É certo que quanto mais aprendemos tanto mais criamos a consciência que ainda falta muito para aprender. O mundo tem informações ilimitadas para nos passar.

Hoje fazer uma graduação é essencial para a inserção no mercado de trabalho, dependendo da carreira profissional que você decide trilhar, é necessário cursar o mestrado e/ou doutorado.

É sabido que a cada grau de estudo cursado o nível de profundidade aumenta e aos poucos vão se formando especialistas.

É como um “funil” do conhecimento, na graduação tem-se um ensino generalista; na especialização latu sensu busca-se um conhecimento maior em determinada temática; no mestrado um conhecimento mais aprofundado e, por fim, o doutorado que oportuniza mergulhar em uma área e poder contribuir para o avanço da ciência.

Uma coisa a se pensar é a respeito do que é ensinado nas universidades em nível de pós-graduação stricto sensu. Mesmo seguindo a carreira acadêmica, fico pensando em alguns programas de mestrado e doutorado que ofertam disciplinas passiveis de questionamentos.

Não sei se já aconteceu com você, ir para uma aula no mestrado e/ou doutorado e questionar: qual a aplicabilidade de tal conteúdo na vida profissional? Por que estou estudando isso?

Talvez estejamos comprometendo o tempo tão escasso que temos para estudar coisas que não utilizaremos como profissionais, em vez de aprender algo que tenha uma real valia.

É certo que conhecimento nunca é demais. Porém, é válido lembrar que o nosso cérebro tem uma limitação na capacidade de processamento da informação e na capacidade de memorização.

Se você pretende cursar o mestrado e/ou doutorado, deve gastar em média 6 anos, e depois de tanto tempo, perceberá que estudou muita coisa que não irá colocar em prática e não lhe trouxe uma contribuição significativa para sua vida como profissional.

Diferente do que nos é cobrado enquanto alunos de pós-graduação, os programas stricto sensu caminham com a falta de especificidade e foco.

Parecem não atentarem que a cada nível de estudo é necessário ter um direcionamento, portanto, seria melhor oferecer aos discentes disciplinas mais especificas as suas áreas de estudo.

Texto escrito por Paulo Gustavo da Silva, professor universitário e doutorando em Administração