Qualis é o conjunto de procedimentos utilizados pela Capes para estratificação da qualidade da produção intelectual dos programas de pós-graduação. Na verdade, trata-se de uma classificação questionável e indireta, visto que não avalia a qualidade das pesquisas ou dos artigos produzidos e sim dos periódicos científicos em que eles são publicados.

A classificação de periódicos no Qualis é realizada pelas áreas de avaliação e passa por um processo anual (sic) de atualização. Esses veículos são enquadrados em estratos indicativos de qualidade (sic) – A1, o mais elevado; A2; B1; B2; B3; B4; B5; C – com peso zero. Note que o mesmo periódico, ao ser classificado em duas ou mais áreas distintas, pode receber diferentes avaliações.

Não vou entrar aqui na discussão sobre a competência do Qualis em cumprir o papel que lhe foi atribuído. Mas sugiro que você leia os artigos O novo Qualis, ou a tragédia anunciada e O novo Qualis, que não tem nada a ver com ciência do Brasil e tire suas próprias conclusões.

Esta é uma discussão válida e importante, que deve ser levantada com muita seriedade no meio acadêmico. Mas também não dá pra bancar o rebelde e simplesmente ignorá-lo na hora de escolher os periódicos em que irá submeter seus artigos.

Porque o seu programa de pós-graduação será avaliado segundo essa escala. Quando você for prestar um concurso público, não importa se a sua pesquisa representa o maior avanço tecnológico na sua área. Se esse avanço for publicado em uma revista de baixa estratificação, vai valer menos do que aquele trabalho meia-boca sem inovação significativa publicado pelo seu concorrente em uma revista com maior conceito.

Se ainda não está familiarizado com os mecanismos de busca do Qualis, aqui vão as dicas. No site do Qualis, agora hospedado na Plataforma Sucupira, você pode realizar a pesquisa pelo nome do periódico (Consultar>Periódico>Por Titulo do Periódico), lembrando que o mesmo periódico pode ter classificações diferentes em áreas de diferentes.

Isso acontece porque o Qualis de cada área expressa qual é, no entender da comissão que o elaborou, a potencial relevância da divulgação de trabalhos nos veículos nele incluídos para a evolução do conhecimento na área em questão. Assim, um mesmo veículo pode ter para diferentes áreas diferentes classificações. Além disso, cada área possui critérios distintos, considerando os diferentes indicadores referenciados nas bases indexadoras, ou demais indicadores qualitativos.