Preenchimento obrigatório de “cor ou raça” no Currículo Lattes

Se você tentou atualizar seu currículo na Plataforma Lattes do CNPq nos últimos dias já deve ter percebido a novidade. Se ainda não o fez, vou estragar a surpresa: o Currículo Lattes conta agora com um campo “cor ou raça”, de preenchimento obrigatório.

Preenchimento obrigatório de "cor ou raça" no Currículo Lattes

Segundo o CNPq, o preenchimento do campo com as opções “Branca”, “Preta”, “Parda”, “Indígena” ou “Amarela” visa subsidiar a adoção de ações de promoção da igualdade racial, previstas na lei nº 12.288, de 20 de junho de 2010. É possível ainda selecionar a opção “não desejo declarar”. Para enviar as alterações no currículo para publicação na plataforma é preciso selecionar uma destas opções.

Preenchimento obrigatório de "cor ou raça" no Currículo Lattes

Vale lembrar que a Plataforma Lattes é utilizada, sobretudo, para análise de currículos na concessão de bolsas de estudo e financiamentos de pesquisas ou concursos públicos, estando diretamente ligada aos indicadores de produção de Ciência e Tecnologia no país e na avaliação do mérito científico de candidatos.

Resta saber agora o que nosso governo federal, que tem implementado com grande empenho vários sistemas de cotas raciais, irá realizar como “ações de promoção da igualdade racial” no âmbito da Ciência. Da maneira como foi implantado e com as informações disponíveis até o momento, este campo de preenchimento do Currículo Lattes parece que será utilizado para finalidades que vão além de levantamentos estatísticos.

E você, o que pensa sobre o preenchimento obrigatório do campo “cor ou raça” no Currículo Lattes? Qual é a relevância da “cor ou raça” para a produção científica brasileira?

By |2018-12-06T01:56:42+00:0014-04-2013|debates, notícias|85 Comments

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Criador e editor de conteúdo do blog, é portador de uma imaginação hiperativa e de uma necessidade patológica de estar sempre bem-humorado. Acredita que a Pós-Graduação, como tudo na vida, pode ser interessante, divertida e descomplicada.

85 Comments

  1. Natália Guerreiro 14.04.13 at 15:34 - Reply

    Achei estranho o uso de “preto”, pois o nome + usado para a raça é “negra”.

    • Airi M Sacco 14.04.13 at 17:51 - Reply

      Natália, raça é um conceito muito controverso, por isso o IBGE se refere a cor/raça. A categoria “negros” é a junção de “pretos” e “pardos”. Para fins de pesquisa é importante separar os dois grupos, até para ter uma ideia de como as pessoas estão se classificando 🙂

    • Erica Bispo 14.04.13 at 17:54 - Reply

      “preto” é o termo usado pelo IBGE.

    • Lúcio Lúcido 01.03.18 at 09:24 - Reply

      Comentarei aqui no topo um texto mais recente de leitor, que diz “Como minha filha que estudou a vida toda em escolas publicas vai poder competir com igualdade com a filha de uma pessoa que paga 2 mil reais em uma escola do ensino médio?”
      Esse raciocínio (escrito, parece, com raiva) significa, “quem tem dinheiro é culpado”. Seria o mesmo dizer, “Como posso competir num concurso de Piano, se sou ruim de ouvido e ouvi sertanejo a vida toda?”
      A resposta ao problema não está em seleção por cor na universidade, mas em escola boa para TODAS AS CORES.
      Hoje temos brasileiro brigando com brasileiro, porque “você tem 2 mil para pagar escola e vai para Universidade e eu não posso”.
      O erro NÂO é seleção universitária por inteligência e preparação,
      o erro é não haver escola preparatória boa.
      Insistir em resolver as diferenças na Universidade e varrer para baixo do tapete a escola básica, é uma maneira de resolver a própria vida (= curto prazo) e deixar o país como está para sempre (= mais de 10 anos de vestibular discriminatório baseado em cor).

  2. Natália Guerreiro 14.04.13 at 15:35 - Reply

    P.S.: Se você pode selecionar “não desejo declarar”, então a declaração não é obrigatória, né?

    • posgraduando 14.04.13 at 17:24 - Reply

      Sim, a declaração não é obrigatória. Mas o preenchimento deste campo é.

      • Kezya Aires 15.04.13 at 12:08 - Reply

        E certamente deve haver alguma consequência pelo “não desejo declarar”… afinal, não está nenhum pouco bem explicado o objetivo real do novo modelo.

        • Michely Ribeiro da Silva 22.04.13 at 15:17 - Reply

          O objetivo é realizar identificação. Assim como deifnimos idade ou sexo em muitos estudos, de mesmo modo a classificação identificará o público para o qual devem ser destinados investimentos.

          A estruturação da política social, se dá através de conseguirmos saber quais são as mazelas e onde o poder público deve investir.

  3. Bruno 14.04.13 at 17:35 - Reply

    É algo ridículo. O propósito de um currículo é conhecer a qualificação profissional de alguém ou saber qual a cor da sua pele?
    Que importa se alguém é pardo, indígena, negro, branco, ou de origem asiática? Isso influencia de alguma forma na sua competência e qualificação? De maneira alguma!

    • Juarez Silva Jr. 05.05.13 at 19:57 - Reply

      Não é ridículo…, se não se tem dados mais precisos sobre cor dos profissionais/pesquisadores não se pode avaliar o quanto o preconceito e a desigualdade racial tem atuado na questão e nem projetar eficazmente ações para eliminar as distorções…, em dados mais antigos e menos centralizados, tinha se que dos 300 mil mestres e doutores brasileiros 90% eram brancos, 9,4% pardos e 0,6 % pretos (coisa de 2 mil), ou seja, em uma população que tem 51% de negros (pretos+pardos) ter uma representatividade de 10% entre os profissionais de maior qualificação acadêmica, indica uma distorção grave e necessidade de avaliação e correção, com a cor no Lattes, ficará muito mais preciso identificar a situação, as ações afirmativas necessárias e o público alvo das mesmas.

      • Bruno 06.05.13 at 11:24 - Reply

        Imagine! Repito: o Lattes é um currículo profissional. Ponto. Se é necessário conhecer o perfil étnico-social dos pesquisadores, então que se faça uma pesquisa com os mesmos. Coloque-se na página inicial do Lattes um formulário para que se preencha com dados étnico-socioeconômicos. Resolve o problema da estatística e de descobrir o perfil dos pesquisadores. E de quebra não precisa estampar a cor da pele no currículo. Daqui a pouco vão perguntar o que? Orientação sexual, peso, cor do cabelo e dos olhos…?

        • Deloise Jesus 09.05.13 at 14:42 - Reply

          Bruno, a cor de pele não fica estampada no currículo. Este dado não será disponível para visualização. O que esta acontecendo é somente, e justamente a pesquisa ético-racial com os pesquisadores.

  4. Carlo Martins 14.04.13 at 17:39 - Reply

    O termo “raça” não é adequado para a espécie humana, e a nossa cor depende do sol…(rsrsrs)

    • Vinicius Frota 14.04.13 at 21:15 - Reply

      O termos “raça” em questão não é uma categoria biológica, mas sim político-identitária. Este termo nos permite compreender o fenômeno da distribuição desigual de poder existente que utiliza características biológicas para efeito de distinção.

      • Uma definição político-identitária já não é por si só um mecanismo segregador? Compreender os fênomenos de exploração do outro e de privação de direitos vai muito além dessa designinação, pois teríamos, segundo seu comentário, de criar uma “raça” para cada povo que fora subjugado por outro na história da humanidade. Só na Mesopotâmea umas quarenta “raças” novas iriam surgir pelo menos, sem falar da África e da expansão do milenar império Chinês.
        Acredito que nada é mais humilhante para a dignidade humana do que essas terminologias arcáicas que surgem da necessidade de agrupar aquilo que pensamos ser igual…
        Não sei porque isso surge dessa maneiro tão estúpida em nosso país, fruto de ampla miscigenação. Essas medidas que visão o “pagamento de uma dívida histórica” (termos usados pelo ex-presidente Lula) são injustificáveis, pois seria uma dívida social para com toda a sociedade. Apesar de ter a cor de pele branca, minha avó materna é cafusa… pelo que sei herança é herdada pelos descendentes.
        Se tivéssemos uma escola pública melhor, se tivéssemos uma saúde pública melhor, se fossemos uma nação séria, nada disso seria necessário. Manchar aquilo que historicamente sempre foi meritocrata é um insulto abominável, pois nenhuma ciência deve se submeter aos caprixos do governo, apesar deste ter a obrigação para com o seu povo de fomentá-la! Haja vista os exemplos nazista, soviético e da idade média…

        • Juarez Silva Jr. 05.05.13 at 20:07 - Reply

          Existe uma diferença muito grande entre “criar raças” ou “racializar” questões com o intuito de prejudicar uma população de ancestralidade geográfica ou étnica “diferenciada” (coisa feita por séculos pelos grupos hegemônicos de poder) e a partir dos critérios tradicionalmente utilizados para excluir (raça/cor), encontrar o público que carece de ações de inclusão…, pense em uma vacina ou antídoto, ela é sempre feita a partir do elemento que causa o mal…, não adianta usar aspirina para curar picada de cobra…, ignorar isso ou ser contra o uso do veneno para fazer antídoto é retirar dos que necessitam, a chance de escapar dos efeitos nocivos do veneno…

          • Rodrigo 18.07.14 at 17:28

            Universidade não é local para reparar história ou para se fazer “ações de inclusão”…Universidade é um local de MERITOCRACIA, entra quem tiver méritos, permanece quem tiver méritos, se forma quem tiver méritos. É por esse tipo de pensamento igual ao seu que as Universidades brasileiras a cada ano que passa despencam nos rankings de qualidade

  5. Ana Santos 14.04.13 at 17:40 - Reply

    Os critérios são de acordo com o utilizado pelo IBGE (branco, preto, pardo, amarelo e indigena). Penso ser positivo, pois é uma forma de evidenciar que, nós negros (pretos + pardos) não somos maioria na academia.

  6. Alcione Talaska 14.04.13 at 17:42 - Reply

    Procurei a opção “Homo sapiens”, mas não encontrei!!!

    • Nome obrigatório 17.11.16 at 13:33 - Reply

      É porque “Homo sapiens” é uma espécie, não uma raça.

  7. Gerson Marinho 14.04.13 at 17:42 - Reply

    Cada vez mais convencido que essa é uma análise necessária! Trata-se de promover igualdade racial, e claro e evidente, a raça/cor ” branca” e a hegemonica, inclusive no desenvolvimento de pesquisas que irao subsidiar politicas publicas!!

  8. Marcelo Prado Rosa 14.04.13 at 17:45 - Reply

    o governo não da ponto sem nó. Terá consequências.

  9. Maria Correia 14.04.13 at 17:51 - Reply

    Engraçado esperarem a definição de “cor ou raça” se é fato que não existem diferenças genéticas suficientes para que sejam classificadas as raças. Existem sim, etnias. Agora, sendo o brasileiro resultado de interações de diversas etnias, como podemos claramente definir a nossa?

    • Juarez Silva Jr. 05.05.13 at 20:21 - Reply

      Não confundir…, a superada ideia de diversas raças biológicas entre seres humanos, não tem nada a ver com a construção social da “raça” utilizada por séculos (e ainda hoje) para prejudicar os não-brancos, além disso, etnia e raça não são nem nunca foram sinônimos, etnia é “tribo” (grupo cultural, fenotípico e consanguíneo remoto, com língua, tradições e mito de criação próprios), já “raça” foi uma invenção do Carollus Linaeus baseada na aparência geral de cada população continental majoritária. (europeus, africanos, asiáticos e nativos-americanos, ou seja,”brancos”, “pretos”, “amarelos” e “vermelhos”) , quanto a “duvida cruel” sobre como “classificar” as pessoas, basta pedir a opinião de policiais, recrutadores de RH… ou pessoas que costumam discriminar as outras, esses NUNCA tem dúvida, sabem EXATAMENTE a cor das pessoas na hora de discriminar…

  10. Erica Bispo 14.04.13 at 17:53 - Reply

    Eu acho bem complicado… A questão da mestiçagem no Brasil ainda é um ponto que parece que não é considerado, mesmo entendendo que há menos pretos e pardos no meio acadêmico e isso ocorre por alguma razão.

    Eu ainda tenho algumas perguntas: Como se classifica uma pessoa mestiça, que tem pele clara, mas a mãe é negra e o pai é branco, por exemplo? O que é pardo? Uma pessoa que tem mãe branca e paí indígena é indígena, branco ou pardo?

    • Joyce Ferreira 14.04.13 at 19:01 - Reply

      Segundo o IBGE negro é a pessoa de cor preta ou parda de ascendência negro-africana.
      Como vc se autodenominou no censo do IBGE? Como vc se reconhece?

      • Márcio 29.03.14 at 15:56 - Reply

        Eu me classifiquei como “pardo”. Fenotipicamente, sou branco, mas possuo cabelos crespos e alguns elementos de traços que indicam a minha herança africana. Por outro lado, também possuo fortes características mediterrâneas (o que não me permite identificar se minhas heranças africanas são subsaarianas ou mesmo do Norte da África). Por tudo isso, sou um tipo bem comum no Brasil, com traços ibéricos e africanos.

        Por que fiz esta descrição? Porque me vejo perfeitamente como um indivíduo multirracial, “mestiço”. A despeito disso, não me sinto vítima do preconceito racial que geralmente sofrem grande parte da população negra brasileira (que, para o IBGE, tem a triste definição de “preta”). Classifico-me como “pardo” porque o IBGE não dispõe da classificação “mestiço/multiétnico/multirracial”. E esta classificação não existe – suspeito – por um motivo simples: enfraqueceria a possibilidade estatística de ampliar a categoria dos “negros” (que, para o IBGE, é o somatório esdrúxulo de “pretos” e de “pardos”), cuja ampliação responde a uma estratégia política específica.

        Sou mestiço – ou “pardo” como quer o IBGE -, mas não me considero um “negro” pelo mesmo motivo de não me considerar um “branco”. Sou apenas um mestiço. Colocando-me como “negro”, o IBGE me utiliza para justificar determinados argumentos, facilita-me a participação em determinadas seleções nas quais não preciso apresentar fotos (sim, porque, em fotos com cabelo raspado, sou considerado “branco”; em fotos com três meses sem cortar o cabelo, sou “afrodescendente” e “pardo-negro” – já fiz o teste em minha universidade e tal característica foi fundamental para me sentir mal ou “menos mal” recebido em reuniões de grupos de afirmação afrodescendente).

        Em determinada ocasião, uma pessoa me perguntou: “se você não é negro e se não se sente discriminado, porque não se classifica como “branco” no Censo?”. Eu respondi que não poderia fazê-lo porque, se o fizesse, estaria descumprindo o preceito básico do entrevistado demográfico, que é não mentir. Se me declarasse como “branco” estaria dizendo uma mentira, porque branco não sou (sou mestiço – …ou “pardo”). Se o IBGE me inclui automaticamente como “negro” por eu ter me declarado “pardo”, quem está mentindo é ele e não eu. Ademais, ser pardo também é indicativo da história da minha família, que não é rica, nem pertence à classe média tradicional (somos aquilo que a classificação social carioca chama de “suburbano”).

        Síntese desta longa história: preocupa-me muito quando um instituto de pesquisa se dispõe a fazer manipulações conceituais para justificar/legitimar determinadas estratégias de políticas públicas, ainda que elas sejam legítimas. Em um censo, queremos ter um retrato momentâneo da sociedade, um “raio x”. Mentir dizendo que somos uma coletividade menos mestiça do que realmente somos (ainda que sejamos muito racistas enquanto sociedade) é começar muito mal a estratégia de promoção da igualdade racial para aqueles que realmente são discriminados por serem fenotipicamente negros.

        • Cássia 23.08.16 at 18:40 - Reply

          Perfeito Márcio!! Me encaixo no teu grupo de mestiços. Não sou negra, mas também não sou branca eu sou a mistura dos dois. Então somos obrigados a renegar uma de nossas raças para cumprir os caprichos e interesses políticos. A mistura de duas, três raças não pode resultar em raça negra ou cor “preta”. Querem que mentimos por quê? Me recuso a aceitar essa palhaçada.

      • mara nocilla 17.10.16 at 14:00 - Reply

        Eu me reconheço pela herança sanguínea sou filha,neta,e bisneta de negros,mas sou branca. sempre me declaro miscigenada, a cor da minha pele é igual a cor do meu pai branca. e agora como eu devo me auto avaliar? fala serio isso parece algo das cavernas, o Enem também tem essas frescuras de informar a nossa cor, o que importa é o histórico acadêmico de cada um..

    • Carla 15.04.13 at 12:45 - Reply

      Pelo que entendi do objetivo do lattes, melhor se declarar “o mais raro possível” pra ter alguma vantagem.

    • Juarez Silva Jr. 05.05.13 at 20:33 - Reply

      “Lei de Marvin Harris” (ou Hipodescendência), em todas as culturas do mundo, os miscigenados, são automaticamente alocados no grupo social menos valorizado socialmente de sua origem, lembra da “escrava Isaura” ? pois é…, apesar das tentativas de se criar “colunas do meio”, na prática o miscigenado acaba sendo visto e tratado a partir de sua origem discriminada, é claro que isso é proporcional à sua “marca” (aparência) e costumes, quanto mais ele parecer do grupo minoritário (mais discriminado) , mais discriminado será… , já o termo pardo foi criado no Censo de 1872 com o único intuito de contabilizar em separado os afrodescendentes livres ou libertos dos ainda cativos (classificados como pretos) em ambos os casos isso era independente de miscigenação ou não, com o fim da escravidão passou a ser categoria residual para quem não se autoclassifica como preto, branco, “amarelo” ou indígena, mas oficialmente como no início pretos e pardos compõem a população negra.

  11. Pedro 14.04.13 at 17:58 - Reply

    Antigamente ser negro ou “preto” como o IBGE define era visto como uma “coisa ruim” pela sociedade. Hoje em dia esta ocorrendo uma inversão de valores, parece que ter a pele branca agora que “é feio”. Ah você não é negro, nem indígena e nem pardo ? Então trate de estudar mais e consiga uma nota melhor no vestibular ou no enem se deseja entrar em uma universidade pública. Ser recompensado pelo mérito nesse país está virando uma utopia cada vez maior.

    • Lilian 14.04.13 at 19:14 - Reply

      Meritocracia não passa de ilusão em uma sociedade historicamente marcada por desigualdades de oportunidades, como é o caso da sociedade brasileira. Apenas se pode falar em recompensa por mérito quando TODOS de fato possuem as mesmas oportunidades de obter tal recompensa.

      • Gelson Santos 15.04.13 at 16:56 - Reply

        alguém sensato por aqui…

        • mara nocilla 17.10.16 at 14:08 - Reply

          Gente se alguém é racistas o primeiro é o nosso governo, que não segue a nossa carta magna onde diz: A educação é um direito de todos, mas todos quem? Se temos uma educação que a anos foi abandonada, como podemos ter igualdade se os filhos da maioria da população estão matriculados nessas escolas decadentes, e os filhos da minoria sempre as que detêm o poder aquisitivo em escolas privadas. Agora me diz uma coisa? Como minha filha que estudou a vida toda em escolas publicas vai poder competir com igualdade com a filha de uma pessoa que paga 2 mil reais em uma escola do ensino médio? E o pior essa mesma menina é quem ganha as melhores notas e tira a bolsa da minha filha que o tal do Enem oferece. ISSO É JUSTIÇA? e OLHE que a minha filha estuda e muito com 16 anos ja estava prestando o vestibular na Faculdade adventista passou em 4 lugar ela fez por fazer pois era o sonho dela mas eu não tenho condições de pagar uma faculdade de 1500 reais ao mês fisioterapia é um sonho desde 2011 que ela tenta o ENEM mas a nota dela nunca é suficiente. Fazer o que?

    • Leandro Marques 14.04.13 at 23:07 - Reply

      Que mérito tem em ter estudado nas melhores escolas e concorrer a vagas com pessoas que tem um péssimo ensino público? Não vejo mérito nenhum nisso, mas sim privilegiados chiando por pouca coisa.

      • Marcus Nascimento 15.04.13 at 09:22 - Reply

        Leandro, não entendi a sua colocação. O Pedro não citou em nenhum momento a concorrência entre alunos de escola privada e pública no vestibular. Cotas por cor e cotas por ter passado os anos de escolaridade em escola pública são coisas distintas.

        • Leandro Marques 17.04.13 at 14:30 - Reply

          Marcus, vá a uma escola particular e veja que a maioria esmagadora dos alunos são brancos e vá em uma escola pública e veja que a maioria dos alunos são negros ou mestiços, não tem como negar. Em nenhum momento eu falei algo sobre cotas baseadas em raça, o que eu quis dizer é que meritocracia é algo válido se o ensino público se equivalesse ao ensino particular. É muito fácil alguém que teve sempre do bom e do melhor as custas dos outros falar em meritocracia. Só isso.

        • Juarez Silva Jr. 05.05.13 at 20:53 - Reply

          Será ???, qual o efeito social inercial negativo em uma população que durante 75% da História do Brasil foi escrava e teve seus direitos à mobilidade social prejudicados e nos 25% restantes ainda teve a concorrência desleal de imigrantes europeus e asiáticos (e descendentes) vindos em situação muito diferente e com vantagens oferecidas pelo ESTADO ???, realmente não há diferença entre ser negro e pobre e pobre e branco ? , os históricos de mobilidade social familiar são os mesmos ? , as oportunidades efetivas não fazem distinção velada entre uns e outros ? , se DE FATO não houvesse, a situação de desigualdade social generalizada entre brancos e negros não existiria, mas já que existe, a cor é uma variável real na EQUAÇÃO SOCIAL e deve ser levada em conta na hora de equalizar as coisas.

      • É com certeza, o mérito é ter mais melanina no sangue, isso sim prova como a pessoa é esforçada e dedicada. Além do que, é claro que uma pessoa que teve uma porcaria de ensino médio vai conseguir um ótimo desempenho em uma universidade pública de qualidade, não é mesmo ? Afinal… se ela tem essa capacidade, por que precisa de cotas mesmo ?

        • Leandro Marques 17.04.13 at 14:43 - Reply

          Olha, sobre desempenho baixo, não é o que os fatos mostram. Alunos cotistas costumam ter bom desempenho em faculdades públicas de qualidade, caso não tivessem bom desempenho elas nem se formariam lá, não é mesmo? Afinal, pessoas são jubiladas caso repitam muitas vezes. Se não estão sendo jubiladas, é porque no mínimo estão tendo o mesmo desempenho dos outros alunos não-cotistas. Seu discurso me parece meio odioso, daquele tipo de gente que não quer ver a sociedade se desenvolver por igual e que ter dinheiro e uma vida digna é coisa pra um único grupo abençoado pelos deuses germânicos. Mas não sei, pode ser só impressão minha.

          • Pedro Felipe Do Prado 21.04.13 at 21:31

            Ah sim.. as “estatísticas” fornecidas pelo governo ? E quem implantou as cotas foi… o governo, certo ? Só consigo imaginar um governo que admite que fez besteira num mundo imaginário onde todos são honestos e reconhecem seus erros. Não nesse país chamado Brasil.

          • Juarez Silva Jr. 05.05.13 at 20:40

            Estatísticas fornecidas pelas próprias universidades que implantaram Ações Afirmativas, mais os dados empíricos que estão ai para quem tiver a honestidade intelectual de ver…, cotas universitárias já tem 10 anos, o que não falta é exemplo de que foram super acertadas…

      • Marcos Ketzer 15.04.13 at 15:02 - Reply

        E como ficam os brancos, como eu, que estudaram numa escola pública?

        • Leandro Marques 17.04.13 at 14:33 - Reply

          Fica na mesma situação dos negros que estudam em escola pública. Em algum momento eu falei sobre cotas pra negros? Eu sou a favor de uma escola pública de qualidade equiparável a escolas privadas, pra preto ou pra branco. Só não digo que sou contra cotas, sejam elas por raça ou por questões sociais, porque é uma medida a curto prazo que é melhor que não fazer nada. Porém o certo mesmo é uma escola de qualidade que não necessite qualquer tipo de cota, claro na minha visão.

          • Marcos Ketzer 17.04.13 at 23:05

            O seu “melhor que não fazer nada”, não funciona no meu caso. O CNPq está pedindo descrição de RAÇA. No meu caso, a injustiça aumenta, pois não tenho cota favorecida (como os negros, por ex.), tendo que disputar com o pessoal da minha raça, os brancos, e teoricamente “favorecidos do Brasil”. E ae? Cadê a justiça?

          • Juarez Silva Jr. 05.05.13 at 21:05

            A “Justiça” está em concorrer com pessoas que assim como você não enfrentam ou enfrentaram “certos” problemas por sua cor/origem e nem tiveram uma carga potencial de mobilidade social familiar prejudicada por uma construção social hierarquizada por cor… (mesmo que hoje não oficialmente, mas efetivamente), a justiça será que dos mais de 300 mil mestres e doutores do Brasil (90% brancos, quando são apenas 49% da população) uma fatiazinha maior irá favorecer TAMBÉM quem tinha que se esforçar e “dar sorte” proporcionalmente muito mais, pelo simples fato de não ter a “cor certa” tradicionalmente definida para ter mobilidade social e acadêmica normal…

          • Marcos Ketzer 15.08.13 at 00:33

            Juarez silva, citando “A “Justiça” está em concorrer com pessoas que assim como você não enfrentam ou enfrentaram “certos” problemas por sua cor/origem e nem tiveram uma carga potencial de mobilidade social familiar prejudicada por uma construção social hierarquizada por cor”,

            Somente cor importa agora ? e minha condição econômica ? Afinal isso define meu “potencial” como você definiu ali em cima. E se um negro, que tem as mesmas condições que as minhas, e é favorecido porque a “cor” dele é diferente. Ainda, não há justiça. Faz mais sentido ajudar pobres…do que ajudar pessoas pela sua raça. Se os negros de fato forem os mais pobres, por consequência eles serão os mais ajudados.

        • Lindoarte Junior 14.08.14 at 11:06 - Reply

          Markus, existem estudos que demonstram que em situação de igualdade aqui no Brasil INDEPENDENTE DE CLASSE SOCIAL as pessoas com o fenótipo mais próximo do fenótipo físico ibérico, i.e, pessoas fenotipicamente brancas, sempre estão em situação mais privilegiada do que aqueles com outros fenótipos (principalmente aqueles com fenótipo negro). Assim, mesmo na favela, em condições iguais, o branco (que conseguiu um emprego melhor devido a sua aparência fisica) é que possui uma casa melhor enquanto o negro possui um barraco de maderite (pois é um catador de latinhas). Nas classes mais abastadas o negro nunca é o mais privilegiado e sempre é uma pequeníssima minoria. Em situação de igualdade o negro sempre está na desvantagem e essas cotas raciais são justamente para equilibrar essa diferença. Ai uma pessoa fenotipicamente branca me disse uma vez: Mas meu pai é negro eu vou me considerar negro para participar das cotas entao. Eu disse, olha você pode até se considerar negro e se solidarizar com as pessoas fenotipicamente negras que sofrem discriminação no Brasil, mas vai soar oportunismo da sua parte. Isso por que você com seu sangue e DNA negros e sua cara de europeu nunca foi mandado para um elevador de serviço em um prédio de alta classe, nunca foi o único a ser abordado pela polícia na blitz de trânsito, nunca se acostumou a nao receber a ligação do RH das empresas após a entrevista te convocando para o trabalho, nunca se acostumou com piadas racistas ou apelidos relacionados à sua cor, nunca foi seguido por seguranças no supermercado, nunca foi olhado de cara feia quando entra no restaurante “chique”, etc, etc, etc. Entao a cor influencia muito na situação social do brasileiro. Devido ao fato de o racismo brasileiro ser covarde demais para “dar as caras”. É um racismo velado. E se criarem cotas para indivíduos oriundos da escola pública (cotas para pobres) nas universidades federais, essas cotas serão majoritariamente preenchidas por alunos fenotipicamente brancos do ensino público. Um dos motivos disso é que os alunos fenotipicamente negros não possuem o mesmo desempenho também no ensino público, pois precisam ajudar o pai a catar latinhas já que ele não conseguiu um emprego melhor como o pai do aluno branco conseguiu devido a sua aparência física. Fora isso, ainda tem o problema das evasões escolares por parte dos negros devido ao racismo institucional e cultural nas escolas (exclusão por parte dos professores outros alunos coleguinhas, bullying,etc).

          E ao contrário do que parece, os estudos estatíscos realizados pelas unversidades federais demonstraram que os alunos cotistas apresentaram desepenho igual ou superior aos alunos nao cotistas (considerando varios fatores como, abandono de curso, desempenho em disciplinas, interesse pelo curso, reprovações, etc). Ao que parece, os cotistas agarram essa oportunidade com unhas e dentes pois vêem isso como um “milagre” em suas vidas enquanto os não cotistas consideram relativamente natural o ingresso em uma universidade federal.

          Só quem tá na pele é que sabe como é meu amigo. Sugiro que assista o documentário Vista Minha Pele de Joel Zito disponível no Youtube para você tentar abstrair um pouco o que é ser discriminado por causa da cor da sua pele.

  12. Vanessa Cianconi 14.04.13 at 18:16 - Reply

    Eu virei bicho agora? tenho raça? Isso é um absurdo, que somente aumenta a discriminação nesse país sem personalidade. Somente imitam os EUA no que não presta. Uma vergonha!

    • De Leon Petta 14.04.13 at 19:25 - Reply

      Vc é cientista no Brasil. Sabe oq isso significa?
      Q vc não é bixo, vc é LIXO. Será tratada da pior forma possível q um profissional pode ser tratado.

    • Leandro Marques 14.04.13 at 23:04 - Reply

      Bicho todos nós somos.

    • Harold Fowler 21.08.13 at 18:45 - Reply

      Você tem razão. Raça não existe biologicamente e pela minha leitura da constituição é um dado privado que não pode ser exigido. Onde estão os advogados e OAB? E invasão de privicadade e o cnpq não é fiscal da receita? e do ibge (que não é fiscal tambem). De onde esses absurdos

  13. Marco Mello 14.04.13 at 19:15 - Reply

    É um absurdo. Estamos retrocedendo à virada do século XIX para o XX, ao criarmos um Estado que classifica as pessoas em raças e as obriga a se identificarem com categorias que não têm sequer suporte científico, assim como faziam os nazistas e eugenistas. Vejam as pesquisas do Prof. Sérgio Danilo Pena da UFMG, dentre centenas de outras, que derrubaram a noção de raça em seres humanos. Há preconceito racial no Brasil? Sim, é óbvio. Mas ele acontece na esfera privada. Desde a abolição da escravatura o nosso Estado não discriminava mais as pessoas oficialmente de acordo com a cor, ao contrário do que aconteceu nos EUA e outros países, com seus apartheids durando até os anos 1960 e além. Além disso, por aqui nunca levamos a segregação tão a sério como em outros países, pois a nossa mistura “racial” é enorme. Mais de 70% dos brasileiros têm ascendência negra, indígena e européia, tudo ao mesmo tempo. O auge desse novo racismo estatal é obrigar também os cientistas a se classificarem por raças. Lembrem-se de que belos resultados esse tipo de política racial auto-classificatória deu em países como Rwanda. Se queremos acabar de vez com o racismo um dia, torná-lo política de Estado, mesmo que através de “ações afirmativas”, não parece ser a melhor idéia. Brasileiros adoram imitar as políticas que vêm dos EUA. Por que não imitam a meritocracia, só para variar?

  14. Bruno 14.04.13 at 20:29 - Reply

    Devem ter colocado isso porque querem por cotas para professores universitários também! Toda a instituição deverá ter n% de professores negros…

  15. A discriminação explícita por RAÇA é um dos maiores mecanismos de incentivo ao RACISMO!!! UMA VERGONHA!!!! TODOS DEVERIAM PREENCHER COM >> Não Desejo Declarar! << Entre nesta campanha… "Não a discriminação… NÃO DESEJO DECLARAR minha raça" no Lattes. isso me lembra uma historinha: Era uma vez um governo de um país distante que criou o termo "raça ariana" e deu no que deu.

  16. Keith Braga 14.04.13 at 21:56 - Reply

    Nunca serei chamada pra uma entrevista….vou me conformando já…

    • Juarez Silva Jr. 05.05.13 at 21:15 - Reply

      Keith, nós sabemos que colocar a cor preta ou parda ou mesmo a foto em um curriculum comum, sempre foi um dificultador (ao contrário do que alguns neo-democratas-raciais hipocritamente fingem “não ver” ou entender), por outro lado, agora que vivemos um momento de ações afirmativas, afirmar a cor pode gerar justamente aquela oportunidade que faltava e era sempre negada usando mil artifícios e a subjetividade características do sistema discriminador negativo, vai piorar sim em um primeiro momento pois em muitos casos já vão “cortar” pelo curriculum, mas com o tempo surgirão oportunidades que não poderão nos negar…

  17. samuel da silva alencar 15.04.13 at 02:58 - Reply

    Segundo a biologia, raça é um grupo de pessoas ou de animais com determinadas características físicas hereditárias comuns…

    • Walmir 19.09.14 at 02:13 - Reply

      É mesmo? Acho que não, segundo a Biologia não existem raças, entre o seres humanos iato por que nunca existiu um real isolamento genético, ou seja, somos todos viralatas e segundo o projeto GENOMA, não existem genes raciais, mas o problema aqui é que não se trata de Biologia, pois se fosse assim, todos seriamos cientificamente e socialmente iguais , mas raça é um conceito social, o fato é que Genética e a Biologia nos iguala, mas a sociedade produz os escolhidos e isto no Brasil ocorre de forma institucionalizada, isto segundo a ONU e o Brasil concorda com isto, portanto, diante de um prolema grave devidamente identificado, nos resta fingir que não existe, ou enfrentá-lo, já sabemos que a primeira opção nunca vai acabar com o problema

  18. Gelson Santos 15.04.13 at 04:33 - Reply

    Uma das várias maneiras de se reproduzir a lógica de dominação excludente é por meio do funil de acesso ao ensino superior público. Portanto, é natural que a política de cotas se configure como ameaçadora para uma certa parcela da sociedade brasileira. Pra mim, boa parte dos comentários feitos aqui reflete justamente esse tipo de estranhamento… Como o próprio texto apontou, a Plataforma Lattes é parâmetro para concessão de bolsas, financiamentos e concursos públicos e acredito que provavelmente essa informação deverá ser levada em conta, já que o objetivo é a promoção de inserção social no âmbito acadêmico.

  19. Arthur Ferreira Jr 16.04.13 at 13:06 - Reply

    Odeio isso, além de ser obrigatório, misturam etnia com cor de pele. QUEM É INDÍGENA OU DESCENDENTE É PARDO, CACETE!

  20. Guilherme Carvalho 20.04.13 at 07:46 - Reply

    A coisa mais ridícula que já existiu na “historia destepaiz”, como diria o presidente precursor dessa palhaçada! Daqui a pouco não se analisará nenhum mérito, só se você se enquadra na cota por sua cor, religião, cidade de nascimento, tipo de cabelo, se está dentro da cota de vagas pelo time que torce, orientação sexual…

    Ridículo é pouco pra isso!

  21. Geziel Aguilar 20.04.13 at 11:03 - Reply

    Não vejo problema algum em definir e acessar dados de racas/etnias humanas. O problema seria utilizar isso como critério qualificativo. Sou contra a adocao de cotas raciais em qualquer instancia de qualificaçao. O fato da maioria dos academicos terem cor de pele ‘branca’ não é um problema por si só, já que o que se deve levar em conta é a capacitação/qualificação do cidadão. A problemática de ‘inclusão’ racial tem origens distintas, mais precisamente na desigualdade de oportunidades de educação básica que capacitaria o cidadão independentemente de sua etnia. O problema do sistema de cotas é que ele trata os sintomas e não a origem, promovendo a desigualdade de oportunidades. Não somos iguais, nunca seremos. Não é todo ser humano que tem potencialidade pro academicismo e eu acho que isto não esta ligado a etnias. Promover cotas nas universidades é o mesmo que dizer: ‘olha, apesar de você não ter a mesma qualificação do seu coleguinha ‘branco’, eu vou te dar esta vaga… mas só porque você é índio’. Isto é desigual e vergonhoso!

  22. Marta Almeida 21.04.13 at 08:36 - Reply

    Identidade

    Jorge Aragão

    Elevador é quase um templo
    Exemplo pra minar teu sono
    Sai desse compromisso
    Não vai no de serviço
    Se o social tem dono, não vai…

    Quem cede a vez não quer vitória
    Somos herança da memória
    Temos a cor da noite
    Filhos de todo açoite
    Fato real de nossa história

    Se o preto de alma branca pra você
    É o exemplo da dignidade
    Não nos ajuda, só nos faz sofrer
    Nem resgata nossa identidade

    Elevador é quase um templo
    Exemplo pra minar teu sono
    Sai desse compromisso
    Não vai no de serviço
    Se o social tem dono, não vai…

    Quem cede a vez não quer vitória
    Somos herança da memória
    Temos a cor da noite
    Filhos de todo açoite
    Fato real de nossa história

    Se o preto de alma branca pra você
    É o exemplo da dignidade
    Não nos ajuda, só nos faz sofrer
    Nem resgata nossa identidade

    Elevador é quase um templo
    Exemplo pra minar teu sono
    Sai desse compromisso
    Não vai no de serviço
    Se o social tem dono, não vai…

    Quem cede a vez não quer vitória
    Somos herança da memória
    Temos a cor da noite
    Filhos de todo açoite
    Fato real de nossa história

    Saudações quilombolas!

    Marta Almeida

    • Michely Ribeiro da Silva 22.04.13 at 15:14 - Reply

      Perfeito!

  23. Michely Ribeiro da Silva 22.04.13 at 15:10 - Reply

    Considero excelente e que o CNPq demorou demais para aplicá-la. Através da identificação saberemos não apenas a que públicos as bolsas tem sido destinadas, mas ficará nítido a necessidade realizar investimentos para que a pesquisa no Brasil esteja de forma mais equânime.
    É importante para que saibamos quem no país produz que tipo de conhecimento, afinal o lugar do qual emerge a pesquisa é tão importante quanto quem o faz. Por essa razão aplataforma nasceu, não é mesmo??

  24. Mandita Santiago 25.04.13 at 08:43 - Reply

    O governo brasileiro continua batendo na mesma tecla ignorante como sempre. Não existem raças, desde 1998 que isso já está explicado pelo nosso genoma, mas o governo insiste em implantar essa ideia na cabeça do povo. E agora o governo quer fazer cotas chegarem a ciência? O que é que essa sessão tá fazendo no LATTES??? Não faz sentido algum. Se alguém sente que não é competitivo por causa de sua cor e quer ser cientista, agora tem que isso declarar pra poder conseguir fomento? Eu acho que isso só diminui as pessoas, reduzindo a competência a uma questão de cor. O governo tem que dar educação básica pra dar igualdade a todos de competir por vagas e trabalho, é assim com o resto das profissões. Vai ver se tem cotas pra engenheiro/médico/advogado assim, assado?? Cada um faz seu nome com seu trabalho, o que conta é competência! O problema está lá atrás…a educação só será pública no ensino público quando for de qualidade e disponível PARA TODOS!! Em diversos outros países, quando sai da escola, tem que atingir uma média mínima no “vestibular”. Atingiu? Ótimo, vc está dentro de uma universidade, algumas pedem uma nota maior, outras menor, daí vai do esforço do candidato e de seus objetivos. Isso é ensino público. Ao invés de criar bolsa pra o povo colorido do Brasil, o governo deveria focar em ampliar as vagas pra universitários, o número de universidades, e se é pra ter bolsa, que seja antes de entrar pra fazer cursinho e passar e fazer o aluno gozar de seu mérito. É aquela velha história de ensinar a pescar o peixe. O governo está fazendo o papel de vovó de seus cidadãos, passando a mão na cabeça, quando deveria educar e estimular a prestar valor a quem realmente tem o mérito pelo esforço, trabalho, dedicação. E isso meus caros, passa longe de ser uma questão de cor, é uma questão de vontade, caráter e obstinação.

    • Juarez Silva Jr. 05.05.13 at 21:31 - Reply

      O velho e bom discurso de confundir “alhos com bugalhos”, a “recente” admissão científica de que por séculos a sociedade branca utilizou “pressupostos científicos” FALSOS para “justificar” a inferiorização, dominação e exploração dos “outros”, não TEM NADA A VER com tentativa de se corrigir as distorções causadas pela secular CONSTRUÇÃO SOCIAL DA RAÇA… e os efeitos visíveis disso… , a necessidade de esforço, trabalho , dedicação e caráter (além de sorte) não precisam (nem deveriam) ser 3 vezes maiores para negros do que para brancos…, não olhar para a História do Brasil, para os indicadores sociais e para a realidade que nos cerca e dizer que “cor não conta” no Brasil é no mínimo no mínimo alienação…

  25. Elizete 30.04.13 at 07:32 - Reply

    Não vi ainda. Alguém postou que utilizam a denominação preto e não negro. Sou negra, negrona. No meu registro estou como parda…já pensei na hipótese de mudar mas dá um trabalho. Sei lá se realmente sou negra, pois quando sinto vergonha das leis e outras coisinhas do Brasil fico vermelha se eu fosse mais linda e negra não apareceria.Queria colocar em meu registro o nome todas as gerações e mudar a cor para NEGRA. ficaria Elizete Vaz de almeida Lara Arruda Camargo Machado.

    • Juarez Silva Jr. 05.05.13 at 21:43 - Reply

      Elizete, Negro (em se tratando de identidade étnico-racial) não é cor…, esse era o termo generalizado que se aplicava aos escravizados no novo mundo (servia inclusive para os indígenas, que eram chamados “Negros da terra”) , o termo pardo passou a ser utilizado no censo de 1872 para contabilizar os afrodescendentes já nascidos livres ou os libertos, o preto era usado para os ainda cativos…, hoje utiliza-se preto para quem parece africano e pardo para quem tem óbvia descendência africana (miscigenada) porém ambos fazem parte da população NEGRA (descendente de escravizados), usamos NEGRO como uma “identidade política” afirmativa unificadora de pretos e pardos, mas no registro tem que ficar assim (um dia vão mudar tudo para afrodescendente, ai acaba essa confusão de preto, negro e pardo).

  26. Renata Ribeiro 06.05.13 at 12:38 - Reply

    Assisti no fim de semana um documentário com Chico Buarque e ele em determinado momento colocou a seguinte pergunta no ar: Quem é branco no Brasil?
    Concordo com o Fernando Santos Osorio que comentou aqui: Era uma vez um governo de um país distante que criou o termo “raça ariana” e deu no que deu.

  27. disqus_Vbux2eWI3O 07.05.13 at 12:46 - Reply

    Logo logo virão as cotas pra doutorandos negros e professores negros.
    O mérito vai ser cada vez menos necessário para a universidade; importará apenas realizar uma divisão de cores igualitárias entre cargos para dizer que existe igualdade…….

  28. Lídia Maria de Melo 16.05.13 at 02:53 - Reply

    Atualizei meu currículo e escolhi a opção “Não desejo declarar”. Como posso optar por uma das outras alternativas, se nasci em um País tão miscigenado quanto o Brasil? Minha raça é a humana. Segregação é algo que sempre me incomodou. No próximo censo, o IBGE deveria incluir essa mesma opção “Não desejo declarar”.

  29. Luana 20.05.13 at 23:44 - Reply

    é uma idiotice, com o perdão da expressão.

  30. Bianca LX 19.03.14 at 16:54 - Reply

    Será o “campo” mais difícil de responder no CL. Minha bisavó era índia (do mato), tenho um outro bisavô negro, talvez um tataravô alemão, meu pai parece branco, minha mãe parece branca mas tem o cabelo crespo, na minha certidão está cor = branca, mas sou meio amarela e quando tomo sol fico bronzeada e não vermelha. Difícil hiem!!

  31. Marina 15.04.14 at 08:50 - Reply

    Como afirma o Juarez é uma “identidade política” que um dia pretende-se mudar tudo para afrodescendente. Não é questão de cor realmente. Que estupidez. Como a Bianca, sou branca e meus irmãos são “afrodescendentes” pois meu pai casou-se duas vezes (Minha mãe faleceu muito nova e ele casou-se novamente). Fomos (eu e mais 3 irmãos fruto do primeiro casamento) criados pela nova mãe (negra). Os sete filhos a consideram “mãe”. E aí? Estudei em escola pública e ralei muiiiiiittto. Tenho orgulho da minha família. Nunca precisamos de cota pra nada. Isso é interação e amor. Acredito em escola pública com qualidade e não em favoritivismo que tem trazido muita discriminação – de ambas as partes, cores e partidos. O Brasil precisa de EDUCAÇÃO COM QUALIDADE para todos, independente de cor, raça, condição financeira e partido político partidário.

  32. Ricardo 09.06.14 at 00:45 - Reply

    Cotas raciais são contraditórias. Se o objetivo é combater injustiça social, usem-se cotas econômicas. Por que o preto pobre deveria ter precedência sobre o branco pobre? Ou não há brancos pobres? Cotas raciais apenas fomentam preconceitos raciais. Além disso, são juridicamente insustentáveis. O único critério jurídico aceitável para determinar raças é a autodeclaração, a não ser que se defenda uma paleta de cores oficial para cada um medir o quão branca ou preta é a sua pele ou um teste genético institucional. E a autodeclaração é completamente subjetiva. Nos Estados Unidos, onde houve uma segregação geográfica de pessoas pela cor da pele por décadas, com bairros de negros e bairros de brancos, etc, uma pessoa de pele clara com um avô de pele escura seria considerada negra. Alguém pode ter pele clara e se identificar culturalmente, por inúmeros motivos, como “negro”. E criticar essa identificação como falsa seria mais uma contradição, uma vez que ela indica justamente que o indivíduo não tem preconceito racial contra o negro! Em última instância, toda tentativa de institucionalizar uma forma de autoidentificação cultural subjetiva é protofascista e deveria ser combatida por todos aqueles que se dizem contrários ao preconceito.

  33. Rodrigo 18.07.14 at 17:31 - Reply

    É uma idiotice tremenda. ME RECUSO a Ser classificado pela minha cor, Me recuso a preencher esse tipo de formulário em qualquer pesquisa, site ou o que for. Chega de coitadismo, eu não preciso e nunca precisei de cotas para nada em minha vida e sinto MUITO ORGULHO DISSO e muita pena de quem acha que precisa disso para vencer na vida….

  34. Walmir 19.09.14 at 02:45 - Reply

    O que percebi é que quem é contra as cotas só raciocina em círculos, eu acredito mesmo que os negros que se achem capazes, que não aceitem entrar pelas cotas, deixe para os que tem “problema” de auto-estima que entre pelas cotas, aí estará fazendo um favor assim mesmo pois estará mantendo a sua pseudo dignidade e estará abrindo a vaga para outro negro. Eu não entendo as cotas como oportunidade de entrar nos setores negados para os indivíduos considerados como “raças” inferiores. Basta ler sobre o trabalho do professor Robert Rosenthal para entender o eeito Pigmalião, só para esclarecer, este estudo determina que os professores não só ajudam no desenvolvimento escolar do aluno, mas determinam o rendimento escolar, a sociedade faz a mesma coisa, ela determina o rendimento e o destino das pessoas e neste caso é pela cor da pele.

    Como falar em meritocracia em situações em que ela é impossível, há pouco tempo, a quantidade de negros nas universidades era ínfima, mas isto acontecia pelo fato dos negros sequer se matricularem para fazer vestibular, pois a sociedade já havia determinado de forma institucionalizada de que universidade não era lugar par negros. principalmente universidades públicas, o que muda com as cotas não é principalmente a oportunidade, mas a possibilidade de identidade, como bem disse a Ministra Cármen Lúcia no julgamento do Dem x UNB “Quando não se tem referência, o espelho é o outro”, isto ela disse depois de contar que comprou umas bonecas para dar as sobrinhas e ela tem uma sobrinha branca e outra negra, só que as bonecas eram negras, a menina branca aceitou a boneca sem qualquer tipo de problema, mas a menina negra não gostou e então a ministra perguntou o por quê e a sobrinha respondeu “Esta se parece comigo” é a ausência de referência que acomoda, ou que acomodou até hoje, as cotas vão terminar em breve, oito anos passam rápido, mas o legado são as referências, o filho do negro que estudou em Universidade pública vai também querer estudar somente pela referência, então, o legado maior das cotas é que em uns 12 ou 15 anos. ninguém vai mais lembrar que existiam, mesmo que hoje tenham alguns que seja contrários, mas as Universidades públicas já vão estar mais coloridas para o bem de toda a sociedade e aí os negros que sequer tentariam entrar em uma Universidade Pública estarão ávidos para conseguir entrar, por que o pai entrou ou a mãe, ou o amigo, ou seja ele vai ter referências e aí sim vamos poder falar de meritocracia, mas por enquanto isto ainda não acontece, mas com certeza já vemos o fruto desta política, pois a maioria hoje dos concorrentes à vaga em uma universidade se declara negro ou pardo. Em um país em que se dizer negro era semelhante a um palavrão, isto já é uma bela de uma mudança.

    Cotas não são solução definitiva e a divisão de vagas sequer é o objetivo, cotas servem somente para um grupo de pessoas que nem pensavam em cursar uma universidade, se vejam motivados em pelo menos tentar e se não conseguir, tentar com mais afinco, ou seja, pelo menos participar do jogo e tudo isto feito sem conflitos como já aconteceu com outros países, o efeito Pigmalião ou Pigmalion Effect se preferir ou Rosenthal Effect, funciona tanto para a sala de aula quanto para a sociedade, quem não consegue pelo menos tentar entender isto estará sendo atropelado pela história e no lado errado do caminho, r nós todos sabemos que lado sempre ganhou a guerra quando o preconceito era o motivo.

  35. Aurea Nunes 18.11.14 at 10:36 - Reply

    Não li tudo, mas o que os “comandantes” do país querem com isso (declarações se são são negros, brancos, pardos, etc) é desfocar a situação no Brasil, é como sempre, dividir as pessoas, grupos, nunca pensam no bem estar geral; em se tratando aqui de Educação, não está nada boa; se realmente como muitos disseram, fosse um país sério, teria uma escola pública de qualidade, teria atendimento à saúde igual para todos, etc, etc, etc…”

  36. Lia 08.01.15 at 09:41 - Reply

    Eu não sei o que colocar pois minha avó é indigena, portanto tenho sangue indígena mas sou branca. Se porem eu colocar “branca” eu tenho certeza de que perderei a oportunidade de muitas bolsas de estudo. Pura realidade.

    • Ivan 09.12.15 at 08:39 - Reply

      COR BRANCA (DESCENDENTES DE EUROPEUS/OCIDENTAIS)
      COR PRETA (DESCENDENTES DE AFRICANOS/AFRO-BRASILEIROS)
      COR PARDA (DESCENDENTES DE INDIVÍDUOS DE COR/ETNIAS
      DIFERENTES-MISCIGENAÇÃO/MESTIÇAGEM)
      Mestiços de pais de cores ou etnias diferentes: preta e branca; preta
      e índio; branca e índio, e assim por diante…
      COR AMARELA (DESCENDENTES DE ASIÁTICOS/ORIENTAIS)
      RAÇA/ETNIA INDÍGENA (DESCENDENTES DE ÍNDIOS)

  37. Mariah 13.04.17 at 12:29 - Reply

    Olá!!
    Vou relatar como cheguei aqui.
    Estou fazendo o pedido de meu passaporte, que é nacional e sou natural do Brasil, pesquisei as etapas e a primeira é preencher um formulário online no site da Polícia Federal. Empaquei na primeira parte que pede a sua cor de pele.
    Há as mesmas opções que você relatou “amarela; branca; indígena; parda; preta; outras; não desejo declarar”.
    Minha vontade é colocar “não desejo informar”, pois acho que isso não convém. Apenas para a área da saúde mesmo.

    Acho que se o tema é igualdade racial, já começamos nem questionando isso. Isso não deve ser um fator de resposta.

    E no quesito documento, como passaporte, tem foto! E lá a pessoa que ver, pode julgar a cor que ela quiser.

    Você pode me ajudar me falando o que isso pode implicar para mim?

  38. Susana Pilar 11.05.17 at 08:54 - Reply

    OLÁ!
    Baseada nessa definição:
    COR BRANCA (DESCENDENTES DE EUROPEUS/OCIDENTAIS)
    COR PRETA (DESCENDENTES DE AFRICANOS/AFRO-BRASILEIROS)
    COR PARDA (DESCENDENTES DE INDIVÍDUOS DE COR/ETNIAS
    DIFERENTES-MISCIGENAÇÃO/MESTIÇAGEM)
    Mestiços de pais de cores ou etnias diferentes: preta e branca; preta
    e índio; branca e índio, e assim por diante…
    COR AMARELA (DESCENDENTES DE ASIÁTICOS/ORIENTAIS)
    RAÇA/ETNIA INDÍGENA (DESCENDENTES DE ÍNDIOS)

    Eu sou de COR BRANCA (DESCENDENTES DE EUROPEUS (pai e mãe espanhóis)/OCIDENTAIS) e meu esposo de COR AMARELA (DESCENDENTES DE ASIÁTICOS (pai e mãe japoneses)/ORIENTAIS). Temos duas filhas: uma muito parecida com o pai, e tem a cor de pele mais “escura”, mais “amarela”, com os traços muito orientais, olhos bem “puxados ou rasgados”. A outra é mais parecida a mim, tem a cor de pele mais clara, olhos mais arredondados.
    Como classificar a cor de pele delas, se são MESTIÇAS?
    Então elas seriam consideradas: COR PARDA (DESCENDENTES DE INDIVÍDUOS DE COR/ETNIAS DIFERENTES-MISCIGENAÇÃO/MESTIÇAGEM) Mestiços de pais de cores ou etnias diferentes: preta e branca; preta e índio; branca e índio, e assim por diante… ????

    Elas não são “brancas puras”. Mas, também não são “amarelas puras”. Só se fala em MESTIÇO os de origem “negra”.
    Como usar um termo que não identifique que elas estão querendo se “apropriar” ou usurpar de vantagem numa classificação de vestibular ou curricular, e como classificar outros tipos de “mestiçagem”?
    Como classificar a cor de pele delas?

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