéns pelo texto. Solicito uma versão em inglês. É de grande importância que saibam lá foram o que se passa aqui dentro, para não acharem que está tudo bem. É preciso pressão de fora também para promover uma mudança.

  34. Str 30.10.12 at 10:25 - Reply

    Brasileiro reclama demais. Nos EUA não existe bolsa de doutorado (PhD), muito menos de mestrado, em geral é o orientador que define o valor, que em normalmente não passa de 700.00 doláres! Pouco num pais onde o custo de moradia e alimentação é muito alto. Bolsa para estudante de graduação, salvo exceções geniais, não existe em nenhum lugar do mundo! Vamos parar de reclamar: 400,00 reais bolsa IC por 12 horas, 1600,00 por mestrado e 2 mil por doutorado, todas LIVRES DE IMPOSTOS são valores adequados para um país onde 50 % da população está abaixo da linha da pobreza. Se vc e seu orientador são realmente bons, em São Paulo, submeta projeto a FAPESP, onde a bolsa de doutorado é 3 mil mensais mais 30 mil de reserva técnica.

    • Totoro 30.10.12 at 12:40 - Reply

      Nos EUA a pesquisa acadêmica também está em crise… Cada vez mais está sendo feita apenas por imigrantes que passam uma temporada no país, americanos estão cada vez menos envolvidos em pesquisas… 

  35. Luanafarah 30.10.12 at 10:54 - Reply

    Oi Suzana, concordo em quase tudo que vc disse. Sou recém doutora e me identifiquei muitíssimo com seu texto, mas vale ressaltar que a maioria das pessoas que conheço (que estão mais próximos da minha área de formação) fizeram a opção de se tornar cientistas porque não encontraram outra saída dentro de sua graduação. Isso mesmo, ou eu que estudei farmácia e bioquímica numa das melhores instituições desta área, a UFOP, me resignava a ganhar até no máximo uns 2000,00 como farmacêutica, isso na melhor da hipóteses, sem progressão de carreira ou fugia de ser farmacêutica e porcurava o que fazer aproveitando minha formação. Porque abandonar a formação, diga-se de passagem que foi opção pra vários que formaram comigo, não estava nos meus planos. 

  36. Rose Laura 30.10.12 at 10:58 - Reply

    Retratou muito bem a realidade, e eu que sempre gostei da vida de pesquisa,desisti dela quando vi que seria apenas desgaste físico e mental de minha parte, eu lá aos 32 anos e sem perspectiva alguma de futuro. Lamentável.

  37. Faby 30.10.12 at 11:16 - Reply

    Muito bom o texto, é a nossa realidade, eu estou fazendo mestrado e estou bem triste com esta situação não sei se irei continuar com o Doutorado, ainda mais depois de ler este texto vou pensar muito antes de tomar esta decisão. Faby

  38. Patricia Baraldi 30.10.12 at 11:17 - Reply

    Eu não vejo assim com tanta tristeza. Eu acho q a autora do texto foi muito pessimista e não entende algumas coisas. Eu tenho outra visão. Na graduação vc recebe só R$ 400 pq trabalhar poucas horas. Realmente as bolsas são poucas, mas isso de certa forma é bom pq assim realmente apenas quem tem vocação para ciência permanece. Ok, Mestrado e Doutorado – não temos direito a nada pq nao pagamos nada… A bolsa é integral não é como na Europa ou EUA q vc como Doutorando paga impostos. E nesse caso vc tira férias. Temos ai os pós- e contras… Ok… passado isso, existem sim vagas para Mestres e Doutores e o mercado nacional tem estado mais aquecido. E também existe outra pesquisa que diz que quanto maior seu grau de instrução menor a sua probabilidade de  ficar desempregado. O que isso significa Q pos-graduação de abre horizontes e vamos parar com essa idéia de que temos q sempre que realizar as mesmas atividades… Reinvente-se sempre… Vá buscar novas possibilidades…. Enfim…. isso é o q eu penso…. Não desanimem nunca… Se vc quer fazer Doutorado – FAÇA! E colha seus frutos… A vantagem é que vc sofre 6 anos, mas depois quando entra no mercado de trabalho vc entra com um perfil diferenciado. 
    http://br.educacao.yahoo.net/conteudo.aspx?titulo=At%C3%A9+2020%2C+mercado+de+trabalho+vai+precisar+de+40+milh%C3%B5es+de+profissionais+altamente+qualificados

  39. Kirmayr Roberto 30.10.12 at 11:27 - Reply

    A Pura realidade . Parabéns pelo artigo

  40. Kirmayr Roberto 30.10.12 at 11:27 - Reply

    Pura realidade, parabéns pelo artigo

  41. Antonio F. P. Melhado 30.10.12 at 12:05 - Reply

    Como já dizia Buda -” O conhecimento liberta, A ignorância escraviza.”

  42. Cathya 30.10.12 at 13:09 - Reply

    Só eu sei o quanto já chorei por não ter tido essas informações antes. Pior é quando você desiste dessa vida, toma outros rumos e seus amigos de graduação lhe condenam. Aconteceu comigo, mas estou mais feliz agora. Enfim, ser cientista virou sinônimo de sacríficio e nada é mais horrível do que procurar um trabalho e o entrevistador fazer pouco dos seus míseros contratos e estágios em instituições de pesquisa. Pro empregador isso não é experiencia que valha. Infelizmente é assim…

    • Clarissa Pereira 14.11.12 at 22:47 - Reply

      pior que é isso mesmo. eles pensam que isso não é “experiência” de verdade.

  43. Adilson 30.10.12 at 15:38 - Reply

     É parceiro: tá todo mundo ferrado. O pessoal de cursos como “Ciencias matemáticas e da natureza”

  44. Adilson 30.10.12 at 15:41 - Reply

    Cursos como “Ciencias matematicas e da natureza”, Biofisica, etc, que não existe mercado de trabalho só sobra isso dai pro cara fazer: mestrado e doutorado… a vida fica uma merda mesmo. Tivesse sido esperto e feito um curso que fosse de acordo com a sua classe social. “Eu gosto de Filosofia, meus pais estão desempregados, estamos à beira da fome, mas mesmo assim vou seguir minha vocação”. Crie um adjetivo novo no aurélio, por que otário ou sem noção é muito pouco pra uma pessoa assim…

    • Caio 12.01.17 at 14:22 - Reply

      vivo exatamente nessa mesma condição

    • Diego Rodrigo da Silva 07.02.17 at 14:09 - Reply

      Gostei do teu comentário.

  45. Thiago 30.10.12 at 17:21 - Reply

    – Oportunidade de viajar pelo mundo todo apresentando trabalhos em congressos;
    – Trabalha basicamente na hora que quiser, e dependendo da área pode inclusive trabalhar em casa tranquilamente;
    – Basicamente escolhe com o que vai querer trabalhar/pesquisar, não vai ter chefe te mandando fazer algum serviço que você não quer;
    – Muitos pesquisadores ganham experiência como professores durante a graduação sendo monitores ou durante o mestrado, quando obrigatoriamente precisam dar aulas dependendo da bolsa que têm.

    Sem contar com inúmeras outras vantagens. Você pode olhar só para o lado ruim se quiser, mas em geral a verdade não se encontra nos extremos. Apesar de todas as desvantagens, a vida de pesquisador no Brasil ainda apresenta bastante qualidades.

    • ana 31.10.12 at 18:25 - Reply

      Mas para isso o profissional precisa ter um bom suporte financeiro de casa.

    • John 05.11.12 at 16:43 - Reply

      Bom, realmente, tem muita coisa errada mais tem muitos privilégios que temos que não é a realidade brasileira. Sou de uma familia que não tem condições financeiras de me dar um suporte (inclusive nem gostaria de estando no doutorado depender deles). Atualmente estou nos EUA, pela primeira vez saindo do Brasil, para realizar parte do doutorado que somente foi possível graças a bolsa recebida pelo Brasil, com passagem e seguro saúde pagos.

      Falar que recebo muito para estar fora é mentira, passo com dinheiro contado, mas sem essa chance não teria outra oportunidade de me aperfeiçoar profissionalmente e ampliar minha visão da minha pesquisa.

  46. Lucila 30.10.12 at 17:44 - Reply

     Olá. Vi esse texto várias vezes compartilhado entre meus
    colegas aspirantes e pesquisadores. Só agora resolvi comenta-lo, pois tinha a
    esperança que a discussão saísse do universo pessoal e partisse para uma análise
    maior e mais participativa. Não ocorreu, porque ainda vejo os mesmos
    compartilhamentos, como o que me trouxe aqui. Acho um equívoco conclamar
    sensibilizar a opinião pública por meio da desistência, ao invés de
    conclama-los a uma discussão propositiva sobre a pesquisa e a formação de pesquisadores
    no Brasil. O texto toca, de leve, em alguns pontos-chave, como a inovação
    tecnológica, a inserção do estudante-pesquisador nas empresas, mas não parece
    perceber que este é um dos motivos da situação negativa da pesquisa e da
    remuneração de pesquisadores no país. Diversas economias, socialistas e
    capitalista, têm sua base na inovação tecnológica, que pode atingir os diversos
    campos do conhecimento. No Brasil, isso é embrionário, o que torna a produção
    científica quase artesanal. Diversos pesquisadores brasileiros já apresentaram
    essa discussão com bastante propriedade, como o Miguel Nicolelis, também neurocientista.
    O que acho é que os pesquisadores brasileiros ainda tem a visão romântica, de
    se enclausurar em seus locais de trabalho, pesquisando os temas pelos quais tem
    “paixão”, mas querem que o estado financie essa forma de pesquisa, que é quase
    um hobby…

    Quando toca na questão de remuneração, o texto é quase
    egoísta ao, por exemplo, comparar o valor de uma bolsa de iniciação científica
    ao salário mínimo. Este, constitucionalmente, presta-se a atender as
    necessidades de moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário,
    higiene, transporte e previdência social, de um trabalhador e toda sua família!
    A bolsa de iniciação científica serve, apenas, ao custeio da formação do aluno
    e ao incentivo a atuação na pesquisa científica. E, ao comparar um estudante de
    pós-graduação a um recém-formado em outros cursos, lança uma fábula gigantesca
    ao estabelecer o salário deste no patamar de R$ 3.000,00 – R$7.0000,00,
    esquecendo-se que tais salários são conquistados em concorrências semelhantes a
    concursos públicos e só os mais abnegados têm essa conquista em início de
    carreira. A maior parte, assim como a maior parte dos brasileiros, tem de se
    contentar com os passos iniciais de uma carreira. E, isso, equivale ao o que um
    estudante de pós-graduação faz.

    Por que, embora o estudante de pós-graduação seja uma
    promessa, ele ainda não é profissional, a não ser que já esteja empregado. Aquilo
    não é um emprego, é um aperfeiçoamento e, só depois de, no trabalho, empregar o
    conhecimento que adquiriu e aperfeiçoou na pós-graduação, é que este deveria ter
    a remuneração que o topo da carreira reserva. Se esta é baixa, chegamos ao
    ponto da discussão, que acho que está totalmente enviesada.

    O problema não é a remuneração que dada para o aprendiz de
    pesquisador, seja na iniciação científica ou na pós-graduação. O problema é o
    investimento nacional para ensino, pesquisa/inovação e extensão. Por que é tão
    baixo? O que podemos fazer para que aumente? Por que professores ganham mal,
    estudantes recebem pouco incentivos? Onde estão as premiações e concursos? Esse
    deveria ser o foco.

    Alguns levantaram que muitos dos estudantes, na verdade, não
    querem ser pesquisadores. É provável. Os cursos de Ciências Biológicas, por
    exemplo, têm o péssimo hábito de orientar os alunos a pularem de linha de
    pesquisa em linha de pesquisa, como mão-de-obra barata para a produção
    acadêmica e estes vão indo com a maré até terminar um doutorado que, por total
    desconhecimento dos benefícios reais de sua pesquisa, não poderá tirar o melhor
    deles, profissionalmente. Esses alunos seriam mais bem orientados com programas
    de estágios, que os expusessem as diversas áreas poderiam atuar. Um recém-formado
    poderia, por exemplo, entrar no mercado de trabalho e, só então, usar uma
    pós-graduação para aprimorar seu campo de trabalho. Era assim anteriormente e,
    acreditem, é muito mais impactante.

    Por fim, acho leviana a afirmação de que um professor
    universitário não é remunerado para ser pesquisador. Um professor-titular, por
    exemplo, com dedicação exclusiva, tem por obrigação de executar ensino,
    pesquisa e extensão. Se ganha mal por isso, voltamos a questão do investimento nacional
    em ensino, pesquisa e extensão.

    Então, desculpe-me, mas, vamos para de reclamar de barriga
    cheia em um país como o Brasil. Sugiro que se mobilizem, como qualquer classe,
    para modificar essa realidade.

  47. Paulaculex 30.10.12 at 18:53 - Reply

    Pior ainda é que depois deste sofrimento todo, quando você consegue, enfim, passar em um concurso, tem que esperar um ano e meio ou mais para ser chamado, ai é o fim da picada!

  48. Lucy_hi5 30.10.12 at 19:40 - Reply

    não me interessa as dificuldades, faço isso pelo conhecimento.

    • Henrique 02.01.15 at 20:02 - Reply

      Você é O CARA

  49. Samara Dyva 30.10.12 at 21:15 - Reply

    Quando eu fiz iniciação científica ganhava R$360, e agora entrei no mercado privado pra juntar uma grana antes do mestrado, porque só com a bolsa merreca é quase impossível sobreviver nas grandes capitais…

  50. Enrique 30.10.12 at 21:32 - Reply

     Texto bom, mas se a intenção era informar a realidade, além dos motivos para frustração mostrados acima, faltou citar outros fatores:

    – Na área acadêmica existem diferentes carreiras, com regimes e obrigações ligeiramente diferentes: a MS e a MTS (a sigla é essa mesmo? Não tenho certeza, afinal não é muito divulgado).
    – Uma bolsa de IC ser R$400 (12 horas semanais) e acharem pouco nos leva às contas, se fosse 44 horas estilo CLT isso dá aproximadamente R$ 1.460,00 (sem impostos). Isso é pouco, muito, ou de acordo com a realidade brasileira? Cada um conclua como quiser, baseado na respectiva realidade.

    Apesar da academia permitir o pensamento autônomo, como dito nos comentários, infelizmente, também resume o professor/pesquisador, formador de opinião, à indicadores de produtividade que, por exemplo, não refletiriam uma excelente didática na sala de aula. E inclusive podem por em dúvida a qualidade da pesquisa realizada, afinal os resultados obtidos seriam diluídos em vários congressos e papers, gerando mais produção, mas, infelizmente, de menor impacto.

    Sugestão de leitura, mais ou menos relacionada à crítica acima:
    “Anarquia, mercantilismo e a síndrome do publique ou pereça”
    por, Philip G. Altbach e Brendan Rapple.

    • Julia 20.09.14 at 16:53 - Reply

      Não sei onde são 12h por semana, aqui em BH/MG . UFMG são 20horas semanais e 400,00 pagos a um IC.

  51. camila l. 31.10.12 at 05:43 - Reply

    Sabias palavras,esse texto deveria ser levado as escolas para mostrar os alunos que tem interesse em iniciar algum curso de graduação e consegui-te seguir a carreira de “pesquisador”.

  52. Alana 31.10.12 at 07:26 - Reply

    o “idealismo dos jovens” em virarem cientistas está um pouco longe da realidade atual, na minha opinião. Vejo muita gente fazer doutorado ou mestrado por que não encontraram empregos que paguem mais por isso… lógico que eu falo dos biólogos, físicos, químicos, matemáticos e por aí vai… 

  53. Juannauj 31.10.12 at 07:58 - Reply

    Muito elucidativo o artigo. Logo na graduação já nos sentimos desestimulados não só pelo baixo valor das bolsas, como também pela sobrecarga de trabalhos. Estudo em uma universidade estadual em que o curso é integral, passamos, no mínimo, 10 horas por dia na faculdade; somos cobrados para participar de organização de eventos, atlética, C.A., cursinho, além da iniciação científica; e, se não fizermos, ficamos para trás. A falta de companheirismo no trabalho, as falcatruas que ficamos sabendo entre os “pesquisadores”, também nos desestimulam a não escolher essa carreira. 

    Observando meus professores, orientadora, além de artigos como o seu, imagino como deva ser depois…

  54. teo_soares 31.10.12 at 09:48 - Reply

    Quem gosta de ciência, gosta de ciência e ponto! Quem tiver afim de enriquecer, seja político, jogador de futebol ou algo do tipo. Vivo MUITO bem com a bolsa de doutorado, que não considero um pagamento, mas como uma ajuda de manutenção. Afinal, meu pagamento é o prazer de fazer o que eu faço, dinheiro nunca pagaria 1 segundo de dedicação da minha vida. Essa coisa de fazer ciência com objetivo de projeção social ou econômica é o que tem feito com que a ciência praticada não tenha absolutamente nada de ciência. Sinceramente, eu não sei se seria legal aumentar a remuneração de cientistas, pois teríamos ainda mais pessoas sem qualquer aptidão para a coisa, mas espertos, sendo atraído para essa área e derrubando ainda mais a qualidade da ciência praticada.

    • Eiristides 31.10.12 at 11:15 - Reply

      que babaca!

    • Daniel Ferreira 16.11.12 at 18:30 - Reply

      pelo contrário, os baixos salários afastam os talentosos….
      os talentosos preferem dedicar  a estudar para um bom concurso….ou setor privado.

    • F 25.01.13 at 09:39 - Reply

      Mesmo assim, eu tb vivia muito bem com minha bolsa de doutorado e era feliz. Depois, quando a bolsa termina, e você vê a dificuldade que é a seguir a carreira científica decentemente, mantendo a produção alta (publicações), a dificuldade em encontrar e competir por uma posição permanente, em enfrentar o sistema educacional arcaico, aí a visão muda.

  55. Laragabby 31.10.12 at 11:33 - Reply

    As universidades públicas contratam pesquisadores como professores e os alunos se quiserem ter um vasto conhecimento tem que ser auto didata, pois os professores que estão em salas se aula, não são professores de verdade e sim pesquisadores, eles não se empenham para tal função, estão muito mais preocupados com suas pesquisas do que com os alunos que alí estão…

  56. Antonio23 31.10.12 at 19:41 - Reply

    AH: faltou de mencionar que para ser pesquisador tem que escrever projetos e ter sorte para ser aprovado por um avaliador que interess no teu projeto…

    Isto é piada……
     

  57. Alaimsatc 01.11.12 at 08:06 - Reply

    Vamos seguir em frente…

  58. Luiz Morales 01.11.12 at 12:09 - Reply

    Parabéns pelo texto…obviamente tu poderias comentar também a questão dos concursos, descritos como “processos justos de seleção”, ou mesmo seleções de mestrado e doutorado, que estão bem longe de ser justas, e não somente na minha área. Teu texto me fez lembrar meu primeiro ano de mestrado, quando não fui “agraciado” com uma das bolsas do meu curso de pós-graduação, e tinha que viver com 50 reais por semana gentilmente dados pela minha mãe para que eu conseguisse prosseguir meus estudos. Hoje estou bem e em uma posicão confortável (mas adivinhem….fora do Brasil)…Mais uma vez, parabéns!!!

  59. Maura 02.11.12 at 10:55 - Reply

    Passei por tudo isto no tempo que até concurso era difícil, graças a Deus alcancei meus objetivos, aos novos digo: não desistam, já foi pior! 

  60. Elisa Dos Santos 02.11.12 at 15:41 - Reply

    Muito bom texto, dra Suzana.
    Eu sou estudante de uma universidade pública e pretendo informar meus colegas a respeito de seu comentário. Colocarei um cartaz expondo uma comparação entre um cientista e um engenheiro no Brasil e o link da sua postagem para que os outros estudantes desta universidade leiam esse seu comentário.

  61. Ju 02.11.12 at 19:54 - Reply

    Pra quem passava fome no RJ, vir pro RS, estudar e hoje ter uma bolsa de R$ 2.000… dá e sobra. Não tenho o que reclamar. Na verdade, tudo poderia ser melhor, mas não vivemos em um mundo ideal. Vivemos na realidade, e a realidade é que os pós graduandos correspondem a uma parcela muito privilegiada da população. Oportunidades nos foram dadas de apenas usar nosso cérebro e dedicar-se ao estudo e acabar com uma graninha decente. Qualquer pobre como eu, que não seja burro e tenha saco pra se adaptar ao mundo (estranho) da pesquisa, deveria se dar por feliz. Mas é claro que sempre vão haver os classe média de plantão que acham que deveriam viver como milionários.

  62. Mas se você descobrir algo muito interessante vai poder patentear e viver de royalties para o resto da vida…. agora convenhamos.. tem cada pesquisa que não melhora em nada a sociedade…. 

  63. Sueli 04.11.12 at 07:33 - Reply

    Ei BRASIL cadê tu?……………Sei que você pode criar o nosso o nosso futuro aqui ………Não expulsa teus filhos para outro país.

  64. Haroldo Rego 04.11.12 at 08:35 - Reply

    Culturalmente somos acovardados e não levantamos bandeiras, porém, algumas bandeiras devem ser levantadas e porque não ?

  65. Arthur 05.11.12 at 13:23 - Reply

    Tou acabando o terceiro período de História e pretendo seguir o mesmo longo e árduo caminho… força e perseverança!

    Ótima análise da falta de incentivo e inexistência da carreira de pesquisador no Brasil.

  66. lidianycs 05.11.12 at 20:22 - Reply

    Por isso decidi trabalhar primeiro e fzr mestrado somente se possível.

  67. Danilo Brambila 06.11.12 at 07:34 - Reply

    Com certeza essa situacao tem que melhorar. Mas diferente do que o autor do texto parece querer induzir, os problemas da valorizacao da pos graduacao nao eh apenas do brasil, mas do mundo inteiro. Nos EUA PhD ganha no maximo 25.000USD por ano, enquanto um engenheiro, administrador, advogado, etc nao pensa em aceitar um emprego por menos que 60.000USD, ou seja a diferenca de salario eh comparavel a que temos no Brasil.

    Outra coisa, fora do Brasil nao existe esse negocio de ganhar dinheiro para fazer mestrado. Existem apenas algumas rarissimas excessoes de alguns programas especiais.

    O salario de um doutorando no Brasil eh sim baixo. Mas com ele, pode-se viver muito bem em uma cidade do interior. Obvio que isso nao eh o caso se o cara mora em Sao Paulo. Note no entanto que essa situacao nao eh de nenhum modo diferente da de 2 doutorandos ganhando o mesmo salario, soh que um morando em Paris e outro em Toulouse.

    Quanto a ambiguidade do papel de professor/pesquisador dentro da universidade, eu concordo plenamente com o autor. Acho que o Brasil deveria criar mais centros voltados apenas a pesquisa. 

    • Cristiano 21.11.12 at 20:52 - Reply

      Cara, acho que você está desinformado. Pra começar, o curso de mestrado em outros países faz parte da graduação. Outra coisa, no doutorado, a bolsa paga para um estudante na Alemanha é quase igual ao salário de um engenheiro. Pra você ter uma ideia, a um tempo atrás tivemos no nosso laboratório um estudante de doutorado da Alemanha, que durante os 3 meses que ficou no Brasil, ele ficou em um apart hotel. Até tivemos que explicar para o porquê que além de receber bolsa, trabalhavamos dando aula particulares, ou seja, para complementar o valor baixo das bolsas.

      • F 25.01.13 at 09:30 - Reply

        Não sei, Cristiano, pelo que sei os doutorandos na Alemanha recebem mil euros e para muitas cidades é apertado, só o aluguel sai metade disso. E isso é a bolsa do Max-Planck.

  68. Lis Melo 06.11.12 at 16:41 - Reply

    apesar de um retrato um pouco exagerado (na minha época, arrumar um estágio remunerado de um salário mínimo com 20 horas semanais era quase impossível, tornando a bolsa Pibic atraente; realmente a situação das bolsas brasileiras é deprimente, mas você sabia que não é muito diferente em países desenvolvidos? a bolsa de doutorado no canadá é em torno de mil dolares por mes, nos estados unidos, não passa de 1500, e na europa também. O custo de vida de lá é em geral maior que no Brasil!). é verdade que nos países desenvolvidos vc tem maior chance de ser empregado como doutor nas indústrias privadas, e como pesquisador também, mas ao invés de vc querer desanimar futuros cientistas, vc deveria lutar pelos nossos direitos de pesquisador. agora entende por que o brasil está perdido do jeito que esta? por que aqui, pessoas como vc, desistem, e não lutam por algo melhor. Já viu o tanto de protesto que os franceses, espanhois fazem contra o governo? Por que aqui os brasileiros não fazem o mesmo? Quem está afundando o nosos país, somos nós, por não lutar, por nao se indignar e dizer ‘vou fazer diferente e não ficar de braços cruzados rezando pro país se afundar mais’. O CBPF que é um grande centro de pesquisa teve um grande concurso há pouco tempo, com cargos com salarios inicias de 10 mil reais. Minha pergunta é, cadê o tanto de doutores que vc diz que tem no Brasil? Por que as vagas não tinham nem 10 candidatos por vaga?? Por que as pessoas não lutam por algo melhor? eu acho que vc tinha que querer isso, ao invés de desincentivar as pessoas a procurem outra carreira.. 

  69. Rita De Cássia 10.11.12 at 13:48 - Reply

    Que alívio, achei que apenas eu tinha essa visão da pós-graduação! Precisa-se de cabeças que pensam a pós-graduação de forma integrada… pesquisa, tecnologia e remuneração/reconhecimento
     condizente com a carga intelectual que adquirimos.

  70. Parabéns! Dra. Suzana! Sou seu fã incondicional.! Há um descaso notável com a Ciência, neste País…Acabo de concluir um Mestrado num Programa de Pós-graduação super sério e muito bem avaliado pela CAPES. E…? Sinto-me perdido!. Vou tentar continuar com o doutorado, na expectativa de que um luz no fim do túnel aponte-me algum caminho..! Mesmo para concorrer à vaga de professor ou pesquisador, não tenho segurança quanto á lisura do processo seletivo. felizmente, já tenho o dobro da idade a que se refere o seu artigo e faço Ciência, sem o desespero de sobreviver.

  71. Pedro Teixeira 12.11.12 at 18:24 - Reply

    Triste?!  Brasileiros são foda mesmo. Se vc está lendo isso vc provavelmente não paga nada para estudar. Se vai se tornar cientista vc provavelmente faz um curso muito caro para o governo. Dai o governo te dá uma bolsa e vc ainda reclama? Vai ver como que é no exterior? Pior ainda é o mestrado, que o pessoal ainda reclama da bolsa. Você está GANHANDO para fazer mestrado sem pagar nada! Se é tão bom assim que devia ganhar mais vai dar as caras na industria e pesquisa privada. 

    • Rodrigo Furman 13.12.12 at 16:38 - Reply

      Agora você também não paga imposto, né? O governo que é bonzinho e dá tudo de graça, gente!

  72. Clarissa Pereira 14.11.12 at 22:46 - Reply

    A grande questão é que para o mercado não importa se você tem doutorado, mestrado, especialização…. sem EXPERIÊNCIA tudo isso não adianta nada. A grande sacada seria fazer mestrado/doutorado e ainda assim  trabalhar em paralelo na sua área (isso é muito difícil). pelo menos na área de engenharia mecânica é assim, se você for engenheira e quer trabalhar no mercado, experiência é fundamental.

  73. Marcelo Prado Rosa 15.11.12 at 15:02 - Reply

    sensacional…! Muito bom…!
    Se este texto tivesse em minhas mãos [ou tela de computador] nunca na vida teria acreditado na ilusão que é ser bolsista de Iniciação Científica e por consequência bolsista de mestrado. Teria feito outro curso direto, sem ter que aprender na carne primeiro.
    Muito bom… parabéns.

  74. Daniel Ferreira 16.11.12 at 18:27 - Reply

    o tempo destinado ao meu mestrado, eu já poderia ter passado em um ótimo concurso em brasília…..escolhas né….foda….

  75. Excelente Texto Dra.

    Realmente a Pesquisa no Brasil tem muito o que avançar, porém tem alguns pontos que não me identifiquei com a realidade apresentada.

    Sou mestrando e pesquisador em SP. Moro em um república com outros pós-graduandos sendo que um é doutorando e outros dois acabaram de terminar o mestrado.

    O Doutorando ja estava dando aula em faculdade 1 ano após a conclusao do Mestrado. Já os meus colegas que acabaram de terminar o Mestrado, um deles conseguiu emprego rapidamente em uma Faculdade.

    Sem falar que o valor financeiro que eles ganham está longe de deixá-los em necessidade financeira.

    Obviamente a situação de Ensino e Pesquisa em SP é privilegiada comparada com o resto do país, mas estou postando minhas impressões sobre isso para ampliarmos a discussão sobre o Sistema Educacional para Ensino Superior. 

    Abç.

  76. Excelente Texto Dra.

    Realmente a Pesquisa no Brasil tem muito o que avançar, porém tem alguns pontos que não me identifiquei com a realidade apresentada.

    Sou mestrando e pesquisador em SP. Moro em um república com outros pós-graduandos sendo que um é doutorando e outros dois acabaram de terminar o mestrado.

    O Doutorando ja estava dando aula em faculdade 1 ano após a conclusao do Mestrado. Já os meus colegas que acabaram de terminar o Mestrado, um deles conseguiu emprego rapidamente em uma Faculdade.

    Sem falar que o valor financeiro que eles ganham está longe de deixá-los em necessidade financeira.

    Obviamente a situação de Ensino e Pesquisa em SP é privilegiada comparada com o resto do país, mas estou postando minhas impressões sobre isso para ampliarmos a discussão sobre o Sistema Educacional para Ensino Superior. 

    Abç.

  77. Yara 02.12.12 at 14:39 - Reply

    Esse artigo não me disse nada. Sou da Letras, ser pesquisador (e sim, professor, pois eu me formei foi pra isso) ainda é um sonho na minha área. A bolsa da Capes, pra mim e pra quem é do meu curso, é uma fortuna. Melhor que a mixaria que recebo como professora. E ainda com a possibilidade bem real de ganhar melhor no futuro e seguir carreira acadêmica. Essa nova resolução foi uma mão na roda pra quem é professor: não falta trabalho (ainda mais cursando mestrado) e posso adequar a carga horária ao máximo permitido. Deveriam especificar no artigo que ele não é dirigido a todas as áreas.

  78. laura tinha 06.12.12 at 22:43 - Reply

    Perfeita colocação! Ao meu ponto de vista, ser pesquisadora envolve muito mais os sentimentos de amor e paixão que qualquer interesse financeiro. Veja os músicos Mozart, Bethoveen, os quais morreram pobres e suas obras transcenderam o tempo. Buscar a ciência é um caminho árduo e ingrato, como pesquisadora me vejo muito longe de ser uma cientista, me vejo com uma conta bancaria magra, com problemas de insônia e ansiedade, me vejo engordando, abdicando de uma social, cada dia mais triste e menos desiludida com o mundo. Porém, todos esses desejos mundanos ficam mínimos quando meu desejo é fazer ciência. Sejamos otimistas, amanha pode ser melhor, na verdade amanha vai ser melhor. Muito bom o texto professora Suzana, fico muito feliz por esse ponto de vista ! Obrigada

  79. Nathalia 10.12.12 at 20:36 - Reply

    Só uma dúvida… tem como “trancar” um doutorado? Ou desistir de vez? E a bolsa que eu já recebi, tenho que pagar de volta? Alguém sabe como funciona??

  80. Gabriel Magalhães e Silva 17.12.12 at 10:28 - Reply

    Sou físico e tem um ditado na Física que também é válido para os pesquisadores de outras áreas: Ser físico no Brasil é o jeito mais difícil de ser pobre

  81. Aline Camila 20.12.12 at 23:14 - Reply

    Adorei o texto. Vocês poderiam também pedir autorização para postar a parte 2? Tem as sugestões da Suzana, muito boas! 🙂

  82. ASAS 22.12.12 at 15:19 - Reply

    Eu sou Eng. Eletronico, mas na verdade meu “sonho” sempre foi ser Cientista, Fisico para ser mais preciso.
    Depois de me graduar como Eng, eu tive a sorte de conseguir um bom trabalho em uma Multinacional durante 7 anos, mas NUNCA esquecia do antigo sonho. Resolvi entao largar tudo e fazer um Mestrado em Fisica. Depois do Mestrado, o sonho simplesmente acabou. Nao queria mais saber nada de Doutorado, e voltei a ser Eng. Hoje sou MUITO feliz e nao me arrependo da escolha de voltar, nem muito menos de ter feito o Mestrado.
    Eu tentei, mas continuar com aquele sonho era uma tremenda burrice e perda de tempo, era como lutar completamente nu em um coliseu cheio de leoes famintos.
    Eu acredito que muitos nao desistem do “sonho” simplesmente porque nao sabem fazer nada mais que “estudar”, nunca realmente trabalharam na vida, ou produziram algo util, e nao sabem realmente o que eh ser reconhecido e apreciado pelo trabalho que faz.
    Sorte aos futuros “cientistas”, isso eh tudo que eu posso lhes desejar.

    • pensador6 25.09.13 at 16:25 - Reply

      parabens!

      vc eh mais um puppet dos capitalistas

  83. Tatiana C. P. Dutra 29.12.12 at 11:04 - Reply

    Desculpa, a todos que criticaram o texto acima…mas é a mais pura verdade. Não passamos de nada além que mão de obra barata. Acabei desistindo do meu doutorado em microbiologia com possibilidade de estudar na Alemanha. Como foi dito acima, já fui uma jovem cheia de ideais e ideias! Ainda sou completamente louca pela microbiologia, amo o que leio sobre, mas a beira dos 28 anos me fez pensar em tudo o q eu já tinha construido; NADA. Amigos que não seguiram a carreira academica não ganham rios de dinheiros, mas todos já tem um vida profissional. Desde que terminei minha gradução ouço: mas o que vc faz mesmo? So estuda? Quantos sábados e domingos, eu passei no laboratório para trocar meios, para fazer um replique, para ver a morfologia da célula….. Ter sido selecionada pra trabalhar numa empresa privada de pesquisa clinica me fez olhar isso tudo de outra forma: há uma vida além da bancada. Uma vez ouvi de um professor: A ciencia se faz por prazer… então pergunto: porque ele não ensinar/pesquisar por prazer ao invés de aderir as greves por melhorias de salário????
    Enquanto não houver outra oportunidade para os futuros profissionais, continuará a corrida massiva pela vaga na pós graduação?!
    Continuo não ganhando muitos, mas de algum ponto temos que partir…a hora de arriscar é agora! Se não for nada disso, eu volto pro doutorado. Ao menos vou ter bolsa (se o governo permitir);;;;kkkkk

  84. Eliani de Araujo 09.01.13 at 20:45 - Reply

    Concordo plenamente e protesto veementemente contra a política para formação de cientistas que se usa no Brasil. Os Institutos de pesquisa existentes e em extinção estão tão sucateados e recebem tão poucos incentivos que os pesquisadores que ainda permanecem, são verdadeiros heróis, muitas vezes colocando dinheiro próprio para poder continuar seu experimento. 
    Parabéns à iniciativa de divulgar, mas precisamos pensar em como reverter essa situação,Os nossos secretários, ministros, e demais governantes precisam ser alertados ou até ameaçados pois é muito frustrante ter um estudante gênio sendo tratado de maneira grosseira. Um gari ( sem desrrespeitar ), um mensageiro, um catador de latinhas, ganha mais que um estudante tentando fazer mestrado, doutorado e carreira científica.

  85. Eliani de Araujo 09.01.13 at 20:50 - Reply

    Lastimante. O texto é o perfeito retrato do que se passa no Brasil . O pior é que nossos governantes não estão nem aí com o que está acontecendo na ciência. Estão preocupados demais com a forma de desviar dinheiro público em interesse próprio.

    • F 25.01.13 at 09:22 - Reply

      O ciência sem fronteiras não é coisa da Dilma? Há muito mais investimento hoje do que nos anos anteriores, as bolsas estão sendo reajustadas, ao contrário de uma década atrás. 

  86. Fernanda Castelo 13.01.13 at 09:52 - Reply

    Muito bom, um ótimo retrato de como é a real situação de um pesquisador.

  87. nao gosto que falem assim da profissao que quero seguir porque se ela nao existisse vcs nao saberiam como eram muitas coisas e nada vai me fazer mudar de ideia e nao importa quanto me pagam ou vou ter que pagar eu amo ciencias

  88. Gabi Prando 23.01.13 at 06:35 - Reply

    Estou no ultimo ano de bacharelado em física e até a pouco tempo tinha certeza em seguir uma carreira como pesquisadora, mas considerando estes fatores que descreve, tenho pensado seriamente em desistir.  
    Ser pesquisador vai além de escolher uma profissão é uma vida dedicada a algo, se já na iniciação muitas vezes fim de semana e feriados você se ocupa estudando horas intermináveis outra estará participando de congressos. 
    Mas é decepcionante a falta de reconhecimento, de pagamento e as dificuldades diárias, como se manter com esses valores irrisórios. 
    Outra coisa que sei , se desistir até o final desde ano, provavelmente terei sempre um sonho não realizado.
    Queria ser pesquisadora e não um monge franciscano.  

  89. Joana Gasperazzo 23.01.13 at 20:02 - Reply

    O último concurso pra pesquisador do INCA exigia no MÍNIMO 3 anos de Pós-Doc…..

  90. Adalberto Luiz Miranda Filho 25.01.13 at 11:53 - Reply

    Esse site não informa nada de positivo sobre a vida dos pós graduandos… fiz uma busca mas nada foi encontrado… !!!
    A vida no mestrado e agora doutorado me possibilitou conhecer todos os continentes do mundo, vai me possibilitar esse ano morar nos EUA…me possibilita viajar pelo Brasil, conhecer pessoas… fazer um trabalho que é prazeroso… me possibilita todos as tardes pegar uma praia, pois moro no Rio de janeiro… me possibilita viver muito bem… pois ainda posso exercer outras atividades remunerada!!! Não sou rico mais sou feliz…. e não dependo de ninguém para viver…Há quem ache ruim uma bolsa de 3700 reais para um pós-doc (no conceito de alguns “desempregado e preguiçoso”) Há quem goste da vida acadêmica…Há quem goste de trabalhar das 8 as 17 horas de segunda a sexta (sob pressão… gerente no pé… cumprir meta…)Há quem goste de roubar e ser corrupto ou fumar maconha…Ou seja: cada um faz o que quer de sua  vida… e ninguém tem nada com isso!!!

  91. Kamy Karolline 26.01.13 at 11:34 - Reply

    Que bosta.. A gente cresce achando que será o máximo ser um cientista, como nos filmes e depois descobre que a realidade é uma verdadeira merda, como o Brasil quer crescer desse jeito? Não entendo. 

  92. Victor Basile Astuto 28.01.13 at 21:08 - Reply

    Infelizmente estou tentando algo na iniciativa privada só pelo $$$$. COisa que não me deixa nem um pouco feliz mas eu preciso viver e não sobreviver

  93. Ed Uchoa 04.02.13 at 22:10 - Reply

    A vida do jovem cientista no Brasil não é uma maravilha. Mas em outros lugares é pior ainda. Na França, depois do doutorado vc vira Maitre de Conferences. Aula a beça e um salário que dá pra alugar um sala e quarto em Paris. Professeur mesmo só aos 40, se vc tiver boa produção. Na Alemanha também só se costuma ter posição permanente depois dos 40.

  94. Veiga 21.02.13 at 21:59 - Reply

    Estão desmotivadinhos com a academia? Vazem e vão trabalhar 40 horas semanais em uma empresa qq da área de vocês! Não tem dinheiro? Pois que trabalhem por fora fazendo bicos. Não consegue? Escolha um ou outro. Detesto gente que faz uma escolha e fica se lamentando pq fez uma escolha ruim. Enfim, todas tem seus lados bons e ruins. Parece um bando de bebês choramingando… escolheram? Agora que lutem para que as coisas melhorem, e lutar não é ficar postando reclamações aqui, comecem sendo menos individualistas/separatistas/bairristas e clamem por melhorias de forma apropriada.

  95. tomcat.gato 02.03.13 at 18:15 - Reply

    Ser pesquisador no Brasil, me fez lembrar da frase de um amigo que cursava a carreira de cinema. Ele disse o seguinte:
    A carreira de cinema no Brasil se resume a seguinte frase: ” uma camera na mao, uma ideia na cabeca e uma barriga vazia” .
    Triste destino dos cientistas do nosso pais.

  96. Rafael 10.03.13 at 19:39 - Reply

    Tem gente que se conforma em viver fazendo planilha
    em escritório das 9 as 18, fazendo cadastro meia-boca, enrolando em
    reunião o dia todo, “gerente” que gerencia à maneira capataz de ser (só
    encaminha as ordens para os funcionários e fica o resto do dia lendo o
    globoesporte, não procura entender que gerencia não é nem de longe
    isso). Claro, se você estiver feliz com esse estilo de vida desenhado
    pelo capitalismo, vá em frente! Sinceramente, eu não aguento mais essa
    vida de escritório, larguei tudo e vou fazer faculdade novamente, e sim, quero ser
    pesquisador, mesmo ganhando uma merda (aprendi a não ceder as pressões
    sociais, consigo viver com pouco). Vou entrar numa área totalmente
    diferente da minha, e até o momento estou muito feliz, prefiro assim,
    prefiro ter capital intelectual, o resto eu corro atrás.

    Li por
    aqui gente se orgulhando em ser reconhecido por algum trabalho que fez
    no meio privado e menosprezando a pesquisa. Você acha realmente que
    cortar 500 mil reais de despesas no ano Y do setor X na empresa XYZ da
    esquina é algo pra ser orgulhar? É algo realmente útil? Seu cargo com um
    nome sofisticado de Analista de X, que no final das contas só envia
    email e enrola em reuniões é algo pra se orgulhar? Você se contenta com
    pouco mesmo. Seu trabalho é algo temporal, nada diferente de um cara que
    trabalhava na linha de produção no ínicio do século XX. Prefiro procurar
    conhecimento, com ele, eu me viro.

  97. Manoel Rock'nd Roll 02.04.13 at 08:56 - Reply

    ”Bons salários não vem a ter tanta importância”, mas o descaso do governo em não dar assistência às pesquisas é o que mais me indigna, a ciência é a base para uma vida sem medos e plena, ao invés de se preocupar com o próximo capitulo de uma novela ou o próximo jogo do seu time, todos devemos lutar por melhorias nos sistemas de educação.

  98. Indignado 17.04.13 at 17:03 - Reply

    Ótimo texto!

    Juro que se tivesse lido isto antes não teria me bandiado para o mestrado, onde além de tudo que foi citado eu ainda sou obrigado a “bater-ponto”!

    Isso mesmo, tipo funcionário público porém sem direito algum. Todos os dias 4 vezes ao dia, cumprindo uma carga de 40h semanais. Sem direito a vale transporte, ticket, auxílio… absolutamente NADA!

    A Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES, situada na região norte de Minas Gerais, instituiu o ponto obrigatório para os bolsistas de mestrado. Caso queira continuar recebendo a bolsa o mestrando é obrigado a seguir as novas normas.

    Um absurdo e eu diria até abuso de poder!

    Afinal, em que era estamos?! E além do mais, a universidade não possui nenhuma estrutura para que os estudantes permaneçam tanto tempo em suas dependências. Não temos SALA para estudos (em grupo e individual), não temos internet de qualidade (toda semana fica fora do ar além de não ser wi-fi a faculdade não disponibiliza cabos para conexão, temos que revesar com outros colegas), não temos restaurante universitário e a única cantina funciona quando quer e muitas outras irregularidades. Para se manter um PESQUISADOR em um local é preciso que se forneça o mínimo de condição para estudo. E isso está longe de acontecer na UNIMONTES.

    É uma vergonhas!

    E a coordenação é totalmente irreversível. Não aceitam nenhum tipo de negociação. E a CAPES apenas afirma que os critérios de seleção e distribuição de bolsas são responsabilidade da instituição de ensino. Ou seja, a UNIMONTES vai continuar fazendo o que bem entender com os mestrandos (FALTA DE RESPEITO!)… até que o mestrado acabe de vez.

    Indignação!

    Aff…

  99. Leandro Bemfica Rodrigues 23.04.13 at 16:06 - Reply

    Isso é a mais pura verdade. Meu irmão mais novo saiu da Faculdade de Engenharia Mecatrônica com um “superprojeto”, buscou bolsa de pós junto ao CNPq e ficou “a ver navios”: não tinha um currículo acadêmico excelente visto que não pôde ser estudante universitário 100% do tempo, tinha que fazer estágio (que conseguiu sozinho), trabalhar, etc. Resultado, sabe a história do ” a ver navios”, pois é, ele resolveu embarcar no tal “navio”, aportando na Itália, Universidade de Bologna (que dispensa apresentações, para quem conhece), onde não só foi aprovado no Mestrado e no Doutorado, como também, após um ano, adivinha…sabe o tal “superprojeto” que para o CNPq e para o Brasil varonil nada valeram…foi aprovado e selecionado para receber uma bolsa integral do Governo da ITÁLIA (!). Hoje o garoto está lá, com uma bolsa de mais de 2000 euros (sem impostos). O que você acha que ele acha do Brasil? Nem vou responder, porque, como avisado acima, “os comentários deste site são moderados. Não serão aceitos…ofensas e palavrões”.

  100. Rodrigo 30.04.13 at 17:20 - Reply

    O texto é muito bom, e retrata um pouco a realidade de pesquisa no Brasil. Mas cabe ressaltar que ninguém é ou foi obrigado a fazer pós graduação, se estamos fazendo é porque escolhemos. Já dizia meu ex orientador de iniciação científica: CONVÉM TRABALHAR PELO QUE SE AMA E AMAR AQUILO COM QUE SE TRABALHA..Ora bolas!!! se reclama, porque esta fazendo???? Arrume um emprego!!!!! Eu quando terminei a graduação recebi um convite para trabalhar em uma grande empresa de cimentos e simplesmente, recusei, pois ja havia passado na seleção para o mestrado…Atualmente faço doutorado na Espanha. Neste tempo que estou aqui, dá para perceber que um grande defeito de nós brasileiros, é o jeitinho brasileiro…Queremos sempre sair ganhando, sempre ter proveito de uma situação..Concordo com o texto, mas temos que refletir sobre nossas atitudes também..Quando essas pessoas que reclamam tanto, conseguir um bom emprego (Tenho amigos doutores em industrias, ganhando inicial R$ 8.000,00) NÃO irão reclamar mais, pelo contrario, vão bater no peito dizendo que o bom emprego que tem hoje é devido a formação que teve na pós graduação..

  101. Rickson 07.05.13 at 00:40 - Reply

    Você certamente não é de uma área digna que possa se chamar ciência… Você omitiu muitos detalhes, fez generalizações e ainda desmotivou mais a carreira científica. Continue fazendo seu trabalho de merda, e pare de pensar que faz ciência.

  102. CLara 04.06.13 at 20:25 - Reply

    Terminei o mestrado e ando bem desmotivada com a situação atual… Desisti de fazer o doutorado para abraçar outras oportunidades na carreira, o que aparentemente é dar um passo atrás, pois as empresas não querem pagar a diferença por titulação.. Está tudo muito confuso… APoio a causa da Dra. Susana Herculano-Houzel…

  103. Jayme Filho 05.06.13 at 11:27 - Reply

    Concordo com você!
    Mas não vai parar de surgir “cientistas”,digo isso pois acredito que tem muita gente que não sabe para onde vai, depois que termina a Universidade, e se acomoda no mundo científico. Se não sei o que quero, então me agarro ao “que está mais fácil” e tento o mestrado, pois já estou na Universidade mesmo. E até mesmo o professor do curso ajuda.
    Ai criam-se pesquisas desinteressadas, mas que permitem ao “pesquisador” ir para fora do país e ai ele pode até ficar um pouco mais se pagar do bolso.
    É o sistema sendo alimentado por interesse próprio apenas!

  104. Lívia Azevedo 01.07.13 at 00:21 - Reply

    Minha bolsa PIBIC foi de 200 reais. Quem me dera se tivesse sido 400. Teria ajudado.

  105. Daniel 21.07.13 at 21:11 - Reply

    Alguém sabe dizer se aquela regra de que professor de ensino básico pode acumular emprego e bolsa, redigida pela CAPES, também vale para FAPESP ? Não achei nada esclarecendo isso.

  106. Mércia Lino 24.07.13 at 20:48 - Reply

    Como eu lamento não ter acesso a esse artigo antes, quando resolvi fazer Biologia sonhando ser cientista em 1997… to quase no fim dessa “carreira”, faltando apenas o Pós-Doc, mas emprego como pesquisara e tempo de serviço na área que é bom, nenhum…

  107. Andy 31.07.13 at 17:56 - Reply

    Tô fazendo mestrado para não ficar parado. Essa é a realidade.

  108. kira 23.08.13 at 10:11 - Reply

    afinal qual a finalidade dessas pessoas é desestimular?procure fazer algo de útil para as pessoas é melhor que ser um inútil

  109. Clênio 28.08.13 at 14:01 - Reply

    putz

  110. Clênio 28.08.13 at 14:15 - Reply

    Pergunte a um político sobre; alternativas de energia sustentável, como acabar com a fome, como explorar minerais fora do planeta terra, como amenizar as mudanças climáticas, como curar e prevenir o câncer, como criar meios de transportes que não emitem poluentes, como limpar a água dos rios… ele vai falar um monte de propostas infundadas (abobrinhas). a sociedade moderna usufrui os benefícios da ciência e bota os cientistas no porão da sociedade enquanto no palco principal POLÍTICOS, EMPRESÁRIOS, LÍDERES RELIGIOSOS, ARTISTAS, JOGADORES DE FUTEBOL vivem uma vida POMPOSA e regrada de exagerados.

  111. Lis 01.09.13 at 18:32 - Reply

    infelizmente é a situação de muitos outros países (inclusive de primeiro mundo), como o Canadá. Nos EUA a situação é um pouco melhor, mas não é nada gritante..
    Luto com a minha decisão de ter seguido essa carreira todos os dias.. luto mas continuo nela..

  112. penseman 02.09.13 at 12:37 - Reply

    acho que a duraçao do mestrado e doutorado é muito grande!

    se o aluno faz iniciaçao cientifica e apresenta bons artigos, ele deveria fazer no maximo 1ano d mestrado mais 2 doutorado e pronto!

    6anos é fodda!

  113. eupenso 02.09.13 at 13:03 - Reply

    a culpa eh dos governos parasitas q sangram o povo brasileiro durant decadas

  114. marcos 14.09.13 at 18:33 - Reply

    carreira acadêmica é muito ruim

  115. graziele 19.09.13 at 14:21 - Reply

    O intuito deste texto é informar ou apenas criticar os nossos cientistas e pesquisadores que estão no nosso pais, nos dias de hoje, trabalhando, ralando, mesmo recebendo esse pouco salario que o governo libera ? Pois se for pra informar que não vale a pena ser cientista,bom, tenho 17 anos, planejava desde o começo do ensino médio fazer ciências biológicas na área de microbiologia e imunologia. Pesquisei sobre essa área e vi o salario e o mercado de trabalho, tudo mais… quer dizer que tudo o que é divulgado sobre não é verdade ? Bom, meus conceitos mudaram sobre o que eu quero fazer, isso é bom ou ruim agora ? Ou vocês acham que o nosso pais, do jeito que esta indo, sendo incentivados a não fazer algo que possa contribuir para a sociedade possa ajudar ? Acredito em minha opinião que ao invés de apenas criticar, FAZER algo que possa mudar essa situação no campo de pesquisas e áreas cientificas seria uma opção melhor. Nao vou mudar meu curso, pois sei o que eu quero fazer, sei no que eu quero trabalhar, porque sei dos trabalhos que eles fazem e sei tambem que quem entra nessa área e porque quer!

  116. Juliano Camargo 20.09.13 at 15:05 - Reply

    Perfeito Suzana, concordo inteiramente com seu manifesto, com um agravante: mesmo que se profissionalize e encontre um nicho como pesquisador fora do meio acadêmico, terá que competir com centros filiados às universidades financiados com dinheiro público que prestam serviços para empresas, seja inteiramente de graça ou em troca de créditos fiscais, gerenciados por professores com ‘talento gerencial’ que ao mesmo tempo que são pagos pela sociedade para produzir ensino e pesquisa agora também são pagos para exercer uma posição similar a de gerente, colocando seus alunos como mão de obra barata em seus empreendimentos ou parcerias.

    Sou completamente favorável aos estágios e empresas-júnior como forma de alunos inexperientes ganharem experiência prática e eventualmente aterrisarem em um emprego formal especializado, mas não é isso que acontece neste novo modelo.

    O que acontece é a ‘contratação’ de pós-pós-doutorados de mais de 35 anos de idade com larga experiência em pesquisas – e perfeitamente desempregados – para participar de projetos especializados, tudo ganhando bolsa e sem ter direito a um salário, coisa que é realidade nas profissões mais simples.

    Se uma pessoa com este perfil não consegue entrar no sistema de trabalho formal seria hora de rever este sistema, e não de optar de vez pelo sub-emprego e fechar de vez esta porta.

    Assim empresas que precisam de pesquisadores também tem o incentivo de focar em negócios, marketing e vendas e produzir suas pesquisas nestes centros, matando mesmo antes de existir o pequeno mercado que absorvia através de empregos formais parte da massa de pós-graduandos que se forma no nosso país.

  117. Rafael 21.09.13 at 13:45 - Reply

    Cada vez que leio algo que a Suzana escreve tenho vontade de vomitar. Não que ela esteja errada, sua critica a ciência brasileira procede, o que me deixa enjoado é a forma como ela quer consertar a frágil situação da política voltada ao desenvolvimento científico do Brasil.

    Não é desestimulando candidatos a cientistas que se melhora a qualidade. Que tal brigar por mais verbas de pesquisa, por melhores bolsas para os alunos (Sim bolsa, não estou falando em salario) e o principal melhor salário para os pesquisadores (Doutores). Para mim, pesquisador e cientista tem que ser necessariamente doutor, assim como um advogado só advoga com registro na OAB. Portando até se tornarem doutores são alunos. O impraticável é existires doutores (bons de serviço) desempregados. Isso é um absurdo

  118. Lauro 28.09.13 at 01:41 - Reply

    Muito bom o texto da autora. Um texto bem escrito, sem erros de português ou de acentuação, e que aborda um assunto muito interessante. Aos que não conseguiram entender a ideia que autora quis passar, sugiro que tentem não levar para o lado pessoal. Assim como a maioria dos que comentaram o texto, eu também estou nessa área. Estou concluindo o mestrado e quase iniciando o doutorado. Devemos ler esse texto fazendo uma análise crítica. Ao contrário do que muitos pensam, fazer uma análise crítica não é apenas criticar. Como eu escolhi ser pesquisador, agora só me resta continuar seguindo o meu caminho. Se o salário inicial é ruim, se os pesquisadores e cientistas não são valorizados, se falta mais investimento do governo federal, não importa. O que importa é que devemos continuar lutando pelos nossos objetivos e buscando sempre o melhor para nós mesmos e para a humanidade.

  119. Lorena 01.10.13 at 18:46 - Reply

    ótimo texto! reflete exatamente a realidade das universidades brasileiras… e é por isso que menos da metade dos mestrandos seguem a carreira no doutorado…

  120. Isadora Franco 02.10.13 at 12:06 - Reply

    Nossa, que horror, hein, ser caracterizado como professor é mesmo horrível – por quê? Por acaso ser professor é ser inferior?
    Nunca vi tanto preconceito com o professor. Ok, tb acho que poderia ter um cargo de pesquisador – principalmente para gente que desvaloriza desse tanto a educação, como vc demonstra fazer – mas daí a dizer que ser professor universitário rebaixa o cientista é uma grande bobagem. O problema é o acúmulo de função.

    E bom, se vc acha tão ruim ser professor universitário, dê uma passada numa escola para ver o que passa um professor na Educação Básica. E sinceramente, eu não vejo nenhum dos meus professores universitários com roupa baratinha de pobre sofredor: pelo contrário, vejo-os falando que foram a Paris como quem vai até a esquina. Não, não é a profissão mais tranquila do mundo ser cientista, mas daí a falar como se fosse a coisa mais terrível do mundo é MUITA FALTA DE NOÇAO DA REALIDADE BRASILEIRA.

  121. Viviana 02.10.13 at 20:26 - Reply

    Eu não desisti… como vc sou bióloga, mas acredito que com meu trabalho posso contribuir com o crescimento do país.
    Acho que a ciência brasileira vem evoluindo, nada se muda de um ano para o outro. Vc mesmo disse as coisas hj são diferentes de 10 anos atrás.

  122. Luana 03.10.13 at 14:25 - Reply

    Bom, eu comecei esse ano na biologia…ainda bem que sempre pensei dessa forma.
    Como diz meu professor “a ciência é puro romantismo” , ou seja, só faz ciência quem ama.
    Só digo que a ciência movimenta o mundo.
    Ou seja, mesmo com esses problemas, obstáculos apresentados no artigo, nós podemos mudar, que seja uma pequena parte do nosso cotidiano e talvez o mundo e podem acreditar somos os mais estudiosos que existem.

  123. Cunha 10.10.13 at 06:14 - Reply

    Desmotivante aos desmotivados…………
    Ciência é isso…..trabalho….muito trabalho….Acham que é moleza?
    Não estando você disposto a muito trabalho, não faça ciência….
    Agora, querendo alienar-se e viver em total conforto?…..Mais fácil comprar um bom sofá e uma boa TV…….

    Tenho pena dos iniciantes que tiveram como base esse post nesse blog e acabaram por desmotivar-se.

  124. Paula Geovanna 14.10.13 at 12:42 - Reply

    Eu tenho 11 anos, e gostaria de ser cientista, mais após essa texto ,pensei bem e acho que vou decorrer a outra coisa, sei que sou pequena ainda para isso, mais fazer oque se sonhos de verdade vem deis da infancia. Pensava que o salario de um cientista era bem auto,em torno de 10 á 15 mil mais vejo que era tudo fruto da imaginação.Estou indignada com isso enquanto um cientista ganha essa “micharia” para fazer pesquisas e quem sabe uma descoberta incrível, esses apresentadores ganhão cerca de 300 mil.
    Sonhos infelizmente não são fáceis !

  125. Alice 16.10.13 at 15:54 - Reply

    Eu sou da IBM – programadora mainframe e nunca ouvi falar de ninguem ganhando 12 mil aqui nao (nem o meu gerente) Ganho 4 mil (brutos) e ponto final.CLT 12 mil eu nao conheco nem aqui nem em lugar algum: so mesmo os profissionais que trabalham como PJ (pessoa juridica)

  126. Carol Redlich 17.10.13 at 22:49 - Reply

    Uma triste realidade ver que o amor a ciência não enche sua própria barriga ou muito menos te sustenta!!

    Ganho muito mais na rede privada que essa bolsa miserável que dão para quem esta indo pra mestrado/doutorado, sendo que ainda nem concluí meu MBA.
    Isto é uma completa vergonha para o Brasil.

    Quando terminei o ensino médio tinha vontade de fazer física, entretanto, as condições financeiras não permitiram eu estudar fora (curso integral, pais bancarem completamente uma 2° casa) e assim optei pela segunda coisa que mais amava: números. Acabei indo para a contabilidade e me apaixonei pela carreira.

    Apesar de ainda possuir muitos viés com a profissão e o não reconhecimento digno devido (nos caracterizam como bichos de sete cabeças do governo), a partir de 2007 este cenário começou a mudar drasticamente e ver a área de ciências (tão quanto importante como qualquer outra) neste limbo de impossibilidades de segmentes é vergonhoso …

  127. Calebe 24.10.13 at 19:51 - Reply

    Farei minha graduação no Brasil,e minha pós no exterior.

  128. Calebe 24.10.13 at 19:52 - Reply

    Fora que, pra trabalhar aqui ficou arriscado, com esses retardados invadindo laboratórios e ameaçando os profissionais.

  129. Felipe maggenti de Azevedo 31.10.13 at 09:18 - Reply

    Bom dia.
    ” Uma bela manhã, a faxineira de Einstein encontrou de marca página de seus blocos de anotação ao tirar o pó de sua escrivaninha um cheque de dez mil dólares”. Ele foi devolver, disse, olha professor o que encontrei e ele baforando de desespero por ter tirado da marcação onde estava marcando suas anotações disse, pegue para você”. (Não mecha mais nos meus blocos). Leiam a Biografia e verão vários outros comentários esdrúxulos para quem é normal.

    Jovens, para ser um cientista, esquecem vida social e ganância por dinheiro. Essa teoria não existe!!! Se quer ser, venha preparado para anos depois não se frustrar e escrever um artigo como esse. Ser cientista é amar a natureza, viver enclausurados dentro de um laboratório, (não é amar conta bancária). Existe um colega, bacharel em física que se formou com 23 anos e está ganhando 9,000,00 reais (como bacharel), ele é perito da polícia federal em perícias forense.
    Existem outros meios, como falar inglês, é preciso, existem garçom nas praia de Balneário Camboriú e Copa Cabana que falam inglês todos tem que falar hoje em dia desde a profissão mais simples até as avançadas. Sair do pais, como o amigo MARCELO GLEISER.

    Ser bem sucedido no ramo da ciência é descobrir, viajar lá na molécula e ser bom. Você não será um bom cientista vendo jogo de futebol todos os dias ou as novelas da globo ficar ansiosamente esperando o carnaval chegar.

    Se quer ganhar dinheiro, 7,000,00 por ai, vá cursar engenharia, ser um profissional que só sabe assinar e que não vive sem uma calculadora HP50G do lado!!! Isso é amar a conta bancária. Mas se você quer FORMAR ENGENHEIRO e amar a natureza e saber quase tudo sobre ela, VENHA SER CIENTISTA!!!! Existe muito campo sim, É SÓ SER BOM!!! QUEM É BOM NÃO VIVE FRUSTRADO. .

  130. Érico Ferraz 31.10.13 at 19:45 - Reply

    Eu, desisti de três mestrados dois com bolsas da CAPES para seguir a carreida de empreendedor. Fiz Bacharelado em Matemática e Especialização, cursei disciplinas do mestrado em modelagem matemática quando desisti pela primeira vez, depois fui aprovado para mestrado em mecatrônica e mestrado em modelagem computacional e todas as vezes não cheguei ao fim. E cheguei a conclusão que dar aulas particulares para os ensino fundamental, médio e superior preparação para concurso e ENEM, isso sim me dar um retorno financeiro maior e sou desafiado a todo momento me qualificando cada vez mais…

    • Louise 06.10.14 at 01:48 - Reply

      Érico, quando desistiu dos mestrados com bolsa, vc teve que ressarcir a CAPES ou CNPq pela bolsa que recebeu durante o curso, mas não finalizou? Também estou querendo desistir do meu, mas não tenho como devolver um ano de bolsa ao CNPq em valor integral…

  131. Tânia 06.11.13 at 07:13 - Reply

    Quanto custa um sonho?

  132. Gustavo Salinas 06.11.13 at 15:36 - Reply

    Acho válido citar o fator financeiro, mas não se focar APENAS nele. Ser um cientista tem muitas vantagens ideológicas sobre as demais profissões. É mais válido ganhar uma bolsa de dois mil reais descobrindo os mistérios da natureza ou ganhar oito mil fazendo tudo para que um banqueiro desconhecido fique mais rico?

  133. juliano 09.11.13 at 08:38 - Reply

    Ao contrário de muita gente, me formei em Turismo e a bolsa de mestrado compete com o salário de muita gente. Tendo em vista a perspectiva a médio prazo, eu deveria ter sido um cientista.

  134. Jessica 11.11.13 at 06:51 - Reply

    Segundo semestre na BIO, sonho em ser pesquisadora. Estou muito triste :'(

  135. BNP 19.11.13 at 13:20 - Reply

    Pois é, e quanto a trabalhar e estudar que muitos mencionaram aí é complicado, eu fui bolsista de iniciação científica na graduação, sou professor de escola pública e acabei o mestrado faz pouco tempo, a dificuldade em conseguir trabalhar e estudar era imensa, a capes me concedeu uma bolsa que um ano depois me permitiu pedir redução de jornada de trabalho… o que foi bom, mas conciliar trabalho e estudo é tarefa hercúlea! agora, tem várias coisas que devemos pensar, os cursos em que alunos conseguem mais bolsas são os que têm maiores avaliações da capes, ou seja, nem todo mestrando ou doutorando conseguirá bolsas. Como produzir ciência e mercado de trabalho nesse país são quase autoexcludentes também se criou dentro dos próprios departamentos, problemas para ingresso de pessoas que trabalham. Vários são questionados durante a seleção se vão abandonar seus empregos. Eu tive uma professora (e ela não era a única no departamento que pensava dessa forma) que era abertamente contra alunos trabalharem e estudarem e sempre era muito dura, como se quisesse mostrar a nós que trabalhávamos que nosso lugar não era na pós graduação de nota 7 na capes… Eu acho que mais alunos que trabalham ingressando nos programas de pós graduação podem ajudar a refletir essa incompatibilidade criada entre mercado de trabalho e a pós graduação, para ajudar a apontar direções para uma possível profissionalização e até mesmo ambientes menos elitistas de se fazer ciência, onde quem ganha esses R$ 1.350,00 ou R$ 2.000,00 geralmente conta com o suporte da família e certamente não poderá se manter sozinho ou com uma família.

  136. Fabio Barros 03.01.14 at 16:25 - Reply

    Texto demolidor!

    Parabéns a Suzana!

  137. Jonas 11.01.14 at 01:06 - Reply

    Gostei do texto, embora acredite que muita coisa seja exagerada.
    Achei bem superficiais alguns comentários do tipo: “Faz pesquisa porque ama e não pelo dinheiro”, para mim é quase um “Brasil, ame-o ou deixe-o” (slogan da ditadura militar). Particularmente, estou bem longe da galera “ostentação”, não tenho a menor necessidade de ser rico, se quer tenho essa pretensão. Contudo, quero poder ganhar alguma grana para poder construir alguma coisa com a minha vida. A pós-graduação no Brasil parece ter como fim ela mesmo. As bolsas de pesquisa são como se fossem outra modalidade de bolsa família. Gera sustento básico e imediato, mas não fornece perspectivas, já que o sistema de ensino superior brasileiro não possibilita que esses profissionais sejam absorvidos. Além disso, nossas agências reguladores carecem de pessoal habilitado (doutores) para analisarem questões específicas, conduzirem pesquisas próprias e avaliarem adequadamente os resultados obtidos, como ocorre nos países desenvolvidos.

    Muita gente foca muito no aspecto financeiro. Concordo, no entanto, que as bolsas de pós-graduação, especialmente para o mestrado, são muito baixas… especialmente, para quem vive nas capitais, onde o custo de vida é muito alto. Portanto, uma das minhas proposições, neste caso, seria fornecer um adicional nestas cidades de alto custo, no mesmo modelo que é feito por algumas agências para os intercâmbio (p.ex. quando o destino é Londres).
    Acho que de modo geral, as universidades brasileiras não estão preparadas para realização de pesquisas inovadoras… ficamos só naquele modo basal, naquela ideia de “publica um artiguinho” e beleza. Por outro lado, temos alguns vermes que entram no mestrado (e mancham a nossa reputação), porque não sabem o que querem fazer da vida ainda, e como as universidades/professores precisam de mão de obra barata, pegam eles para poder gerar outro artiguinho, colocar mais uma orientação no Lattes, etc… (alias, acho que esse artigo reforça esse ponto, porque quem é sério, talvez abra mão de se tornar pesquisador tendo essa perspectiva tão negativa, contudo o despreocupado vai achar isso é bom, porque não se compromete com nada).

    O que nos leva ao ponto seguinte (que será bem sucinto, já que não conheço muito a fundo): O método de avaliação da CAPES que é um sistema que contabiliza mais o volume de coisas produzidas do que a qualidade. Isso no meu ponto de vista é com certeza um desestímulo para qualquer tentativa de pesquisa inovadora.
    Mas hoje, enquanto aluno de doutorado do meio para o fim, minha maior preocupação é “o que fazer com o título?”. Eu não fiz o doutorado apenas para dar aula. Para isso eu poderia ter parado no mestrado. Mas não, descobri durante o mestrado que eu realmente gosto da ideia de ser pesquisador e que talvez tenha mão para a coisa. Só que, quem vai me contratar para ser pesquisador? Infelizmente, com raras exceções, as universidades privadas brasileiras não estão nem ai pra isso e os concursos públicos são escassos.
    Um dos comentários no início diz que o professor em universidades públicas é contratado para ensino, pesquisa e extensão. De fato, é mesmo. O problema é que 40h/semanais não é suficiente para isso. Eu defendo dois blocos para contratação de docentes: ensino/extensão e pesquisa, contudo deixando livre para o docente ens/ext. a possibilidade também de realizar pesquisas independentes ou participar de pesquisas. A obrigação do docente pesquisador seria de ser pesquisador responsável. Isso aumentaria o número de vagas para absorver os futuros doutores e ajudaria impulsionar a qualidade das pesquisas.

    Bom, não sei se muita gente vai ler isso aqui… mas essas são algumas das minhas considerações/indignações sobre o assunto.
    Abraços, [email protected]! hahahaha 😉

  138. Júlio 15.01.14 at 13:49 - Reply

    Ótimo texto. Dentre outros, esses foram motivos para eu desistir do mestrado. A verdade é que muitos entram para área de pesquisa por que querem fazer pesquisa e não ensinar. Isso explica um problema que eu já constatei na graduação. Muitos professores de universidades, principalmente federais, são desinteressados em dar aulas e preferem seu trabalho paralelo como pesquisador. Não existe separação. E isso seria importante, tanto para melhorar a ciência como para melhorar a qualidade de ensino.

  139. Rafael 17.01.14 at 15:45 - Reply

    Ok, o sonho da minha vida era ser cientista, pesquisador, ganhar dinheiro produzindo conhecimento, trabalhar estudando a vida e a natureza, desvendando os mistérios do nosso mundo e universo. Agora, o que tenho: um monte de dúvidas sobre o que fazer da minha vida. Não me interesso por muita coisa além da ciência e meu tempo está acabando, logo terei que decidir o que fazer, e, muito provavelmente, não serei nada feliz na minha futura profissão. Sim, desisti, ser “alguém”, no Brasil, honestamente, infelizmente não é possível, pelo menos não fazendo algo que agrade. Lamentável. Vamos tentar uma engenharia, ou alguma coisa chata aí que move a Indústria e faz dinheiro. Fazer o quê, isso é Brasil.

    • rr 10.02.14 at 23:37 - Reply

      no mesmo barco que o seu. sorte para você, colega.

  140. Jairo 19.01.14 at 16:00 - Reply

    Para quem nasce em berço de ouro, parece uma boa.
    Isso explica muita coisa.

  141. Sandro 19.01.14 at 20:51 - Reply

    Fiquei estudando para as provas de entrada no mestrado durante pelo menos 4 meses, conquistei o primeiro lugar numa pós-graduação de renome em Pernambuco, e hoje as vésperas da matrícula no programa, vejo que nunca tive tantas dúvidas dos rumos a serem tomados como graduado. Com certeza minhas dúvidas são impulsionadas por necessidades financeiras, pois tenho uma filha e esposa (detalhe tenho 22 anos) que moram comigo e meus pais à 5 anos, e a bolsa de valor tão baixo frustra meus planos pessoais. De qualquer forma terei até março para analisar o que quero para meu futuro, desejem-me sorte 🙂

  142. Luís 28.01.14 at 10:29 - Reply

    O que mais me intriga nesse texto é:

    – Se a profissão de cientista é tão ruim, porque a Suzana não desistiu? (Será ela uma masoquista?)

    – O tão famigerado concurso de banco que algumas pessoas tanto sonham tem um salário de 2 mil mais beneficios, uma bolsa de doutorado é quase o mesmo dinheiro ( claro que a jornada de trabalho é diferente, mas até aí não é nada de mais)

    – As pessoas dizem que terminam o doutorado e não tem vaga de emprego. Moro no interior de São Paulo, se você for Dr. só batendo o olho aqui eu já achei uns 4 concursos de Professor Adjunto na UNESP e na UFSCAR para a área de genética (que no caso seria minha area), fora que nem procurei direito. No caso de você querer outras coisas, existem vagas que pagam bem, como tecnico de laboratorio, vaga de biologo em prefeitura e etc.

    – Nada na vida é fácil, se voces querem ganhar bem sem esforço sinto muito, mas você não passa de um chorão. Existem concursos para Professores universitários sim! O salário é bom (por volta de uns 6 ou 7 mil iniciais) e ainda voces reclamam!! Parem de choradeira e ESTUDEM! BANDO DE CHOROES! QUEREM TUDO NA MAO!

  143. Arthur 31.01.14 at 06:43 - Reply

    Luís vc se esquece que os concursos de banco são á cima de td para nível médio, trabalha-se 6 horas diárias, tem décimo terceiro, vales, é considerado “emprego” logo vc pode se aposentar e é contado seu tempo de serviço. Bolsa de doutorado tem como pré requisito que o individuo seja um mestre em sua área (na maioria dos casos), não está sendo contado como tempo de serviço para fins como aposentadoria, fundo de garantia entre outros direitos e exige-se dedicação exclusiva.
    É fácil vc falar, mas qdo vc tiver 30 anos nas costas com colegas se casando, tendo família e viajando para fora do país em lua de mel, comprando apartamentos e etc. e vc estiver ganhando uma misera bolsa de 2000 mil reais, com sua namorada sonhando em constituir família, almejando ter casa própria, dentre outras coisas, dai vc irá repensar se é “mamata” ser pesquisador!

  144. Ana 07.02.14 at 14:58 - Reply

    Melhor passar 10 anos (graduação, mestrado e doutorado) estudando pra conseguir um bom emprego via concurso do que passar esses 10 anos em um “empreguinho” sem evoluir.
    Ah, vejo sempre concursos para professor federal com salário de 8 mil reais, atualize-se.

    Se você não é feliz, não precisa dizer que os outros também não serão.

    • rr 10.02.14 at 23:32 - Reply

      espero realmente, que, quando acontecer para você, a realidade bata na sua cara com gentileza.

  145. Anna 08.02.14 at 07:48 - Reply

    PERFEITO!!

  146. Diogo 08.02.14 at 19:23 - Reply

    Eu concordo que a profissão é desvalorizada, mas nem 10% do pessoal que faz pós devia estar lá.Muitos estudantes só fazem comer bolsa ou são pau mandado de laboratório, pois não sabem nem o que pesquisam. Vão pra congresso só pra viajar, não leem artigos, não vão todos os dias para o laboratório. Fica difícil dá todos os direitos em trabalhistas em um ramo assim,pois não tem horário certo nem nada. Fora muitos professores que depois que passam em um concurso relaxam e não estão nem mais ai. Acredito que se tivesse apenas os bons estudantes que contribuem com ideias e nos trabalhos e etc… o ramo seria visto com melhores olhos e seria mais valorizado

  147. Alexandro 08.02.14 at 19:25 - Reply

    Estou voltando de uma entrevista em uma faculdade a Faccamp, nunca ri tão alto em descobrir que segundo a coordenação da própria instituição apresenta os seguintes números..Alunos matriculados em Licenciatura em Física=0 em Química=15 Matemática pouco mais de 30 ou seja ninguém quer mais ser professor…sabe por que? Professor não é profissão! Para algo ser profissão deduz-se que vc vai receber para trabalhar! agora eu Fiz licenciatura em Biologia na UNIMEP EIS O LINK:http://unimep.br/gdc_cursos_g_conteudo.php?cod=34 SE Tiverem o cuidado de olharem na aba esquerda na janelinha investimento mensal verão o seguinte número: R$ 1275.00** segundo o edital do concurso realizado em novembro passado pelo ESTADO DE SP, 20 horas semanais o estado paga 1200 reais (menos que a mensalidade), QUEM EM SÃ CONSCIÊNCIA faria uma licenciatura por 4 anos pra receber menos do que pagou? e mesmo assim 4 anos pra trabalhar 40 horas 20 pra sr parcialmente ressarcido do valor do curso e 20 horas pra sobreviver (aluguel, água, luz, telefone, etc), condições SIMILARES Á ESCRAVIDÃO também é condenável, nesse caso o estado é o RÉU EM QUESTÃO…NÃO VAI DEMORAR pra faltar professores nas escola…vender churros é mais lucrativo, afinal trabalha-se por dinheiro…o resto é puro palavrório!!!!!!!! Fazer doutorado talvez seja a única solução.

  148. Danilo 08.02.14 at 20:39 - Reply

    12 horas de carga horária numa IC? Onde? A bolsa de IC do CNPq exige 20 horas semanais; e pra quem faz curso integral como eu, que exige em média 28 hs de carga horária semanal, fica praticamente inviável fazer as duas coisas ao mesmo tempo, quem faz, atrasa a graduação.
    Ótimo texto, e a proposta é fazer um protesto contra esta situação em que se encontra o mundo da pesquisa no Brasil!

  149. Marc 09.02.14 at 00:16 - Reply

    Te garanto que passar 10 anos estudando não vai te garantir um bom emprego e muito menos será certeza que vc não vai conseguir um empreguinho que não irá evoluir. Um Prof. Dr. será o máximo que conseguirá para o resto da sua vida, terá que dar as mesmas aulas para o resto de sua vida, aguentar reclamação de aluno para o resto de sua vida, ficar se matando para que dê certo sua pesquisa o resto de sua vida, e pra piorar, vão te negar publicações (claro, nas revistas boas), o resto de sua vida! Está correta, ganha 8 mil reais bruto, mas o liquido sai quanto? Aprenda a fazer contas, pois o governo lhe cobrará muitos impostos e será impossível não lhe cobrar! Agora se vc é feliz fazendo, não sei o que, continue no que está fazendo, mas não se iluda que pesquisa no Brasil vai pra frente.

  150. Marc 09.02.14 at 00:23 - Reply

    Por essa sua resposta eu tenho certeza que vc não sabe como é a vida de pesquisador no Brasil.
    Procure se informar, ok? O texto retrata que vc passa anos estudando para não ser reconhecido e ficar lutando o resto da vida para conseguir publicações e sobreviver no meio acadêmico. Vc verá que 6 a 7 mil reais é muito pouco pelo tanto que vc estudou, se qualificou para nunca ser valorizado pelo que faz.

  151. Marc 09.02.14 at 00:26 - Reply

    É, vc realmente sabe o que é ser pesquisador no Brasil. Infelizmente, bem vindo ao grupo.

  152. Marc 09.02.14 at 00:35 - Reply

    Lute pelo seu sonho, mas infelizmente é essa a realidade! Boa sorte..

  153. Marc 09.02.14 at 00:40 - Reply

    Pois é, eu há 2 anos e meio no doutorado, apesar de saber e concordar com tudo o que foi dito, não tenho coragem de abandonar o meu sonho. E o pior é talvez saber que no futuro o doutorado não me servirá de nada, pois terei que ir para outra área para conseguir sobreviver, pois, um dia precisarei sair da casa dos meus pais e conseguir sustentar a minha própria família.

  154. Marc 09.02.14 at 00:46 - Reply

    Perfeito! Disse tudo..

  155. Hatuey 09.02.14 at 11:35 - Reply

    Olá Paula,
    Não se deixe impressionar por este post. Vai numa universidade e/ou centro de pesquisa, procure pelas bolsas BIC Junior, tente conversar com os pesquisadores. Para ser cientista, não basta ficar somente com uma versão dos fatos.

  156. Gilson 10.02.14 at 15:05 - Reply

    Eu nunca comento esses posts, mas esse tenho que comentar!
    Infelizmente o retrato da Ciência nesse país é esse mesmo. Desde que iniciei o meu sonho de virar cientista com todo idealismo, eu nunca pensei em saír do meu país, abandonar o barco. Queria pesquisar aqui e poder contribuír com alguma coisa pro nosso Brasilsão. De uns tempos pra cá, tenho questionado isso tudo e analisando os incentivos que alguns países dão pros cientistas e os incentivos que nosso país nos dá! é muito triste essa situação que vivemos e ja penso em arrumar as malas!

  157. rr 10.02.14 at 23:27 - Reply

    E o que você faz depois de uma vida de sonhos desperdiçados? Qual rumo tomar depois de anos de dedicação, esforço e muito trabalho, tudo feito com tanta alegria, brilho nos olhos e vontade de vencer, indo contra todas as adversidades..? É muito desesperador e depois de um tempo, muito humilhante ver todo aquele potencial jogado no lixo e pisoteado. Perceber que as pessoas encaram voce como um “boa vida”. Porque voce desistiu, porque ta perdido. porque esta desesperançado…

  158. Rubens 11.02.14 at 04:39 - Reply

    Eu queria dizer que tudo isso é uma bobagem, mas não o é.
    Se ainda assim conseguimos fazer alguma pesquisa, mais ainda, alguma pesquisa relevante, é tudo por mérito próprio. Não há uma política científica séria nesse país.
    Também não dá pra reclamar que somos geridos por ignorantes. Nós mesmos não buscamos melhorias porque não conseguimos entrar em acordo em nada. Ás vezes pensar que somos sabidos só nos atrasa porque não conseguimos unificar o discurso e continuamos nessa situação deprimente. Vejo alunos de doutorado tendo que morar em repúblicas (quase cortiços) pra poderem sobreviver com a miséria que recebem. Moram mal, comem mal, são explorados…
    Vale lembrar que essa decadência toda é resultado dos últimos 20 anos de desserviço. Durante os 8 anos do governo FHC as bolsas não tiveram qualquer aumento, nos 8 anos Lulísticos não houve atualização que recuperasse as perdas, foi só o mantenimento das migalhas, como acontece ainda atualmente.

  159. Roberto 11.02.14 at 13:13 - Reply

    E finalmente, depois de tudo isso, a mais manjada pergunta: professor, o senhor só dá aulas ou trabalha também?

  160. Clara 12.02.14 at 08:41 - Reply

    Isso sem mencionar a falta de respeito com a qual muitos orientadores tratam seus orientandos. Sim, eu entendo que quem está fora não acredite porque eu mesma teria dificuldade de acreditar num cenário tão pessimista. Com 30 anos de idade, você ainda poderá ouvir gritos, críticas humilhantes e ironias porque como você não tem direitos trabalhistas, não está protegido de assédio. ACONTECEU COM MUITOS DE MEUS COLEGAS. Temos bons professores, é claro, mas infelizmente muitos dos recém-formados, inexperientes e até inocentes em relação aos seus direitos e ao seu valor profissional caem no laboratório de pessoas com o ego inflado, sem qualquer noção de orientação nem de limite. Essa combinação de ausência de direitos trabalhistas + estabilidade do chefe (orientador) resulta muitas vezes em autoritarismo que nada contribui para o desenvolvimento científico.

    • Mariana 07.05.15 at 17:35 - Reply

      Clara, seu comentário me representa. Infelizmente, vivo essa terrível realidade. Estou no 3º ano do meu doutorado em engenharia (para quem acha que isso quer dizer algo mais) e cheguei ao meu limite, pois, não bastasse todas as dificuldades aqui relatadas, ainda tenho que conviver com assédio moral diário. São gritos, humilhações constantes, tratamento desumano e, por isso mesmo, ambiente de trabalho insano- literalmente, onde todas as leis da boa convivência são ignoradas. Cheguei à conclusão de que trabalho num manicômio. Nada contra os doentes psiquiátricos, nem tampouco os profissionais da área, mas não foi essa a minha escolha. Sempre fui uma amante da pesquisa, uma “romântica” por excelência! Mas cansei de sair de casa com o intuito de produzir conteúdo científico e acabar tendo que lidar com transtornos comportamentais de gente mal resolvida. Depois de 3 anos suportando todo tipo de situação vexatória e um diagnóstico de depressão (associada à baixa autoestima e outras doenças psicossomáticas adquiridas), estou “jogando a toalha”, como dizem por aí. Nem preciso mencionar que o saldo de tudo isso foi absolutamente negativo, pois, como todos aqui bem sabem, bolsa não paga terapia.
      Boa sorte e muita fé para aqueles que persistem.

      • Diego Rodrigo da Silva 07.02.17 at 15:03 - Reply

        Triste que você desistiu,mas na sua vida daqui para frente te desejo boa sorte e que Deus te ilumine!

  161. Joana 12.02.14 at 10:10 - Reply

    Acho que algumas pessoas deveriam fazer aulas de interpretação de texto antes da argumentação. Impressionante como deturpam o texto! Digo isso baseada em comentários como “o governo dá bolsa e ainda reclama?” ou “por acaso ser professor é ser inferior?” ou “faz a escolha e depois fica reclamando”
    O intuito aqui é INFORMAR. Por que dizemos a verdade aos nossos filhos? PORQUE NOS IMPORTAMOS. Fiz pós-doutorado na mesma área da Suzana e concordo plenamente com os argumentos. Como ninguém percebe a incoerência de formar pessoas durante anos para fazer pesquisa e depois oferecer a ela o cargo de professor? São atividades totalmente diferentes! Muitas vezes o professor nem dá aula em disciplina relacionada à sua área de pesquisa (apenas área correlata). Concordo que deve haver um link entre pesquisa e ensino, mas é o pesquisador faz quando orienta bem seus alunos diariamente e quando divulga seu trabalho. Tenho certeza de que, quem estudou em universidades federais conceituadíssimas já reclamou de professores que não possuem didática e até evitam as aulas. Aos que possam interpretar mal, não os estou defendendo, apenas apontando uma consequência deste sistema sem pé nem cabeça. Eu não desisti e acredito que a Suzana também não pelo amor à ciência. Sim, há algo de muito estimulante na carreira científica! Caso contrário ninguém pesquisaria. Entretanto, a desvalorização dos pós-graduandos faz parte da realidade brasileira. Cabe a cada um escolher. Cabe a quem conhece a realidade informar e lutar pela modificação deste quadro.

  162. Juliano 11.03.14 at 23:04 - Reply

    Considerando os seguintes fatores:

    1 – Quantos brasileiros ganham isso ?
    2- Já viu o nível de desemprego em empresas, e a concorrência para entrar nas mesmas ?
    3 – A maioria dos funcionários em empresas trabalham cerca de 10 horas por dia, com horários rígidos; pesquisadores trabalham cerca de 6 horas, com horário flexível.
    4 – Funcionários de empresas não tem o mesmo status dos pesquisadores
    5 – Pesquisadores que dão aulas tem duas férias por ano, e recebe incentivo financeiro para viagens e congressos.

    E para fechar, considerando que a maioria das pessoas tem que se matar para pagar a faculdade e ainda trabalhar 10 horas por da ao mesmo tempo para se manter, quem ganha para estudar e tem bolsa na faculdade, está sim no lucro.

    Considerando tudo isso , desculpe mais pesquisadores ganham bem SIM, para a realidade do Brasil.

    Bem que eu queria ganhar isso, com as minhas duas faculdades e um MBA, mas não ganho, e trabalho o dobro !!!

  163. adriano 12.03.14 at 19:48 - Reply

    Prefiro ganhar 2.200 reais por 4 anos do que trabalhar todo dia para ganhar um pouco mais da metade no mercado de trabalho pernambucano

  164. Maria 27.03.14 at 16:53 - Reply

    Concordo em partes com o Juliano, porque a realidade do mercado de trabalho no Brasil não é uma maravilha de jeito nenhum! Uma pessoa que saia da graduação, que consiga colocação imediata no mercado de trabalho e que ainda por cima ganhe altos salários é difícil, bem difícil! O mais provável é que essa pessoa passe muito tempo buscando trabalho, vá fazer algo que não quer e que ganhe pouco por isso.
    E eu acho uma bobagem ficar apenas comparando a situação brasileira com países como Alemanha. Pare um pouco, olhe para o seu lado e compare com algum vizinho, tipo Peru ou Colômbia. Veja que possibilidades algum cientista tem por lá. Veja quantos deles correm para o Brasil para poderem receber a “miséria” da bolsa da CAPES, para estudarem em universidades de excelência, para poderem se dedicar ao que de fato amam. Essas pessoas valorizam muito mais as possibilidades que o Brasil oferece do que os próprios brasileiros. Fato.

  165. Barbara Soares 27.03.14 at 20:16 - Reply

    A situação da pesquisa no Brasil só reflete a falta de peioridade que a educação tem em geral. Eu sempre sonhei em seguir carreira acadêmica, mas como bolsista do Prouni em uma universidade pequena, as chances de conseguir engressar em um mestrado no Brasil era mínimas. Então vim estudar nos EUA onde (com uma certa dificuldade) eu consegui uma bolsa e condições de realizar meu sonho. Meus planos são de voltar para o Brasil e seguir minha carreira acadêmica na minha terra, espero conseguir um dia.

  166. Prof. 27.03.14 at 20:41 - Reply

    Isso tem suas verdades, mas a grande verdade é que pesquisas recentes cruzando dados da CAPES com o INSS indicam que quase 80% das pessoas que fizeram doutorado na vida estão empregadas, e que a estimativa de salário, após 10 anos do doutorado, é de algo em torno de 13 mil reais. Nada mal, não? e os 20%? são os que optaram por fazer outra coisa, foram embora do país, ou morreram já. então é um pouco de besteira essa idéia de que não vale a pena. é penoso, mas de fato, concluir um doutorado não é pra qquer um, e não é pra ser fácil mesmo. a idéia de que se formar e entrar no mercado de trabalho logo em seguida é melhor é ilusória, pois são subempregos, cargos de subalternos, sem estabilidade, quando se consegue. poucos são os que, sem formação, de fato crescem. e a não ser que a pessoa tenha um grande espírito empreendedor, dificilmente chegará lá na frente, na idade em que dizemos que a pessoa se estabiliza financeiramente, com salários acima dos dez mil hoje em dia. Enfim, minha opinião: Doutorado vale a pena, mas de fato tem um custo e uma grande demanda de suor pra se chegar lá. e como em qquer carreira, há que se trabalhar bastante, se atualizar constantemente e produzir de fato o conhecimento e produzir bastante. Dedicando-se da forma correta, se consegue tudo isso. um caminho árduo, mas com boa compensação no final pra quem se dedica e encara o desafio.façam doutorado que vale a pena. Atuando na Universidade, como é meu caso, é um barato. Bom salário, liberdade de horários, bolsa pesquisador, convivência constante com os jovens, viagens para congresso, prestígio e respeito da comunidade em geral. acreditem, vale a pena!

  167. Demetrio 29.03.14 at 13:06 - Reply

    Algo que tambem não acho justo é você cumprir todos os horários e objetivos do programa de pós graduação e não receber bolsa porque a capes instítui como regra que quem tem um emprego não correlato não pode receber bolsa, ou seja você tem a oportunidade de melhorar sua renda mas o programa não permite.

  168. Alysson 29.03.14 at 20:52 - Reply

    Parabéns pela publicação!!! Desde que entrei na universidade minha visão foi de me formar e TRABALHAR, sendo que no decorrer do tempo, vi a necessidade de me manter sem precisar da minha mãe e qual a unica solução? ser bolsista de iniciação cientifica! apesar da bolsa ser pequena ajuda muito, o problema e a mente do orientador, e da universidade, em achar que todo mundo tem que fazer mestrado e doutorado, tem que publicar, tem que ser escravo dele. Ainda diz que é injusto receber uma bolsa, apenas para realizar o projeto.

  169. Outro pesquisador 03.04.14 at 14:48 - Reply

    Tudo o postado é verdade, mas há quem cave oportunidades. Mesmo em áreas com quase nenhuma oportunidade na esfera industrial, um físico ou matemático pode chegar a ganhar R$17.500,00 reais. Sim, no BRASIL. E sim, na área acadêmica. E fazendo o que gosta e trabalhando menos que 40 horas por semana, com horários estupidamente flexíveis, viajando pelo mundo com financiamento adicional, tudo dentro da lei. Encare o texto como um retrato de uma realidade inóspita, mas com muitas oportunidades. Alguns venceram, você também pode vencer.

  170. Meu pai foi um grande gênio, não por ter sido um cientista, mas pelo fato de ter me criado longe destas bizarrices como cálculo e outras porcarias que se julgam importantes, mas que na verdade não passam de uma grande ilusão, logo cedo fui treinado para investir, minha educação formal foi apenas o necessário para se ter um papel, o diploma, o ouro dos tolos, apenas para ser respeitado por outros tolos que também o possuem, apenas para isto que ele me serve, e atualmente em minha fábrica entendo o que se passava pela cabeça do meu velho, santo homem, hoje contrato cientistas para me darem mais de 1000% de retorno por um valor mais baixo que pago a meus motoristas, é por isso que amo esse país, e vou continuar contribuindo para campanhas de deputados e senadores que irão manter as coisas assim, o bom e velho modo de uma época dourada, se é que me entendem(difícil). Para aqueles que acham que dinheiro não traz feliciada, continuem assim, e quanto aos jovens, os não iniciados(tb difícil claro), são fáceis de enganar e manipular, fazem qualquer coisa apenas por comida.

  171. Daniel 11.04.14 at 11:03 - Reply

    Geralmente não teço comentários na internet, mas como este post cai diretamente na minha área de atuação e está gerando uma discussão interessante e importante, gostaria de compartilhar minha opinião.

    Nenhum bem é maior neste mundo do que a liberdade e o esforço individual: se você está cansado, desmotivado e desiludido com área acadêmica, saia fora e corra atrás de um emprego no mercado de trabalho. Agora se você gosta de fazer ciência, dar aulas, etc, e quer seguir em frente, mas (como todo já sabe) a remuneração desta árdua caminhada (IC, mestrado e doutorado) é ridiculamente baixa, arrume outros trabalhos (de preferência sem vínculo empregatício para evitar polêmica com o acúmulo de bolsa: consultorias, plantões, projetos paralelos, aulas particulares, etc) para complementar a renda e mantenha paralelamente a atividade acadêmica com rigor. Tem como? Sim, tem como. Assim como outros profissionais de ponta da área, quando percebi o qual desestimulante financeiramente seria a carreira acadêmica quando iniciei o mestrado sem bolsa, fiz o mesmo de forma intensa (trabalhando pesado) e trabalhando paralelamente para não desistir do que amo fazer e não parei mais, hoje faço doutorado (no mesmo ritmo, créditos concluídos, artigos em dia, compromisso no lab, etc) e trabalho paralelamente (SEM VÍNCULO EMPREGATÍCIO) e consigo ter uma de mais de R$ 6.000 por mês e ainda sobra tempo para curtir a vida…Ou seja, o profissional é reflexo daquilo que ele se propõe a ser, portanto se você está reclamando desta vida, levante a bunda da cadeira, pare de perder tempo conversando fiado/fofocando/reclamando nos corredores da universidade invejando o sucesso dos outros e seja um profissional produtivo com o seu tempo disponível, nada substitui o esforço e liberdade individual! Agora que venham os críticos, invejosos e bundas moles tecer comentários a respeito…

  172. Daniel 11.04.14 at 11:48 - Reply

    Agora voltando a discussão das mazelas da área acadêmica no Brasil, creio que um dos principais problemas desta área e que me parece que não foi citado ainda, é o seguinte: a informalidade e o excesso de “poder” que os professores pesquisadores/orientadores (tratado praticamente como um “Deus”) possuem ou parecem possuir….vamos aos fatos:

    – Qual são as regras/leis jurídicas que delimitam os autores das publicações científicas? Os professores colocam e tiram, sem a menor cerimônia e transparência de critérios, autores da publicações científicas (que é o fruto do trabalho), quantas pessoas trabalharam pesado de graça e não viram seus nomes incluídos nas publicações, enquanto aquele puxa-saco ou “conhecido” do professor participa sem fazer nada….quais são as regras, marcos regulatórios, diretrizes jurídicas desta atividade profissional?

    – Quem é o responsável pelos dados, a instituição, o aluno detentor da tese, o orientador (que usa o domínio dos dados para subjugar, ameaçar ou retaliar alunos dissidentes ou que não aceitam passivamente suas atitudes totalitárias). O que a lei fala sobre isso? Qual é a segurança jurídica para um aluno não ser explorado e ameaçado pelo seu orientador?

    – E as parcerias? Algumas pessoas trabalham muito, outras nem tanto, enquanto outros não fazem nada, porém a informalidade da área não permite que diretrizes jurídicas norteiem o mérito da participação nas publicações, mais uma vez sob o jugo do orientador…ou o semi-Deus que você tem que babar ovo e agir como um cordeirinho para garantir sua participação e olhe lá….

    Nesta lógica informal perversa das publicações e propriedade intelectual, o lado fraco sempre se dá mal, leia-se, mais uma vez, o pobre do estudante de pós-graduação, praticamente um “escravo” do orientador sob a ameaça permanente de não participar das publicações cuja contribuição é comprovada….
    O QUE A LEI FALA SOBRE ISTO? QUAIS SÃO AS REGULAMENTAÇÕES JURÍDICAS SOBRE ESTAS QUESTÕES?
    Ou o orientador tem o poder jurídico e legislador também, podendo retaliar, ameaçar e punir os “escravos” a revelia, ah havia me esquecido que é ele é um semi-Deus….

  173. Antônio 12.04.14 at 09:27 - Reply

    E quando se termina a graduação, ainda há-de ter sorte de passar no concurso de mestrado, já que muitos, antes mesmo dos resultados, possuem os candidatos que serão aprovados. Você ainda precisa lutar contra as falcatruas de quem já está lá dentro para conseguir algo. E, acredite, é difícil vencer essa corrupção. A mesma coisa acontece em concursos para professores.

    • Gabriel 22.06.14 at 03:24 - Reply

      Exatamente, Antônio… A manipulação de resultados que existem em uma seleção é coisa de louco!

  174. Otacilio Leandro 24.04.14 at 14:02 - Reply

    Excelente texto.

    Nessa triste vida de aluno de doutorado a pior parte é aos 35 anos ainda ter que precisar de ajuda dos pais para poder fechar as contas no fim do mês.

    Fora a questão financeira que, claro, é sempre relevante, eu gostaria de destacar uma parte do seu texto onde você menciona que o recém-doutor nunca deu aulas na vida e irá logo lecionar numa faculdade. Defendo que fosse implantado algum mecanismo de treinamento para que os futuros professores tenham uma mínima noção de pedagogia e formas de ensino como metodologias ativas, por exemplo. O recém-doutor numa sala de aula irá, na maioria dos casos, repetir os exemplos dos professores que ele mesmo teve durante sua graduação, que nem sempre foram os melhores….

    Caso não fosse necessário nenhum preparo para lecionar, por que existiria os cursos de pedagogia?

    Tive péssimos professores na minha graduação e ótimos professores também, claro, mas queria poder dizer que só tive ótimos professores.

    Além da questão do reconhecimento da profissão de pesquisador, há também que pensar a maneira que os professores universitários estão formando os graduados no nosso pais.

    Novamente, excelente texto, embora deprimente. Mas eu acho que era isso mesmo que você queria.

  175. Rafael Lopes 01.05.14 at 13:35 - Reply

    SUZANA CARVALHO HERCULANO HOUZEL (autora do texto)

    REMUNERAÇÃO

    Remuneração básica
    Remuneração básica bruta 15.608,43
    eduções obrigatórias (-)
    IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) -2.931,01
    PSS/RPGS (Previdência Oficial) -1.586,60

    Total da Remuneração Após Deduções 11.090,82

    Não é o melhor salario do mundo, Mas para fazer o que gosta e não ter o stress e a correria do setor privado, para mim está ótimo.

  176. Matheus 04.05.14 at 13:13 - Reply

    Bah perfeito o artigo.
    Eu estudava física no instituto de física da UFRGS e abandonei porque no instituto além de haver todas essa inconformidades o instituo obrigava o aluno a se tornar ou físico teórico ou físico experimental e eu não desejava usar meu conhecimento somente pelo conhecimento, desejava aplicar isso para o bem da sociedade.
    Não rolou…
    Hoje eu faço contabilidade e IC em direito constitucional, meu objetivo de pesquisa é justamente reverter esse quadro lastimável.

  177. Paulo 15.05.14 at 20:18 - Reply

    tenho 14 anos e queria ser fisico
    mas to quase desistindo…

  178. Clara 20.05.14 at 08:05 - Reply

    Sei que o texto é antigo mas só agora tive acesso, pois estou prestes a tomar uma decisão muito importante entre as duas opções que tenho disponíveis, não sei se escolho ficar no emprego ganhar razoavelmente bem continuar tendo um certo conforto mas infeliz por não fazer o que gosto ou abrir mão de tudo vender meu carro e entrar para o mestrado, voltar a vida de estudante liso e contar com a sorte de conseguir uma bolsa ou morrer de fome para conseguir realizar meu sonho de ser pesquisadora. Sai da graduação direto para o emprego porque passei no seletivo no ultimo ano da graduação e não tenho quem me ajude pois sou de familia humilde que depende de mim por isso se torna mais dificil abrir mão de tudo, lendo o texto pensei em tudo que me espera mas mesmo assim o desejo de ser pesquisadora não diminuiu. O Brasil que se orgulha tanto em tirar não sei quantos milhões da miséria com o bolsa familia e deixa para quem quer estudar uma bolsa de valor insignificante diante das dificuldades que temos que enfrentar, mas espero que muitos ao lerem esse texto não desanimem porque mesmo sendo dificil é prazeroso saber que estamos contribuindo para a sociedade e não penso como alguns dos colegas que comentaram que quem entra para a pós são pessoas que tem medo do mercado de trabalho e sim que são corajosos o suficiente para ir contra tudo e contra todos.

  179. Eduardo 03.06.14 at 15:01 - Reply

    Ótimo, parabéns pela iniciativa!

  180. Marcelo 10.06.14 at 00:42 - Reply

    Amigo, isso aí é só a ponta do iceberg. O que tem de sujeira nesses cursos não é brincadeira. Ja vi professor transformar laboratório de universidade federal em balcão de negócios, ja vi professsor destruindo laboratorio e pesquisas de estudantes e ainda falar que o laboratorio era dele. Ja vi aluna com notas insuficientes conseguir bolsa pq trepa com o professor, é isso mesmo que vc leu RECEBE BOLSA PQ TREPA COM O PROFESSOR. É um meio asqueroso. Se vc é filhinho de papai, tem vocação e gosta da área sua vida será um paraíso nesse curso, as pressões serão infinitamente menores, vc só precisará demonstrar competência e resultados. Se vc precisa se manter aconselho fazer uma engenharia

  181. Francy Lisboa 20.06.14 at 02:32 - Reply

    Vendo a pletora de comentários percebi uma misto de frustações pesssoais e a projeção na profissão de pesquisador.

    Sinceramente, os comentários que mais bateram com a minha visão foram aqueles que destacam o mimimi do texto.

    A Suzana traça um quadro que não é diferente do que seria encontrado na iniciativa privada. Teve um comentarista que contou sobro os privilégios de ser pesquisador no Brasil, poder trabalhar com flexibilidade de horario etc. Perceba que o texto remete sempre a dinheiro, sempre essa palavra. Dinheiro é bom, eu gosto todos gostam, mas não poderia ser o fato base para a demanda. Eu não sei se os pequisadores em outros paises ficam ricos, pelo menos onde eu estou não. Vai ver todo esse pessoal tem a perspectiva de que irá ficar rico, ter carro do ano, viajens. Se pararmos pra pensar, pesquisadores e professores ganham muito bem. O negócio é o trade-off entre o prolabore e suas apirações de vida.

    Ora, eu tive um orientador que sempre me disse que quando entrou na Embrapa como pesquisador a Joana Dobereine perguntou a ele: “Vc quer fcar rico? Se sim você deve trabalhar em outro lugar porque o salário aqui é digno para sustentar sua familia e ponto”. É esse o ponto, a perspectiva é que cria a desilusão. Se a pessoa se imagina enriquecida pela pesquisa ela sempre irá reclamar.

    Outro ponto é o fato de muitas pessoas que reclamam terem entrado na pós graduação apenas por entrar. Teve um que reclamou que na Pós os alunos tem que ser auto de data porque os orientadores não ensinam. Ora, é o retrato da preguiça. É achar que o conhecimento é dependente do orientador, sem ler, ser se encantar com tudo que você lê como se fosse uma criança (isso está sentimental demais rsrs).

    Há também os que estão reclamando da concorrencia em concurso público. Reclamando da disputa ferrenha por projetos em CNPq, mas são as mesmas pessoas que bradam a tal meritocracia. Vai entender né.

    A verdade é que no Brasil ser pesquisador é uma boa profissão. Há sim muita gente que reclama, mas não entrou na pós graduação por que se identificou de fato com a metodologia cientifica. Daí a frustação. Problemas existirão em todos os campos de trabalho,seja no público ou no privado.

    O Brasil é um dos poucos paises que concedem tantan bolsas de pós graduação no mundo e na maior parte das vezes bem maior que em paises “desenvolvidos” (não gosto dessa classificação).

    Enfim eu só acho que “dúvidas” sobre a carreira não são privilégios nossos. Reduzir a dúvida é algo impossível, qum conseguir reduzir as incertezas da vida um bom caminho é trabalhar no Mercado Financeiro, ficará rico com certeza.

  182. Francy Lisboa 20.06.14 at 05:33 - Reply

    Pelos comentários aqui eu vejo que o problema eh dinheiro mesmo. Ora, simplesmente abandonem a pós-graduação se acham que estão ganhando pouco, o Mercado estah ai, como “melhores salários e condições” nao eh mesmo?

    Ganhando mais que a media dos brasileiros eu jah me peguei reclamando que o valor da bolsa eh baixo. Como fui tolo e egoísta. Eh preciso acabar com essa falsa ideia de que estamos “salvando o mundo”. Nos nao somos melhores do que as pessoas que tbm fazem a roda girar. Eh claro que como toda a categoria nos tendemos a achar que nosso trabalho tem mais importância do que os outros por exigir carga intelectual maior. Pura ilusão.

    Uma analise mais fria mostrara que SOMOS sim privilegiados por estarmos sendo pagos para estudar e desenvolver pesquisa, para viajar para o exterior com TUDO pago com o dinheiro de impostos. O problema eh que quando as aspirações sao maiores do que as pernas, nada serah suficiente e a tônica eh a vitimização.

    Queria a maior parte das mães e pais de família ter a possibilidade de entrar e sair quando quiser, fazer sua própria programação de trabalho. Por exemplo, tem pesquisador que diz estar trabalhando demais, mas eh claro, provavelmente se envolve em todos os projetos que aparecem na sua frente. Eh impossível nao ficar exausto quando se tenta abracar o mundo. Mas os pesquisadores tem a possibilidade de manejar isso no sentido de apenas pegar alguns projetos, afinal, seus salários continuarão a pingar no final do mês. Percebam o quão flexível eh isso e que nao eh encontrado em outras atividades.

    Eu nao sei se a ideia da Suzana sera boa ou ruim, mas eh preciso tomar decisões, a coisa mais difícil na vida.

    Quem acha que o Estado nao faz mais do que a obrigação pagando milhares de bolsas de estudo, deveria pensar que a pesquisa e a inovação, apesar da importância, estão bem longe das prioridades brasileiras. Ou melhor, se formos ser frios, as pesquisas que mais deveriam ser fomentadas sao aquelas para resolverem problemas crônicos do Brasil; vejam bem eu disse crônicos.

    Enfim, com a pletora de pesquisas que existem no Brasil dificilmente nao haveria cortes caso se priorizasse áreas essências, o que faz com que a maioria de nos deveria se sentir privilegiado pelo Estado fornecer suporte para pesquisas que vao alem das eminentes demandas do Brasil.

  183. Daniela G. Marcato 21.06.14 at 17:58 - Reply

    Pura verdade, infelizmente.

  184. Marcos Vinícius 21.06.14 at 18:00 - Reply

    O texto possui argumentações extremamente validades e concretas. Só vejo que essa situação dependendo do caso é relativa, pense em um aluno de licenciatura que vai encarar mais de 40 horas/aulas para ganhar 900 no máximo, resolve fazer um mestrado, pois a bolsa é 1500,00 reais dedicando-se a estudar o que “quer” e gastando 20 horas do seu tempo. Compensa continuar a carreira acadêmica e terminar o doutorado e ser um professor concursado em uma universidade federal.

  185. Luis Gustavo Iemma 21.06.14 at 18:04 - Reply

    Um dos textos mais reais sobre essa situação!

  186. Rodrigo 21.06.14 at 18:10 - Reply

    Você deveria conhecer melhor o mercado de trabalho, ou o que chama de “emprego de verdade”, antes de colocar as atividades de mestres, doutores e pós-doutores em segundo plano. Você nem sequer considera pesquisadores como profissionais, o que evidencia seu completo desconhecimento do assunto. Procure se informar, ou melhor, arrume um “emprego de verdade”, trabalhe por alguns anos e veja por que cada dia mais pessoas desejam se tornar pesquisadores.

  187. Gabriela Alegre 21.06.14 at 18:20 - Reply

    Por isso digo que somos loucos

  188. Ivanilson Sousa 21.06.14 at 18:27 - Reply

    terminar o mestrado vou sair disso

  189. Rafael Andrette 21.06.14 at 18:58 - Reply

    NÃO façam Doutorado!! Me arrependi amargamente!

    Sem emprego e sem expectativas a não ser as burocráticas e cada vez mais concorridas bolsas de pós, que são um alivio temporário.

    É uma vergonha esse país.

    • Henrique Araújo Silva 21.06.14 at 21:42 - Reply

      Nossa, eu pensava que eles pagam bem por um salário de um professor/pesquisador doutor na federais.

    • Rafael Andrette 21.06.14 at 21:45 - Reply

      Ate pagam, mas se perde muito nesse processo. O currículo que exigem para prestar concurso está cada vez mais exigente e tecnicista, com anos de experiencia comprovada em alguma área e prática de algum equipamento. Pós Doc é quase regra também.
      Fora dos grande s centros pode ser um pouco menos exigente, mas com salários menores A competição é bem intensa, não é raro 80 candidatos por vaga.

    • Marco Freire 25.06.14 at 19:01 - Reply

      / Sem contar os concursos arranjados, onde as vagas já tem dono. Meritocracia passa ao longe.

    • Tiago Alves 27.06.14 at 08:46 - Reply

      Rum, viu agora o motivo, pelo qual eu não quero fazer Dr…

  190. Mariana Monfort 21.06.14 at 19:12 - Reply

    Por essa e outras razões repenso fazer o Doutorado!

  191. EEE ooo vida de gado… Povo marcado ê, povo feliz!!

  192. Ana Julia da Silva Pereira 21.06.14 at 21:14 - Reply

    É perfeito o texto e faz pensar que tem algo bastante errado no mestrado e doutorado. Se eles forem encarados como aprendizado, não tem porque uma pessoa não trabalhar enquanto faz mestrado e doutorado. É preciso acabar com esta cultura de que a pessoa que segue isto é “preguiçoso” ou “incapaz” de atuar no mercado profissional. Quem está realizando mestrado, no mínimo, gosta de estudar e portanto são as pessoas que o mercado precisa! E a especialização, algumas são descaradamente um “pagar para trabalhar” que deveriam ser mais fiscalizadas, pois se é apenas pelo título de “especialista”, não precisaria ser por este meio. E se o mestrado for um “estudo erudito sem sentido” realmente não tem porque receber investimento do governo com bolsas apenas para ser um “trabalho sem carteira assinada”.

    E se o mestrando e doutorando é um campo de pesquisa, ele não pode depender apenas da bolsa, e sim tem que ter oportunidades de se angariar patrocínio, independente se ciências humanas, da saúde. As pesquisas precisam ser afinizadas com o interesse do mercado (patrocínio) ou do governo (as bolsas e tal).

    Ou então não é pesquisa, é aprendizado, se realizam trabalhos acadêmicos e não pesquisa e por isso não tem investimento, e assim de novo não tem porque estas pessoas não estarem trabalhando, se estão fazendo do mestrado um aprimoramento!!!

    E ah, carreira de professor não precisa ser decadente. Um professor pode dar aula em um turno e trabalhar em outra atividade em outra e então é preciso parar com o preconceito de que “um professor não sabe fazer só ensinar ou quem faz não precisa saber escrever ou pensar sobre o faz”…

  193. Gabriel 22.06.14 at 03:17 - Reply

    As questões que abordaste no teu texto têm colocado-me em um dilema cruel nos últimos tempos. Sou formado em Economia (Ciências Econômicas, para falar a verdade). Por estudar no interior do Rio Grande do Sul (embora uma cidade em plena expansão – Rio Grande), as oportunidades de estágios não eram muitas (e nem boas). Além de concorrer com estudantes de Contabilidade e Administração (que detinham vantagem, uma vez que a maioria dos contratantes desconhecia a função de um Economista). Contentei-me com as bolsas de iniciação científica (com o valor que falaste, R$ 400), era isso ou nada. Terminei a graduação. E agora? Sem experiência profissional, sem um emprego… ou eu estudava para concursos (nunca foi meu objetivo) ou seguia estudando.
    Entrei para o Mestrado, ainda no interior, agora Pelotas. Ganho míseros R$ 1.500,00 mensais (hoje em dia, para sustentar-se, isso não dá pra merda alguma). Tenho vivido (intensamente e exclusivamente) para os estudos. Minha vida social se resume à Universidade. A metodologia de um Mestrado consiste em dar um resumão de um ou dois capítulos por aula, uma lista enorme de exercícios por semana, e tu te vira!
    Então penso nas minhas (atuais) perspectivas: depois que eu terminar a porra do Mestrado o que vai ser de mim? Tentar o Doutorado, é claro. Afinal, o que mais me restará, uma vez que na iniciativa privada tão cagando para o fato de eu ter Mestrado ou não – preferem jovens com experiência, MBA, inglês fluente, alemão, mandarim, russo (se arranhar um hebraico, ótimo!), Matlab, Office, AutoCad, Stata, R, Paint (!) e o caralho a quatro! E eu, um jovem Mestre? FODIDO!
    E então eu penso: tá, e se eu abandonar agora, o que posso fazer? Ou eu voltarei para casa dos meus pais, no interiorzão do RS (c* do mundo, fronteira com o Uruguai) e arranjo um emprego em algum escritório de algum amigo do meu pai ou vou para alguma capital tentar a vida, com todas as ferramentas que tenho (uma graduação – oba, atualmente isso vale ouro).
    Foda, cara… Na boa, tô desmotivado pra caramba…
    Desculpe o vocabulário que usei, mas tô realmente incomodado com essa situação. Além da sensação de impotência e (auto)menosprezo, sinto que desperdicei 5 anos da minha vida. Deveria ter estudado alguma Engenharia ou faço algum curso técnico – garanto que tenho melhores chances no mercado de trabalho.

  194. Wilton 22.06.14 at 12:36 - Reply

    Expôs boa parte dos motivos que me levaram a DESISTIR de seguir uma carreira de pesquisador, acadêmica, após quatro longos anos de preparação durante a graduação. Infelizmente, ciência no Brasil não é pra quem quer, é pra quem tem coragem.

  195. Renata Seixas 22.06.14 at 21:40 - Reply

    Texto q descreve perfeitamente td que eu penso… Nicolis Amaral. Gabriel Ennes

  196. Presciliano 22.06.14 at 21:42 - Reply

    Os filhos deveriam escutar mais seus pais, antes de fazerem suas de vida. Não tive a minima influência quando minha resolveu ser cientista. Hoje ela tem 26 anos e nenhuma perspectiva de atuar como cientista. Acho mesmo que ela vai parar no pobre mestrado. Decepcionante!

  197. Möller 23.06.14 at 06:11 - Reply

    Fala dos colegas formados em engenharia que foram trabalhar no chão de fábrica né? Porque engenharia também é ciência e quem deseja seguir por essa área toma a mesma p******* no c* que todo o resto.

    Mas você foi até boazinha no texto, esqueceu do descaso das próprias instituições federais com você, técnico administrativo achando que você está ganhando demais para quem “não faz nada”, bolsa que por via de regra atrasa, trabalho nas férias…

  198. Vitor Santos 23.06.14 at 07:45 - Reply

    Não seremos doutor de verdade!!kkkkkkk

  199. Nara TG Oliveira 23.06.14 at 23:03 - Reply

    Nossa..

  200. Daniel Lima 24.06.14 at 15:21 - Reply

    Tenho 17 anos, estou no terceiro ano do ensino médio e faço cursinho. Durante minha infância queria ser professor de língua portuguesa, com o passar do tempo, me deparei com a ciência, a qual me levou a: Ciências Biológicas, astronomia e medicina. Passei um longo período do ano passado e passo até agora pesquisando sobre as três profissões, olhei a grade curricular de todas e continuava sem me decidir, conversei com um aluno de astronomia da USP, e, de acordo com ele e com mais pesquisas pessoais, vi que o mercado de trabalho é “melhor” que o de biologia, existem poucas empresas para astrônomos atuarem aqui, no Brasil, porém, existem menos astrônomos ainda, fazendo com que não haja “nenhum desempregado”, porém, eu tinha e tenho que “excluir” uma das profissões que vi como opção, decidi excluir a fascinante astronomia, me restando a biologia e a medicina. Mais determinado, busquei mais sobre ambas, e, “tudo” o que encontrei sobre a biologia foi péssimo! Conversei com diversos biólogos e, eles me disseram que, se eu gostasse muito, deveria fazer, porém, também deveria estar preparado para as futuras consequências, eu gostaria de me especializar em herpetologi, bom, trabalhar apenas em campo, porém, “quem vive de pesquisas em campo” no Brasil? Já desanimado, conversei com biólogos da Europa e alguns outros países, a Espanha, confesso, me encantou, há oportunidades muito mais promissoras, ao menos de acordo com minhas pesquisas, ainda penso na biologia como opção apenas pelo fato de que eu iria para o exterior, morar e trabalhar, alguns amigos poderiam me indicar e eu faria aquele negócio de “contrato àdistância”, assim como entrei em contato com universidades extrangeiras para uma possível graduação integral em tais países, isso me mantém a esperança de fazer a biologia, mas, de toda forma, apesar dos planejamentos, ir para outro país e etc é meio incerto, o que me dá medo e me “envia” para a medicina, que me possibilita trabalhar pesquisando, e, no futuro, eu seria um cirurgião plástico. Passei com a orientadora profissional do cursinho, mas, acho que não irei passar novamente, acho que não há o que fazer…

  201. Aldo Costa Silveira 26.06.14 at 20:11 - Reply

    Ainda bem que não sou só eu que me sinto triste lendo toda essa realidade. Tenho 17 anos e desde os 15 venho lendo alguns livros do Richard Dawkins [O Maior Espetáculo da Terra, O Relojoeiro Cego e Desvendando o Arco-Íris], Carl Sagan [O Mundo Assombrado Pelos Demonios] (além de assistir tanto o nome, quando o velho). Além de diversas palestras e encontros entre cientistas que encontro no Youtube. Além de todas as newslatter que recebo por e-mail de sites como Hype Science, Jornal Ciência, Elsevier Journal, Life’s Little Mysteries, LiveScience, Nature, com DEZENAS de “subjornais” – se é assim que devo dizer, que abordam diversos temas super interessantes, pesquisadores fora do Brasil, claro. Também vejo as publicações da New Scientist, Richard Dawkins Fundation, Science News, Science X, Scientific American Report, Society for Science, Nasa e outros sites que disponibilizam e-mails com newslatter eu sigo e fico informado.
    POR MAIS INCRÍVEL QUE PAREÇA, EU AMO A CIÊNCIA, mesmo com SÓ 17 ANOS. SÓ QUE EU DESPREZO A MANEIRA COMO O BRASIL TRATA TUDO ISSO, AS PESSOAS NÃO FAZEM ALGUMAS FACULDADES PORQUE QUEREM, O GOVERNO NÃO APOIA A PESQUISA NO BRASIL E SÓ AS EMPRESAS QUE REALMENTE LUCRAM FAZEM PESQUISA COM POUCOS ESTUDANTES DE CIENCIAS, ISSO CORTA MEU CORAÇÃO EM PEDAÇOS, DEPOIS DE SER HIPNOTIZADO POR POEMAS DOS COSMOS, DEPOIS SER HIPNOTIZADO POR TEXTOS SOBRE A VIDA NA TERRA, BIG BANG, E TANTOS OUTROS ASSUNTOS, ME VEJO INCAPAZ DE SEGUIR UMA PROFISSÃO POR CONTA DESSA PROFISSÃO NÃO SER LEVADA COMO PROFISSÃO!!
    Em um documentário que estava vendo hoje feita pelo grande Bill Nye disse em auto e bom som: Os Estados Unidos não será o mesmo se a falsa ciência ou a falta da ciência começar a atingir as escolas. Observem: AS ESCOLAS! Nós não temos problemas só nas ESCOLAS (quem dera fosse), temos no GOVERNO que joga isso para escanteio, problemas com a escolha de profissões (nem todos estão escolhendo alguns ramos da ciência por amor e sim por opção ~ já que não consegue passar em medicina ~). Por conta desse e mais outros descasos eu vou seguir outra profissão, PORÉM, quando eu tiver um filho eu farei o mesmo que meu pai fez, deixar meu lado cientista sempre me consumir, sempre questionar, sempre querer saber mais, acho que esse é finalmente o ponto para que eu não desabe com a FALTA DE RESPEITO que nosso país possui com os cientistas e com a ciência no geral.

    Desculpem o desabafo. Só um garoto que … infelizmente não conseguirá ter todos os sonhos em primeiro plano.

  202. Eduardo Rudas 26.06.14 at 23:17 - Reply

    Pessoal, vocês têm sorte de ter bolsas, de ter pesquisadores que publicam muito, de ter universidades que estão no ranking mundial, de ter vagas de emprego para doutores, mesmo sejam poucas mas têm. No meu pais, a Colômbia, não temos nada de isso. Todo mundo têm que pagar, até nas universidades públicas. As bolsas de uma das suas universidades podem ser mais do que as bolsas do pais todo e nem falar das possíveis vagas de emprego para doutores. Acho que o texto tem muito de verdade, mas tenha cuidado ao pensar que na Europa ou nos Estados Unidos as coisas são diferentes. As bolsas lá também são pouca coisa se compara com o salário de outros profissionais e apenas dão para viver (ou muitas vezes nem não). O que vocês têm no sistema de educação superior é muito mais do que a maioria de países de América Latina têm. Também acho que se alguém vai se ultra-especializar, vai ter um mercado muito reduzido de opções de trabalho, isso não é novo.

    • Bruna 03.07.14 at 01:59 - Reply

      Excelente analise.

  203. Rodrigo 01.07.14 at 17:37 - Reply

    Estou no segundo pos-doutorado e meu currículo é muito grande para dar aulas em faculdades particulares… Não me contratam, querem apenas especialistas… E olha que aceito ganhar o salário de um especialista apenas para ter registro em carteira e benefícios! O contra-ponto é que eu não tenho a quantidade suficiente para passar em um concurso público… Ou seja fico no limbo!! Uma acha q eu tenho demais e a outra acha que eu tenho de menos… Tenho 33 anos… Desempregado e com conhecimento e potencial científico para pesquisa maior que muitos pesquisadores que entram no esquema “trem da alegria” e bombam seus currículos com artigos na base de apadrinhagem…

  204. Bruna 03.07.14 at 01:57 - Reply

    Mesmo o mestrado e doutorado sendo um caminho árduo, longo, desvalorizado por parte do Brasil e a remuneração não ser a que realmente essas profissões (profissões sim, mesmo não sendo classificadas como) merecem é uma coisa excelente no fator “qualidade de vida”, bom se alguns engenheiros querem trabalhar em industrias de domingo a domingo para receber por exemplo 5,6 mil reais , tudo bem, porém a vida como aluno e professor oferece o que nenhum emprego pode proporcionar a “liberdade”, você faz seus horários, e pode fazer o que quiser porém tem o dever de cumprir suas obrigações. A profissão de Cientista, professor pesquisador e outras titulações não é valorizada como deveria mesmo, porém é necessario reavaliar as idéias em relação à essas.

  205. Rubens 17.07.14 at 18:58 - Reply

    Excelente artigo. Só mesmo quem está diariamente em contato com pesquisa sabe do que a autora está falando. Quem não vive esse dia a dia, passa longe em seus argumentos. Primeiramente, porque a questão é FINANCEIRA SIM. Sem dinheiro não se faz nada hoje em dia! NADA! Nem o pesquisador, nem o empreendedor, nem o funcionário de uma empresa qualquer. Segundo que a rotina de um pesquisador não se limita a 40 horas semanais. Ela passa e muito disso. É muito comum ver colegas trabalhando aos finais de semana (enquanto o trabalhador formal está com a família) enclausurado no laboratório. Terceiro, que com 50 mil reais (média de fomento no país) não dá sequer pra dar uma largada descente em seu projeto de pesquisa. Só pra ter uma ideia, alguns ganhadores de prêmio Nobel (na área de química, por exemplo) consomem nada menos que 10 milhões de dollares em suas pesquisas. Agora pensa o retorno disso??
    Mas enfim, o exemplo tem que vir de cima. Enquanto o ministério da educação e ciência e tecnologia não chamarem pra si a responsabilidade, nada vai acontecer. Vamos ter ciência de mentirinha no país. Só pra quem não sabe, fazer ciência não é reproduzir experimentos feitos por outros pesquisadores estrangeiros, mas sim caminhar na fronteira do conhecimento. E pra dar um PASSO descente leva-se anos, muitos anos. E lhes digo com experiência de causa de mais de 15 anos em uma Universidade Estadual de Ensino Superior, que descobrir “coisas” novas é muito mais difícil que parece.
    E só para aqueles que acham que o amor à profissão é a solução, experimentem gastar o dinheiro do seu bolso (pra se mais claro, o seu salário) com os custos de passagem, hospedagem, alimentação, e inscrição em um evento científico pra não perder a apresentação de um artigo em um evento de renome no EUA. Tudo porque as verbas são escassas e você não quer ver anos de pesquisa empoeirados na estande.
    Se eu pudesse voltar no tempo, com certeza, teria escolhido outra profissão. Teria mais tempo, mais dinheiro e de repente mais realização.

  206. Luis Eduardo 22.07.14 at 19:22 - Reply

    Cara professora Suzana, em primeiro lugar agradeço por sua colaboração em delatar tal fato horroroso, sei que a coisa é assim mesmo, pois apesar de ser apenas Engenheiro e de ter passado muita raiva na minha vida acadêmica, principalmente quando mudei de curso e de estado mas de uma instituição Federal para outra, já via que a vida de que se dedicar à ciência à tecnologia neste país não é tarefa fácil, essas quadrilhas de marginais e bandidos que se aboletaram no poder e, hoje mais do que nunca, vem levando o país à ruína, destruindo o pouco que pessoas decentes conseguiram com muito esforço e também está nos levado a nos entregar, a sermos recoloizados por potências estrangeiras como uma colônia de índios que estão sendo conquistados. Quando comparo fatos dessa natureza com os valores de salários e ganhos inventados para encher os bolsos desses bandidos que se aboletam naquele circo chamado de congresso nacional, não consigo me conter, é uma insanidade criminosa, pois já temos, no mínimo, 50 anos de atrasos nas áreas científica e tecnológica e ainda tratam mal quem cuida e se interessa pelo progresso intelectual do país, é por isso que somos um paíszinho medíocre de terceiro mundo, só com um indivíduo que tenha governança com mão de ferro e atitudes radicais para mudar isso é que poderemos mudar isso, toda a grana gasta com corrupção e obras inúteis seria destinada imediatamente para as áreas de importância no país e essa corja que destrói nosso patrimônio deveria era ser detonada deste mundo de uma vez por todas, são bárbaros que atentam contra nosso futuro, nenhum deles é digno de se dizer representante de ninguém aqui, pois são parasitas que inventam importância em suas figuras para continuarem assaltando nosso país e bolsos, seus lugares era numa penitenciária de segurança máxima junto com o cretino imbecil que inventou toda essa burocracia infame, e que, na minha opinião, foi idealizada com o intuito justamente de retardar o desenvolvimento intelectual do país e de seu povo!

  207. Renata Medeiros 01.08.14 at 12:37 - Reply

    Realmente não é muito estimulante ler todas essas verdades. Estou quase me formando e só recentemente decidi que desejo ser professora, continuar estudando até o final da minha vida, fazer pesquisas, publicar trabalhos e contribuir mesmo nesse cenário acadêmico da “fábrica de conhecimentos” que a pesquisa proporciona.
    Infelizmente não tive quem me mostrasse os caminhos e sozinha fui descobrindo que não construí o currículo necessário ao longo da graduação, para seguir carreira científica.
    Agora surgiu uma última oportunidade (estou no 8/10 período) para ingressar em um laboratório de farmacognosia como IC (bolsistas ou voluntariado).
    Estou torcendo muito para conseguir passar nessa seleção, pois não tenho uma linha de pesquisa e nunca publiquei um trabalho ou artigo. Preciso muito disso e acredito que posso ainda mudar esse quadro de “nada” que tem sido meu currículo.
    Gostaria muito de algumas dicas se fosse possível, a decisão (que é o mais importante) eu já tomei: Serei professora de universidade sim e pesquisadora com fé em Deus! (Y)
    Muito bom seu texto, parabéns!

  208. Rafael Silva 02.08.14 at 10:14 - Reply

    Eu tenho 16 anos em penso em ser um Astrofisico, mais vejo que não existe muitas opotunidades aqui. Oque eu deveria fazer?

  209. gustavo 05.08.14 at 05:38 - Reply

    Por que doutores não saem do brasil e vão para algum país desenvolvido que fala inglês fazer pesquisa? Por exemplo, um mestre ou doutor em genética e biologica molecular que fala inglês não precisa ficar aqui. E sem mestrado ou doutorado, aí é que as chances de conseguir um emprego no exterior na área de pesquisa não existem mesmo.

  210. Marcos - Slipmp (@Slipmp) 19.09.14 at 17:14 - Reply

    Parabens Brasil!

    Sempre quis fazer mestrado… Mas nao consigo trabalhar e estudar ao mesmo tempo…

    Se a situacao e tao ruim assim, eles deveriam proporcionar mais vagas em periodo parcial, pois eu preciso ter um “trabalho de verdade”…
    Tenso! Nem sei o que falar!

    PARABENS pelo texto!

  211. Diego 26.09.14 at 14:45 - Reply

    Gente, eu tenho muita vontade trabalhar com pesquisas na área de Física, e ler esse texto não me fez mudar de idéia, mas eu chorava enquanto o lia. Não sabia que essa era realidade para cientistas aqui no Brasil.

  212. CAMILA 06.10.14 at 15:35 - Reply

    Nossa como você é realmente uma mulher derrotada na sua área profissional! Jovens, em qualquer área que não sege realmente o que vocês gostem, não terão sucesso mesmo! Fiz Bacharelado em Ciências Biológicas, Trabalhei como técnica ganhando $1.200, isso no sexto período da faculdade, depois fiz meu mestrado, com a Bolça me mantive e meu trabalho não me demitiu para o estudo, pois a Fiocrus, para quem tem um trabalho fixo oferece um documento para a empresa assinar, alegando que irá liberar o funcionário durante 24 meses, terminei o mestrado, fiz concurso e hoje trabalho como Períto Criminal. Quer saber quantos anos eu tenho? 27 Anos! Amo minha Profissão! só de curiosidade pesquisam quanto ganha um perito da policia federal! não é fácil mas não existe vitória sem esforço!
    Não desistam se vocês realmente querem ser pesquisadores!

  213. LeoStabile 15.10.14 at 17:40 - Reply

    Excelente texto! Resume bem como as coisas são e o sentimento que nós temos! Não dá pra ler todos os comentários! Ma teve um que me chamou atenção. Camila, Bióloga e mestre pela Fiocruz e perita criminal de 27 anos…..bem em primeiro lugar é muito fácil chamar alguém de derrotado principalmente quando está em um cargo que gosta! Bem se vc é feliz mexendo em cadáveres e catando larvas de mosca para fazer identificação dentre outras coisas ótimo pra vc! Que bom que vc tem estômago para isso! Mas pode não ser o caso de muitas pessoas! Seu caso é muito particular! Sim conheço biólogos que são peritos criminais sem sequer ter pós-graduação e ganha o mesmo ou até mais que vc já que ele se tornou perito aos 24 anos! Até mesmo porque todos que entram na Biologia certamente é pra ser policial federal certo!? ERRADO! Os aspirantes a cientista sejam eles biólogos, físicos, químicos, geólogos, oceanógrafos e tantos outros entram por paixão pela ciência, claro que existem os perdidos ou os querem fazer outras coisas da vida! Posso falar da minha profissão, pois sou biólogo licenciado, mestre em ecologia e atualmente doutorando em ecologia, e nós, pelo menos a grande maioria entramos na biologia porquê gostamos de um determinado animal ou planta, ou porque achamos legal os laboratórios de bioquímica ou genética, os biotérios, etc. Também fui estagiário da Fiocruz, que por sinal é uma das instituições privilegiadas no pais citadas pela autora, onde possui o cargo de “Pesquisador”, e tudo isso porque a Fiocruz está ligado à saúde e essa é uma área que apesar de n receber o investimento devido é uma das que mais recebe até mesmo por pressão popular e política. Conheço muitos pós-graduandos, mestres e doutores desta instituição. Uma boa parte q se deu bem viajou o mundo e continua fazendo suas “pesquisas”, bem como conheço muitos q desistiram ou estão no final do doutorado deprimidos e não querem mais isso para o vida deles! A Fiocruz é um das poucas instituições que pagam técnicos de laboratório para ajudar nas pesquisas. Uma realidade que não temos nos laboratórios das UF´s, poucos lugares possuem isso. Principalmente quando se fala em pesquisa na região norte e nordeste, é mais triste ainda que a realidade do sul e sudeste. Teve outra pessoa que fez um comentário falando que nós brasileiros reclamamos muito que nos EUA não existe bolsa e que o orientador que define o quanto ganha e que não passa de US$700,00. OK! Pode até ser verdade, mas lá eles tem condições mínimas e dinheiro necessário para fazer a pesquisa sem precisar usar 1 centavo do dinheiro que ganham para complementar as viagens de campo e a congressos, eles viajam para congressos no mundo todo com tudo pago, sem muito esforço e ainda não são impedidos de trabalhar em outras coisas, dai podem ser consultores ou mesmo trabalhar em uma rede de fast food a noite caso queiram! E sim lá eles também ganham pouco comparado a outras profissões! Mas no final eles são contratados por empresas e são bem pagos, oq não acontece com agente no final de tudo! E ainda li algumas pessoas que dizem q somos privilegiados por estudar e serem pagos para isso e que ganhamos mais do que muitos trabalhadores, o que é lógico porquê nós não passamos de vagabundos que não trabalha, temos que ajoelhar e agradecer porque recebemos uma bolsa para estudar. Enquanto quem não trabalha de verdade nesse pais recebe bolsa família e família de presidiário assassino, estuprador e vagabundo recebe auxílio reclusão! Bem pra encerrar se vc não é pesquisador e é perito criminal não mande os outros desistirem do sonho de ser pesquisador, pois n é isso que vc é! E quem acha que tá bom a situação que continue como está termine suas dissertações e teses, que na verdade serão apenas para serem publicadas em revistas científicas para satisfazerem os seus egos e aumentarem os índices de publicação nacional como se isso fosse parâmetro de qualidade. O pior de tudo é o conteúdo da pesquisa brasileira, pelo menos na minha área posso falar que existe muita coisa de baixíssima qualidade, para não dizer lixo, que são será sequer aproveitada para nada. E o que acontece com a pesquisa boa que desenvolvemos? Será que aproveitamos bem? Em algumas áreas talvez! Mas aposto q não o suficiente! Na minha área nem mesmo as excelentes pesquisas que desenvolvemos na área da Ecologia foram consultadas na hora de aprovarem o Novo Código Florestal, que por sinal foi redigido e proposto por um deputado da bancada ruralista, um verdadeiro devastador da área ambiental. Que para mim é o mesmo que tentar apagar um incêndio com gasolina! Sou a favor da reforma da pesquisa brasileira, do reconhecimento da profissão de pesquisador, da abertura de concurso público voltado para pesquisadores não somente em UF´s, da abertura de mais centros de pesquisa e maior investimento na área! Parabéns a autora e apenas posso lamentar pelos haters!

  214. Braulio Dantas 01.11.14 at 00:01 - Reply

    Pessoal, vamos cair na real, vivemos no Brasil, com custo de vida cada vez maior e salários cada vez mais baixos. Como diria o Sr. Lula “nunca na história deste país” foi tão fácil conseguir bolsas. Devemos lembrar bolsa de estudos não é emprego e que carreira acadêmica se inicia pra valer depois do doutorado. A começar pela Iniciação Científica de R$ 400 que malham tanto, devemos lembrar que é feita dentro da Universidade normalmente enquanto o aluno cursa a graduação, com 20 h semanais de trabalho MUUUITO flexíveis (a maioria dos alunos se dedica 8-10 h de trabalho e faz IC para APRENDER algo, e não para ter um emprego durante a gradução). Por essa ótica ganham muito mais do que alguém que tem que ralar 40 h, tomar ônibus e pensar em sustentar uma família com o mínimo. A maioria está estudando com o apoio dos pais, pois não se consegue dedicação e tempo ralando, a não ser que trabalhe de dia e estude de noite, mas a tua relidade será outra nesse caso e provavelmente vais pagar de Faculdade mais do que um salário mínimo. Mestrado e doutorado é para quem quer estudar e se aperfeiçoar, em muitos paises onde as universidades são privadas PAGA-SE para isso, aqui se recebe pra estudar, trabalha-se muito pouco e se reclama dos “salários”. Vá trabalhar na indústria pra perceber que o patrão te suga a alma, e não te paga com insenção de impostos para você se aperfeiçoar. A carreira de pesquisador não é fácil, a carreira de médico não é fácil, trabalhar na indústria não é fácil, trabalhar no comércio não é facil. Vivemos num tempo de pouco emprego, salários baixos e muita gente no regime do “me dá-me dá”. Vejo aqui que muitos vão fazer uma pós por falta de oportunidade de emprego, é uma triste realidade para quem tem formação e treinamento avançado num país sem indústria de ponta, que não sabe o que é pesquisa científica e onde a Sra. PRESIDENTE recomenda a economista de 55 anos fazer Senai para se inserir no mercado [Não tenho nada contra técnicos, OK, fiz SENAI e me sustentei por 15 anos como técnico até galgar o nível mais alto da minha carreira]. Nada muda o fato: carreira acadêmica no Brasil é para ser SE FORMAR E APERFEIÇOAR COMO PESQUISADOR, e não para ter um EMPREGO IMEDIATO. Esqueça a realidade americana ou alemã. Nos EUA, um “doutorando” ganha 40 mil US$ por ano, um “salário porcaria” para os padrões deles, e demora entre 5 e 7 anos pra se graduar num ritmo de trabalho que um aluno brasileiro nem sonha em fazer. Só 5% dos doutores viram professores universitários ou realmente continuam na carreira acadêmica. A realidade deles permite ir para a indústria como “engenheiros com pedegree” e ganhar o dobro de “engenheiros júnior”, isso é lá, não aqui… Hoje graças a Deus sou professor universitário e ganho um salário bom para os padrões brasileiros (R$ 8 mil para dedicação exclusiva de 40 h numa universidade estadual do interior do Brasil). Muitos veem “esses professores” como “doutores arrogantes que não sabem nada da realidade brasileira”, esquecem o quanto estudamos e quantas “bolsas” dessas merrecas recebemos antes de chegar aqui. Fui bolsista e técnico que ganhava na faixa dos R$ 1200 até chegar onde cheguei apenas aos 40 anos de idade e abrindo mão de muitas coisas, inclusive de tentar me inserir num mercado de trabalho de grandes capitais onde “sobram doutores”, os concuros são apenas para quem tem QI (quem indique), a vida é mais cara, etc. Esquecem da responsabilidade que é preparar e formar as mentes do país, ministrar cursos em universidades sucateadas, coordenar laboratórios de pesquisa sucatão e com poucos recursos e ser cobrado pela CAPES para produzir em quantidade e qualidade de nível internacional com alunos que mal sabem escrever o português ou o que seja uma atitude profissional. Nada disso me desanima, é importante conhecer os desafios das escolhas que fazem e a dureza da realidade pouco romântica do nosso país. Façam o que mais gostam com muita dedicação e perceverança, o resultado virá, vida mole no Brasl só pra quem é político. E vida mole fora do Brasil não existe, vejam a taxa de desemprego e a falta de espectativa dos jovens no velho continente! De certo os dias são difíceis, mas lembro que o meu pai constriui mais patromônio do que eu estudando até a 4a série, ganhando o mínimo de dia e vendendo linguiça à noite. Andava 4 km pra economizar o do ônibus. A mãe lavava roupa pra fora com um no colo e outro na barriga. Um telefone era um artigo de luxo e custava o mesmo que um carro. Os dias certamente mudaram e talvez a percepção dessa geração sobre a realidade e as dificuldades da vida também…

  215. Karla 11.11.14 at 16:12 - Reply

    Faltou o gran finale, Dra. Suzana!
    E…quando alguém te pergunta, qual a sua profissão e você responde: pesquisador, imediatamente o interlocutor solta: Ah, é do Ibope?
    Minha nada mole vida retratada em palavras, valeu a reflexão para os jovens que vêm por aí!

    • Stefano 06.12.14 at 11:00 - Reply

      Essa é de doer, mas, acontece. Tem outras semelhantes e até piores.

  216. Stefano 06.12.14 at 10:58 - Reply

    Excelente matéria. É a realidade do Brasil, onde fazemos ciência apenas por amor.

  217. Roberto Alexandre 14.12.14 at 23:15 - Reply

    Parabéns pelo texto. Muito esclarecedor.

    Havia iniciado a minha vida profissional com bastante idealismo (ou romantismo, o termo que preferir).

    Com o passar dos anos, constatei que idealismo “não paga as contas” (levando em conta que não tenho pretensão de ser rico).

    Ninguém que depender para sempre de pais e parentes, correto?

    Recomendo pesquisarem sobre o VALE DO SILÍCIO (Silicon Valley). Irá expandir os horizontes.

  218. Henrique 02.01.15 at 19:36 - Reply

    Depois de ler esse texto o que sinto é vontade de chorar. Que nojo eu tenho deste país. Até o Brasil chegar a um patamar de país digno ainda se passarão muitos anos. Quero comprar uma passagem para algum país desenvolvido e me largar à sorte. Não sei mais o que fazer da vida. Brasil: o país onde quem escolhe pensar é lixo.

  219. Felipe 28.01.15 at 15:42 - Reply

    O pior é que os concursos públicos para professor, na maioria das vezes (devem existir exceções, certamente), não são limpos. Geralmente, eles são arranjados. Então, o candidato deve ‘se matar’ estudando, para prestar um concurso desses, que geralmente dura vários dias, para, na maioria das vezes, na hora da avaliação (normalmente composta por diversas etapas como prova escrita, prova didática, arguição do candidato, etc.), perceber que há outro candidato que já tem a preferência para ser contratado. Há um artigo na internet, do Prof. Angelo Segrillo, da USP, acerca da “corrupção nos concursos públicos acadêmicos” (http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/posts/2013/07/27/a-corrupcao-nos-concursos-publicos-academicos-504814.asp). Mas eu vivenciei essa experiência, várias vezes, em carne própria. Esse aspecto piora ainda mais tudo que o texto fala sobre como é desanimador seguir a carreira acadêmica. Pois mesmo para entrar em uma vaga que não seria a dos sonhos, em uma universidade pública (salário não é nada extraordinário para quem tem formação de doutor, a pesquisa é por conta da pessoa, entre outras coisas apontadas no texto), existem as “cartas marcadas”. Quem não é da “tchurma”, dificilmente conseguirá alguma coisa. E o problema costuma ser pior nas universidades mais renomadas.

  220. LUIZ 29.01.15 at 14:36 - Reply

    Infelizmente essa é a realidade brasileira. Um país onde bandido vira celebridade, onde reverenciam-se jogadores de futebol e artistas de reality shows. Quem possui mestrado e doutorado e “produz ” ciência, deveria ter o total reconhecimento, inclusive financeiro. Vergonha!

  221. Enver 15.02.15 at 15:37 - Reply

    Se vc aguentar ao fm e passar em um concurso e tiver um pouco de competência logo terá orientandos para dar suas aulas na graduação e mais aluns pós-doutorandos para revisar o seu texto. A média salarial dos docentes-pesquisadores no Brasil não difere de outros países da Europa, exceção para a Alemanha. O problema é que não existe de fato a carreira de pesquisador, como do CNRS por ex. Também as universidades federais são excessivamente burocratizadas e povoadas de incompetentes que saltam de um carguinho a outro, membros de conselhos os mais diversos e inúteis, etc.

  222. Fred 22.02.15 at 02:57 - Reply

    “Enquanto isso, seus colegas formados em administração, engenharia, advocacia já estarão entrando para o mercado de trabalho, ganhando salários iniciais (com todos os direitos trabalhistas) de 3 a 7 mil reais reais ou mais (…) SE você tiver produtividade suficiente, em alguns anos você poderá concorrer a uma bolsa de Pesquisador do CNPq, que complementa seu salário em R$ 1.000 por mês. E isso é todo o incentivo financeiro que você receberá para fazer pesquisa. Já desistiu?”

  223. Fabiane Pinheiro 04.03.15 at 19:53 - Reply

    Estou muito chateada com o nosso Brasil. Faço biologia por amor e esperança de fazer um mundo melhor, mas sinto que cada dia os biólogos, cientistas e professores são cada vez mais desvalorizados.
    Vi uma matéria esses dias que 4 empresários europeus farão água através do ar da nossa Amazônia, e pior, teremos que pagar por algo que é nosso.
    Vendo uma coisa dessa eu não me vejo motivada a continuar vivendo nesse país. Temos grandes riquezas que país nenhum nesse mundo tem, mas não são aproveitadas. Isso me causou uma revolta muito grande e decidi que vou deixar o meu país, vou buscar uma oportunidade na Europa. Quem sabe lá eu seja mais feliz e mais valorizada.

  224. Gusttavo 07.04.15 at 10:02 - Reply

    Belo Texto Doutora, eu concordo com tudo que vc disse, eu até estava comentando com uma amiga esses dias o fato de como ter um mestrado e doutorado é muito mais Status do que efetivamente retorno financeiro, é ridiculo como os pesquisadores são tratados no Brasil, esse Pais definitivamente não da valor a ciências.
    O único ponto em que eu discordo de vc é que acho que vc exagera quando fala dos outros cursos como, administração direito, eu discordo eu vejo o mercado ruim para praticamente todo mundo… eu não conheço ninguem formado em Adm que ganhe 3 mil, se vc for procurar em sites de empregos os salarios mal chegam a dois mil, a diferença é que com adm pelo menos desempregado vc não fica, mas os salarios não são tao bons, até as engenharias que hj em dia vejo muita gente fazendo engenharia achando que vai ficar rico, isso também não é uma realidade, eu percebo que não conheço nenhum engenheiro que trabalha efetivamente como engenheiro, todos os meus amigos que fizeram engenharia ou estão desempregados ou trabalham na area, mas como estagiários, mesmo depois de formados, e alguns pontos que realmente trabalham na area mas não exercem exatamente o cargo de engenheiros, psicologia, direito, tambem são cursos super saturados, eu estou p dizer que nem medicina é valorizada no Brasil, um médico do SUS não ganha tão bem…então eu vejo isso como um geral, salvo algumas exceções está meio que quase todo mundo fudido, infelizmente não só a ciencia que não é valorizada no Brasil, praticamente nenhuma profissão é, eu estava até comentando com uma amiga que vejo muito mais gente desemprega com diploma de nivel superior do que com um curso técnico.
    Infelizmente no nossos Pais a unica profissão valorizada é a de politico, para ser deputado, senador, vereador, vc não precisa estudar, não precisa se formar em nada, apenas saber ler e escrever, pode ter uma ficha suja , vc pode ser estuprador, pedofilo, responder por crimes como corrupção ativa, que mesmo assim nada te impede de exercer essa profissão, onde vc terá salários altíssimos, trabalhará apenas 3 dias por semana ( deveria), mas no maximo vc ira em dois por semana e olhe lá… e ainda vai ter vários benefícios bancados pelo povo, além do direito de roubar e não ser preso, infelizmente essa é a dura realidade do nosso Brasil.

  225. SHEILA MARIA 10.04.15 at 17:32 - Reply

    ESTE PAÍS É MESMO UMA BRINCADEIRA….ALÉM DE NÃO INVESTIREM NADA NA EDUCAÇÃO DE BASE, VIRAM AS COSTAS PARA QUEM ESTUDA E SONHA EM AJUDAR O PAÍS….

    NÃO É À TOA QUE TENHO VISTO TODOS OS DIAS, PESSOAS INDO MORAR EM VÁRIAS PARTES DO EXTERIOR…. PENA.

  226. Lia Lima 10.04.15 at 22:10 - Reply

    Ser Ciêntista e professor no Brasil é uma Arte , um ato revolucionário e de desenvolvimento pessoal, emocional e até espiritual. Tenho Orgulho da minha profissão e faria tudo novamente outra vez!
    É verdade a grana é curta, horas de estudo, dedicação, experimentos que não dão certo, mas quando publicamos o nosso Artigo. Que satisfação! Fora as Viagens e congressos internacionais….um mundo de possibilidades…
    Pessoas que encontramos pelo caminho claro que boas e ruins, como tudo na vida, mas que provoca o nosso desenvolvimento.
    A Vida de Biólogo é muito boa você nunca mais vai olhar para uma árvore da mesma maneira.
    Eu amo o que eu faço ! A Fiocuz é uma mãe, e nós somos uma grande Família.

  227. Ronan Michel 11.04.15 at 11:58 - Reply

    Estou fazendo graduação em Ciência da Computação. Falei com uma amiga por esses dias que o meu sonho é realmente colocar a ciência em prática, é o meu sonho desde criança. Um professor estava me falando que o Brasil é muito fraco em pesquisa, e eu não sabia qual era a causa disso. Agora sei, e vejo que aqui no Brasil o meu sonho vai por água abaixo. Eu acho que isso que o Brasil está fazendo é a maior sacanagem, que já vi. Onde já se viu você estudar durante anos e ser tratado dessa forma. E estudos estes que trarão melhoras para o país em todas as esferas. É muito triste ver isso.
    Obrigado por mi livrar dessa armadilha.

  228. Guilherme 17.04.15 at 21:34 - Reply

    Sou biólogo, fiz pós em gestão ambiental e ainda não arranjei emprego rs Tive que começar uma segunda graduação em engenharia civil =(

  229. ALBERTO 25.04.15 at 18:01 - Reply

    Os brasileiros são folgados, gostam de festa, barulho, diversão. Não gostan de estudar. Por isso, fundamentalmente a pesquisa é baixo nivel e intracendente.

    • Braulio Dantas 28.10.16 at 19:08 - Reply

      Nem todos os brasileiros são iguais. A realidade é que a maioria acorda cedo e rala duro pra sustentar governos corruptos, altos impostos, infraestrutura precária. Você provavelmente nasceu em berço de ouro e não tem um conhecimento muito largo da realidade do nosso país. Nossa pátria é ingrata para os nossos filhos. “Trabalhe mais e pare de pensar”, é isso que temos que ouvir de uma elite arrogante que anda em carros importados financiados a crédito e os donos da dívida pública esperam…

  230. Fernanda 02.05.15 at 13:32 - Reply

    Meu nome é Fernanda tenho 15 anos e pretendo ser uma cientista desde pequena sempre sonhei trabalhar em laboratorio e me aprofundar nas pesquisas e acho isso um absurdo,cientista pra mim é a melhor profissão e isso é o que eu mais quero,não acho que é isso tudo o que vc disse,não li tudo mais o pouco que li não concordei eu acho que se as pessoas entram nesse tipo de profissão é porque amam o que fazem e não importa o dinheiro e sim a satisfação de está no emprego que goste.
    é o meu sonho e vou cumpri-lo e nada pode me parar se Deus quiser vou ser e por onde eu passar as pessoas iram dizer essa menina merece chegar nesse lugar ela lutou e ela conseguiu.
    E para todos que comentaram por favor não desistem dos seus sonhos mesmo que sofram,se vcs amam ciências correm atrás do que vcs querem.
    o que adianta está no trabalho que vcs não gostam e ganhar muito?
    é melhor está no trabalho digno e que merece todo o amor ciências amarei para sempre. Obrigada agradeço a todos.

    • Rubens 30.08.15 at 13:10 - Reply

      Vc deveria ter lido tudo antes de postar sua opinião, Fernanda. Precisa SIM de um desinteresse e uma CRISE na área de pesquisa para o governo e a sociedade acordar e dar valor a essa área hoje tão ingrata.

  231. Bruna 05.05.15 at 09:02 - Reply

    Ei, me diz onde fica esse mercado de trabalho: “Enquanto isso, seus colegas formados em administração, engenharia, advocacia já estarão entrando para o mercado de trabalho, ganhando salários iniciais (com todos os direitos trabalhistas) de 3 a 7 mil reais reais ou mais.”

    Quero mandar meu currículo. A vida fora da pesquisa também não é nada fácil. A Universidade não te prepara, vc inicia com salários de fome, muita vezes menores que uma bolsa de mestrado. Então, não te apavore pesquisador, a vida lá fora não é muito diferente.

  232. Gessika 21.05.15 at 22:26 - Reply

    Já sou graduada a 2 anos, e depois disso só fiz cursos para complementação, pois não havia decidido para onde seguir na pós ou qualquer outra coisa… Logo agora que finalmente vi que o que realmente quero é ser pesquisadora, e já estava procurando os próximos passos para chegar até lá, vejo este texto e todos os comentários… é muito triste e nesse momento volta a me sentir perdida!

  233. Amigo 30.05.15 at 21:49 - Reply

    Engana-se quem acha que fugindo lá para fora a situação irá melhorar: http://physics.wustl.edu/katz/scientist.html

  234. Júlio 10.06.15 at 23:16 - Reply

    Obrigado por compartilhar ”a realidade como ela é”. Leio em outros lugares coisas do tipo ”escolha a profissão que você goste e não a que dê mais dinheiro” e coisas do tipo. Realmente queria muito ser um cientista (físico no caso) mas após pensar muito e lendo esse texto mais os comentários concluo que não vale a pena, vou fazer alguma engenharia que é o mais próximo da física. RIP Brasil !

  235. Anônimo 30.08.15 at 15:45 - Reply

    Além da realidade ruim, da desvalorização governamental em forma de baixa remuneração e ausência de direitos trabalhistas, um agravante dessa situação é o fato de alguns orientadores colocam exigências completamente fora da realidade sobre seus orientandos. Na semana passada minha orientadora me mandou um e-mail (que vou guardar pra sempre) cobrando que eu fizesse um “planejamento financeiro” para ir para os Estados Unidos apresentar um painel em um congresso. Sou orientando de mestrado, ganho 1500 por mês de bolsa do CNPq. Tentei explicar para ela que com esse valor não é possível nem pagar aluguel, já que a média dos aluguéis em São Paulo é superior ao próprio valor da bolsa. Expliquei que tenho que morar de favor em casa de parentes e que, às vezes, tenho dificuldade até para pagar os custos mensais de alimentação, transporte e saúde. Mas mesmo assim eu me mantenho fiel ao contrato da bolsa CNPq, que não me permite ter qualquer tipo de vínculo empregatício ou fonte de renda. No dia seguinte, pessoalmente, ela me respondeu que “o dinheiro da bolsa não é concedido para eu me manter, mas sim para manter a minha pesquisa”. Ou seja, o CNPq me faz assinar um contrato de VÍNCULO EMPREGATÍCIO EXCLUSIVO, me impede de ter outras fontes de renda, e o dinheiro que me dá é para manter apenas a minha pesquisa e custear as minhas participações em congresso apenas? E eu, faço o que??? Com qual dinheiro eu garanto minha sobreviva indigna dentro dos 24 meses de contrato? A sugestão que ela me deu, indiretamente, foi mencionando que ela, durante a graduação, chegou a trabalhar de garçonete para arranjar um dinheiro extra. Ou seja, indiretamente ela estava sugerindo que eu trabalhasse de garçom para ir para os EUA apresentar painel (e elevar o conceito do programa de pós da universidade). Será que é pra isso que eu me matriculei no programa de mestrado? Pra realizar meu sonho de ser garçom?É vergonhosa a situação da pesquisa no Brasil e mais vergonhosa ainda é a atitude desligada da realidade que alguns orientadores tem em relação aos seus orientandos, colocando cobranças totalmente incompatíveis com a fonte de renda acordada.

  236. Jonas 30.08.15 at 20:24 - Reply

    Quase 30 anos? Se entra na faculdade com 18, se forma com 23, mais 2 anos de mestrado 25, mais 4 de doutorado 29. Mas se você for prodígio. Não atrasar nada! Nada! Ou seja, é difícil, bem difícil, ser doutor antes dos 30. Bom tem cursos de graduação que não são de 5 anos.. Ai quem sabe, ne..

  237. Kamilla 30.08.15 at 22:45 - Reply

    Mas se você monta o proprio laboratorio você não pode dar inicio à sua pesquisa por conta propria não?

  238. Hadamés Wilson 31.08.15 at 13:20 - Reply

    Sinto-me representado nesse texto.
    Fazendo ciência com lanterna.

  239. rogerio 03.09.15 at 18:22 - Reply

    Minha pergunta é bem básica:
    Pra ser pesquisador , tem q ter doutorado?

  240. David 20.09.15 at 18:57 - Reply

    Ué, é uma questão de perfil.

    Sou estudante de uma das melhores (senão a melhor) faculdade de Economia da USP e escolhi sair do mercado de trabalho comum. No mercado de trabalho o seu “livro da vida” será “aprender o trabalho”, você será pago pelo seu tempo desperdiçado dentro do Banco, e não por elevar teu grau de intelectualidade. Você não irá desenvolver raciocínio crítico, você irá desenvolver resiliência (ou em outras palavras, vai aprender a ser como uma laranja que é esmiuçada e voltar a ter suco no dia seguinte). No mercado comum você será pago pela produtividade, não necessariamente pela qualidade. Mais valerá “atingir várias metas” de qualidade nota 5 do que duas de nota 10. No mercado comum as pessoas (em média) vivem pelas sextas-feiras, pelos feriados, vivem pelas férias. Desperdiçam 8 horas por dia (+2 de trânsito) da sua vida durante, digamos. 23 aos 65 anos, o que são quase 42 anos com 10 horas tomadas do teu dia durante 5 dias por semana. Aí eu pergunto: “O que estamos fazendo da nossa vida”?
    Será que vale a pena?

    Para alguns sim! Para outros… não!

    Não existe um caminho fácil! É difícil para todos, dito isto, apenas digo que:

    – Escolha o caminho que sente mais afinidade, e não o mais cômodo/apontado como certo.

    A vida é muito curta para ganhar muito dinheiro e ser frustrado, ou ganhar muito pouco dinheiro e também ser frustrado.

    É a velha história…. quem nunca teve e “vê os outros tendo”, vai desejar aquilo que nunca teve, supondo que é o melhor.
    Mas como vamos julgar se seriámos mais realizados se tivéssemos traçado determinado caminho se mal o vivemos?

    Gente aqui arrependida do caminho escolhido.

    E você, pesquisador frustrado, se pudesse voltar no tempo, e fosse um bancário com bastante dinheiro, você nunca se perguntou que poderia estar se perguntando hoje?

    – Por que eu não persegui meus sonhos se só se vive uma vez?

    A vida é muito curta para pensar com medo das consequências!

    Muita gente fraca mentalmente, apenas isso! Pessoas normais são felizes com vidas normais, eu sou diferente…

  241. Laurinha Bomdespacho 25.11.15 at 19:05 - Reply

    Barbaro!

  242. Rodolfo Luiz 25.11.15 at 19:30 - Reply

    Simples: não seja cientista no Brasil, seja em outro lugar.

  243. Roger Vasconcelos 25.11.15 at 19:35 - Reply

    Excelente texto! Aposto que muitos, assim como eu, identificaram-se com a situação da pesquisa no Brasil.

  244. Alain D. 25.11.15 at 19:48 - Reply

    sinceramente….horrível o panorama dos futuros cientistas no Brasil. ..tomará que seja só mais uma opinião.

  245. Meire Batistela 25.11.15 at 19:51 - Reply

    Excelente… leitura obrigatória pra quem está terminando a graduação e pretende começar o mestrado. Ah se eu tivesse lido este texto anos atrás!!

  246. Claudia Milan 25.11.15 at 20:06 - Reply

    Ótimo texto, bela crítica. Estamos todos lascados neste país 🙁

  247. Fernanda Rodrigues 25.11.15 at 20:47 - Reply

    Por essas e outras que emudeço por um instante quando meu orientador do mestrado pergunta: “E aí? Vai fazer doutorado?’

  248. Vanderson Costa 25.11.15 at 21:04 - Reply

    E o pior de tudo é que é verdade… Ê ê.

  249. A verdade, a mais pura verdade

  250. Flávia Lucena 25.11.15 at 23:03 - Reply

    Lamentável, porém é um texto excelente que relata o processo humilhante ao qual nós pesquisadores nos submetemos… deu vontade de chorar, pois é a minha história contada da maneira mais verdadeira. …

  251. Caracaaaaa… Exatamente isso… Triste realidade 🙁

  252. Dionatan Cieslak 25.11.15 at 23:26 - Reply

    Ler isso 2 dias antes de defender o mestrado é, no mínimo, irônico… hahaha

  253. Pior que isso é ganhar 7 mil na industria e não ter vida trabalhar de domingo a domingo sem tempo para se qualificar e depois ser demitido porque não evoluio. Meu professor de iniciação cientifica me deu o conselho e eu não escutei. “Não vá para a industria lá é escravidão”. Pobre jovem

  254. Alan Oliveira 26.11.15 at 06:15 - Reply

    Galera, eu entendo as críticas e as considero válidas até certo ponto. Eu acharia legal se os pesquisadores tivessem direitos trabalhistas? Sim. Mas, por outro lado reclamar que o amiguinho ganha 7000 reais e você 1700/1500, acho sim desnecessário, vivemos num país onde o salário mínimo é 1/2 disso, e se essa é a remuneração por durante os 2 anos de mestrado, não vejo como um grande sofrimento. Um analista junior recém formado em empresas ganha 2000. E com descontos trabalhistas ele tem livre por volta de 1750. E junto com isso todos as chatices de trabalhar em empresa. Com gerente no pé e etc. Se o seu objetivo é ganhar muito dinheiro, talvez carreira acadêmica não seja o seu foco.

    • Nê Aguiar 27.11.15 at 01:53 - Reply

      Bom, interpretando seu texto, é possível compreender que a ciência tem peso inferior no desenvolvimento, ou pelo menos não merece ser tão valorizada quanto à prática, práxis ou a empiria, haja vista que ter prazos e produções intelectuais a cumprir e um relacionamento com um orientador são muito mais fáceis do que atividades regulares e chefes regulares. Seu texto diz isso.

    • Alan Oliveira 27.11.15 at 06:04 - Reply

      Esta pode ser uma forma de interpretar, sim. Mas não foi bem o que quis dizer. Eu não acho que a ciência tem peso inferior. O que eu quis dizer é que a má remuneração não é exclusividade da ciência. E nem do Brasil. Isso não significa, claro, que ela não tenha importância, muito pelo contrário. Ela está atrelada ao desenvolvimento tecnológico e humano, nações com bons níveis educacionais crescem em diversos aspectos. A maneira como cada profissão é remunerada é um dado de realidade objetivo, e eu estava discutindo como hoje isso é feito por aqui. Quanto ao “fácil”, é uma questão relativa. Um ponto é que inclui uma questão subjetiva pois pode ser mais ” fácil” para quem escolheu, tem aptidão e se realiza em fazer ciência, comparando esse mesmo profissional que escolheu uma carreira empresarial, mas não possui aptidão ou interesse nisso. Isso não quer dizer que a ciência seja menos complexa do ponto de vista objetivo.
      Portanto, eu acho que a profissão deve sim ser valorizada, contudo estava discutindo dados de realidade. Quanto ao que podemos fazer para promover a valorização da ciência, deixar de fazer ciência, como o texto sugere, não me parece a maneira mais inteligente de fazer isso.

  255. Mariana Giarola 26.11.15 at 06:42 - Reply

    O trem é feio! hehehe

  256. Reclamando de que se são os próprios que retroalimentam a farsa que é a pesquisa nesse país. Dados muitas vezes forjados e desvio de dinheiro dos projetos.

  257. Antonio Nogueira 26.11.15 at 07:33 - Reply

    Nossa triste realidade….:-/

  258. Me representa totalmente este texto!

  259. Infelizmente é verdade …

  260. Hugo Rodrigues 26.11.15 at 09:32 - Reply

    Eu desisti (entrego o doutorado dia 9)

  261. Ana Paula Cavalieri 26.11.15 at 10:48 - Reply

    Dói dói dói dói …. Ler isso dói

  262. Lauro de Paula 26.11.15 at 11:27 - Reply

    De fato, ler esse texto é constrangedor. No entanto, ser cientista é para poucos. Assim como para ser padre, é necessário ter vocação, não ser avarento e se abdicar de muitas coisas para se tornar um bom cientista.

    • Amanda Louzano 09.12.15 at 12:33 - Reply

      é por essas e outras que há fuga de cerebros para outros países. quem quer fazer ciencia no brasil tem que se contentar com migalhas… QUERER GANHAR O JUSTO NÃO É SER AVARENTO, é ter bom senso de seu valor.

    • Lauro de Paula 09.12.15 at 12:37 - Reply

      Eu não disse que querer ganhar o justo é ser avarento. Leia novamente!
      O que eu quis dizer foi que tem que gostar muito, diferentemente de muitas outras profissões que, mesmo não gostando tanto, é possível continuar exercendo. Em relação à fuga de cérebros para outros países, isso é fato. Aqueles que não estão satisfeitos com o tanto que ganha (sim, são migalhas!) têm todo o direito de ir para outro país. Porém, devem ter em mente que terão de abdicar (muitas vezes) da família, a qual é a base na vida de qualquer ser humano.

  263. Juliana Pereira 26.11.15 at 13:27 - Reply

    Texto realista!

  264. Amanda 26.11.15 at 14:04 - Reply

    Na vida, eu acredito que nada seja fácil, é difícil decidir entre um sonho e a realidade, mas temos sempre uma chance: escolhas. E elas podem mudar com o tempo; e não é vergonha nenhuma voltar atrás por ver que tomou o caminho errado ou porque algo não deu certo.
    Sou engenheira mecânica, tenho 26 anos e sempre sonhei em ser pesquisadora e professora de universidade desde quando eu era criança. Eu amo o conhecimento, adoro ensinar, estudar e aprender coisas novas.
    Estudei em universidade pública, terminei meu curso dentro do tempo, mesmo tendo trabalhado e estagiado durante o tempo do curso. Tive de desistir desse sonho pelos valores baixos das bolsas e por conta de ter de sustentar meus pais, a carreira de pesquisador-professor você pode ter um retorno financeiro a longo prazo, passando em um concurso público para a área acadêmica, e se tiver.
    Tive sorte de ter tido bons empregos, que me pagaram razoavelmente bem e me deram a chance de sustentar minha família, fazer uma poupança e pagar meus estudos (coisa que eu amo fazer). Fiz 2 pós-graduações nesse tempo, uma de engenharia de produção e outra de gestão de projetos, além de um mestrado-profissional (o pago) em engenharia de produção; e olhe que algumas vezes eu tinha que trabalhar na indústria de madrugada, sábado ou domingo, sem falar das horas-extra (sempre bem vindas para complementar a renda).
    Você podem estar se preguntando, e vida social? Muitas vezes temos que abdicar de algo para consegui outras coisas.
    Depois de trabalhando 5 anos, com um bom currículo, vem um crise e fico desempregada. Estou a mais de 6 meses procurando emprego e nada; nesse meio tempo comecei a estudar para o tão concorrido mundo dos concursos, sonhando com a tão sonhada estabilidade e nunca mais ser demitido por conta de crise. Graças à Deus, estou longe de passar dificuldades por um bom tempo pelo pé de meia que fiz durante esse tempo que trabalhei e também pelo valores do auxílio-desemprego e a indenização que recebi.
    Hoje não penso mais em voltar para a iniciativa privada, vou continuar estudando para concurso até passar. Eu não quero mais ser demitida de um emprego, ver meu colegas de trabalho ficando também na incerteza e ver a empresa que todo dia lutávamos para dar certo falir por conta de uma maldita crise. Eu não trilhei o caminho que sonhei, mas fui muito feliz no caminho que segui (isso até me surpreendeu com o tempo); aprendi que o mais importante é gosta do que se faz e não fazer o que se gosta.
    Por isso eu fico indignada com tanta reclamação da Dr.Suzana Herculano-Houzel. Poxa, ele tem uma emprego que sempre sonhou em ter, pode sustentar com dignidade a sua família ( eu tenho colegas de trabalho que a família está passando fome).
    Nós podemos olhar pros quintais dos vizinhos e ver: eles são mais felizes do que eu , mais bem sucedidos, mais ricos; e ficarmos invejando a vida deles, querendo ter a vida deles e esquecendo de viver as nossas; ou podemos não olhas para os lados e vivermos a nossa vida e procurar gastar nosso tempo em como vamos ultrapassar os nossos obstáculos. Dificuldades todo mundo tem, e vai continuar tendo, nada é fácil, mas o que não podemos é desistir por conta dos obstáculos, são eles que me fizeram crescer na vida e me tornou o que sou; se por acaso ela se desestimulou por conta das dificuldades, ela precisa se analisar e escolher entre duas posições na vida: resignar-se e reclamar ou correr atrás e fazer, fico triste que ela tenha escolhido a primeira alternativa, eu sempre escolhi a segunda

    • Rodrigo 01.05.16 at 18:24 - Reply

      Desculpe mas sua visão é um tanto ingenua, você acha mesmo que o setor público esta as mil maravilhas com essa crise?
      Você acha mesmo que o numero de concursos aumentou no Brasil em plena crise?
      Sabia que tem funcionários publicos sem pagamento em vários estados do país e outros tantos já sendo ameaçados de serem demitidos.

      Além disso, você devia se informar melhor pois funcionário públicos podem sim ser demitidos diante de uma crise como a nossa. E já existem previsões disso…
      As empresas estatais estão falidas e a privatizações irão acontecer queria você ou não.

      .

  265. Bruna H. Tonin 26.11.15 at 18:41 - Reply

    Muito triste amar o que é não é valorizado! e ainda saber que só piora essa situação…

  266. Dayane Alvarinho 26.11.15 at 20:02 - Reply

    Realmente é lamentável a falta de investimento em ciência e pesquisa por parte um país rico em diversidade e pessoas inteligentes e dispostas a contribuir.

    Mas não creio que desistindo de seguir a carreira acadêmica vá fazer com que mude a visão dos nossos governantes. Muito pelo contrário, vão passar a ter motivos para querer terceirizar o ensino de pesquisa em nosso país e investir no conhecimento estrangeiro.

    Nós possuímos gente qualificada e disposta a fazer ciência, gente que mesmo estando em situações precárias conseguem fazer uso da criatividade, adaptando protocolos para produzir e contribuir com o conhecimento.

    Eu acredito que podemos mudar essa atual realidade em nosso país, mas não é desistindo e sim produzindo e publicando cada vez mais.

    Mesmo sabendo de todas essas dificuldades, sim eu quero seguir a linha de pesquisa. A pesquisa é um universo magnífico e cheio de enigmas a serem desvendados. Aos meus colegas de profissão e professores, deixo meu pedido para que não desistam! Invistam, compartilhem o conhecimento e não deixem de ensinar e mostrar o lado belo que a carreira científica pode ofertar.

  267. Gabriela 28.11.15 at 21:19 - Reply

    Mais desinteresse do que já existe é quase impossível, o fato é que justamente o desinteresse da sociedade em ciência faz com que a atividade de pesquisa seja depreciada e falta de interesse do pesquisador em tentar dialogar e fazer com que o investimento pesquisa seja uma preocupação da sociedade atuando no âmbito politico e na divulgação faz com que a maioria das pessoas não tenham um minimo interesse. Como aluna da pós nunca vi uma classe tão desunida quanto os estudantes de pós graduação, corta-se bolsa e verba, falta equipamento e todos sempre aceitam calados submissos, alunos do ensino médio estão sendo mais organizados na reivindicação de seus direitos do que todos os alunos de pós do Brasil.

  268. Melina Lorandi 01.12.15 at 16:38 - Reply

    Não sei… Eu com MBA concluído não consegui ter um salário maior do que R$ 3.000 até hoje e já conclui a graduação há 7 anos! Quem recém formado tem salário de R$ 3.000 a R$ 7.000??? No Brasil?!? Se eu tivesse feito logo mestrado e doutorado, sendo sim professora universitária, estaria ganhando de R$ 8.000 a R$ 12.000!!! Com a mesma idade que tenho hoje…

    • Rodrigo 01.05.16 at 18:31 - Reply

      1) Leia a data do texto, ele é de 2012, e sim essa era uma época de bonança na industria e era fácil encontrar salários de 3k a 7k para recém formados dependendo da área.

      2) Você diz que se formou a 7 anos, se você tivesse feito mestrado e em seguida doutorado seriam 6 anos de estudo, logo você estaria a 1 ano com um diploma de doutorado na mão procurando desesperadamente algum concurso de professor, que devido a crise diminuíram bastante e a concorrência esta muito maior do que antes pois tem muito doutor saindo no tapa nos concursos para professor e também brigado para conseguirem uma bolsa de pós-doutorado.

      3) Professor universitário ganhando 12 Mil? Só depois de muitos anos de trabalho, muitas avaliações acadêmicas, artigos, trabalhos publicados e também muita politica dentro da universidade. Ou você acha que não existe QI dentro do meio acadêmico também? sabe de nada

  269. Jéssica 03.12.15 at 16:07 - Reply

    Bom, esse texto e esses comentários me ajudaram a escolher um caminho. Vou fazer outro curso, mas irei estudar Física como sempre faço, pois é algo que amo. Acho que depois que eu estiver me resolvendo na vida, faço Física e me torno pesquisadora.

  270. Luana 03.01.16 at 12:16 - Reply

    Amo estudar, tinha muita vontade de ser pesquisadora e produzir conhecimento. Mas desisti do mestrado e do doutorado não foi nem pelo salário, eu acredito que mesmo sem ficar rica seria feliz recebendo um salário razoável para fazer algo que amo, foi por causa do outro detalhe que muitos não vêem como empecilho: o fato de que pra ser pesquisador você necessariamente (a não ser que passe em um dos pouquíssimos concursos das empresas especializadas de certas áreas, se sua área é outra nem essa opção você tem) tem que ser professor universitário. Já dei aulas e odiei, ser professora não é pra mim. Ou seja, vem o pacote pronto, pra fazer algo que amo só se eu me comprometer a ao mesmo tempo fazer algo que já decidi que não quero fazer de jeito nenhum.

  271. Vinícius 17.01.16 at 16:36 - Reply

    O negócio é fazer mestrado e/ou doutorado e passar em um concurso público, mesmo que não seja para professor.

  272. Rebeca Fontenele 29.01.16 at 20:30 - Reply

    Ao ler isso me vieram à cabeça as seguintes dúvidas:

    1) Que recém formado ganha, de fato, R$ 3000 até R$ 7000? Gostaria de saber.

    2) Meu namorado, durante o estágio na área de Engenharia de Controle e Automação em ramo Industrial, ganhava apenas R$ 800 e fazia trabalho escravo. Logo, tira-se desse e outros relatos, que a vida da Indústria não é essa maravilha também. Imagine em uma Empresa então, onde a competição é sempre maior. Por quê então retrata-se, no texto, que essas duas outras vidas são mais benéficas?

    3) Que estranho! Sempre que vejo editais de concursos públicos, vejo vencimentos para alguém com título de Mestre acima desses R$ 7000 que a autora diz ganhar um recém-formado que não opte por fazer ciência, e vencimentos para alguém com título de Doutor acima de R$ 10.000… Posso estar enganada, mas acho que a informação no texto referente a isso está equivocada.

    4) Você está no Brasil! Não é desistindo que se consegue algo por aqui.

    5) Li tal texto agora a pouco, mas não me deixei desmotivar, muito pelo contrário. Agradeço por isso.

  273. Andrew oliveira 04.02.16 at 22:57 - Reply

    A palavra para todos estes comentários e este conteúdo e simplesmente “decepcionante” me iludi muito mais por sorte estou terminando o primeiro grau ,ou ensino fundamental , melhor escolher ,uma mas valorizada

  274. Vitor 10.02.16 at 10:44 - Reply

    A situação ainda continua a mesma hoje? Eu tenho 17 anos e estava pensando em fazer física, não para dar aulas, mas para trabalhar como pesquisador. Sobre a especialização ainda não tenho certeza, talvez física de partículas ou astronomia. Mas se o cenário for realmente tão ruim assim, eu vou ter que me forçar a mudar de ideia.

    • amanda 27.03.16 at 22:19 - Reply

      para de olhar os outros faça a sua decisão afinal a vida é de quem?

    • Gabriel 16.06.16 at 15:41 - Reply

      I know the feel bro…

  275. Wildrimak 24.02.16 at 20:28 - Reply

    Meu sonho de infância e até hoje é de ser um cientista, de procurar pelo novo, pela emoção das descobertas, pelo desejo de contribuir com algo para a humanidade, porém antes de entrar na área pelo qual tanto sonho, vou primeiramente superar minha condição financeira atual (Renda abaixo de 700,00) e depois então vou seguir para minha vocação para a carreira que tanto sonho!

  276. scratred 02.03.16 at 11:59 - Reply

    Quer uma solução boa pro pesquisador?

    Faça o Enem, tire uma nota boa, embarque no ciências sem fronteiras, e fique por lá mesmo.

    Quando a produção cientifica no Brasil começar a cair vertiginosamente, talvez mude alguma coisa.

  277. Andreas 08.03.16 at 08:35 - Reply

    Passei em um mestrado conceito 7 e não consegui bolsa. Passei em quarto lugar, mas o programa só oferecia 2 bolsas. Como eu moro em outro estado, seria impossível me manter sem bolsa. Não tenho conhecidos, nem reserva para passar alguns meses até me estabilizar. Enfim, perdi e desisti no geral. Mestrado sem um doutorado nos dias de hoje não vale nada.
    Concordo que as bolsas de iniciação científica, mestrado e doutorado são uma vergonha. Se o nosso país tivesse um sistema de saúde, transporte público, acesso à moradia de qualidade, talvez fosse mais fácil viver com esses valores. Passei a minha graduação toda com bolsas de iniciação, tive mais oportunidade de estudar, comparado aos meus colegas que trabalhavam, entretanto, gastava em média 100,00 de transporte (isso porque pegava carona), mais ou menos uns 180,00 de alimentação (pois na minha universidade não tinha r.u) e me sobrava 120,00 no qual eu gastava com xerox e com mais alguma besteira. Resumindo, com 120,00 por mês para se manter, não dá nem pra comprar livros. Pagar eventos então é quase impossível. Mandei um artigo para um evento que aconteceu em Porto Alegre e nem pude ir pois as passagens eram muito caras.
    Mesmo com a bolsa de ic baixa, tem muita gente que quer mesmo assim. Estes querem apenas para não precisar trabalhar, e a verdade é que vivem enrolando. A culpa, porém, é dos orientadores, que escolhem qualquer aluno apenas para terem mais orientações no lattes. O PIBID é a mesma coisa aqui na universidade que estudei: aqueles que não conseguiram PET ou PIBIC vão pro PIBID apenas para ficarem matando tempo nas escolas. Tanto os alunos quanto os professores se esqueceram das suas missões, abandonaram o compromisso com a ciência, e vão empurrando com a barriga.
    Ainda sobre os valores de bolsas, até para pagar a minha prova do mestrado tive que pedir ajuda a todos os meus familiares e mesmo professores do grupo de pesquisa que participo, pois só com meus 400,00 mensais não conseguiria pagar nem a passagem. Cheguei a calcular como viveria com a bolsa, caso conseguisse: 700,00 a 800,00 de aluguel, mais uns 250,00 de transporte, e o que sobra é para pagar alimentação, gastos com medicamentos (que eu dependo todo mês), higiene pessoal, curso de línguas (pois o programa exige que, para o doutorado, o aluno tenha domínio de 2 ou mais idiomas) um pouquinho de lazer (isso porque não bebo, nao fumo e não vou a festas) e quando se vê, já era. Se eu pudesse ao menos contar com a moradia de graça, mas nenhum programa na minha área oferece.
    Agora estou desempregada, sem perspectiva nenhuma de emprego e pagando com a língua, tendo que procurar empregos que eu abominava, pois acreditava que ao me dedicar à ciência, teria mais facilidade em encontrar emprego. Pelo jeito, foi tudo apenas um sonho. Não me arrependo de ter me dedicado à pesquisa, muito menos de ter desistido do mestrado. O que estava nas minhas condições eu fiz, aliás, fiz muito mais, entretanto, a falta de dinheiro é uma realidade. Não quero mais me envolver com a universidade, que cada vez mais abandona seus princípios, que busca a quantidade ao invés da qualidade. Fico pasma com o tanto de professores antiéticos, que manipula pesquisas, copia trabalhos, exploram alunos, apenas para ter mais pontos no lattes. É uma sucessão de erros tão grande que fica difícil enxergar o seu fim. Eu desisti e não me sinto derrotada por isso.

  278. Braulio Dantas 27.03.16 at 10:13 - Reply

    Pessoal, vamos cair na real, vivemos no Brasil, com custo de vida cada vez maior e salários cada vez mais baixos. Como diria o Sr. Lula “nunca na história deste país” foi tão fácil conseguir bolsas. Devemos lembrar que bolsa de estudos não é emprego e que carreira acadêmica se inicia pra valer depois do doutorado. A começar pela Iniciação Científica de R$ 400 que malham tanto, devemos lembrar que é feita dentro da Universidade normalmente enquanto o aluno cursa a graduação, com 20 h semanais de trabalho MUUUITO flexíveis (a maioria dos alunos se dedica 8-10 h de trabalho e faz IC para APRENDER algo, e não para ter um emprego durante a gradução). Por essa ótica ganham muito mais do que alguém que tem que ralar 40 h, tomar ônibus pra longe de casa e da faculdade e pensar em sustentar uma família com o mínimo. A maioria está ESTUDANDO com o apoio dos pais, pois não se consegue dedicação e tempo ralando, a não ser que trabalhe de dia e estude de noite, mas a tua realidade será outra nesse caso e provavelmente vais pagar de Faculdade mais do que um salário mínimo. Mestrado e doutorado é para quem quer estudar e se aperfeiçoar, em muitos paises onde as universidades são privadas PAGA-SE para isso, aqui se recebe pra estudar, trabalha-se muito pouco e se reclama dos “salários”. Vá trabalhar na indústria pra perceber que o patrão te suga a alma, e não te paga com insenção de impostos para você se aperfeiçoar. A carreira de pesquisador não é fácil, a carreira de médico não é fácil, trabalhar na indústria não é fácil, trabalhar no comércio não é facil. Vivemos num tempo de pouco emprego, salários baixos e muita gente no regime do “me dá, me dá”. Vejo aqui que muitos vão fazer uma pós por falta de oportunidade de emprego, é uma triste realidade para quem tem formação e treinamento avançado num país sem indústria de ponta, que não sabe o que é pesquisa científica e onde a Sra. PRESIDENTE recomenda a economista de 55 anos fazer Senai para se inserir no mercado [Não tenho nada contra técnicos, OK, fiz SENAI e me sustentei por 15 anos como técnico até galgar o nível mais alto da minha carreira]. Nada muda o fato: carreira acadêmica no Brasil é para SE FORMAR E APERFEIÇOAR COMO PESQUISADOR, e não para ter um EMPREGO IMEDIATO. Esqueça a realidade americana ou europeia. Nos EUA, um “doutorando” ganha 40 mil US$ por ano, um “salário porcaria” para os padrões deles, e demora entre 5 e 7 anos pra se graduar num ritmo de trabalho que um aluno brasileiro nem sonha em fazer. Só 5% dos doutores viram professores universitários ou realmente continuam na carreira acadêmica. A realidade deles permite ir para a indústria como “engenheiros com pedegree” e ganhar o dobro de “engenheiros júnior”, isso é lá, não aqui… Hoje graças a Deus sou professor universitário e ganho um salário bom para os padrões brasileiros (R$ 8 mil para dedicação exclusiva de 40 h numa universidade estadual do interior do Brasil). Muitos veem “esses professores” como “doutores arrogantes que não sabem nada da realidade brasileira”, esquecem o quanto estudamos e quantas “bolsas” dessas merrecas recebemos antes de chegar aqui. Fui bolsista e técnico que ganhava na faixa dos R$ 1200 até chegar onde cheguei apenas aos 40 anos de idade e abrindo mão de muitas coisas, inclusive de tentar me inserir num mercado de trabalho de grandes capitais onde “sobram doutores”, os concuros são apenas para quem tem QI (quem indique), a vida é mais cara, etc. Esquecem da responsabilidade que é preparar e formar as mentes do país, ministrar cursos em universidades sucateadas, coordenar laboratórios de pesquisa sucatão e com poucos recursos e ser cobrado pela CAPES para produzir em quantidade e qualidade de nível internacional com alunos que mal sabem escrever o português ou mesmo o que seja uma atitude profissional. Nada disso me desanima, é importante conhecer os desafios das escolhas que fazem e a dureza da realidade pouco romântica do nosso país. Façam o que mais gostam com muita dedicação e perceverança, o resultado virá, vida mole no Brasl só pra quem é político. E vida mole fora do Brasil não existe, vejam a taxa de desemprego e a falta de espectativa dos jovens no velho continente! De certo os dias são difíceis, mas lembro que o meu pai construiu mais patrimônio do que eu estudando apenas até a 4a série, ganhando o mínimo de dia e vendendo linguiça à noite. Andava 4 km pra economizar o do ônibus. A mãe lavava roupa pra fora com um no colo e outro na barriga. Um telefone era um artigo de luxo e custava o mesmo que um carro. Os dias certamente mudaram e talvez a percepção dessa geração sobre a realidade e as dificuldades da vida também…

    • Marcio 08.06.16 at 19:30 - Reply

      Bah, obrigado por este comentário.

  279. pedro 05.05.16 at 18:59 - Reply

    serio!!!! sou uma crinça e quero se cientista e por isso estou procurando informaçoes

  280. Marcio 08.06.16 at 19:22 - Reply

    Lamentável um texto tão pessimista, porém com muitas verdades. Sou aluno de mestrado e ganho a bolsa de 1500 pila. Não é fácil se manter, tem que apertar o cinto.
    Porém, eu amo o que eu estudo e o que eu faço. Quero ter o prazer de transmitir esse conhecimento um dia, tanto através do ensino, como da pesquisa e da extensão.
    Eu prefiro bem mais ter uma vida simples fazendo o que eu gosto do que estar trabalhando pra empresa privada e enchendo os bolsos de alguém de dinheiro. Não tenho chefe, não tenho horário pra trabalhar, posso conciliar minha vida e meu trabalho conforme me convém. Eu trabalho para mim mesmo, aumentando meu conhecimento e minha vontade de saber cada vez mais.
    Eu tenho prazer porque eu faço o que eu gosto e o que eu escolhi fazer, mas realmente concordo que o pós-graduando poderia ser mais reconhecido pela dificuldade do trabalho e pela heroica contribuição à sociedade.

  281. Lucas 30.06.16 at 23:33 - Reply

    Texto excelente. Infelizmente é tudo verdade. Eu mesmo estou muito desiludido com o mundo acadêmico. Eu entrei na biologia por adorar a matéria, lá com meus 17 ou 18 anos de idade. Queria ser pesquisador, mas não professor. Na época, nem eu nem meus familiares fazíamos ideia de que isso não era realmente possível no Brasil. Mas não desanimei. Como bacharel, Insisti que eu talvez pudesse gostar de dar aulas, e fui para o mestrado e dourado. Ao final de tudo, após o término de meu doutorado em ciências fisiológicas, me vejo desempregado, concorrendo para prefeituras, atrás de salários que variam entre R$ 1500,00 ~ R$ 3000,00, sem nunca ter tido carteira assinada, sem ter contribuído para o INSS, sem ter recebido extra por lidar com substâncias cancerígenas e altamente tóxicas, como arsênio, nanoprata, TBT, atrazina, cobre, fulereno, hexano entre outros, sem o tempo todo que eu trabalhei em laboratório ser considerado para nada, pois tal investimento do meu tempo e suor foi visto pela sociedade como “estudo” e não “trabalho”, entre muitas outras coisas. Se você AMA MUITO a biologia, dar aulas e fazer pesquisa acadêmica da forma como ela é feita no Brasil (não vou entrar no mérito do que é fazer pesquisa aqui no nosso país, pois já escrevi uma muralha de texto), vá em frente. Apenas entenda que existem dezenas e mais dezenas de cursos muito melhores, onde seu tempo investido lhe renderá muito mais frutos, pela metade do tempo ou menos, e com um leque de opções muito mais largo na hora de procurar trabalho do que a biologia. Ah sim, e não temos piso salarial de verdade, por isso (e por outros fatores) o salário do biólogo é um dos mais baixos de todos os cursos superiores no país.

  282. Daniel 16.07.16 at 04:23 - Reply

    Vou contar minha história e ela é bem comum…

    Universidade é uma farsa! Ilusão e sabemos disso! Persiste-se em pesquisa e na busca de um título de doutorado ou vaga de professor universitário por puro viés de confirmação (querer acreditar acima de qualquer coisa). Alguns suportam fazer pesquisa para rechear o currículo para concursos e outros suportam dar aulas esperando um dia entrar numa universidade federal para fazer pesquisa (baita ilusão), já que dar aulas do nível médio pra baixo é pedir pra morrer (infelizmente as crianças chegam a universidade com quase a mesma cabeça e comportamento). Fiz graduação, mestrado e doutorado numa universidade federal, um ciclo de 10 anos. Sofri, vivi, assisti, e fiquei sabendo de todo tipo de trapaça, mesquinharia, molecagem, fofoquinhas, difamações, perseguição pra afetar meus orientadores, que não podiam ser afetados diretamente e tiveram seus orientandos atacados, ao melhor estilo “quebrem as pernas deles”.

    Tive trabalhos roubados (artigos e patentes), mesmo ajudando a tantas pessoas pelo bem do princípio da multiplicação do conhecimento e colaboracionismo. Fiz parcerias com pessoas de outras instituições federais e tudo isso é um lixo. O meio acadêmico é uma mistura de Game of Thrones com Senado Federal. Só não rola dinheiro fácil. Muita sujeira, esquemas e conspirações a troco de nada (até parece que vão ganhar o Nobel). Não adianta trabalhar sério, vão te definir pela aparência, dinheiro, poder que acham que você tem (se tiver ao lado de um pesquisador de nome), e enquanto tiver utilidade (que te fará ser muito “querido”).

    O meio acadêmico universitário não é um modelo para a sociedade. Não é um ambiente mais maduro, consciente, honesto, evoluído ou respeitador. É um reflexo da sociedade. Muitos dirão “mas em todo lugar é assim”. Questão então de avaliar o custo benefício, pois, de gari ninguém quer trabalhar (embora como gari você não gere ilusões, tem essa vantagem). Não se pode esperar nada de salvador para o país vindo desses “cérebros” que estão mais para intestino grosso da nação.

    Nesse ambiente tem mais respeito o professor que pega as alunas, o que exige ser chamado de doutor até pra tomar um café, o que acumula cargos pra praticar assédio moral, o que fala palavrão, o que faz festinhas e participa de grupos de whatsapp com os alunos sem finalidade científica ou acadêmica, o que rouba ideias e pesquisas até de alunos PIVIC, o que enrola a aula com recortes de figurinhas e colagem em nome da “didática” imbecilizante aprendida na licenciatura (onde por sinal boa parte do tempo se ensina a reduzir o conteúdo a 10% do total ou se faz propaganda comunista). Licenciatura que por sinal não tem cadeiras de oratória, não prepara o professor para situações hostis em sala de aula, e vive bitolado em Paulo Freire como se o modelo dele ou ele próprio fosse um deus com resposta pra tudo. Hoje tenho um currículo até bom (todos dizem e tenho criticismo pra saber) para concorrer a uma vaga numa federal, mas desisti. O resultado nunca é proporcional ao esforço muito por culpa dessas trapaças a que se é vítima quando não se aceitar entrar em esquema.
    E nem falei das seleções de mestrado onde o valor da prova cai para 50% da nota (os outros 50% são de um currículo biônico montado pelos orientadores do aluno que já está na federal), tornando impossível um aluno que venha das particulares fazer mestrado numa federal.

    De nada vale ganhar o mundo e perder sua alma. A cada concurso que vejo está mais concorrido. Se em 2006 eram 5 candidatos por vaga eu já cheguei a ver 80 (claro que a maior parte desiste da prova no dia). Concursos arranjados (até os professores revelam aos alunos de confiança) numa frequência que deveria ser denunciado ao Fantástico (já que tem mais visibilidade nacional) só para usarem suas câmeras escondidas e deixar os senadores brasileiros menos desamparados nesse mar de lama. Secretários que roubam bolsas, ou exigem o primeiro mês da bolsa de cada aluno do PIBIC ao doutorado e deixam alunos de mãos atadas sem poder denunciar por medo de ficar sem renda ou para evitar que um conhecido ou parente perca a bolsa. Alunos de iniciação científica imbecis que compram brigas de seus orientadores e deixam de falar com os colegas que são orientados por outros professores. E pior, acham que se não agirem de acordo com essas práticas estão sendo otários, e a coisa assim se eterniza, nascendo mais um criminoso que foi incubado para o próximo concurso montado. E aí vem mais um(a) metido(a) a esperto(a) com seus recortes de figurinhas, palavrões, paqueras, faltas, trapaças, propaganda do currículo e dos títulos.

    Para sobreviver você sempre precisará de um favor, que mais tarde será cobrado por um dos muitos secretários de satã que vive nas universidades federais e te farão de otário para o resto da sua vida a acadêmica, que já dá demonstrações do inferno que pode ser ainda no estágio probatório SE você conseguir passar em um concurso. E você se verá com mais idade dizendo o que já ouvi de muitos professores: “eu devia ter seguido outra carreira”, “eu devia ter feito direito”, “eu devia ter investido na bolsa”, “eu devia ter aberto um comércio”, “eu devia ter feito medicina”.

    O bem eu não sei se existe, mas o mal eu tenho certeza absoluta e não é teoria científica. Desistir dessa carreira amaldiçoada não é morrer na praia, é simplesmente não aceitar aportar em qualquer praia minada e com tubarões. Desejo ardentemente voltar no tempo e fazer outra coisa.

  283. Daniel 17.07.16 at 19:08 - Reply

    Universidade é uma farsa! Ilusão e sabemos disso! Persiste-se em pesquisa e na busca de um título de doutorado ou vaga de professor universitário por puro viés de confirmação (querer acreditar acima de qualquer coisa). Alguns suportam fazer pesquisa para rechear o currículo para concursos e outros suportam dar aulas esperando um dia entrar numa universidade federal para fazer pesquisa (baita ilusão), já que dar aulas do nível médio pra baixo é pedir pra morrer (infelizmente as crianças chegam a universidade com quase a mesma cabeça e comportamento). Fiz graduação, mestrado e doutorado numa universidade federal, um ciclo de 10 anos. Sofri, vivi, assisti, e fiquei sabendo de todo tipo de trapaça, mesquinharia, molecagem, fofoquinhas, difamações, perseguição pra afetar meus orientadores, que não podiam ser afetados diretamente e tiveram seus orientandos atacados, ao melhor estilo “quebrem as pernas deles”.

    Tive trabalhos roubados (artigos e patentes), mesmo ajudando a tantas pessoas pelo bem do princípio da multiplicação do conhecimento e colaboracionismo. Fiz parcerias com pessoas de outras instituições federais e tudo isso é um lixo. O meio acadêmico é uma mistura de Game of Thrones com Senado Federal. Só não rola dinheiro fácil. Muita sujeira, esquemas e conspirações a troco de nada (até parece que vão ganhar o Nobel). Não adianta trabalhar sério, vão te definir pela aparência, dinheiro, poder que acham que você tem (se tiver ao lado de um pesquisador de nome), e enquanto tiver utilidade (que te fará ser muito “querido”).

    O meio acadêmico universitário não é um modelo para a sociedade. Não é um ambiente mais maduro, consciente, honesto, evoluído ou respeitador. É um reflexo da sociedade. Muitos dirão “mas em todo lugar é assim”. Questão então de avaliar o custo benefício, pois, de gari ninguém quer trabalhar (embora como gari você não gere ilusões, tem essa vantagem). Não se pode esperar nada de salvador para o país vindo desses “cérebros” que estão mais para intestino grosso da nação.

    Nesse ambiente tem mais respeito o professor que pega as alunas, o que exige ser chamado de doutor até pra tomar um café, o que acumula cargos pra praticar assédio moral, o que fala palavrão, o que faz festinhas e participa de grupos de whatsapp com os alunos sem finalidade científica ou acadêmica, o que rouba ideias e pesquisas até de alunos PIVIC, o que enrola a aula com recortes de figurinhas e colagem em nome da “didática” imbecilizante aprendida na licenciatura (onde por sinal boa parte do tempo se ensina a reduzir o conteúdo a 10% do total ou se faz propaganda comunista). Licenciatura que por sinal não tem cadeiras de oratória, não prepara o professor para situações hostis em sala de aula, e vive bitolado em Paulo Freire como se o modelo dele ou ele próprio fosse um deus com resposta pra tudo. Hoje tenho um currículo até bom (todos dizem e tenho criticismo pra saber) para concorrer a uma vaga numa federal, mas desisti. O resultado nunca é proporcional ao esforço muito por culpa dessas trapaças a que se é vítima quando não se aceitar entrar em esquema.
    E nem falei das seleções de mestrado onde o valor da prova cai para 50% da nota (os outros 50% são de um currículo biônico montado pelos orientadores do aluno que já está na federal), tornando impossível um aluno que venha das particulares fazer mestrado numa federal.

    De nada vale ganhar o mundo e perder sua alma. A cada concurso que vejo está mais concorrido. Se em 2006 eram 5 candidatos por vaga eu já cheguei a ver 80 (claro que a maior parte desiste da prova no dia). Concursos arranjados (até os professores revelam aos alunos de confiança) numa frequência que deveria ser denunciado ao Fantástico (já que tem mais visibilidade nacional) só para usarem suas câmeras escondidas e deixar os senadores brasileiros menos desamparados nesse mar de lama. Secretários que roubam bolsas, ou exigem o primeiro mês da bolsa de cada aluno do PIBIC ao doutorado e deixam alunos de mãos atadas sem poder denunciar por medo de ficar sem renda ou para evitar que um conhecido ou parente perca a bolsa. Alunos de iniciação científica imbecis que compram brigas de seus orientadores e deixam de falar com os colegas que são orientados por outros professores. E pior, acham que se não agirem de acordo com essas práticas estão sendo otários, e a coisa assim se eterniza, nascendo mais um criminoso que foi incubado para o próximo concurso montado. E aí vem mais um(a) metido(a) a esperto(a) com seus recortes de figurinhas, palavrões, paqueras, faltas, trapaças, propaganda do currículo e dos títulos.

    Para sobreviver você sempre precisará de um favor, que mais tarde será cobrado por um dos muitos secretários de satã que vive nas universidades federais e te farão de otário para o resto da sua vida a acadêmica, que já dá demonstrações do inferno que pode ser ainda no estágio probatório SE você conseguir passar em um concurso. E você se verá com mais idade dizendo o que já ouvi de muitos professores: “eu devia ter seguido outra carreira”, “eu devia ter feito direito”, “eu devia ter investido na bolsa”, “eu devia ter aberto um comércio”, “eu devia ter feito medicina”.

    O bem eu não sei se existe, mas o mal eu tenho certeza absoluta e não é teoria científica. Desistir dessa carreira amaldiçoada não é morrer na praia, é simplesmente não aceitar aportar em qualquer praia minada e com tubarões. Desejo ardentemente voltar no tempo e fazer outra coisa. Como eu desejo que Deus exista pra me fazer esse milagre!

  284. Fernanda 22.09.16 at 01:56 - Reply

    – Mãe, pai, preciso falar com vcs.
    – Diga, filho.
    – Eu quero ser cientista.
    – Nããão, onde foi que nós erramos?!

    Ser cientista no Brasil é igual ser gay. O gay sabe que vai sofrer um monte de represália da sociedade, mas quer ser gay assim mesmo.

    Mesmo lendo isso tudo, ainda quero ser cientista… ô, diacho 🙁

    Já trabalhei em empresa, já ganhei bem… e não era feliz assim. Seria feliz fazendo pesquisas e estudando ciências, mais especificamente, neurociências…

  285. Emanuel 29.09.16 at 22:01 - Reply

    Professores doutores de universidades públicas aqui no Brasil possuem uma ótima qualidade de vida. É muito melhor sofrer bastante nos 2 anos de mestrado e sofrer também nos 4-5 anos de doutorado para ter três opções muito boas:

    1) Sair na frente em concursos públicos que não exigem pós graduação.

    2) Receber bônus salarial como servidor público por possuir mestrado e/ou doutorado.

    3) Poder participar de concurso para professor de universidade pública ou pesquisador em instituto de pesquisa (somente os melhores passam), sendo que professor de universidade pública possui:
    ….3)a) Estabilidade financeira
    ….3)b) Flexibilidade (carga horária)
    ….3)c) Liberdade
    ….3)d) Progressão de carreira
    ….3)e) Ótimo plano de saúde
    ….3)e) Salário líquido que garante viagens, carro 0km, casa nova, escola particular para os filhos, jantar fora toda semana.

    Geralmente os pós-doutorandos que estão desempregados, estão assim por diversos motivos:
    – Não querem/podem sair da cidade
    – Escolheram uma área que há alta concorrência

    O maior problema do texto foi comparar aí vida de profissional da iniciativa privada com profissional público… Veja bem:

    Que empresa paga R$ 2 mil líquidos para um químico/farmacêutico ou engenheiro químico sem experiência? Quase todas as pessoas da iniciativa privada sabem como é rotativo, mas muito rotativo, trabalhar em empresas médias e grandes não somente no Brasil, mas no mundo inteiro.

    Vocês que não querem a carreira acadêmica devem colocar em mente que seu emprego na Ford, Monsanto, Ambev, Nestlé, Safra, Itaú é temporário. Aproveite os altos salários, junte muita grana, aproveite a tecnologia e os contatos que essas empresas oferecem e, ao serem demitidos (em 5 anos?), pegue a grana, abra sua própria empresa e ganhe muito mais dinheiro, de uma maneira muito mais flexível e do seu jeito.

    Vocês acham mesmo que há funcionários com mais de 40 anos de idade em bancos, laboratórios e indústrias? Procure onde estão os engenheiros mecânicos e eletricistas que trabalhavam em 2006 na General Motors. Na época pagavam inicialmente R$ 3 mil para graduado e R$ 6 mil para quem possuía especialização e no mínimo 2 experiência. Hoje estão lá? Nem! Com a experiência que eles ganharam estão hoje, por conta própria, gerando R$ 20 mil ~ R$ 40 mil/mês no próprio bolso.

    • Elmar 03.03.18 at 14:52 - Reply

      Esse daí não sabe nem porque está no mundo

  286. A.Wendel 07.12.16 at 22:47 - Reply

    gente, sou um adolescente do ensino médio buscando algo pra fazer da vida. sei que muitos não vão acreditar nos seus avisos mais saibam que eu sim. pensei em me tornar um biomédico, já com receio das dificuldades busquei conhecer mais essa área e agora me sinto surpreso, mas também agradecido, pois sei que viveria muito triste se tivesse seguido um caminho que parece agora um poço sem fundo, um abismo onde cairia sem sequer . um aviso a vocês: agora só digo obrigado por me livrarem de uma vida de infelicidade pois sei que isso não é pra mim. mais uma vez muito obrigado, pois vejo com clareza o caminho errado que quase tomei.

  287. Paulo 19.01.17 at 02:09 - Reply

    Sou Engenheiro Eletricista e também já quis trabalhar com pesquisa no passado. Mas as realidades catastróficas da ciência no Brasil, junto a novas perspectivas que tive para minha vida baseadas em ideologias que adquiri ao longo dos (poucos) anos que tenho, me fizeram optar por seguir uma carreira de trabalhar em um hospital para ajudar pessoas, mesmo que indiretamente, exercendo o cargo de minha formação superior.
    Minha opinião é que devemos sim seguir a carreira que nos torna realizados.
    Quer trabalhar em um hospital ajudando pessoas como engenheiro de infraestrutura? Então vá em frente!
    Quer abrir o próprio negócio e difundir uma ideologia para a sociedade? Então vá em frente!
    Quer fazer manutenção de computadores e desenvolver softwares? Então vá em frente!
    Quer seguir carreira acadêmica e pesquisar aquilo que gosta? Então vá em frente!
    Mas saiba que “toda escolha, uma renúncia”. Cada passo terá consequências positivas e negativas. A melhor forma de tomar a decisão é pesar os dois lados e decidir se vale a pena ou não. A vida é só uma. As escolhas mudam. As ambições mudam. Os sonhos também mudam.
    Jamais escolham profissão por dinheiro. Mas também jamais escolham profissão apenas por amor.
    Transforme esse amor em hobby, em entusiasta, em lazer.
    Pese o dinheiro (para poder se sustentar, fazer aquilo que gosta, ajudar quem precisa, experimentar prazeres da vida) e o amor (para poder levantar todos os dias e ir para o trabalho sabendo que fará algo realizador).

  288. Paulo 05.02.17 at 09:44 - Reply

    A importância da pesquisa de qualidade é indiscutível em qualquer lugar do mundo.
    Usufruímos diariamente do conforto criado por pesquisas.
    Agora, discordo completamente de alguns comentários aqui que resumem a profissão de um engenheiro, por exemplo, a alguém que se limita a executar projetos, ganhar dinheiro e atender aos interesses capitalistas.
    Precisamos de pesquisadores em engenharia da mesma forma que precisamos de engenheiros que colocam essas ideias em prática. Valorizar a pesquisa não significa desdenhar da iniciativa privada.
    Todos precisamos do cimento da Votorantim, do aço da Gerdau e das borrachas dá Pirelli. Ou não?
    Eu agradeço todos os dias aos cidadãos que tiveram a coragem de empreender e tornar minha vida melhor com seus produtos e serviços.
    Verbas de pesquisa no setor público sempre diminuem quando as empresas privadas vão mal devido à queda de arrecadação.
    Valorizemos a educação e a pesquisa. Mas também vamos atribuir aos profissionais técnicos seu devido valor.

  289. Naira 30.03.17 at 20:10 - Reply

    Os valores hoje estão desatualizados, mas de resto continua sendo tudo verdade! Depois de ter feito graduação em Biologia, estagio como docente, iniciação científica, mestrado em Genética, ter lecionado em nível médio, superior e técnico, já estava desanimada em seguir com um doutorado. Mas confesso que parecia uma alternativa financeiramente mais atraente, além da possibilidade de receber um salário melhor como docente. Não por vocação, nem muito menos por amor à pesquisa (principalmente depois de ter percebido o que é a pesquisa de fato). Decidi fazer o doutorado na Unicamp, mudei de cidade, fui aprovada na seleção mas não consegui a bolsa. Ganhei mais um tempo para pensar e estou, oficialmente, abandonando a carreira de cientista.

  290. victor 09.04.17 at 12:31 - Reply

    tou me graduando en ciencia biologia e quimica e sempre pensei em seguir com a carreira na especializaçao em biotec mais pelo que vejo é uma luta para encontrar um emprego que pague bem…

  291. Aline 14.04.17 at 00:47 - Reply

    Queria muito seguir na área da biomedicina e trabalhar como pesquisadora talvez no campo da imunologia ou virologia mas…só escuto coisas ruins a respeito sobre a desvalorização do profissional. O piso salarial inicial não me agradou mas logo pensei que com perseverança e arregaçando aa mangas a coisa quem dabe andaria, porém, parece que a coisa vai MUITO além de salários, quem me desse se fosse apenas salário!

  292. jai 21.08.17 at 16:05 - Reply

    Boa tarde! gostaria de saber como é o curso de ciências biológicas ? muitas pessoas me falam que não vale a pena mas… eu amo animais plantas, pode ate não ter mercado de trabalho e nem ganhar muito dinheiro, mas só de saber que vou esta realizando um sonho.
    já fico feliz, eu fiz biomedicina não gostei muito e acabei trancando a faculdade mas agora estou pensando em ciências biológicas, esse curso e uma boa profissão?
    alguém fazer biologia, pode me dar umas dicas?
    estou em duvida se volto para biomedicina ou se faço ciências biológicas?
    como ta o mercado de trabalho nessa área
    obrigado!!

    • Bruno 21.09.17 at 13:50 - Reply

      Eu quero é que se dane! Eu vou contra a maré, eu vou pra área científica no Brasil, e é isso!

  293. Ana Carolina 23.10.17 at 21:05 - Reply

    Sou graduanda de Química e sempre quis ser pesquisadora, lendo essa publicação senti uma tristeza, por mais que seja uma realidade na universidade e sempre discutimos sobre, mas quando para pra analisar realmente a situação é um tapa na cara. E outra, a publicação é de 2012, 5 anos depois esperava-se uma melhora, mas a unica coisa que aconteceu foi o regresso e caminha cada vez mais para o pior. Infelizmente.

  294. Anônimo 18.01.18 at 16:22 - Reply

    Um depoimento pessoal: Em 2010, estava cursando meu terceiro ano do ensino médio. Eu era fera em Física. Com meus 16 anos, tinha lido ao menos duas dezenas de livros de divulgação científica, nos moldes de “O Universo em uma Casca de Noz”, de Stephen Hawking. Em três anos de ensino médio em uma das melhores escolas do meu Estado, nunca tirei menos de 10 em Física, Química e Matemática. Era a busca incessante da perfeição. Fui nono lugar na Olimpíada de matemática a nível estadual e sétimo lugar na Olimpíada de Química. No meu vestibular, apesar de uma leve curiosidade para saber como seria o curso de Direito, algo que meus pais queriam que eu fizesse, não tive dúvidas: bacharelado em Física na Universidade Federal. Primeiro lugar no curso. Logo nas primeiras difíceis matérias, já me destaquei. Cálculo I: 45 reprovados e 5 aprovados. Estava entre os aprovados. Conceitos excelentes. Não demorou muito e ganhei uma bolsa científica. Passei a estudar o que gostava, relatividade, buracos negros e afins. Logo, me vi fazendo a solicitação de bolsa para o Ciência sem Fronteiras. Destino? Califórnia. Obtive sem dificuldades cartas generosas dos professores recomendando a minha ida. E, apesar dessa aparente história de sucesso, eu estava com dúvidas. Muitas. Estava com medo. Pensava em todo meu esforço durante o Ensino Médio, as horas de estudo enquanto meus amigos brincavam, toda minha dedicação e esmero e tudo o que conseguia ver para o futuro eram horas e horas de dedicação e praticamente nenhuma recompensa no horizonte. Não me levem a mal, não tenho pretensões de grandeza e fortuna. Mas era injusto. Amigos que não tinham metade do empenho que eu tinha poderiam fazer viagens, ser reconhecidos, morar em boas localidades da cidade e, em geral, ter boas condições de vida. Eu, por buscar estudar aquilo que me fascinava, estaria destinado a ser monge franciscano? E não só isso, estudando freneticamente sem ter momentos para descansar, para lazer? Então, comecei a averiguar. E vi que a situação realmente era complicada. Para ganhar um salário razoável, seriam mais dois anos de graduação (estava no segundo ano, em 2012), dois de mestrado e quatro de doutorado, isso se passasse em tudo de primeira. No mínimo mais oito anos. Para começar a vida. Para ter primeiro vínculo empregatício. Isso se conseguisse, não há tantos concursos assim para professores de física em universidades federais. Poderia ser que levasse mais, deveria estar pronto para esperar no mínimo uma década. Seria isso justo? E foi com todas essas dúvidas que cheguei a esse texto, no ano de 2012. Fiquei profundamente abalado. Foi um choque de realidade. O sacrifício é alto demais. Espera-se que os cientistas sacrifiquem sua vida por amor ao conhecimento, com salários baixos e pouco tempo para aproveitar a vida. Não apenas isso, quantos não são os que têm que mudar de área, estudando outra coisa que não aquela que gostariam, pois precisam do salário para sobreviver? Eu estaria disposto a passar por todo esse suplício? Não. Duas semanas depois de ler este texto, solicitei desistência do Ciência Sem Fronteiras, antes que homologassem meu pedido. Tranquei minha matrícula. Saí do curso. Mais duas semanas e me via fazendo vestibular para Direito. Todo o sacrifício do ensino médio valeu. Mesmo sem ter tido tempo para estudar, passei no vestibular em uma das melhores faculdades privadas. Pouco empolgado no início, fui tomando gosto pelo curso. Novas perspectivas, novos olhares, novos desafios. Ingressei em 2013 e me formei em fins de 2017. Apenas duas semanas após me formar, estava empregado e ganhando já mais que uma bolsa de doutorado. Agora, pretendo fazer concursos e alcançar objetivos ainda maiores. E, quem sabe, algum dia, por hobby, voltar a estudar a nostálgica Física. Porque, após ler este texto, e me perguntar se eu realmente queria ser um cientista nas condições em que a profissão se apresenta, descobri, com muito pesar, que a resposta era um belo e pesaroso “Não”. Espero ter contribuído para a discussão.

    • Elmar 02.03.18 at 20:20 - Reply

      Pena que eu fui burro e não tive a sua visão!

  295. anonimo 03.03.18 at 15:08 - Reply

    Complementando, há ainda outra desvantagem. O texto não menciona a manipulação (por baixo dos panos) dos departamentos e professores titulares nos concursos para aprovar esse ou aquele aluno atendendo aos interesses desses. Já vi uns dois concursos onde se pode ver que a conduta no concurso não foi muito correta e havia a clara indicação que o candidato tinha privilégios. Já ouvi até pessoas falarem que não fariam tal concurso para professor porque só passava quem “um certo titular passava a mão na cabeça”. Isso é mais uma desvantagem, são concursos pequenos e não se enganem há muita manipulação nos resultados pelos departamentos, que geralmente ocorre nas provas de aula.

  296. Anonymous 19.09.18 at 01:59 - Reply

    Olá, boa noite… Encontrei esse texto por acaso fuçando a internet sobre a carreira e a iniciativa pesquisa no Brasil. Após lê-lo me senti profundamente triste, foi um grande choque de realidade, ainda mais pra mim que tenho apenas 18 anos e estou/estava muito indeciso quanto a que curso fazer… Sempre gostei muito de biologia, tanto que me inscrevi esse ano nos vestibulares da vida bacharelado em biologia, pois não me vejo dentro de uma sala de aula atuando como um professor, queria trabalhar na área de pesquisa, entretanto agora já não tenho mais certeza de nada, esse texto realmente foi um choque para mim. O que devo fazer? Realmente gosto muito de biologia, mas não sei se estou disposto a lidar com todos esses problemas da iniciativa de pesquisa no Brasil, ainda mais depois do corte de mais de 90 mil bolsas da CAPES esse ano no país… Queria morar em um outro país, um país que realmente investisse na educação e na pesquisa/ciência, é triste o que nosso país está se tornando! Mas enfim, estou muito perdido agora, o que devo fazer?

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