Um novo ano na Pós: onde você quer estar em 2015?

Peraí, 2015? É, 2015. O ano de 2014 mal começa e já vem essa de 2015? Sim, e este texto inteiro é dedicado a explicar por que cargas d’água o ano que está no título é 2015, e não 2014.

Em primeiro lugar, é claro que o “2015” foi colocado ali para chamar sua atenção e, se consegui, peço que fique por aqui mais um pouquinho para saber os demais motivos!

A ideia deste texto surgiu após ler a entrevista com Kelly McGonigal no TED Blog, oportunamente lançada no início do ano, sobre por que é tão difícil cumprirmos as resoluções de ano novo que nós mesmos fazemos.

Imagine se ela soubesse sobre as resoluções de pós-graduação…! Nesse momento daria para mencionar todas aquelas promessas que vão desde “Não vou mais preparar a apresentação de seminário só na véspera!” até a tradicional “Vou ler um artigo por dia!” – e se algum de vocês conseguiu tornar essas resoluções uma realidade, por favor me ensine como!

Pois bem, o que Kelly McGonigal diz é que as resoluções de ano novo (extrapolando para as resoluções relacionadas à pós também) normalmente não se efetivam porque partem da pergunta errada “o que eu devo fazer?”, enquanto o certo seria enfocar na pergunta “o que eu quero fazer?”

A primeira pergunta surge de críticas que despejamos sobre nós mesmos e representa algo que não queremos ou não gostamos de fazer, mas nos cobramos que deveríamos estar fazendo, enquanto a segunda busca refletir o que de fato é importante para nós.

É aí que entra a questão do longo prazo. Claro que ninguém quer ler um artigo por dia simplesmente por diversão (considerando a maioria de nós reles mortais, pelo menos)… no fundo, essa promessa provavelmente partiu de um objetivo maior.

E que objetivo é este? É desenvolver o próprio projeto? Estudar para uma prova? Se tornar o maior leitor de artigos do oeste? Não importa. O que importa é que este objetivo será sua resolução! A leitura de um artigo por dia será meramente um dos caminhos que você vai trilhar pra chegar lá.

Portanto, aqui cabe repetir a pergunta do título do texto: onde você quer estar em 2015? Ao final de 2014, em retrospectiva, o que sinceramente te deixará orgulhoso por ter alcançado? Se houver alguma mudança que você ficará feliz por ter feito este ano, então é o momento de transformá-la em resoluções autênticas.

Pode ser que em 2015 você espere ter começado uma pós, e pode ser que espere ter defendido uma tese. Pode ser que queira estar desenvolvendo um novo tema de pesquisa, pode ser que queira estar se aprofundando no tema que já está pesquisando.

Ou pode ser qualquer outro objetivo. O que quer que seja, permita a si mesmo dar pequenos passos para conquistá-lo, ao invés de pensar que existe um ideal que você já precisa ter alcançado. Comece por etapas que são realizáveis de verdade, e não que parecem tão distantes e difíceis, que simplesmente não merecem seu tempo e dedicação.

Assim, estas pequenas etapas se tornam resoluções fortes, com um propósito importante, e deixam de ser atividades indesejadas que nos forçamos a tentar encaixar no nosso dia a dia. Quem sabe um dia, desse jeito, vai ser possível (e fácil) cumprir a resolução de ler um artigo por dia.

By |2018-12-06T01:56:28+00:0029-01-2014|debates|5 Comments

About the Author:

Bióloga, mestra em Biotecnologia e Biociências pela UFSC e atualmente doutoranda em Microbiologia na UFRJ. Escreve neste blog às quintas-feiras.

5 Comments

  1. Laiza Hofmann 30.01.14 at 14:03 - Reply

    bom se eu pudesse me dar ao luxo de ler somente, apenas, um artigo por dia!

  2. Sandro 30.01.14 at 14:34 - Reply

    Simplesmente adorei !!!

  3. Paula M. 30.01.14 at 14:53 - Reply

    Ótimo texto…

  4. Elesandro 30.01.14 at 16:28 - Reply

    O que muitas vezes nos restringe de realizar as aqui referidas resoluções de ano novo é, muitas vezes, a imprevisibilidade cotidiana de um pós-graduando que bate de frente com a necessidade de estabelecer uma agenda “fixa”.

  5. Diogo R. 30.01.14 at 18:33 - Reply

    parabéns pelo texto Elisa! disciplina e autocontrole são essenciais pra cumprir as metas, desde que feitas com uma boa pitada de bom senso!

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