• Segredinhos de uma concurseira

Segredinhos de uma concurseira

Gente, do meu último texto sobre seleção para professor até hoje, tantos concursos já passaram e adivinhem: “NÃO PASSEI”.

A vida de pós-graduanda concurseira não é mole. A cobrança pessoal, a vida colorida da galera das redes sociais, as “resubmissões” dos artigos… Sem contar com as repetições infinitas dos experimentos, os missing e os out line que tiram nosso sono.

Sabíamos que ser pós-graduando não seria fácil, mas enfrentar uma “missão impossível” por dia não estava em nossos planos. Mas nem tudo está perdido: persistência e resistência, ou melhor, RESILIÊNCIA. A primeira questão que devemos ter claramente sobre concurso é a máxima “concurso público se faz até passar“! Caiu, levante. Perdeu, errou: recupere-se, afinal, o erro é uma etapa do aprendizado.

Vamos começar?

  • Crie roteiros de estudo (não se esquecendo de colocar títulos em cada roteiro) e textos. Escreva, escreva e escreva. Mesmo se não há concursos para você se inscrever, prepare-se utilizando pontos presentes em editais passados. Primeiramente utilize livros textos e passe a fazer roteiros que permitem acrescentar “links”. Há quem diga que para o aprendizado será fixado mais facilmente se ao fim de cada turno de estudo o aluno fizer roteiros (escritos a mão) com pontos-chaves da matéria estudada.
  • Elabore uma lista de citações, a princípio faça a lista com bibliografia básica da área. No dia da prova, escrita utilize estas referências. Assim, no mínimo, a banca observará que você conhece os livros daquela grande área.
  • A prova escrita deve ser escrita no nível mais alto que o candidato possui. Na medida do possível, busque alguns estudos que trazem novas perspectivas sobre aquele tema. Neste momento utilizar dados epidemiológicos ou descrever metodologias de pesquisa reforçará a postura crítica/científica do candidato.
  • Envie seus textos produzidos para um revisor profissional. Além de aprimorar seu conhecimento sobre redação científica, este profissional irá lhe auxiliar a identificar problemas de caligrafia, diminuir vícios de linguagem e textos prolixos.
  • Acredite no seu potencial. Tente aproximar-se de pessoas críticas e desafiar-se a cada dia. Ninguém aprende a escrever sem reformular, não existe outra forma de aprimorar conhecimentos que não seja pela repetição. Fale menos, ouça e escreva mais.
  • Vídeos do youtube, estudos dirigidos e roteiros de experimentos são excelentes espelhos de roteiros de estudos. Sempre que possível, investigue novos planos de disciplina.
  • Faça parágrafos de fechamento/conclusão, lembre-se que o “boneco” de uma redação científica possui título, introdução, desenvolvimento e conclusão.
  • Exercite a difícil tarefa de preparar o Memorial Descritivo (assunto para outro texto). A descrição de sua vida acadêmica pode parecer simples, mas quando você inicia logo identifica que “vender seu peixe” pode não ser tão simples assim.
  • Idealize e projete possíveis linhas de pesquisas que você poderá implementar em sua futura instituição. Faça o plano A, B e C.
  • Atualize constantemente o Currículo Lattes e mantenha organizados seus documentos comprobatórios. Facilita muito encadernar as cópias e utilizar este documento como matriz.

Todas estas etapas de preparação podem ser realizadas antes da publicação do edital.

QUANDO O EDITAL FOR PUBLICADO

  • Estude os baremas de pontuação de cada etapa do concurso.
  • Identifique por meio da leitura atenta do Plano Político Pedagógico do Curso e das metas da instituição o “perfil” de seus docentes.
  • Concentre-se em lapidar seus conhecimentos ao invés de ficar fuçando o Lattes da galera da banca e dos candidatos. Conceitos prévios sobre estas criaturas só poderão lhe desestabilizar. Verdadeiramente o seu grande concorrente durante o concurso será você mesmo. Tente em cada etapa superar-se mais.
  • E por último, mas não menos importante, muitas pessoas já foram vítimas de p** e de saca** de bancas que faltaram com ética. Tente abstrair estas “estórias” e seja um candidato que pelo menos dê muito trabalho para estes “espertinhos”.
By |2018-12-06T01:56:26+00:0019-03-2014|guia|2 Comments

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Católica e educadora por vocação, dentista por profissão, farmacologista por paixão e doutoranda na atual situação em terras potiguares (UFRN) escrevendo recadinhos as quintas-feiras

2 Comments

  1. ANGELI ROSE 20.03.14 at 06:54 - Reply

    O artigo também está precisando de revisão.
    As dicas são boas,mas estamos em épocas de favorecimentos, mais do que fraudes,portanto,tudo isso é interessante,entretanto,geralmente no momento do concurso já tem alguém “bem preparado” com antecedência para ele.Isso “livra” a banca de qualquer constrangimento sobre suspeitas acerca de sua honestidade.Nesse meio acadêmico, todo mundo é “digno” e costuma lutar por direitos humanos,etc…
    A questão de “abstrair” as histórias(se são reais, são histórias;se são fábulas, literárias,temos estórias – embora hoje conceitualmente não se distingua mais a rigor,preferindo-se histórias para o geral),essa questão é uma estratégia boa, no entanto, sabê-las,ajuda a lidar com a realidade e as próprias pretensões.
    (se quiser, podemos fazer parcerias nos textos,talvez façamos contribuições bem interessantes)
    Saudações.

  2. Melka 20.03.14 at 16:06 - Reply

    Obrigada Angelina pelas dicas, sobre a parceria eu super topo (mande um email para [email protected], pois não tenho acesso ao seu contato). Coloquei “estoria” para chamar atenção mesmo. Acredito que existe esses caminhos obscuros, mas prefiro não dar palco, até para não ficar naquela máxima que tudo já é carta marcada e ficar co “mania de perseguição”. Todos se conhecem no mundo acadêmico isto é fato, logo o candidato aplicado será identificado. Aguardo contato, serenidade para todos.

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