Faculdade particular ou pública? A Educação no Brasil é uma farsa?

Essas perguntas parecem insistir em ficar na mente de pessoas que se comprometem com a Educação de qualidade no Brasil. Os rumos que vêm tomando a Educação, tanto a básica quanto a superior, têm assustado e às vezes levam à descrença e a pensar que a Educação no Brasil é uma farsa.

Podem parecer contraditórias tais assertivas, num momento em que os índices brasileiros melhoram, novas estruturas, novos programas de inclusão de camadas menos favorecidas no Ensino Superior. O que é preciso questionar é o fator quantidade versus qualidade.

A cada dia aumentam os números de ingressantes em cursos superiores, porém a qualidade do ensino está cada vez mais sucateada. A capacidade de leitura, escrita e o interesse pelo conhecimento têm ficado de lado. Fora isso, o governo federal parece incentivar a produção de uma Ciência mais prática, mais voltada apenas aos anseios da população em termos de assistencialismo.

O toque assistencialista do governo em questão começa a respingar na Ciência. Pode-se notar pelo “Ciência sem Fronteiras” que preconiza áreas biológicas e humanas e agora um novo incentivo para alunos de escolas regulares a participarem de projetos nas mesmas áreas.

O incentivo ao pensar, filosofar e conhecer a realidade sócio-histórica de um país marcado por repressões e censuras no passado, parece querer calar novamente a voz do brasileiro e interditar-lhe a capacidade de pensar no ser humano além do biológico, mas sim no seu aspecto psicossocial também.

E nesse emaranhado de dúvidas e descrenças surge uma dúvida tanto para quem vai escolher a graduação quanto para quem vai escolher a pós: faculdades particulares ou públicas?

Sabe-se que o ingresso em uma universidade estadual ou federal não é simples. Exige luta e esforço. Para o aluno egresso do ensino médio que busca pela graduação, muitas vezes os gastos – com estadia, transporte, pois as universidades públicas geralmente ficam longe de casa – fazem com que o desânimo e a apatia apareçam e optem por cursar uma particular na cidade de origem. Oferecem-se bolsas para pós, algumas de iniciação científica, mas pelos valores é possível até viver-se em situações subumanas.

Fora isso a escolha pelas particulares nos faz perceber um ensino cada vez mais mercantilizado, sucateado e pautado muitas vezes na Educação a Distância, outro engodo. Outro dia encontrei um erro de ortografia em uma prova do curso de Letras de uma IES EaD. Ou seja, a prova foi elaborada pela tutora. Agora como vou ser tutorado por uma pessoa que nem sabe o que está ensinado?

Na pós-graduação, escolher por uma IES particular, muitas vezes levará ao preconceito pelo resto da vida, principalmente no que diz respeito à stricto sensu.

Mas o caos não para por aí. Até mesmo as universidades públicas já perderam em qualidade, porque os alunos que chegam até ela, chegam cada vez com menos bagagem. Apaga-se o sujeito, apaga-se a sua busca por uma Educação de qualidade e assim o Brasil cresce economicamente, mas paralisa-se na historicidade e a construção da justiça e igualdade social.

Por isso resta saber que para escolher – pública ou particular – propósitos, metas e objetivos precisam ser avaliados.

A pública pode ser sempre a melhor escolha. E aqueles que trabalham em uma universidade particular, sabem da dificuldade em fazer os alunos lerem, a pesquisarem e a terem uma responsabilidade na aquisição do conhecimento e da prática profissional. Na pública, os grupos de pesquisa ainda tentam aplacar essas barreiras. Somente com um esforço pela prática da leitura, escrita e valorização da cultura, que não a cultura apenas on-line, vá surtir efeito.

By |2016-01-14T15:22:32+00:0023-09-2013|debates|36 Comments

About the Author:

Graduado em Comunicação Social pela Faculdade de Comunicação Social de Passos (Facomp) e mestre em Linguística pela Universidade de Franca (UNIFRAN), atualmente é aluno do curso de Licenciatura Plena em Letras Português/Literatura pela Universidade de Franca (UNIFRAN). Estuda e pesquisa temas relacionados à Comunicação e Educação, contrastados com a área da Linguística, principalmente a Análise do Discurso.

36 Comments

  1. Victor Caldas 23.09.13 at 18:54 - Reply

    Acho que a questão nem é pública ou particular. Acho que o que compõe o cenário vai muito além disso.
    Primeiro, é difícil valorizar educação em um país que finge se importar. Eu acho ótimo o aumento de vagas, acho que as oportunidades devem existir para quem tem vontade de se formar melhor. O ponto é que criam se vagas mas nào se formam pessoas para as vagas. Fica em um contínuo de “agora eu recupero o ensino que nào tive”.
    Universidades e escolas influenciam a educação mas são reflexo dos que estudam nela. Universidades públicas nào são boas somente por serem p’blicas mas por selecionarem os mais engajados em entrar – nem sempre os melhores… mas aí é outro problema.
    Outro ponto é que têm-se uma pressão social por cursos “de elite”. A pessoa, em grande parte dos casos, nào busca um curso que vai lhe satisfazer mas sim que “vai dar dinheiro”. E aí, frustração, curso meia boca, diploma na mào e um despreparo ímpar como profissional.
    Entrentando, tem gente que percebe o talento que tem e, para esses, pouco importa se é público ou particular. Vai se dedicar do mesmo jeito e fará bem feito. Tento acesso aos recursos educacionais, a diferença é quanto se paga.
    Eu acho valioso os investimentos e criação de vagas. O Brasil está MUITO atrás de países desenvolvidos. Tanto na base, com formaçào sistemática de analfabetos funcionais, quanto no “topo”, com políticos que nao se preocupam. E, no meio, uma população que, de tão acostumada com o descaso, nem sabe por onde começar. Mas, nào consigo ver outra saída senão permitir o acesso a educaçào E incentivar. Muito! E cobrar esforço também!

  2. Vagner Farias 23.09.13 at 19:18 - Reply

    Na verdade quem faz a universidade é o aluno. Mas eu, particularmente fico com a Particular EAD onde busco o estudo e acontece da minha maneira: muita leitura, muita mesmo. Cada hora dedicada é feita pra isso. Percebo muita “matança” de tempo nas IES presenciais: muitos professores falando ou querendo saber da vida pessoal. Ora, são pagos pra conceber conhecimento e eu ali para receber conhecimento. Bate-papo eu faço na roda de amigos

  3. Muito bom o texto Danilo, tanto por fomentar o debate como por dividir as aflições de quem está ligado à educação.
    Não sei se a educação é uma farsa, mas ela precisa ser olhada com mais carinho, hoje mesmo saiu essa notícia na Folha de São Paulo (Governadores se unem por reajuste menor do piso nacional do professor . Em documento entregue ao governo federal, Estados propõem nova fórmula de cálculo.Se adotada em 2014, correção ficaria em 7,7%, ante a previsão oficial de 19%; categoria propõe 10%), ou seja, professores não prioridades.
    Pensando no Ciência sem Fronteiras também acho que ele poderia contemplar todas as áreas do conhecimento que é o mais justo, mas a opção por áreas específicas é estratégia de governo, e dessa forma não vejo como assistencialismo, além do que pode – se conseguir ir para o exterior sem ser pelo CSF, nada impede de mandar um projeto, aprovar e ir.
    Com certeza o conhecer a nossa realidade sócio-histórica é fundamental, para isso é preciso mergulhar em Florestan Fernades, Darcy Ribeiro, Paulo Freire, Milton Santos, etc , etc, etc, e onde eles estão? Estão encalhados em nossas bibliotecas, não é preciso ir ao exterior para serem estudados, mas entra ano e sai ano, e os pensadores brasileiros permanecem ocultos a nós.
    Espero que surjam bons debates aqui neste post!
    Abs

  4. Naira 23.09.13 at 22:03 - Reply

    Estudei em universidade pública e particular, e vi muitas diferenças que vão além da qualidade: enquanto a universidade pública é acadêmica, a particular é profissional, por exemplo. Vejo, sim, um comércio grande da parte das faculdades particulares – comércio este não na desvalorização do ensino, mas por transformar cursos técnicos de 2 anos em cursos superiores de 4, por exemplo.

    É utopia acreditar que profissionais formados em instituições federais são necessariamente melhores alunos. Muitos alunos formados em engenharia pelas federais, por exemplo, optam por concursos públicos, como qualquer outro formando, pra ganhar mais, ou porque não gostam da área, não é aquilo que imaginavam, não esperavam. Algumas empresas preferem alunos de escolas particulares por terem menos teoria e mais prática, inclusive. Muitos graduandos saem das federais e vão ensinar nas particulares, aliás.

    Mercado de trabalho não é só uma questão de nome de faculdade: é contato, é networking, é se interessar pela área e ir atrás de eventos, comunidades, estágios, procurar construir, procurar fazer. Uma pessoa que trabalha o dia todo e não tem condições de se manter com bolsa, como você mesmo supracitou, não tem perspectiva de fazer universidade pública – mas nem por isso deixa de se dedicar.

    Você comentou que uma prova de EAD em letras tinha erro de português. E deixa eu te dizer que isso é bem frequente em EAD, isso porque, diferentemente das aulas presenciais, os cursos de EAD têm muito, mas muito material digitado e pouco tempo para apresentação. É muita coisa pra apenas um revisor. Como bom interessado, sua obrigação social, moral, o que for, é avisar ao professor, mas dizer que o professor não sabe nem o que está fazendo por causa de um erro ortográfico é muita prepotência. EAD em particular é um curso que exige muita autodisciplina, porém há muito preconceito sobre isso, como se a pessoa que estudasse via computador fosse incapaz de aprender algo no presencial – quando, muitas vezes, é muito melhor você estudar no seu horário e sem outros alunos para atrapalhar a aula.

    E não, faculdades particulares não geram preconceito; o que gera preconceito é uma pessoa que não se esforça durante o período da faculdade e chega ao fim do curso sem nada interessante pra mostrar, sem nenhum contato para conseguir um emprego, sem nenhuma confiabilidade. Aí, sim, complica, amigo. Mesmo que você se refira à academia, o que importa é saber o que está fazendo. E os professores percebem seu compromisso quando conversam com você nas entrevistas.

    Achei o tema do texto interessante, pena que foi abordado de maneira tão rasa e falaciosa.

    • João Victor 23.09.13 at 23:38 - Reply

      Esse comentário da Naira é o típico mimimi de quem estudou em faculdade particular e conta mentiras para si mesmo para acreditar que valeu a pena.

      • Marcos 04.10.13 at 22:44 - Reply

        Não é mimimi. Pro pessoal que acha que se trata de federal vs particular, atente aos conceitos do MEC para graduação e os conceitos da CAPES para pós-graduação. O que vai alem disso sim é mimimi. Obs. 1: tem muita PUC por aí dando pau de sobra em muita federal nesses conceitos. Obs. 2: eu estudo numa federal, referência na minha área, e os melhores no meu laboratório, por acaso, vieram de particulares.

    • Danyela 20.07.15 at 18:25 - Reply

      Achei ótimo seu texto, sem preconceito algum. Quando o aluno está realmente interessado em aprender, não importa em qual instituição ele está, será um excelente profissional.

  5. Carlos Roberto 23.09.13 at 23:43 - Reply

    Universidade ou Faculdade não tem que “formar para o mercado de trabalho”.
    Tem que preparar o aluno para o que ele quiser, inclusive para o mercado, caso queira.
    Um aluno com uma boa base de conhecimento se sairá bem onde for, seja no mercado ou não.

  6. Paulo 23.09.13 at 23:43 - Reply

    Universidades públicas, voltadas para o conhecimento e não para o bolso dos alunos, oferecem um número maior de oportunidades de aprendizagem, como estágios, iniciação científica de verdade, etc. E isso faz a diferença na formação acadêmica, assim como ter professores com dedicação exclusiva.

    Um aluno bom e interessado, se jogado às “Anhangueras” da vida, terá sua formação limitada sim: disciplinas com carga horárias super-reduzidas, trinta orientados para cada orientador, professores com muitas disciplinas no mesmo curso, com turmas excessivamente numerosas nos anos iniciais, professores que tem a docência como um bico (cheios de “experiência de mercado”, mas que dedicam à docência o tempo que sobra, quando sobra), regimes de recuperação em que se faz uma redação ou um “copia-e-cola” da internet e se elimina uma disciplina, são apenas alguns dos muitos problemas das escolas particulares.

    E sobre essa questão de que “quem faz a faculdade é o aluno”, não conhece os meninos e meninas de 17 e 18 anos, completamente imaturos e despreparados que entram nas universidades hoje em dia.

  7. Júlio César 23.09.13 at 23:59 - Reply

    Essa epidemia de abertura de cursos e faculdades é resultado das ações governo, que transferiu para si o maior problema das faculdades particulares: a inadimplência.

    Agora, as faculdades recebem sua mensalidades do governo todo mês, via Fies, Prouni e derivados, e o governo que pague ou se encarregue de receber do aluno depois.

    Todas essas Uni-fácil possuem metas de captação de “alunos Fies” e “alunos Prouni”, que são a nova galinha dos ovos de ouro das instituições de ensino.

    Como estas instituições não possuem vestibular ou qualquer outro processo que possa ser chamado de seletivo, estão nas faculdades particulares pessoas com grandes dificuldades no conhecimento básico, incluindo analfabetos funcionais que não possuem condição de, no nível atual de conhecimento, acompanhar um curso superior.

    Os professores não irão parar suas disciplinas para ensinar as matérias do ensino fundamental e do ensino médio. E se os alunos não acompanham as disciplinas na faculdade, imagine os profissionais que serão, e o quão bem enfrentarão o “mercado de trabalho” que a colega do comentário acima tanto se preocupa.

    Ah, mas os alunos que não conseguem acompanhar o curso irão reprovar e não se formarão. Claro que não.
    Reprová-los seria perder seus Fies e Prounis. Ninguém está disposto a secar a fonte.

    Além do mais, a maioria destes alunos nunca foi reprovado na vida, mesmo sem conhecimento novo algum.
    Por que no ensino superior seria diferente?

  8. Maria Fernanda 24.09.13 at 08:01 - Reply

    Concordo com a Naíra e não achei nenhum mimimi, estudei em universidade pública.

  9. Pedro 24.09.13 at 08:52 - Reply

    Quanto ao CsF, não seria melhor trazer professores de fora, do que gastar com bolsa para aluno? Eu tenho minhas dúvidas sobre o real benefício que esse programa venha trazer ao país.

  10. Tais 24.09.13 at 10:48 - Reply

    Ao meu ver o problema é a “prostituição” das Universidades particulares, que tem uma sede insaciável por dinheiro e com isso as grades curriculares estão cada dia mais justas, mas ainda restam boas instituições privadas. Em contra partida algumas públicas sofrem com falta de recursos, já vi dentro da mesma instituição alguns cursos receberem incentivo, reforma de prédio, aquisição de materiais enquanto outros cursos trabalhavam no limite inferior, com materiais péssimo e equipamentos em condições deploráveis. Parto da premissa de que um bom aluno vai sim absorver o conteúdo apresentado seja a faculdade pública ou privada, ser um bom profissional está diretamente ligado ao interesse da pessoa e é óbvio, as oportunidades que lhe forem dadas. Sou sim aluna de instituição particular, usei sim o FIES e o paguei com muito esforço. Hoje trabalho para uma instituição pública, portanto, aos que tanto criticam o FIES e o PROUNI, saibam, que muitas vezes o bom profissional, de qualquer área do conhecimento, utilizou muito bem esse recurso.

  11. Danilo Vizibeli 24.09.13 at 11:24 - Reply

    Nossa estou muito feliz! Quantos comentários e que debate produtivo esse. Queria dizer como já disse no meu primeiro post aqui no pós-graduando eu sou filho de universidades particulares fiz a graduação em Jornalismo em uma particular, fiz o mestrado em Linguística em uma particular e agora faço EaD em Letras também em uma particular e busco o doutorado em uma federal. Desde a tentativa do mestrado venho buscando universidades públicas mesmo que indiretamente como aluno especial em disciplinas da pós e frequentando eventos e congresso. Vejo e noto a diferença sim. O aluno tem muita força e muito peso para lutar e conseguir se formar bem assim como aconteceu comigo. Mas dizer que o preconceito não existe não concordo. Até nem é questão de preconceito é questão de realidade mesmo, do mercantilismo que envolve as particulares. Em um dos comentários foi dito sobre a imaturidade de alunos de 17 – 18 anos e é isso que acontece mesmo e em uma particular sem estrutura eles ficam totalmente perdidos e fazem o que querem, experiência própria como docente.

  12. Gleyziane 24.09.13 at 17:50 - Reply

    Fico feliz com alguns comentários e triste por outros…
    Infelizmente, ainda há muitos alunos de graduação e pós que veem o ensino na concepção “bancária” freiriana… Como muitos já falaram, quem faz a Universidade, Pública ou Particular. somos nós e a educação está além da mera transmissão ou depósito de conhecimento, pois é triste ler que professores são pagos para conceber conhecimento e os alunos (nós) apenas para receber…
    Galera, na boa… Somos seres pensados que pensam… Sei que nossas Políticas Educacionais estão longe de serem “ótimas” políticas, mas se ficarmos com pensamentos medíocres não adiantará de nada…
    Independente se você estuda um uma Instituição Pública ou Particular, lembre-se que quem faz o ensino e o profissional é você…

  13. Guiherme 24.09.13 at 22:14 - Reply

    Este texto é simplista demais. Oscila entre tendências e não oferece nenhum aspecto objetivo/concreto que auxilie na escolha dos dois mundos. Por fim, termina com uma conclusão generalizante e ingênua.

  14. Victor 27.09.13 at 11:46 - Reply

    Caro autor, achei interessante a sua explanação, mas acho que uma variável fundamental em toda essa consideração está na capacidade de uma instituição na inserção do aluno no mercado de trabalho. Existem, inclusive, universidades com ótimos conceitos no quesito educação, professorado e qualidade de ensino, mas com decepcionantes índices de colocação no mercado e amparo algum na hora de guiá-lo neste sentido. Conheço muitas pessoas que estudaram em ensino público, com mestrado, doutorado e pós-doutorado e bagagem relevante no setor de pesquisa, porém com uma titulação de ‘renomado ninguém’ no mercado, restando-lhes a consolação de lecionar por salários muito abaixo de suas qualificações. Aliás, em muitas universidades públicas, vemos uma inércia do aluno em seguir na pós-graduação apenas pelo dinheiro da bolsa ser mais conveniente do que procurar por um emprego que, pode ser muito difícil de ser achado, devido à falta de experiência. Por isso, acho que não se deve levar muito em conta o dualismo entre a instituição pública e a privada; o mesmo vale para EaD. Obviamente, ainda existem alguns rótulos, como você mesmo colocou, mas acho que tudo isso zera quando o indivíduo chega no patamar principal: a entrada no mercado de trabalho.

  15. Glauco 29.09.13 at 16:36 - Reply

    Na verdade a universidade pública está sucateada pelas mãos do governo federal que investe nas particulares tanto na graduação e pós-graduação aqui no Amazonas e um lixo! o mercado e totalmente voltado para a UNINORTTE, FAMETRO etc… a UFAM está abandonada a decadas! governo de bandidos

  16. Ayrton 09.10.13 at 13:21 - Reply

    Bom pessoal, acredito que seja puro preconceito, pois, faço engenharia Mecânica na Unip de Santos-sp e na minha opinião se fosse fácil não haveria a quantidade de desistentes por exemplo, no inicio do meu curso já desistiram 40 pessoas, por que realmente é difícil.
    A ultima formatura de engenharia de automação somente 03 se foram.
    Acredito que quem não tem nome, tem que fazer o nome e no momento as Universidades particulares(nem todas) estão atras de formar profissionais capacitados.
    Um dos motivo no caso de engenharia é o pré-sal.

    Logo esse esquema de Esquerda e Direita… bom e ruim… já acabou faz algum tempo.

  17. Kenia 03.11.13 at 12:12 - Reply

    O único problema que vejo nas universidades públicas são os horários de aula. É muito difícil conciliar os horários de trabalho com os impostos por elas.

  18. Okio Luiz 01.08.14 at 18:37 - Reply

    Sou vestibulando e enfrento o dilema de entrar para uma instituição pública ou privada. No primeiro caso existe a possibilidade de estar junto dos melhores alunos e ganhar credibilidade no mercado de trabalho. Por outro lado, o meu curso(medicina) é extremamente concorrido e o fato de já estar na quarta tentativa certamente me desgastou bastante, tanto física quanto psicologicamente.

    Já as faculdades, pelo fato de serem instituições privadas, visam também ao lucro; fato esse que acaba gerando maior intencionalidade de investimentos em infraestrutura e qualidade, para atrair mais alunos. E isso não pode ser visto como algo ruim. O grande problema é quando entram alunos despreparados; pessoas que não tem conhecimento nem do básico.

    Acredito que as universidades e faculdades são feitas sim pelo aluno, mas quando elas dispõem de uma boa qualidade e um bom ambiente, tudo fica mais fácil para o estudante.

    Em síntese, percebo que existe uma necessidade primordial dos nossos políticos repensarem a qualidade de muitas universidades, bem como dos alunos das faculdades cobrarem de seus reitores que essa qualidade seja uma constante no ensino.

    Ainda não decidi se vou para uma Universidade ou faculdade, mas tenho em mente que, como já falei, independentemente do lugar, é fundamental estar em um canto que tenha como objetivo maior a qualidade dos cursos.

  19. lio 24.09.14 at 09:07 - Reply

    5
    O que realmente importa e o conhecimento que um aluno de universidade publica adquiriu para entrar nesta pois este ninguem tira e onde for lhe exigido tal conhecimento ele vai conseguir superar em relarcao a seus concorrentes . O grande problema da faculdade rticular e que esta nao estimula tanto conhecimento do aluno que termina o curso asem um pingo de formacao profissional de qualidade . Infelismente os jovens que nao tinham interesse a leitura a um bom livro ou a uma boa musica (porque isso e cultura) fica cada vez mais a merce de nao se interessar por tais coisas, pois nao ha cobrancas , nem responsabilidades da sua parte , para que este faca isso. Sera que alunos que passam 1 ou 4 anos em cursinhos , estudando mais de 8 horas por dia, muitas vezes virando madrugadas , nao vai ser um profissional melhor e mais bem sucedido do que um estudante de faculdade particular que basta fazer a prova passou? . Nem e preciso respostas pra isso, o que importa e a importancia de um jovem de entrar numa universidade publica hoje no pais em que vivemos, nao por status, mais pela nivel de conhecimento adquirido por este ao longo dos anos.

  20. Ana Paula 16.01.15 at 13:00 - Reply

    Gostei do post e dos comentários .Prestei vestibular e Enem para Engenharia e Física Médica não passei e não tenho disposição para mais um ano de cursinho e decidi por uma particular da minha cidade ainda sim , tinha um certo preconceito .Ajudou muito , se puder fornecer mais informações em relação ao mercado de trabalho. Agradeço desde já !

  21. roger silva 27.02.15 at 12:14 - Reply

    Discordo do texto. Como já disseram alhures, quem faz a faculdade é o aluno. Nas faculdades particulares há grupos de pesquisa também é só pesquisar. O EAD é um forma de fugir das maçantes aulas de professores carrascos e sem didática. Em muitas universidades públicas o professor só joga a matéria e o aluno que se vire.Novamente quem faz o seu currículo é o aluno. A pessoa pode estudar em uma faculdade pública e não conseguir nada. No texto há a palavra estadia.Tradicionalmente, temos que “estadia” se refere ao tempo de permanência de um navio no porto sem o pagamento de nenhuma taxa para tal, ou simplesmente o tempo de permanência deste no referido local. Quando se referir a pessoas é estada.

  22. Joao 30.04.15 at 07:49 - Reply

    Existem muitas universidades particulares que dao um pau em universidades públicas. Estudo na UEG e sinceramente só vejo decepçao na universidade a estrutura sucateada, professores desmotivados, didática do meu curso(Eng.Agricola) “atrasada” em relação com as necessidades do mercado de trabalho, excesso de carga teorica e quase nehuma pratica, sem estrutura para muitos cursos principalmente para Eng. Agricola. Enfim oque importa hoje no mercado de trabalho nao é o diploma da universidade A ou da universidade B É A EXPERIÊNCIA. OBS: SE vc esta pensando em prestar vestibular na UEG, DESISTA!! É PERDA DE TEMPO!! AQUILO É PODRE!!

  23. Thiago 17.08.15 at 21:13 - Reply

    Há muitas IES particulares de qualidade superior a federais.
    Para os cursos de ADM e Economia : FGV.
    Para os cursos de Medicina e Engenharia Biomédica : PUC
    Para os cursos de Engenharia : FEI.

    Tive a oportunidade de trabalhar com formandos da USP, Unicamp, UFSC, UFSCAR, UFMG, Itajubá, FEI, Mauá, FESP, UNESP, FMU, Anhembi Morumbi e Unis da vida.
    Em todas as situações que trabalhei, seja em fábrica, ambiente de negócios, escritório, projetando subestações, painéis de instrumentos, software, hardwares diversos, os profissionais da FEI sempre foram os mais competentes na minha opinião.
    Os alunos da USP tinham pouca prática e engenharia é prática de ciência.

    O meu ranking para o curso de engenharia elétrica seria (baseado na minha experiência profissional com os egressos) :
    1 – FEI (Particular) – Excelentes profissionais, vieram da NASA.
    2 – Federal de Itajubá (Pública) – Excelentes profissionais, vieram do Pentágono
    3 – Mauá (Particular) – Excelentes profissionais, mas são melhores businessmen que técnicos.
    4 – PUC (Particular) – O currículo da universidade está desatualizado porém os profissionais com que trabalhei eram excelentes.
    5 – UFABC (Pública) – Merecia estar em 4o junto a PUC, mas trabalhei com menos egressos desta.
    6 – UNESP (Pública) – Excelentes profissionais, bons de teoria e prática.
    7 – USP (Pública) – Excelentes na teoria, falta prática. São acadêmicos.

    Sou egresso de IES particular, a FMU.

  24. Nelson 10.11.15 at 13:23 - Reply

    Achei interessante a postagem. Sou licenciado em Matemática em uma particular onde faço POS em docência no ensino superior (desejo abordar a questão da qualidade do ensino superior em meu TCC).
    Nos comentários há a distinção entre estada e estadia, segundo o Houaiss não há muita diferença entre as palavras, eu utilizaria como foi feito no texto mesmo, pensei em uma frase para justificar o uso de uma ou outra: Durante a ‘estada’ na universidade pública o aluno é, muitas vezes, obrigado a pagar ‘estadia’ em hotéis e repúblicas.
    Voltando a questão da formação, vejo que o problema está na forma em que o aluno ingressa, se seu interesse é apenas pela formação, de cara ele dispensa a pública e ao ingressar numa particular ele é um potencial contribuinte que não pode sair do sistema, pois só assim o caixa garante lucros e também, porque quando o índice de desistência aumenta a tendência é que novos alunos procurem uma mais fácil. Vi muita gente trocando de faculdade só porque a outra era mais fácil de passar.
    Há também aqueles que vão para a particular simplesmente porque a pública não comporta todos os interessados, neste caso a particular cumpre seu papel oferecendo uma oportunidade, mas ai entra a questão do aluno, pois nem todos na particular tem formação básica suficiente para seguir com o curso. Neste ponto se destacam as particulares com excelência em determinadas áreas, como a FEI em que todo aluno que a procura está justamente tentando manter o nível de ensino alto.
    Por fim, não considerando o assunto encerrado, vejo que a pública forma pesquisadores enquanto a particular forma mão-de-obra para suprir as necessidades do mercado, por isso, o dito pelo Sr. Thiago se faz verdadeiro.

  25. Vinicius Santos de Abreu 10.01.16 at 11:52 - Reply

    Acredito no axioma “Para se falar de algo, tem que conhecê-lo”, ou seja, para se falar de instituições públicas versus privadas, ou ainda ensino presencial versus à distância tem que tê-los experimentados. Por felicidade, ou infelicidade, experimentei variados tipos de combinações de ensino e instituições.
    Sou Técnico em eletrotécnica pela escola técnica estadual – ETEC, sou Analista de Sistemas por uma IES – EAD, atualmente estudante de engenharia elétrica pela UBC, estudei 1 semestre de Telecomunicações no Instituto federal de São Paulo – IFSP.
    O que sintetizarei é apenas meu ponto de vista, ninguém é obrigado a concordar, porém é sabido que à educação no Brasil encontrasse em estados alarmantes, resultado de uma “geração” sem o minimo de comprometimento com o país, educação, família e sociedade, vale ressaltar que muitos professores estão inclusos nesta “geração”, mergulhando mais fundo estamos vivendo uma crise MORAL no Brasil que afeta as iniciativas públicas e/ou privadas. Minha opinião é a seguinte:

    Faculdades Públicas:
    Demanda uma preparação (investimento) para passar nos exames do curso desejado, a maioria das pessoas que chegam lá, ou tiveram muita força de vontade (aqueles que estudaram o ensino médio em escolas públicas) ou tiveram a melhor educação no ensino médio (Os pais pagaram caro pela formação média) …… quem está lá (NAS FEDERAIS) que estudou em escola pública rala muito para aprender, pois tem deficiência na educação, deve correr atrás.
    Vantagens: É gratuito; tem prestígio social; e é voltada mais a pesquisa.
    Desvantagens: Horário integral, só para BOY ; depende de repasse do governo para investir em laboratórios e pesquisas; MAIORIA dos professores desmotivados passam a matéria sem nem explicar direito (Aqueles que estão lá há 30 anos — desatualizados ———- PROFESSOR , neste caso É FUNCIONÁRIO PÚBLICO e não está nem com o ALUNO), SE VC não foi com a didática dele = está no prejuízo, pois não tem como reunir a turma pra reclamar do mesmo para o coordenador, pois são concursados e não vai dar em nada, caso VC faça a reclamação; Alunos vindos de escolas públicas às vezes atrasam o desenvolvimento da aula, pois demandam uma revisão (Isto quando o professor tem VONTADE de DAR AULA, o que é DIFÍCIL)

    Faculdade Privadas:
    Não exige que vc tenha feito um ensino médio TOP (Particular); Fácil ingresso…….desde que pagando, né?!,
    Vantagens: Fácil ingresso; fica mais próximo de casa; VC poderá exigir que te ensine da forma mais clara possível; salas mais limpas e laboratórios mais organizados, mesmo que mais simples em relação ao ITA, porém mais organizado do que às FEDERAIS; VC pode exigir mais, pois VC é CLIENTE!!!
    Desvantagens: Pouco prestígio social, caso a nota no enade despencar muitas pessoas te questionarão sobre se VC aprendeu mesmo (chefe – chato); Não é voltada para à Pesquisa como a maiorias das FEDERAIS são, e sim para o mercado de trabalho (Salvo PUC)!

    Falando sobre modalidade PRESENCIAL ou EAD, posso dizer:

    PRESENCIAL:
    Vantagens: Se o professor tiver didática VC consegue aprender com as experiências contadas por ele; VC é “forçado” a ficar na aula, pois tem que entender e a aula é dada somente uma vez (bom para quem não tem disciplina para estudar ead); tem horários fixos e a falta é computada caso vc não assista a aula.
    Desvantagens: VC fica mais preguiçoso espera cair do céu às respostas, acreditando que o professor fará milagre para que VC entenda; Os professores nem sempre seguem os conteúdos programáticos criados pelos coordenadores pedagógicos, pois alegam que não dará tempo (Isto em públicas e federias); certos professores acabam explicando tão mal que VC é obrigado a se virar para entender o assunto, isso quando nem explicam.

    EAD:
    Vantagens: Flexibilidade; Preço mais acessível; Aulas que seguem, literalmente, o conteúdo programático…..não tem aquela de não dará tempo de passar tudo isso (Clássico dos PROFESSORES preguiçosos); VC poderá investir mais dinheiro em cursos de formação continuada e certificações, em virtude de a mensalidade ser mais acessível.Tem o mesmo valor e não vem escrito FEITO Á DISTÂNCIA……É IDÊNTICO a um DIPLOMA PRESENCIAL!!!!!!!!!!!!!!!
    Desvantagens: Será demandado muito mais autodidatismo e disciplina (pois VC lerá muito mais que um aluno do ensino presencial, ou seja o nível de interpretação textual aumentará, VC terá prazos pra entrega de atividade, falhou já era); Preconceito das pessoas também é uma desvantagem, pois não é nada agradável dizer que faz um curso ead e a pessoa ‘torcer o nariz’ , porém é caracterizado como descriminação, quem descriminá-lo é passível de pena!!!!!!!

    Em suma, espero ter sintetizado às vantagens e desvantagens, o que dará um norte para quem estiver decidindo sobre instituições e modalidades, mas vale lembrar que quem tem que correr atrás de aprender, a qualquer custo, é VC que se dispôs a estudar em um País onde jogador de futebol tem mais prestígio do que professor, em que o salário de um deputado analfabeto é maior do que um doutorado em educação, em que reservam milhões pro carnaval enquanto o empresario brasileiro não recebe incentivo de crescimento, em que presidente da republica faz parte da maior mafia brasileira da história enquanto nós pagamos a conta; após todos estes problemas de inversões de valores a educação é mais umas das causas!

    Forte Abraço e boa sorte a todos nós brasileiros (trabalhadores honestos)!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  26. Ton 20.05.16 at 11:16 - Reply

    Eu estudo em uma universidade Federal, meu curso é da área das humanas onde a leitura é fundamental.O número de alunos semianalfabetos que são aprovados nas matérias mesmo sem ler os textos é assustador, principalmente depois do advento do famigerado ENEM.Estou totalmente desmotivado em continuar na pósgraduação, porque vejo também alunos sem saber o básico do inglês serem aprovados. Como podem aprovar um aluno como pesquisador que só sabe ler textos em língua portuguesa ??? que tipo de pesquisador vai ser este ? sabemos muito bem que as publicações em português são parcas e deixam muito a desejar.Enfim….só vejo caos e retrocesso, vou abandonar tudo. Eu não aguento mais as escolas e universidades brasileiras cada vez mais sucateadas.

  27. Daniel 15.07.16 at 18:06 - Reply

    Conheço ambas as realidades. Estudei em particular e depois federal. Na federal vi mais professor vagabundo e ruim de aula que na particular. Vou falar de graduação e sobretudo pós-graduação…

    Universidade é uma farsa! Ilusão e sabemos disso! Persiste-se em pesquisa e na busca de um título de doutorado ou vaga de professor universitário por puro viés de confirmação (querer acreditar acima de qualquer coisa). Alguns suportam fazer pesquisa para rechear o currículo para concursos e outros suportam dar aulas esperando um dia entrar numa universidade federal para fazer pesquisa (baita ilusão), já que dar aulas do nível médio pra baixo é pedir pra morrer (infelizmente as crianças chegam a universidade com quase a mesma cabeça e comportamento). Fiz graduação, mestrado e doutorado numa universidade federal, um ciclo de 10 anos. Sofri, vivi, assisti, e fiquei sabendo de todo tipo de trapaça, mesquinharia, molecagem, fofoquinhas, difamações, perseguição pra afetar meus orientadores, que não podiam ser afetados diretamente e tiveram seus orientandos atacados, ao melhor estilo “quebrem as pernas deles”.

    Tive trabalhos roubados (artigos e patentes), mesmo ajudando a tantas pessoas pelo bem do princípio da multiplicação do conhecimento e colaboracionismo. Fiz parcerias com pessoas de outras instituições federais e tudo isso é um lixo. O meio acadêmico é uma mistura de Game of Thrones com Senado Federal. Só não rola dinheiro fácil. Muita sujeira, esquemas e conspirações a troco de nada (até parece que vão ganhar o Nobel). Não adianta trabalhar sério, vão te definir pela aparência, dinheiro, poder que acham que você tem (se tiver ao lado de um pesquisador de nome), e enquanto tiver utilidade (que te fará ser muito “querido”).

    O meio acadêmico universitário não é um modelo para a sociedade. Não é um ambiente mais maduro, consciente, honesto, evoluído ou respeitador. É um reflexo da sociedade. Muitos dirão “mas em todo lugar é assim”. Questão então de avaliar o custo benefício, pois, de gari ninguém quer trabalhar (embora como gari você não gere ilusões, tem essa vantagem). Não se pode esperar nada de salvador para o país vindo desses “cérebros” que estão mais para intestino grosso da nação.

    Nesse ambiente tem mais respeito o professor que pega as alunas, o que exige ser chamado de doutor até pra tomar um café, o que acumula cargos pra praticar assédio moral, o que fala palavrão, o que faz festinhas e participa de grupos de whatsapp com os alunos sem finalidade científica ou acadêmica, o que rouba ideias e pesquisas até de alunos PIVIC, o que enrola a aula com recortes de figurinhas e colagem em nome da “didática” imbecilizante aprendida na licenciatura (onde por sinal boa parte do tempo se ensina a reduzir o conteúdo a 10% do total ou se faz propaganda comunista). Licenciatura que por sinal não tem cadeiras de oratória, não prepara o professor para situações hostis em sala de aula, e vive bitolado em Paulo Freire como se o modelo dele ou ele próprio fosse um deus com resposta pra tudo. Hoje tenho um currículo até bom (todos dizem e tenho criticismo pra saber) para concorrer a uma vaga numa federal, mas desisti. O resultado nunca é proporcional ao esforço muito por culpa dessas trapaças a que se é vítima quando não se aceitar entrar em esquema.
    E nem falei das seleções de mestrado onde o valor da prova cai para 50% da nota (os outros 50% são de um currículo biônico montado pelos orientadores do aluno que já está na federal), tornando impossível um aluno que venha das particulares fazer mestrado numa federal.

    De nada vale ganhar o mundo e perder sua alma. A cada concurso que vejo está mais concorrido. Se em 2006 eram 5 candidatos por vaga eu já cheguei a ver 80 (claro que a maior parte desiste da prova no dia). Concursos arranjados (até os professores revelam aos alunos de confiança) numa frequência que deveria ser denunciado ao Fantástico (já que tem mais visibilidade nacional) só para usarem suas câmeras escondidas e deixar os senadores brasileiros menos desamparados nesse mar de lama. Secretários que roubam bolsas, ou exigem o primeiro mês da bolsa de cada aluno do PIBIC ao doutorado e deixam alunos de mãos atadas sem poder denunciar por medo de ficar sem renda ou para evitar que um conhecido ou parente perca a bolsa. Alunos de iniciação científica imbecis que compram brigas de seus orientadores e deixam de falar com os colegas que são orientados por outros professores. E pior, acham que se não agirem de acordo com essas práticas estão sendo otários, e a coisa assim se eterniza, nascendo mais um criminoso que foi incubado para o próximo concurso montado. E aí vem mais um(a) metido(a) a esperto(a) com seus recortes de figurinhas, palavrões, paqueras, faltas, trapaças, propaganda do currículo e dos títulos.

    Para sobreviver você sempre precisará de um favor, que mais tarde será cobrado por um dos muitos secretários de satã que vive nas universidades federais e te farão de otário para o resto da sua vida a acadêmica, que já dá demonstrações do inferno que pode ser ainda no estágio probatório SE você conseguir passar em um concurso. E você se verá com mais idade dizendo o que já ouvi de muitos professores: “eu devia ter seguido outra carreira”, “eu devia ter feito direito”, “eu devia ter investido na bolsa”, “eu devia ter aberto um comércio”, “eu devia ter feito medicina”.

    O bem eu não sei se existe, mas o mal eu tenho certeza absoluta e não é teoria científica. Desistir dessa carreira amaldiçoada não é morrer na praia, é simplesmente não aceitar aportar em qualquer praia minada e com tubarões.

    • RAyssa 22.06.17 at 01:21 - Reply

      É você Allan?

  28. Rafael 29.12.16 at 20:45 - Reply

    Na boa , faço pública. No estágio vejo que estou a anos luz na frente dos outros. Me pergunto o que eles sabem?
    Isso até com profissionais formados.
    Não sei não.
    Quem faz a faculdade é o aluno, sim. Mas ali os alunos concorrem com muitos outros pela sua vaga.
    Isso prova que sabem o suficiente até ali com maestria e não tem como recuperar uns 12 anos de ensino em 4 ou 5 de faculdade.

  29. caue 14.02.17 at 14:35 - Reply

    nem fiz faculdade e ganho mais que engenheiro!!! tem que ser bom em qualquer coisa que faça.. latino e tudo burro mesmo, sempre o status na frente do conhecimento …….conhecimento esta no livros e nos velhos ..faculdade e um grupo de pessoas com a mesma intenção que te ajuda a ter disciplina e ajuda de quem tem mais experiencia…….mas os livros e os mais experientes sempre serão a base de tudo .

  30. Felipe 30.07.17 at 18:04 - Reply

    Infelizmente muito comentário sem noção… tirem suas próprias conclusões: estudem em uma publica e depois em uma privada como eu, observará as diferenças.

  31. Katia Santana 16.11.17 at 20:34 - Reply

    Texto extremamente preconceituoso de alguém que nem é, realmente, da área da educação, para mim, que sou da da área, além de pesquisadora das áreas de humanas, filosofia política e social, sei que a abordagem é vazia e sem argumentos reais. Infelizmente hoje qualquer um acha que é especialista. Lamentável!!!

    A propósito sou formada pela P.U.C, SP., uma excelente faculdade, porém os alunos não são tão dedicados assim, além disso meus alunos são da USP e sua dedicação é pífia. Então …

  32. Rafael 02.12.17 at 12:24 - Reply

    Então, o indice do Enade avalia a faculdade ,conta desempenho do aluno, laboratórios, biblioteca, e muitod outros fatores. Se fosse avaliado os alunos e ñ a faculdade as públicas estariam muito na frente. Prova disto é meu curso, ficou em segundo lugar, apenas átras do ITA só com o desempenho dos alunos. Mas com tudo caiu 10 posições, pois pra melhorar a infraestrutura temos que dizer a verdade.
    DEVIA TER UM RANKING DO DESEMPENHOS DOS ALUNOS.

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