Sobrevivendo à escrita da tese

Cheguei na fase final do doutorado. Quatro anos se passaram como areia entre os dedos e aqui estou eu em meio a tabelas, gráficos, softwares, lágrimas, epifanias, perdidos e achados.

Conhecida por uns por “ai meu Deus, e agora?”, “Quero mais é acabar” ou “Finalmente”… depende dos anos prévios e o que te aguarda após cruzar a linha da defesa.

Nessa etapa final temos que reunir nossa vida nos últimos três ou quatro anos e apresentar o que produzimos e ESCREVER. Para mim é um desafio diário e, em busca de consolo dicas para melhorar e otimizar o minha vida me deparei com um ótimo texto e decidi traduzir (livremente) uns trechos aqui, para auxiliar quem está na mesma.

1. Cuidar de si mesmo

Sim é óbvio, mas a gente passa muito tempo descuidado disso. Ter um tempo para se exercitar, comer bem e eliminar os vícios podem te dar um preparo físico e mental para as várias horas sentadas.

2. Estabelecer metas diárias e semanais

Esse é a época mais flexível do doutorado e isso pode ser bom ou ruim, depende de como manejamos. Estabelecer metas pode ser uma boa maneira de encontrar a felicidade todos os dias e se organizar mentalmente e praticamente.

Ok, nem todo dia a gente consegue cumprir o planejado, mas outros são até mais produtivos! E assim a vida vai. O autor do texto original (Pete Etchells) sugere escrever 500 palavras por dia.

Eu prefiro trabalhar por meta, estatística hoje, gráficos amanhã, revisão de texto, preparação de imagens e escrita por parte do texto (introdução, material e métodos, resultados e discussão e conclusão).

3. Não seja perfeccionista

Essa foi melhor pra mim. Justo por ser a mais difícil (rs). Etchells diz algo muito verdadeiro: “eu odeio partir seu coração, mas ninguém dá a mínima para seu doutorado (…), então dê o seu melhor, mas aceite que vão haver problemas com o seu trabalho e que se você puder identificar nesse período pode incluir na discussão do seu trabalho, mas não pretenda que ele seja perfeito”. Hoje em dia cada vez menos gente lê uma tese no formato tradicional.

Isso foi o que me levou a escrever diretamente manuscritos de artigos. É algo que requer ainda mais energia e atenção, logo mais perfeccionismo, mas o resultado muito mais rápido e nem por isso devo me cobrar ao extremo.

4. Não enrole e seja autêntico

Deixar a tese clara e concisa é um favor aos examinadores e vai te ajudar muito na hora de publicar (se a sua decisão não for a de escrever logo diretamente em forma de manuscrito). Mas não permita que a praticidade te limite a desenvolver seu estilo e ideias.

A dissertação e a tese provavelmente serão suas únicas oportunidades de escrever um trabalho inteiramente seu, então aproveite.

5. Não se compare a ninguém

Você não está na sala de aula. Embora não devamos ser perfeccionistas (item 3) todos seremos especialistas no nosso nicho. Assim não se compare a ninguém que está na mesma fase que você. Comparar-se vai deixá-lo sentindo-se miserável e desmotivado.

6. Tenha momentos de pausa

Não é apenas aceitável que você tenha um tempo “off” da frente do computador, mas totalmente necessário. Sério, para não enlouquecer. Faça isso como uma recompensa. Exercitar um hobbie pode ser além de produtivo, uma excelente maneira para superar os bloqueios (também normais).

7. Estabeleça prazos com o seu orientador e atenha-se a eles

Se, como eu (e o Etchells), você está constantemente sem noção sobre sua produtividade, acordar prazos para os capítulo com o orientador é um grande teste.Mas pode ser muito útil para que ele possa ler, fazer comentários, e enviá-lo de volta para você para que você possa revisar o manuscrito.

8. Está tudo bem se lamentar

Muita gente que conhecemos já esteve e está nessa fase. Então se estamos tendo dificuldades reais podemos chegar no nosso orientador, post-doc. , amigo e pedir conselhos ou direcionamentos. Não precisamos sofrer em silêncio. Podemos escolher como superar essa fase, como algo agradável ou uma montanha insuperável.

Vamos juntos! Tenho certeza que vai dar certo.
Espero que as dicas do Pete Etchells tenham sido bacanas pra você como foram para mim.

Original aqui em inglês

By |2018-12-06T01:56:19+00:0019-03-2015|guia|48 Comments

About the Author:

Bióloga pernambucana e doutoranda em Ecologia e Recursos Naturais (UFC). Escreve crônicas "desde que se entende por gente" para registrar e refletir sobre o universo ao seu redor. Aprecia os pequenos prazeres da vida e é uma otimista incorrigível.

48 Comments

  1. Juliana Brito 19.03.15 at 07:35 - Reply

    kkkkkkkkkkkkk… Ai minha nossa! Esther Barros!

  2. Vanessa 19.03.15 at 07:36 - Reply

    Muito bom, adorei! Ás vezes nos deparamos com esses percalços durante mestrado e doutorado, e é sempre bom abstrair um pouco. Mente quieta, espinha ereta e coração tranquilo, no final tudo dá certo. Bjs

  3. Juliana Brito 19.03.15 at 07:38 - Reply

    Só verdades Esther Barros! A parte que fala do perfeccionismo! Já deixei a muito tempo! nem me estresso mais! kkkkkkkkk…

  4. Luana 19.03.15 at 07:41 - Reply

    Bem isso. Eu, na dissertação. Que foda!

  5. Renata Facó 19.03.15 at 07:49 - Reply

    Olha o sofrimento Paloma , preparada para o mestrado ?!

  6. Priscila Rufino 19.03.15 at 07:54 - Reply

    Ótimas dicas!

  7. Gostei….desse jeito!!!

  8. Jorge 19.03.15 at 08:20 - Reply

    Passei por isso há menos de seis meses! Ao mesmo tempo não temos a pressão por resultados e metas, mas temos que entregar o texto, se possível com poucos erros.

  9. Pryscilla 19.03.15 at 08:20 - Reply

    Eu até chorei.

  10. Malu Alves da Silva 19.03.15 at 08:36 - Reply

    Nossa, é exatamente isso! Viu só não precisa se desesperar. Seguimos em frente… Vai dar tudo certo!

  11. Thissiane Fioreto 19.03.15 at 08:37 - Reply

    Não sei pq mas me identifiquei muuuuito… hehehe 😉

  12. Felipe Ferreira 19.03.15 at 08:42 - Reply

    Nota azul FOREVER!!!

  13. Paola Schmitt 19.03.15 at 08:50 - Reply

    hahahaha estava lendo neste exato momento…=/

  14. Parece que eu li a história da minha vida! Rsrs… Amei o texto, parabéns!

  15. Wagner Soares 19.03.15 at 08:55 - Reply

    Então foram 2…

  16. Raquel Cesario 19.03.15 at 08:56 - Reply

    É isso aí. Defendi há poucos meses e concordo com tudinho. Quando o caos parecia instalado e todo o meu corpo doía, larguei tudo e fui conversar com uma amiga fisioterapeuta. Entrei no pilates, iniciei uma dieta ayurvedica de desintoxicacao, acompanhada com algumas massagens indianas semanais que ajudavam a dar foco. Isso me abriu as portas da espiritualidade, o que também ajudou na tarefa. Puft! Em seis meses o caos se fez Tese e cá estou. Continuo no pilates, e aguardo ansiosa o retorno financeiro para voltar prá ayurvédica.

  17. Isso foi um sinal divino, preciso entregar a tese pro meu orientador na sexta heheheh Brincadeiras a parte, ao longo do doutorado aprendi na marra boa parte desses itens, são valiosos. Ótimo texto!

  18. Maria Claudia 19.03.15 at 09:12 - Reply

    Adorei as dicas, me senti tão humana em ver que mais pessoas passam pelas mesmas angústias, obrigada por compartilhar e por ter escrito, abs!

  19. André Monezi 19.03.15 at 09:23 - Reply

    Estou nesta fase!

  20. Samara Murari 19.03.15 at 09:30 - Reply

    Medo … Estou na fase da qualificação .. E isso me deu umas boas dicas de como seguir daqui p frente

  21. Sharleny Braz 19.03.15 at 09:42 - Reply

    Ótimas dicas!!! Precisava ler algo assim 🙂

  22. Angelica Carlet 19.03.15 at 09:50 - Reply

    Adorei o texto! Me motivou muito… Obrigada pelas dicas!

  23. Krishna Rosa 19.03.15 at 10:02 - Reply

    Opa… é ralado mas sobrevivemos tranquilamente! 😉

  24. Ariadne Farias 19.03.15 at 10:02 - Reply

    Excelente!! I´ll survive 😀

  25. Ana Carolina Remondi 19.03.15 at 10:11 - Reply

    Nem me fala!!!!!!!! Ohhhh vida

  26. Vinícius Ferreira 19.03.15 at 10:17 - Reply

    Show

  27. Thais Schlichting 19.03.15 at 10:29 - Reply

    Que máximo, adorei! É, amigas, vamos que vamos!! <3

  28. Juliana Teixeira 19.03.15 at 10:34 - Reply

    Todas as dicas se aplicam. Bom para ver que não estamos sós. 🙂 Valeu, Mari!!!

  29. Paola Campos 19.03.15 at 10:40 - Reply

    Fico feliz de ter defendido a tese a 3 meses atrás… Sem estress… Fiz em forma de artigos.. Bem limpo… Claro e objetivo… Planejei metas para cada dia me dedicar a uma parte da escrita e tudo deu certo.

  30. Felipe Rocha 19.03.15 at 12:09 - Reply

    Adorei essa parte aqui. Ate ja lhe falei sobre isso: “eu odeio partir seu coração, mas ninguém dá a mínima para seu doutorado”. A verdade é que talvez só uma duzia de pessoas vai ler nosso trabalho nos proximos talvez cinco anos. Pra que perfeccionismo? Isso a gente deixa pros artigos. Lembre-se da tese de Haking: cheia de furo, faltando embasamento teorico…rsrs

  31. Adonis Reis 19.03.15 at 12:16 - Reply

    Detalhes importantes!

  32. Mirian Costa 19.03.15 at 13:01 - Reply

    Menos de 2 meses pra defender minha tese, esse texto me caiu como uma luva…. nossa, como eu precisava dessas dicas! E como é bom saber que tanta gente tá nessa mesma situação! Kkkkk

  33. Camila Cornutti

  34. Virginia Rocha 19.03.15 at 13:30 - Reply

    Adorei!! O Ponto 3 é o mais importante hahaha

  35. Bruna Carrião 19.03.15 at 13:33 - Reply

    Fazer a dissertação é fácil! Quero ver é conseguir bolsa de doc e auxílio pesquisa depois que a Dilma cortou a verba!

  36. Alexandre Margarido 19.03.15 at 13:54 - Reply

    o que me desanima não é o trabalho mas sim que nosso pais esta desincentivando a pós graduação, a bolsa já é uma miséria e agora com os cortes que o governo fez será muito difícil fazer um pós-doc sem bolsa.

  37. Daiani Kochhann 19.03.15 at 16:43 - Reply

    Acho que estou fazendo mais ou menos certo (exceto a parte de me cuidar…)

  38. Evelise Lazzari 19.03.15 at 18:56 - Reply

    Pelo menos não estamos sozinhas!

  39. Letícia Moro 19.03.15 at 19:35 - Reply

    Então, psicologicamente estou preparada, agora tem que preparar meu querido ombro, se não a síndrome de over use retorna :/

  40. Tarcila Queiroz 19.03.15 at 21:24 - Reply

    Maaaiisss coisa pra leeer?!?! nãoooooooo rsrsrsrs =)

  41. Alessandra Bezerra 19.03.15 at 21:44 - Reply

    Arrasou Raiana! Ótimas dicas!

  42. Evelyn Zucco Soares 20.03.15 at 05:13 - Reply

    nossa, li esse texto ontem!! ahaha dá para se identificar com muitas coisas!

  43. Tao eu hahaha sofrendo horrores

  44. Pollyanna Leite 21.03.15 at 10:15 - Reply

    Pois é… na verdade faz tempo que ando “sobrevivendo” a tudo!!!

  45. Kelson Bueno 24.04.15 at 17:22 - Reply

    Renata Salas

  46. Daniel 22.08.16 at 00:48 - Reply

    Eu desisti e me faz mal só de ter insistido em conviver com as pessoas que convivi e tratar todos bem.
    Universidade é uma farsa! Ilusão e sabemos disso! Persiste-se em pesquisa e na busca de um título de doutorado ou vaga de professor universitário por puro viés de confirmação (querer acreditar acima de qualquer coisa). Alguns suportam fazer pesquisa para rechear o currículo para concursos e outros suportam dar aulas esperando um dia entrar numa universidade federal para fazer pesquisa (baita ilusão), já que dar aulas do nível médio pra baixo é pedir pra morrer (infelizmente as crianças chegam a universidade com quase a mesma cabeça e comportamento). Fiz graduação, mestrado e doutorado numa universidade federal, um ciclo de 10 anos. Sofri, vivi, assisti, e fiquei sabendo de todo tipo de trapaça, mesquinharia, molecagem, fofoquinhas, difamações, perseguição pra afetar meus orientadores, que não podiam ser afetados diretamente e tiveram seus orientandos atacados, ao melhor estilo “quebrem as pernas deles”.

    Tive trabalhos roubados (artigos e patentes), mesmo ajudando a tantas pessoas pelo bem do princípio da multiplicação do conhecimento e colaboracionismo. Fiz parcerias com pessoas de outras instituições federais e tudo isso é um lixo. O meio acadêmico é uma mistura de Game of Thrones com Senado Federal. Só não rola dinheiro fácil. Muita sujeira, esquemas e conspirações a troco de nada (até parece que vão ganhar o Nobel). Não adianta trabalhar sério, vão te definir pela aparência, dinheiro, poder que acham que você tem (se tiver ao lado de um pesquisador de nome), e enquanto tiver utilidade (que te fará ser muito “querido”).

    O meio acadêmico universitário não é um modelo para a sociedade. Não é um ambiente mais maduro, consciente, honesto, evoluído ou respeitador. É um reflexo da sociedade. Muitos dirão “mas em todo lugar é assim”. Questão então de avaliar o custo benefício, pois, de gari ninguém quer trabalhar (embora como gari você não gere ilusões, tem essa vantagem). Não se pode esperar nada de salvador para o país vindo desses “cérebros” que estão mais para intestino grosso da nação.

    Nesse ambiente tem mais respeito o professor que pega as alunas, o que exige ser chamado de doutor até pra tomar um café, o que acumula cargos pra praticar assédio moral, o que fala palavrão, o que faz festinhas e participa de grupos de whatsapp com os alunos sem finalidade científica ou acadêmica, o que rouba ideias e pesquisas até de alunos PIVIC, o que enrola a aula com recortes de figurinhas e colagem em nome da “didática” imbecilizante aprendida na licenciatura (onde por sinal boa parte do tempo se ensina a reduzir o conteúdo a 10% do total ou se faz propaganda comunista).
    Licenciatura que por sinal não tem cadeiras de oratória, não prepara o professor para situações hostis em sala de aula, e vive bitolado em Paulo Freire como se o modelo dele ou ele próprio fosse um deus com resposta pra tudo. Hoje tenho um currículo até bom (todos dizem e tenho criticismo pra saber) para concorrer a uma vaga numa federal, mas desisti. O resultado nunca é proporcional ao esforço muito por culpa dessas trapaças a que se é vítima quando não se aceitar entrar em esquema.

    E nem falei das seleções de mestrado onde o valor da prova cai para 50% da nota (os outros 50% são de um currículo biônico montado pelos orientadores do aluno que já está na federal), tornando impossível um aluno que venha das particulares fazer mestrado numa federal.

    De nada vale ganhar o mundo e perder sua alma. A cada concurso que vejo está mais concorrido. Se em 2006 eram 5 candidatos por vaga eu já cheguei a ver 80 (claro que a maior parte desiste da prova no dia). Concursos arranjados (até os professores revelam aos alunos de confiança) numa frequência que deveria ser denunciado ao Fantástico (já que tem mais visibilidade nacional) só para usarem suas câmeras escondidas e deixar os senadores brasileiros menos desamparados nesse mar de lama. Secretários que roubam bolsas, ou exigem o primeiro mês da bolsa de cada aluno do PIBIC ao doutorado e deixam alunos de mãos atadas sem poder denunciar por medo de ficar sem renda ou para evitar que um conhecido ou parente perca a bolsa. Alunos de iniciação científica imbecis que compram brigas de seus orientadores e deixam de falar com os colegas que são orientados por outros professores. E pior, acham que se não agirem de acordo com essas práticas estão sendo otários, e a coisa assim se eterniza, nascendo mais um criminoso que foi incubado para o próximo concurso montado. E aí vem mais um(a) metido(a) a esperto(a) com seus recortes de figurinhas, palavrões, paqueras, faltas, trapaças, propaganda do currículo e dos títulos.

    Para sobreviver você sempre precisará de um favor, que mais tarde será cobrado por um dos muitos secretários de satã que vive nas universidades federais e te farão de otário para o resto da sua vida a acadêmica, que já dá demonstrações do inferno que pode ser ainda no estágio probatório SE você conseguir passar em um concurso. E você se verá com mais idade dizendo o que já ouvi de muitos professores: “eu devia ter seguido outra carreira”, “eu devia ter feito direito”, “eu devia ter investido na bolsa”, “eu devia ter aberto um comércio”, “eu devia ter feito medicina”.

    E aí vem mais problema… Se você acumular habilidades, capacidades, treinamento, conhecimento, dirão que você quer aparecer. Se você for o mais discreto ser vivente dirão que você está simulando humildade. Se você tentar ensinar de todas as formas possíveis, dirão que está querendo ser líder. Se você se afastar, dirão que quer ser especial pra mostrar que outros precisam de você. Tudo que tem nesse meio é roubo de bolsas, perseguições, processos que “desaparecem” de forma muito conveniente.

    As pessoas em todo lugar só dominam uma arte hoje em dia: a de arranjar briga tentando definir quem é petralha ou reacionário. Sentem uma necessidade visceral de apontar e separar todos em grupos e depois iniciar uma guerra ou no mínimo deixar definidos os grupos para a guerra. Se no café do intervalo você disser que a disciplina típica dos colégios militares poderia melhorar a educação te chamam de pró-ditadura. Se você disser que o Ciência sem Fronteiras é uma boa ideia, mas mal executada e sem rigidez de regras, te chamarão de petralha. Nada faz sentido.
    Isso quando não aparecem as feministas reclamando de tudo. Eu queria ver as feministas criticando as colegas de pesquisa que de propósito (muitas vezes declarado e com orgulho se achando espertas) engravidam para que os colegas terminem suas teses e dissertações. O que elas têm a dizer das que fazem isso de propósito (não das inocentes, claro, sem querer)?

    E das que tiram sarro dos colegas homens que gostam de falar de temas relacionados a ciência (como é de se esperar de quem estar na universidade), chamando-os de nerds (um termo besta importado de estudantes imbecis americanos)? Maduras como são, ainda os acusam de não gostar de mulher. Bem maduro, não?
    O que elas diriam de mulheres que confundem o pessoal com profissional e tratam mal as outras colegas de pesquisa que são gordas, ou não penteiam os cabelos, ou usam uma roupa que não combinam com o sapato?

    Não falta leitura e luta pelo futuro pra quem mora distante de casa e come mal, dorme mal, mora onde não quer. O que elas têm a dizer de mulheres que convidam os colegas homens para sair e mesmo que os caras digam que precisam estudar, são queimados pelas colegas em rodinhas de conversa femininas onde o sujeito ganha fama de v… só por isso? Isso é ético? Isso é respeitoso ou honesto? Não dizem e não fazem nada, só ocupam uma vaga na universidade que praticamente se torna ociosa.
    A vida desse pessoal é imaginar as coisas, falar (quando deveriam se calar), inventar problema e postar foto fútil no facebook.

    O bem eu não sei se existe, mas o mal eu tenho certeza absoluta e não é teoria científica. Desistir dessa carreira amaldiçoada não é morrer na praia, é simplesmente não aceitar aportar em qualquer praia minada e com tubarões. Desejo ardentemente voltar no tempo e fazer outra coisa. Como eu desejo que Deus exista pra me fazer esse milagre!

  47. Maila Indiara 28.03.18 at 13:19 - Reply

    Eu estou ainda no mestrado … Mas estou na fase pq eu fui me meter nisso? Penso em desistir todos os dias, hj em um ato de desespero fui pedir ajuda ao Google, encontrei esse texto fantástico! Pretendo seguir algumas dicas e espero conseguir produzir (na verdade essa é minha única opção no momento 😄 escrever… Screver… Iscrever… Scrvr!!!) Colocar metas na minha vida e comprilas… 500 placas por dia. Depois volto aqui para contar como foi, quer dizer se eu sobreviver ahaha

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