Presidente assina hoje criação de cotas raciais na pós-graduação

por Fernando Rodrigues*

A presidente Dilma Rousseff deve assinar hoje (10/05/2016) uma portaria criando reserva de vagas nos programas de mestrado e doutorado das universidades públicas federais.

A ordem na reta final do governo Dilma é não deixar nada nas gavetas que possa ser capitalizado politicamente pelo eventual governo Michel Temer (PMDB).

As informações são do repórter do UOL André Shalders.

As cotas terão caráter racial (para alunos negros e indígenas) e também contemplarão estudantes deficientes. A norma deve ser publicada no Diário Oficial nos próximos dias, por meio de uma portaria do Ministério da Educação.

As universidades federais terão prazo de 180 dias para se adequarem à portaria. O documento não estabelecerá um percentual fixo de vagas a serem reservadas. Em geral, os candidatos a essas vagas fazem uma autodeclaração sobre cor/etnia.

A criação de cotas nos cursos de pós-graduação é uma demanda antiga do movimento estudantil, segundo a presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Tamara Naiz.

A pós-graduação é a parte mais elitizada da universidade. Uma minoria absoluta dos alunos são pretos e pardos”, diz ela.

Movimentos sociais e entidades estudantis intensificaram a pressão sobre o governo na última semana para que a medida saísse do papel. A proposta estava em debate desde 2015, em um grupo de trabalho montado pelo Ministério da Educação.

Segundo Tamara, o tema foi discutido na semana passada com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. “Não sabemos como ficará o país, politicamente”, disse.

PACOTE DE BONDADES
A medida faz parte do “pacote de bondades” lançado por Dilma para reaproximar-se da base social petista. Desde a aprovação da admissibilidade do impeachment na Câmara, em 17 de abril de 2016, a petista desenfronhou várias medidas do tipo, como a renovação da permanência dos médicos cubanos no Brasil e a liberação de financiamentos do Minha Casa Minha Vida.

Fonte: Blog do Fernando Rodrigues

By |2018-12-06T01:56:13+00:0010-05-2016|notícias|133 Comments

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133 Comments

  1. Marcio Venancio 10.05.16 at 21:15 - Reply

    Gente… Que nada a ver! Todo mundo sabe que o acesso a pós eh por mérito e não por cor ou raça.

    • Artur Acelino 10.05.16 at 21:19 - Reply

      Troque “pós” por “graduação” ou “ensino básico” e reveja seu comentário.

    • dá para trocar por concurso público tbm…

    • Eduardo Carraro 10.05.16 at 21:37 - Reply

      Aí eh que está Artur. Já existe cotas para a graduação, agr para pós graduação não tem sentido.

    • Marcio Venancio 10.05.16 at 21:41 - Reply

      Nao acho q deva ter cota pra nada. Nesse país livre cada um pode ter sua opinião e eu, como todos, tenho minha opinião.

      • Gustavo 20.05.16 at 09:46 - Reply

        Marcio, não caia nessa. Você está certo, cota na pós graduação é coisa de submundo, onde uma classe política populista, que não faz a menor idéia da serventia de uma pós graduação para a sociedade, se apodera de qualquer caminho curto para mostrar que o estado é a salvação. Qualquer zé ruela que concorde com uma loucura dessas nunca nem sequer experimentou um dia em um laboratório sério.

        Você daria cota pra piloto de caça? Lula molusco curou o cancer dele no mais médicos?

        O nosso país nivela por baixo. Não ache que ao entrar em um blog como esse as pessoas estarão conscientes como você, pois não estão. A mentalidade coitado-terceiro-mundista cresce pois apela para o sentimento, enquanto que a razão exige disciplina e trabalho duro, coisa que a terra da banana nunca gostou.

    • Júnior Andrade 10.05.16 at 23:08 - Reply

      Vamos lembrar que quando você diz que algo é a sua opinião, você não blinda isso. Às vezes, ela pode estar errada. Já que a dica do Artur não lhe ajudou, dê uma lida em qualquer livro de história básica e, mais uma vez, reveja seus comentários. Não quero mudar sua opinião, só acho que assim, quem sabe, você retorne com argumentos melhores.

    • Marcio Venancio 10.05.16 at 23:21 - Reply

      Júnior Andrade não jr. Sou muito bem formado e informado. Não acho que cotas seja melhor solução. Não vou nem entrar nesse mérito mas que fique claro que sou afrodescendente e oriundo de uma família de classe média baixa, ou seja, pobre mesmo. Na minha época não existia cotas, mesmo assim estudei e entrei numa faculdade pública, me formei e ainda concluí mestrado em universidade pública. Ainda assim não concordo com cotas.
      Além de tudo isso, como dizem por aí em linguagem coloquial, opinião é igual c… cada um tem o seu.

    • Cota racial não faz sentido em um país altamente miscigenado. Primeiro, pelo motivo óbvio de dificuldade de identificar a qual categoria étnica a pessoa pertence (vide a polêmica dos “pardos”). Segundo, cotas raciais fazem sentido em países com histórico de segregação, que chegaram a ponto de impedir o acesso de negros aos direitos garantidos na CF. Aqui no Brasil, o único obstáculo de acesso é a pontuação no exame (vestibular ou enem). Mesmo assim, vamos considerar que seja um paliativo necessário, e que se queira corrigir momentaneamente o acesso de negros e índios à Universidade. Se estes já passaram pela graduação, não há pq ter cota para pós. Nem para pós, nem para concurso público. Pq, ao invés disso, o governo não melhora o ensino básico, esse sim, o grande gargalo do problema todo?? Enquanto não fizerem ações realmente efetivas para melhorar essa categoria da educação, cotas serão apenas medidas populistas.

  2. Vivien Rossbach 10.05.16 at 21:19 - Reply

    O primeiro coordenador do meu programa foi um doutor em engenharia, negro e de origem angolana.

    • Artur Acelino 10.05.16 at 21:36 - Reply

      Que bom, melhor ainda se ele fosse mais um caso e não a exceção que vale a pena um comentário.

    • Amigão, negro em cargo importante não é exceção :D, cota , independente para quem for, é uma declaração informal de que o estado sucateou as escolas publicas.
      Nesse caso ainda é mais ridículo, pois admite que o seu colega de profissão por ser negro deve ter privilegio em relação ao seu concorrente, pelo fato de todos nós termos uma divida social com ele, eu particularmente acho isso muito errado.

  3. Alberto Galdino 10.05.16 at 21:22 - Reply

    Velho, cotas sociais no que diz respeito à renda, BELEZA, mas raciais?
    O racismo começa aí.
    E não venham com essa de dívida histórica, se fosse assim os judeus deveriam ganhar cota hoje por terem sido escravizados no Egito ????

    • Artur Acelino 10.05.16 at 21:37 - Reply

      O racismo, na verdade, começou a centenas de anos atrás quando começaram a escravizar as pessoas baseadas na cor de pele delas.

    • Apaga, velho, que dá tempo! Como disse o Arthur começou muitos anos atrás. ..

  4. Herlon Rodrigues 10.05.16 at 21:26 - Reply

    Jaja é para professor também.

  5. Felipe Ferreira 10.05.16 at 21:27 - Reply

    É sério isso? Cadê o mérito? O rigor científico? A excelência acadêmica? Ridículo.

  6. Luis Aramis 10.05.16 at 21:45 - Reply

    Se estudou, tem bom currículo, é cidadão de bem, paga seus impostos, branco, etc…. Não vai ser um cotista que vai tirar a sua vaga.

  7. Denise Matos 10.05.16 at 21:52 - Reply

    É piada neh…. só pode….

  8. Giovani Guizzo 10.05.16 at 21:52 - Reply

    O principal problema que vejo nisso é a justificativa. Veja, realmente o pobre (não o negro) possui menos oportunidades para entrar em uma universidade para fazer graduação. O ensino de base brasileiro é realmente terrível. Eu estudei em escolas públicas e posso dizer que é horrível. Entretanto, após a graduação já não é mais falta de oportunidade. A pessoa já está capacitada e pronta para ingressar no mercado de trabalho ou na pós-graduação. A oportunidade já foi oferecida pelas cotas na graduação e já foi aproveitada pelos cotistas. Cotas para pós-graduação é dizer que a graduação pública brasileira é ruim, o que não é verdade.

    • Tenho minhas dúvidas se a graduação brasileira não é ruim. O mercado em diversos setores reclama do baixo nível de conhecimento dos profissionais e a necessidade de treinamento dos iniciantes. Nunca conseguimos NENHUM nobel, são raríssimas as pesquisas na Nature assinadas exclusivamente por brasileiros, dizer que a graduação no Brasil é ruim pode ser de mais, mas dizer que ela é boa, isso vai depender do teu ponto referencial.

    • Giovani Guizzo 10.05.16 at 22:08 - Reply

      Concordo plenamente com você Ícaro. Realmente, a nossa graduação está longe de ser comparável com as do exterior. Quando disse que a graduação brasileira é boa, me referi, no geral, à graduação pública brasileira quando comparada à graduação particular brasileira. A graduação pública é melhor, no geral. Portanto, ao concorrer a uma vaga na pós-graduação, um estudante de universidade pública vai estar mais que capacitado quando comparado com os outros. Realmente, se ele concorrer com um estudante de Harvard por exemplo, com certeza o de Harvard vai estar mais bem capacitado, mas geralmente os alunos são brasileiros provenientes de universidades brasileiras e nesse quesito não acho que deva existir uma avaliação racial ou econômica.

    • Concordo com você também. Sou totalmente contra a qualquer cota, em qualquer nível, isso é um subterfúgio aos governos perante suas responsabilidades aos contribuintes. Sou muito mais adepto ao sistema norte-americano, onde o ensino básico é público e de qualidade e o superior majoritariamente privado e também de qualidade (claro que por sermos um país pobre teríamos que ter um sistema de bolsas aos menos favorecidos economicamente, conforme o mérito).

    • Lidiane Linhares 10.05.16 at 22:28 - Reply

      Exatamente…eh dizer q o ensino superior eh tão ruim qnto o básico…as cotas nas universidades já foram criadas para dar oportunidades para aquela parcela considerada “menos favorecida”… essas cotas na Pós-graduação é concordar q a oportunidade oferecida anteriormente não provocou nenhuma mudança. Esses governantes estão ao ver meu mais perdidos q cego em tiroteio..eles querem acabar com o pouco q ainda resta de educação nesse país…pq eles n se preocupam com investimentos na educação básica, q atualmente eh absurdamente ridícula, estão preocupados na verdade com números. Eu fico indignada com essas coisas, querem utilizar a pós graduação no país para inclusão mas deixam faltar o básico na pesquisa q se ainda existe é por talento e mta dedicação de profissionais q dedicaram sua vida para que algum resultado fosse obtido.

    • Vinícius Capetini 11.05.16 at 00:00 - Reply

      Disse tudo! Faz todo o sentido! Comungo da mesma ideia

    • Genilson Estácio 11.05.16 at 00:54 - Reply

      Mesmo supondo que o ensino superior público é de qualidade, ele não é aproveitado da mesma maneira por todos. É isso o que essas cotas na pós tentam corrigir. É muito diferente fazer uma graduação e se preparar para a pós com dedicação exclusiva do que tendo que conciliar com trabalho, por exemplo.

    • Lidiane Linhares 11.05.16 at 05:43 - Reply

      Ótimo..assim como durante a Pós vai se dedicar mais quem tem dedicação exclusiva.

    • Dou aula no exterior e discordo. A graduação brasileira (como se fosse possível generalizar) não é tão má.

    • Thassiana Batista 11.05.16 at 07:20 - Reply

      O ensino público é de qualidade sim, do ponto de vista que pessoas aprendem a se virar, serem idenpendentes e tirar leite de pedra no meio da falta de recursos. Os livros estão ali, o interessado aprende. Este é o diferencial das universidades públicas. Formar pessoas que saibam resolver problemas.

    • Fernanda Bellini 11.05.16 at 09:15 - Reply

      Falou o branco que jamais vai ser recusado e inferiorizado pela sua cor. Duvida? Pesquisa quantos negros tem acesso a pós no Brasil. Vocês querendo mascarar o racismo é ridículo. Por ser branca sei do meu privilégio, vc deveria repensar o seu!

      • Diego 11.05.16 at 23:22 - Reply

        Desculpe minha falta de conhecimento, mas como é o procedimento de recusa de um negro em uma pós-graduação stricto sensu (que você fala [1])?

        Nas pós-graduações publicas que fiz seleção, foi pedido apenas um pré-projeto, carta de recomendação, histórico escolar da graduação e artigos cientificos produzidos em toda a vida. Nunca foi pedido, PELO MENOS A MIM, uma declaração ou documento que tivesse a informação da minha cor.

        Com você já foi pedido um documento com o registro da sua cor para entrar em uma pós-graduação publica? Caso positivo, realmente você conseguiu ter privilegio [2] e passar na pós principalmente por conta da sua cor (Branca)?

        [1] “Falou o branco que jamais vai ser recusado e inferiorizado pela sua cor. Duvida? Pesquisa quantos negros tem acesso a pós no Brasil.” (Fernanda Bellini)
        [2] “…Por ser branca sei do meu privilégio” (Fernanda Bellini)

    • Carlos Stefano 11.05.16 at 09:45 - Reply

      Concordo com a Fernanda. Quantos negros entraram com você na sua pós? Quantos negros você vê no seu departamento? No seu instituto? Na sua faculdade?

      É uma questão de falta de representatividade nesse setor, isso é inegável. É uma questão de, puramente, tentar compensar por problemas históricos e racismo. E sim, o racismo no Brasil existe absurdamente. Para nós, brancos, é necessário que saibamos e saiamos do nosso privilégio um pouco na sociedade pra perceber isso. E foge do nosso lugar de fala tentar estabelecer o que é, ou não, um ato de racismo.

      Se as cotas são a melhor maneira de fazer isso, ou não, já é uma outra discussão.

      • Diego 11.05.16 at 23:33 - Reply

        Concordo com você, mas em partes. Acredito que exista sim racismo com negros em vários lugares, porém não acredito que esse mesmo racismo exista dentro de seleções de engajamento em um programa universitário público. Isso seria o mesmo que dizer que o “vestibular” e os professores (esses no caso de uma pós-graduação), são racistas ao ponto de manipular o resultado final e tirar os concorrentes negros?

        Faço a você a mesma pergunta que fiz a colega Fernanda: Como é o procedimento de recusa de um negro em uma pós-graduação stricto sensu que você já presenciou?

        Nas pós-graduações publicas que fiz seleção, foi pedido apenas um pré-projeto, carta de recomendação, histórico escolar da graduação, responder uma prova e artigos cientificos produzidos em toda a vida. Nunca foi pedido, PELO MENOS A MIM, uma declaração ou documento que tivesse a informação da minha cor.

        Com você já foi pedido um documento com o registro da sua cor para entrar em uma pós-graduação pública? Caso positivo, realmente você conseguiu ter privilegios e passar na pós principalmente por conta da sua cor (Branca)?

    • Thassiana Batista 11.05.16 at 11:57 - Reply

      Gente, sinceramente? Sou preta, de família pobre e posso responder por um negro sim. Eu e meu irmão nunca precisamos de cotas. Se eu usar uma cota hoje vai ser simplesmente para tirar a vaga de quem se preparou mais que eu, pois tenho uma excelente formação. Já tive muitas portas fechadas sim, mas isso faz parte da carreira de qualquer pessoa. Encontro o tempo todo pessoas mais qualificadas do que eu, mas não é pela cor da pele. Fui recusada no mestrado da UFES e aceita no mestrado da UFRJ, ambos casos por mérito meu. Essa questão de cotas já deu.. mimimi de novo.

    • Le Duck 27.05.16 at 18:53 - Reply

      Thassiana Batista…
      Acabou com o mimimi d muitos!
      Esse povo acha q vida acadêmica é fácil… Q resolve com cota! Problema do Brasil está muito mais embaixo! Pensamento simples: quanto custa pra manter um cotista durante td a sua formação? Não seria melhor investir esse valor no professor d ensino básico q cuida d 30, 40 crianças por ano?
      Daqui a pouco vão pedir q o Nobel tb tenha cotas!
      Uma casa sólida não se começa pelo telhado!

    • Já pensaram que boa parte dos negros pode não querer fazer pós graduação? que mania de apontar proporções de raça, sexo ou credo em determinados grupos, cargos ou posições, como se fosse regra ter uma parcela proporcional, adoram dividir a população e causar discórdia, esses são os que provocam verdadeiramente o ódio entre as pessoas.

  9. Álvaro Sousa 10.05.16 at 21:55 - Reply

    Se a graduação já é elitista gente, imagina uma pós, que está acessível pra menos de 2% de toda a população.!! A Pós graduação no Brasil é altamente branca, e elitizada. Me preocupa as ferramentas usadas para inclusão desses pesquisadores. Como acontece com as cotas raciais pra graduação, essa será muito “campanhista” e poderá atrapalhar o crescimento da ciência se não houver mecanismos reguladores eficazes.
    Fazer ciência exige, de uma certa forma, vocação… e as cotas causam um “inchaço” quantitativo que nem sempre se traduz em qualidade… INCLUSÃO É MUITO IMPORTANTE, É ATÉ OBRIGATÓRIO, mas talvez hajam opções maais viavéis.

    • Inclusão é acabar com a pobreza, não pura e simplesmente distribuir diplomas por aí, sem se preocupar com a qualidade e o pós formatura (engenheiros, advogados, médicos e porque não doutores desempregados).

    • Álvaro Sousa 10.05.16 at 22:59 - Reply

      Inclusão não é unideterminado, muuuito pelo contrário! E inclui sim aproximar os resultados das nossas pesquisa aos públicos e usuários

    • Álvaro Sousa 10.05.16 at 23:01 - Reply

      Além disso, alguém fica feliz de saber que faz parte de “uma restrita elite do conhecimento”?

    • Entendo o que você chama de inclusão, mas ela deve vir da base da pirâmide, da educação básica e não do ápice (graduação e pós). Atualmente fazer parte da “elite intelectual” não é garantia de nada, estamos caminhando para um exército de doutores desempregados.

    • O que causa inchaço quantitativo na PG é a arbitrariedade de quem toma as decisões. Desde a seleção no ingresso até às bancas dos concursos. Imagina só o resultado de decisões arbitrárias de uma parcela completamente elitizada da população.. Bom. É só dar uma olhada na relação negros e indígenas na sociedade X na PG.

  10. Cota na pós graduação? pensa em duas pessoas que estudaram na mesma Universidade e tiveram aulas com o mesmo professor e usufruíram da mesma estrutura, claro que as condições pessoais diferem, mas criar cota pra isso é maquiar mais uma vez as deficiências na educação, como as cotas para universidades (graduação).

  11. Não consigo entender, por que uma pessoa, que passa pela mesma graduação que eu, mesma carga horaria, mesmo programa politico e pedagógico, mesmas matérias, tem a mesma condição financeira e social que a minha, tenha o direito a reserva de vagas em programas de pós graduação, isso é MUITO errado.

    • Fernanda Bellini 11.05.16 at 09:10 - Reply

      Onde vc viu que essa pessoa tem a mesma condição financeira que vc? Essa pessoa que estudou com vc na mesma Universidade só conseguiu isso pelas cotas na graduação. Não seja desonesto, só ver o perfil de pós graduandos no Brasil, a maioria brancos e de classe média, me poupe! Se isso não é uma solução a longo prazo porque sucateia o ensino de base não quer dizer que os que não tem as mesmas oportunidades no presente não possam ser beneficiados e devam esperar para que no futuro as coisas sejam melhores para seus filhos e netos .

    • Carlos, concordo com você. Estamos transformando a educação em um verdadeiro elefante branco, agora a pós virou espaço para cotas, não necessariamente para o mérito da pesquisa científica.

    • Lidiane Linhares 11.05.16 at 13:29 - Reply

      Fernanda as cotas são raciais… No caso pode ocorrer sim de uma pessoa nas mesmas condições financeiras ou até superior que outros estudantes venha a entrar na pós somente pela condição da sua cor.

    • Lidiane Linhares Exato! Teve um caso recente na USP, ridículo, de uma garota que interrompeu a sala para fazer uma cena sobre cotas raciais, dizendo que “essa universidade branca me deve a alma”, sendo que descobriram que ela simplesmente estudou em um dos colégios mais caros da sua cidade de origem. Bom pra ela, mas isso eu chamo de hipocrisia.

    • Segundo muitos comentários aqui, o cara recebe cota para compensar uma “dívida histórica”. Depois, recebe cota para compensar a alegação de que não pôde fazer uma graduação da mesma forma que a “elite branca classe média”, e para compensar, ganha uma cota para pós-graduação. Minha foto no perfil saiu clara por causa do flash, mas sou negro(e mais escuro), e acho isso um absurdo. Também não sou de classe média, morei a vida toda em uma favela, precisei trabalhar a vida toda e continuo achando absurdo tanto a cota para pós-graduação(já que o mestrado e doutorado são espaços de pesquisa, não de qualificação), quanto os argumentos aqui de uma suposta “dificuldade para fazer a graduação enquanto a elite branca fica de pernas para o ar estudando com facilidade”.

    • Outra coisa: vocês emendam um pedido no outro. Pedem vaga na pós-graduação, e logo em seguida reclamam do fato de fazê-la sem bolsa. Além do país estar quebrado, o número de bolsas para várias instituições foi extremamente reduzido. Sei disso por que fiz um mestrado sem bolsa e, mesmo sendo classificado entre os primeiros em um processo para doutorado, até hoje não recebi bolsa alguma. Como resolvi isso? Como qualquer pessoa normal: dividindo meus horários entre trabalho-estudo-família, participando de eventos e publicando artigos.

    • Na minha experiência posso dizer uma coisa com muita propriedade: currículo fraco não é falta de oportunidade, é falta de vergonha na cara. Já vi colegas de pós com bolsa que sequer participavam dos eventos promovidos pelos alunos. Estão querendo é arrumar desculpa para culpar o ócio. Se a pessoa acha que não pode fazer uma pós sem bolsa, ou que não dá para fazer uma pós e trabalhar, então não o faça, simples assim. E o mesmo para graduação. Pessoas reais, longe do mundo de fás de conta que vocês inventam, onde todos são oprimidos em várias categorias, tem que se adaptar a problemas reais, como não estudar para poder trabalhar e sustentar uma família. Essa mania de vocês de toda hora exigir algo como um direito, e depois que conseguem, alegam que não fizeram direito por que não tiveram dinheiro e incentivo, e por isso deveriam receber uma vaga na pós para compensar, é um incentivo à mediocridade.

  12. Dani Stats 10.05.16 at 22:04 - Reply

    Meu Deus. Sai logo, mulher! Vela ruim! É amanhã: Tchau, querida!

  13. Maria Clara Botelho 10.05.16 at 22:08 - Reply

    Daqui a pouco… cotas em artigos.

    • Cotas para negros e indigenas em artigo com qualis restrito. Cada artigo submetido deve conter ao menos um autor com cota! Ridiculo isso!

    • Maria Clara Botelho 10.05.16 at 22:29 - Reply

      É o próximo passo! Não adianta ter título sem ter um bom currículo.

  14. Julliany Lemos 10.05.16 at 22:11 - Reply

    O governo promovendo a segregação… Concordo totalmente com Giovani Guizzzo

  15. Taise Oliveira 10.05.16 at 22:12 - Reply

    No meu programa aqui na UFG já tem cotas raciais, e o candidato ainda concorre na ampla concorrência e se não atingir nota vai pra cotas, ou seja, tem duas chances.

  16. Nascimento Acs 10.05.16 at 22:13 - Reply

    OK. E quando irão parar os paliativos e de fato vão agir em prol da sucateada Educação Básica?

  17. Bárbara Angélica 10.05.16 at 22:15 - Reply

    Brasil = Piada

  18. Caio Florindo 10.05.16 at 22:23 - Reply

    Pensei que era notícia do sensacionalista. Que coisa nonsense -_-

  19. 1 dia antes de ser deposta. Não foi manobra política não, viu?

  20. Kamila Nogueira 10.05.16 at 22:29 - Reply

    Acompanhemos!

  21. Leonardo de Araujo 10.05.16 at 22:29 - Reply

    Mais uma pedida populista, irresponsável e absurda desse (des)governo.

  22. Leonardo R. Lopes 10.05.16 at 22:31 - Reply

    A universidade deve ter como meta primária e sob a qual nada deve prevalecer o saber. Ponto final. Qualquer efeito social ou individual deve derivar do saber e pronto.

  23. Fabrício Vilas Boas 10.05.16 at 22:42 - Reply

    TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI!!! ESTÁ NA CONSTITUIÇÃO PQP! QUAL O PROBLEMA DE RESPEITAR ISSO??? Esse país é uma piada. Medidas populistas e eleitoreiras que não tem qualquer objetivo de melhorar a qualidade da PG.

  24. Os pretos da classe média e alta devem estar fazendo festa, enquanto os pobres…

  25. Haroldo Gomes 10.05.16 at 23:09 - Reply

    Fui massacrado em uma lista de professores federais, isso por que sou um. Só por ser contra, fui xingado publicamente.

  26. Tatiana Moro 10.05.16 at 23:17 - Reply

    O fato de você ser negro/indígena não deveria ser o fato que te qualifica para ser mestre/doutor e sim suas notas e seu trabalho científico. Não sou racista, creio que os negros são tão capazes quanto qualquer um, mas colocar isso é andar para trás. A verdadeira preocupação do governo federal deveria ser o fato de que nossa melhor neurocientista acaba de ir aos estados unidos para pesquisar devido a falta de verba e apoio para inovações. Vergonha de viver tudo isso…

  27. Nayara Benatti 10.05.16 at 23:46 - Reply

    Talvez uma proposta de cotas direcionadas às bolsas de pesquisa na pós graduação seja mais coerente, pq fazer pós sem bolsa com dedicação exclusiva é praticamente impossível

    • Julia Möller 11.05.16 at 13:32 - Reply

      Pois é, sem bolsa é difícil mesmo

    • Mas então não bolsa por raça e sim por condição social… pós graduação será difícil tanto para um negro quanto para um branco pobre…

  28. Grande coisa! O negro, pobre pode até conseguir entrar em um programa de pós-graduação, mas o próprio sistema vai subclassificá-lo! Ele vai sempre estar em último lugar nos processos seletivos para bolsa (se tiver oferta de bolsas), por não conseguir a bolsa de estudo vai comer o pão que o diabo amassou para conseguir trabalhar e estudar e ao concluir, não terá um currículo cheio e pomposo, pois pesquisa demanda dinheiro, congressos nacionais e internacionais são caros! Ao fazer algum concurso público será mal classificado pelo currículo “pobre” e principalmente por ser “pobre”! Mas não de espírito!
    Pelo menos é um começo!

  29. Ana B. 11.05.16 at 00:13 - Reply

    Que tal pensar sob outra ótica?!?! O governo deveria investir na educação de base e proporcionar o acesso a todos. Como isso é mais difícil, eles resolveram implantar ações afirmativas, que nada são que remédios para combater os sintomas da doença e não a doença em si. Com isso não estou dizendo que não concordo com as quotas. O país tem uma dívida histórica com as minorias ( que não são tão minorias assim). Acredito que o programa de cotas raciais deveriam ser associado ao de cotas sociais. Aí, no meu humilde ponto de vista, ficaria perfeito. As minorias não são menos capazes. Só que é inegável que tiveram menos oportunidades e acessos à cargos de baixo escalão como consequência. Também já fui contra, e depois de ler muito sobre o assunto, entendi que precisamos resolver o problema do acesso à educação e como o problema maior não será resolvido tão cedo ( precisamos de políticos comprometidos com o coletivo e acho difícil encontrar esses ETs), o que nos resta são as ações afirmativas.
    Sou negra, estudei em escola privada, entrei em uma universidade federal, meus pais não são ricos, mas tive uma boa infância e durante todo o período colegial e universitário fui a única negra da minha sala ( com raras exceções em anos que não vou lembrar agora). Na universidade fui a única negra da sala.

  30. Schal Oliveira 11.05.16 at 00:19 - Reply

    Oi? Essa presidente tá de brincadeira,né?

  31. Thaís Isabela 11.05.16 at 00:22 - Reply

    Até onde as cotas irão?

  32. Willy Alvarenga 11.05.16 at 00:30 - Reply

    Super de acordo. Vc que está na EERP, procure um negro, vai demorar muito a achar!!!! Agora imagine em outros cursos, como na faculdade de medicina e direito. As pessoas precisam de oportunidade, principalmente as que vivem à margem como negros, indígenas e os deficientes. Afinal, quem irá representar essa população, defender seus interesses, estudar questões relativas à ela, se até os nossos objetos de pesquisa contemplam os “privilegiados”.

  33. Verônica Gomes 11.05.16 at 01:12 - Reply

    Impressionante como as cotas raciais incomodam! Acho justo. Acho necessário. Não entendo porque ainda pensam que dessa forma negros estão sendo privilegiados. Parece que somos uma ameaça! Que coisa!

    • Gustavo 20.05.16 at 12:39 - Reply

      Cota social seria suficiente. Cota racial coloca um pardo rico na frente de um branco pobre, isso nunca será justiça.

  34. Julia Vasconcellos 11.05.16 at 02:06 - Reply

    Facepalm

  35. Rosa Marina Dória 11.05.16 at 03:28 - Reply

    Apesar de ser a favor, não acho que replicar o modelo de cotas da graduação na pós é a solução mais inclusiva,e tem alguns argumentos contra interessantes aqui. Mas tô horrizada com a quantidade de pós-graduandos negando que existe racismo nesse post. É esse o pensamento do pesquisador brasileiro?

    • Roberta Veronese 11.05.16 at 06:19 - Reply

      Concordo com vc. Eu acho complicado aplicar o modelo de cotas à pós. Eu tiro pelos programas q tentei/fiz cujas provas são tão difíceis que não se tem n vagas máximo. Quem atingir o mínimo vai para a fase classificatória. O sistema precisava ser aplicado aos labs, ou ao sistema de bolsas. Isso me parece medida bibelô…. sem muito efeito prático.

    • Roberta Veronese 11.05.16 at 06:20 - Reply

      Tbm concordo que tem uns pensamentos assustadores aqui O.o

    • Carlos Stefano 11.05.16 at 09:47 - Reply

      Também estou pasmo! O pensamento da meritocracia dominando por aqui :/

  36. Marcelo Alexandre 11.05.16 at 06:04 - Reply

    Lacra o 13

  37. Uai, uai, o negócio tá na base, tipo já tem pouca vaga na pós. E difícil entrar mesmo, abriu cota em concurso público e agora em pós. = tem que melhorar a base, se a base for boa não precisa de cota.

    • Mais de 50% da população brasileira é de negros. Com certeza a porcentagem de vagas pra negros é bem menor que essa. Chutando bem alto, 20%. Ou seja..

      • Diego 12.05.16 at 00:19 - Reply

        Olá Millke, na verdade, pelo que pesquisei em sites de confiança (IBGE), essa afirmação está INcorreta. APARENTEMENTE o Brasil NÃO tem mais de 50% de Negros.

        Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) [1], no ultimo censo feito (2010), o Brasil possui um total de 90.621.281 habitantes Brancos e 97.171.614 habitantes (Pretos + Pardos), um total de 190.755.799 habitantes. Isso quer dizer, que para o Brasil ter mais do que 50% de negros, no máximo deve existe apenas 8% de habitantes pardos no Brasil todo (novamente, quem informa esses dados é o IBGE).

        Pesquisei mais um pouco e descobri uma tabela [2], também do IBGE, que diz exatamente a quantidade da população dividida por cor ou raça. Segundo o IBGE, 14.517.961 habitantes são Negros, isso significa que a população Negra representa uma porção de 7.62% de todo o Brasil.

        [1] http://www.ibge.gov.br/apps/snig/v1/index.html?loc=0&cat=-1,-2,3,4,-3,128&ind=4707
        [2] http://www.ibge.gov.br/english/estatistica/populacao/censo2010/caracteristicas_da_populacao/tabelas_pdf/tab3.pdf

        Peço desculpas, caso já exista uma lista mais atualizada.

    • Mas a questão é se ja tem cota na graduação, pra que na pós, teoricamente todos teriam a mesma oportunidade.

    • Teoricamente. A dificuldade não está só no acesso à informação. Aliás, a maior parte dela não está nele.

    • A pergunta foi sobre a mulher na ciência mas a resposta traz o racismo junto. Dá uma olhada, tenta enxergar a coisa de outro ângulo.

  38. Giovanna Libório 11.05.16 at 07:38 - Reply

    Depois q eu li o q Bourdieu fala sobre educação eu apoio as cotas sem reclamar

  39. Clivia Machado 11.05.16 at 07:43 - Reply

    Não atingir a nota exigida do ppg não que dizer que o aluno vai ter um mal desempenho! Um dos meus colegas do ppg, que foi o último colocado, está se destacando na turma pelo desempenho. Nota em prova de seleção não dita como vai ser o pesquisador!

  40. Giovanna Libório 11.05.16 at 07:43 - Reply

    Só me questiono uma coisa: e nos programas que não tem seleção com provas escritas realizadas “as cegas”? Aquelas em que os alunos entram de outras formas.. Como será? Os professores serão obrigados a aceitar os alunos? Pq eu imagino q nos demais programas serão submetidos a uma seleção em que poderão ou não passar.

  41. Lívia Santos 11.05.16 at 07:51 - Reply

    Não concordo. Tenho descendência indígena e isso não me fez pior para justificar entrar por cota em nada. O que sempre me levou até onde cheguei foi a minha dedicação.

    • A cota não coloca em cheque sua dedicação e capacidade, moça. Não te diminui em nada. Não caia no discurso dos opressores. Eles manjam bastante disso..

      • Gustavo 20.05.16 at 12:42 - Reply

        “Discurso dos opressores”…

  42. Eu não sou favorável as cotas racionais na pós. Sou negra, pobre, fiz o ensino fundamental e médio em escola pública. Como o ensino já não era lá essas coisas, tive que estudar muito para conseguir uma vaga em uma universidade federal. Após me formar na licenciatura, consegui um trabalho. Não emendei graduação e mestrado, houve um intervalo de 2 anos e meio. Enquanto isso, ia me preparando da forma que dava (escrevendo artigos resultantes da monografia e quando o trabalho permitia, participando de eventos científicos). Quando entrei no mestrado fiquei sem bolsa durante um ano e tive que “me virar nos 30” pra conseguir conciliar as duas coisas. Não foi fácil. Mas consegui terminar o mestrado. Após mais um intervalo de um ano, entrei no doutorado e estou no 1o ano. Independente da vida de cada um, eu e meus colegas na graduação tivemos as mesmas oportunidades de se preparar. Se a pessoa tiver força de vontade, apesar das dificuldades, conseguirá ingressar na pós-graduação sem necessidade de cota. Acho que é preciso haver preparo intelectual e de formação profissional, adquirida na graduação e mercado de trabalho para conquistar a vaga. E se a pessoa aproveitou bem a graduação e buscar formas de se qualificar ao longo do tempo, mesmo aqueles que não tiveram a chance de fazer estágio ou participar de projetos na graduação, terá a mesma chance do aqueles que puderam passar por tais experiências.

    • Cota não tira vaga de ninguém, mana.. Mais da metade da população brasileira é negra. Mas a porcentagem de cotas raciais é bem menor que isso. É simples..

    • Lidiane Linhares 11.05.16 at 13:40 - Reply

      Não tira vaga de nguém mas pode colocar pessoas despreparadas somente pelo fato de serem negras..isso no meu entendimento n eh inclusão…esse eh realmente o país dos remendos!

    • Tem curso de PG que não tem nem prova pra entrar. A gente vai mesmo falar de gente despreparada e seu ingresso nas pós-graduação? E outra.. Você presumir que os caras são despreparados pelo simples fato de serem negros já mostra um dos porquês essa medida é necessária.

      • Gustavo 20.05.16 at 12:43 - Reply

        O cara É despreparado se precisa de cota. Simples.

    • Lidiane Linhares 11.05.16 at 17:47 - Reply

      Exatamente…existem vários tipos de seleção e ainda assim isso n garante muitas vezes queos melhores são selecionados e as cotas vem contribuir para piorar esse processo..n falei em nenhum momento q o despreparo tem relação com a pessoa ser negra..o q coloco em questão eh o fato da pessoa somente por possuir uma determinada cor ser favorecida no processo de seleção….isso só seria justificável se a capacidade cognitiva fosse diferente dos demais…o q n eh o caso.

    • Exatamente, essa é a questão que Lidiane falou. A inclusão de pessoas menos preparadas. Se quer ingressar em uma pós-graduação, organize-se, estude e prepare-se o suficiente pra ter a aprovação.

    • Vamos voltar lá no começo. Se a cor da pessoa está na pele de METADE da população e ela está concorrendo a UM QUINTO das vagas (chutando alto hein), ela está sendo favorecida onde? A outra METADE (a que nós estamos incluídas) pode concorrer aos QUATRO QUINTOS restante das vagas. Fica tranquila que a meritocracia pode se esbaldar nesses 80%.

    • E eu queria entender de onde vem essa ideia de vocês que cotista é despreparado.

    • Ninguém está afirmando que cotista é despreparado. O que se questiona é o tipo de critério pra ingressar na pós. Garanto que se a pessoa for um aluno dedicado desde a graduação e tiver força de vontade pra querer dar continuidade a sua formação profissional, nunca precisará de cota pra ingressar na pós ou onde quer que seja.

    • Juliana.. Se esforço fosse a única coisa que conta, catador de papel era doutor.

      • Gustavo 20.05.16 at 12:45 - Reply

        Existe um homem na Índia que por motivos religiosos mantêm o seu braço direito erguido há mais de 40 anos. Ele deve merecer um pós-doc na Nasa por isso!

    • Me espanta a Juliana ter essa visão. Mesmo que nós tenhamos conseguido a graduação e a pós, vamos pensar em nossos pares e parar de olhar pro próprio umbigo….Vamos tentar pelo menos equilibrar esse sistema….basta dar uma olhada no percentual de negros cursando uma pós…porque será que são poucos?

  43. Fernanda Bellini 11.05.16 at 09:13 - Reply

    Quanto comentário triste e preconceituoso, que infelizmente não me espanta. Só mostra o quanto a pós graduação no nosso país é racista e elitizada. Uma pessoa sem base e estudos falar isso até entendo pois nunca exerceu atividade que melhore e ajude na produção intelectual, mas pós graduando? Tristeza sem fim! Por uma educação digna de acesso a todos!!!

    • 90% dos que estão reclamando são brancos. Uma belezinha.. (Y)

      • Gustavo Reche 24.05.16 at 09:25 - Reply

        você qual a porcentagem de brancos e negros que acessam este site? Você tem que averiguar ISSO pimeiro para DEPOIS querem falar alguma coisa. Nao fique comparando dados ABSOLUTOS, tem que comparar dados RELATIVOS.

    • Que se façam cotas e que se tapem os olhos mais uma vez para as reais mazelas deste País e que continuemos uma nação abaixo da mediocridade quando se falam em educação e ciência! E assim seguimos a vida, elogiando o fraco e enaltecendo o medíocre, em vez de buscarmos REAIS soluções para sua inclusão e desenvolvimento.

  44. Anderson Nunes de Carvalho Vieira 11.05.16 at 11:04 - Reply

    Por que cotas para negro se aproxima mais de uma política populista do que uma política de restauração aos direitos dos negros/pardos/indígenas? Simples! Porque o governo se utiliza dele como parâmetro para o sucesso e principalmente para resgate do negro. Vou explicar: Atualmente existem cotas para negros/pardos/indígenas para concursos públicos, cursos de graduação e agora cursos de pós-graduação. Agora pergunto: Por que não existe cotas para negros/pardos/indígenas em processos seletivos em empresas privadas? Por que não existe linha de crédito personalizadas no BNDES, Banco do Brasil ou CAIXA Econômica Federal ou qualquer outro banco público para negros/pardos/indígenas poderem montar seu próprio negócio e se tornarem empreendedores? Por que não existe financiamento diferenciado para negros/pardos/indígenas para aquisição da casa própria ou do carro zero quilômetro? Por que não existe cotas para negros/pardos/indígenas em cursos profissionalizantes como PRONATEC, Cursos do SENAI, SESI, SESC, SENAR, etc? Por que não existe cotas para negros/pardos/indígenas em programas como Fome Zero, Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, FIES, PROUNI, Reforma Agrária, PRONAF etc? Por que só existe cotas para negros em concursos públicos e agora em cursos de graduação e pós-graduação?

    Quem foi que disse que ter carreira pública em algum órgão governamental é sinal de sucesso e de ser bem sucedido e principalmente de se fazer justiça social? O setor empresariado, o setor rural (fazendeiros), em sua maioria, são muito mais bem sucedidos do que muitos servidores públicos e acadêmicos, pesquisadores, mestres e doutores. Veja quanto ganha um professor Doutor em uma universidade pública, um juiz, um promotor, um desembargador e quanto ganha um produtor de soja, de milho, de algodão, ou um empresário de multinacional ou dono de indústria, ou até mesmo um pequeno produtor rural ou pequeno empresário. Conheço muitos graduandos que trocaram uma pós-graduação para montar seu próprio negócio e não se arrependem. Servidor Público e Professor/Pesquisador no Brasil todos nós sabemos que não é valorizado, nem pelo governo e muito menos pela população. Por que colocar então o negros/pardos/indígenas para obter “sucesso” nesses lugares?

    Quer dizer que para o negros/pardos/indígenas ter inclusão social, ser bem sucedido, ter uma boa remuneração, ser reconhecido socialmente ele tem que se submeter a trabalhar para o governo? ter título de graduação, mestrado e doutorado? Ora, existem diversas formas de ser bem sucedido. A iniciativa privada o setor agrícola são provas disso. Por que o governo não incentiva negros/pardos/indígenas a serem empresários, fazendeiros, comerciantes, empreendedores?

    Simples! Porque é uma medida populista. Se fosse uma medida que realmente visasse o sucesso do negros/pardos/indígenas com certeza o governo iria dar “subsídios” em TODAS AS ÁREAS DA ECONOMIA para que o negros/pardos/indígenas pudesse escolher em qual delas ele quer obter sucesso.

    • Gustavo 21.05.16 at 09:51 - Reply

      Excelente argumento Anderson!

  45. Heitor Galvão 11.05.16 at 14:09 - Reply

    “….”, lamentável.

  46. Independente de qualquer raça, cor e classe social! Não acho justo cotas, pois vim de uma família humilde que nunca teve condições de bancar meus estudos, mas mesmo assim eu quis, eu procurei as oportunidades!!!!! Passei sim por alguns momentos difíceis sem bolsa, mas nem por isso desisti! Fui trabalhar! Finalizei meu doutorado a pouco tempo com já início de um pos doc! Agora pergunto, alguém veio bater na minha porta me oferecer uma vaga em cotas raciais ou mesmo por ser pobre??? Ninguém meus queridos, pois a força da vontade de crescer como pessoa, como profissional só dependeu de mim, apenas de mim!

  47. Cotas fazem um reparo social na vergonha de disparidades elitistas que é histórica no Brasil. Mas, na pós-graduação, não vejo justificativa para cotas. Tenho colegas que entraram na universidade devido a cotas que justificadamente deram-lhes a condição de se graduar. Ou seja, já tiveram, pelas cotas, a oportunidade de se nivelarem na graduação. Por isso acho que as cotas não se justificam para a pós-graduação.

    • Você vê a mesma representatividade de negros e indígenas que há na graduação, depois do sistema de cotas, refletida na PG? Mais que isso.. Você vê essa representatividade aumentando no quadro de professores da universidade?

    • Boa pergunta, Millke, com cotas na PG vejo sim aumento de indígenas e negros na PG e por consequência como professores. Em questão de números (representatividade) a cota é ótima, só não a vejo como um processo justo/necessário para acesso à PG, umas vez que a cota na graduação já possibilita o nivelamento de negros e indígenas com não cotistas. Vou além, embora não seja a questão aqui, acho não deveria haver cotas em concursos públicos, nível superior, para candidatos que se beneficiaram da condição de cotistas e fizeram universidade pública, por exemplo. (Se é que me entende).

  48. Souza Costa 11.05.16 at 21:18 - Reply

    Oremos…

  49. Gustavo 24.05.16 at 09:00 - Reply

    Pq tem gente que tá falando que cotas nao vai tirar vaga de ninguém? Se um professor foi obrgiado a dar 20% de suas vagas de orinetação a cotistas, é óbvio que vai seer tirado vaga de alguém. E se o cotista já foi beneficiado por cotas,pq tem que ser beneficiado de novo? Só me respondam isso. O único motvo para isso seria se o cara sofrese preconceito em uma entrevista. Talvez isso aconteça em alguns casos, mas acho que é bem mais prudente o cara for recusado e ir procurar outro lugar do que sofrer o risco de ter um orientador racista na marra, pois todos sabemos que a pós gradução pode ficar bem complicada se orientador-aluno nao se darem bem.

  50. Gustavo 24.05.16 at 09:18 - Reply

    E tem um ponto que é muito ninguém discute. Vamos ver as palavras do SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO: “É certo que, em muitas áreas, a presença de negros, indígenas e pessoas com deficiência é muito menor que a média da sua presença na graduação e menor ainda que a sua presença na população”. MEU, é ÓBVIO que se a população de negros/ind é menor na gradução, ENTAO vai ser menor na pós. Mas isso nao significa que os candidatos neegros sofrem racismo. Provavelmente se o cara for bom ele passa. E terá condições para fazer isso, pois já tem cotas para entrar na graduação e competir com uma igualdade relativa contra os cotistas. Tá, mas pode ser que ele more longe pra caralho e tenha que pegar 3 onibus para vir à faculdade e etc. Mas aí, querer ”resolver” injustiças assim dando cotas para pós gradução AUTOMATICAMENTE estará criando diversas outras injustiças, entao qual é o objetivo nisso? E se tiver que dar cotas em pós, óbvio que seria melhor cotas sociais. ”ah mas a dívida histórica”. Essa questao é falaciosa, pois nao tem sentido pessoas vivas atualmente pagarem por crimes que os ANTEPASSADOS cometeram em pessoas que já morreram. OMG.

  51. Lucas 24.06.16 at 10:52 - Reply

    Deviam fazer cotas para petistas

  52. Karina Timm Martins 06.07.16 at 19:21 - Reply

    Ah! Qual é né?

  53. Othon Campos 08.08.17 at 13:59 - Reply

    Pessoal, vocês estão esquecendo um fator crucial nas cotas que a Dilma cantou: cor de pele agora é um fator determinante para qualquer coisa que se faça neste país. Se fosse na época do Terceiro Reich, trocando-se “negros” por “arianos”, o que vocês diriam? Vocês não protestariam por conta dessa raça etérea e inexistente? Não reclamariam por que o ser humano possui uma múltipla miscigenação? Não se enganem: essa canetada da Dilma é muito mais nazistóide do que pensamos.

    E mais nazistóide do que isso é a comissão que foi instaurada pelo governo para CONFIRMAÇÃO DE ETNIA em concursos públicos: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/08/1797934-em-concursos-publicos-candidatos-terao-que-provar-presencialmente-que-sao-negros.shtml – Se isso não for nazismo, não sei o que é. E nem preciso dizer que no Reich do Adolfinho haviam também comissões arianas.

    E aí, pessoal? Será que devemos entrar nessa luta fratricida de “brancos” versus “negros”? Logo no Brasil, um país de complexa miscigenação étnica? Toda essa discussão é pura ideologia e propaganda, não há ciência alguma envolvida.

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