Estudar no exterior: as dicas da Érika Cavalcante

Continuamos a publicação de entrevistas com pós-graduandos que se aventuraram ao sair do Brasil para realizar seus estudos. As entrevistas tem o intuito de ajudar na grande quantidade de dúvidas que temos ao tomarmos a decisão de sair do país.

Por onde começar, algumas dicas, o que esperar… são experiências que podem ser muito úteis!

A convidada de hoje é a Erika Cavalcante, bióloga que está fazendo o doutorado pleno em Biologia na Universidade do Porto, Portugal.

1.O que te levou a buscar uma experiência no exterior?
O fato de não existir especialistas do organismo que trabalho que estivessem vinculados a cursos de pós graduação no Brasil e também a possibilidade de ir além dos conhecimentos que eu já tinha.

2.Como você conseguiu o contato com o professor-pesquisador?
O contato inicial foi feito via e-mail e, depois nos conhecemos pessoalmente num congresso .

3.Qual a principal diferença que você observou nos pesquisadores em treinamento (estudante de doutorado) e pesquisadores (pós doc) fora do Brasil?
Devido a ausência de aulas em muitos doutoramentos, há pouca interação com os supostos colegas de turma, mas se tiveres pesquisadores em pós-doc no teu laboratório, tens a oportunidade de interagir bem com eles. Na prática, há pouca diferença entre os alunos de doutoramento e pós-doc.

4. Em termos de dinâmica de trabalho, qual a diferença que foi mais perceptível ao chegar na sua estada fora do país?
Aqui eu sinto que passo menos tempo no laboratório, mas sou mais eficiente. Assim, posso passar parte do meu tempo trabalhando em casa ou mesmo lendo algo.

5.Se você pudesse dar pelo menos três conselhos a você mesmo antes da sua experiência, o que você diria?
Minha experiência ainda não acabou, mas seria “se dedique um pouco mais”, “aproveite um pouco mais” e “seja menos tímida”.

6.Você recomenda a experiência? Por quê?
Recomento, pois além do conhecimento adquirido na sua área de interesse, há um crescimento pessoal e cultural que não tem preço e que talvez não acontecesse de outra forma.

A gente agradece à Érika pela disponibilidade e em breve voltamos com outra entrevista.

By |2016-01-12T17:19:24+00:0006-04-2015|debates|2 Comments

About the Author:

Bióloga pernambucana e doutoranda em Ecologia e Recursos Naturais (UFC). Escreve crônicas "desde que se entende por gente" para registrar e refletir sobre o universo ao seu redor. Aprecia os pequenos prazeres da vida e é uma otimista incorrigível.

2 Comments

  1. apenas ressaltar que a aplicação de novas tecnologias é irreversivel tanto na educação presencial, hibrida ou on line.
    A principio o Desenho Instrucional é uma capacitação aplicada a andragogia, mas a evolução que estamos presenciando tem apresentado aspectos surpreendentes muitas vezes aos grandes pesquisadores.
    Todo o universo academico ou não tem testemunhado a afinidade e evolução que tem ocorrido desde a primeira infancia pela convivencia das crianças com ferramentas digitais.
    Muitas polemicas ainda existem a respeito disso mas será irreversivel o interesse e contato com os conteúdos que já não se poderá mais impedir daqui para as proximas gerações.
    Os estudiosos já constataram que a forma de absorver conteúdos dessas novas gerações nunca mais será como nas anteriores. A maior escola/base do Design Instrucional moderno reside nos EUA e na Inglaterra, sendo que nesse segundo já se tem definido que o sistema hibrido poderá ser o melhor no futuro, já que as tecnologias vieram para ficar e isso se tornou inerente ao ser humano da atualidade.
    Outro dia como estudioso, eu observava a saída de colegios em algumas cidades do primeiro e terceiro mundo. Uma constatação interessante que os pais aguardando dentro de seus carros todos na internet e muitos dos filhos vinham a seu encontro com seus smartphones conectados.
    Minha conclusão =
    Não depende da academia reconhecer isso. Na verdade se ela não reconhecer será desconstruida.
    Lembrei de Socrates e Platão na era da aula campal, os antigos dizendo que era impossivel a cognição fora de um ambiente confinado.
    abs a todos e boa sorte!

    • Carolina Kadix 07.05.15 at 23:21 - Reply

      caro José, faço de suas palavras, as minhas. Excelente a lembrança dos pensadores, que pode nos trazer um conceito mais ampliado de cognição ou de teorias construtivistas e também sociointeracionais da Educação. Muito me interesso pela Educação Híbrida e, em especial a Educação Online porque ela realmente não tem fronteiras. Falando em fronteiras pensamos em países e eu na minha divagação aqui, acabei exagerando um pouco, ao pensar em inteligência artificial como ferramenta na Educação e foi tão divertido que acabei rompendo essa fronteira de países rsrsrs
      é mesmo irreversível que as novas tecnologias mudarão o universo acadêmico e outros universos.

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