Pré-defesa: surtos, loucura e a Casa Verde

Depois de MUITO tempo ausente, eu voltei. I’m back, mother fuckers. Você pode estar se perguntando (ou não) o que me levou a ficar offline por esse período. Bom, eu terminei de escrever minha dissertação (Daniel 1 X 0 Pós). Eu defendi minha dissertação (Daniel 2 X 0 Pós). Então, eu fui pra Las Vegas… NÃOOOO! Na verdade, eu estudei para a seleção do doutorado (Daniel 2 X 1 Pós). E eu passei na seleção do doutorado (Daniel 3 X 2 Pós, porque todos saímos ganhando).

E o que eu ganhei nesse tempo além de um título, matéria-prima para alguns papers e a conquista de mais um degrau na pós-graduação? Resposta: MUITO material para escrever aqui! E por isso, hoje eu vou explanar sobre: ESTRESSE PRÉ-DEFESA.

Esse é aquele momento que você se sente isolado do planeta Terra e tem uma sanguessuga plugada na sua jugular. E essa sanguessuga se chama TESE. O que você não sabe é que algumas pessoas simplesmente ficam LUNÁTICAS nesta etapa da Pós-Graduação. E isso explica o título do post, porque alguns colegas realmente precisam ser internados na Casa Verde (Referência: O Alienista – Machado de Assis), se lembram do vestibular? *calafrios*.

Eu estou brincando? Não, não. Querem alguns exemplos? (OBS: Todos os nomes foram alterados para preservação da identidade dos indivíduos).

Priscila, repelida pelo PowerPoint
Priscila era uma menina de cachinhos dourados que fazia mestrado em algum departamento de Exatas no RJ. Tudo ia bem, até que duas semanas antes da sua defesa, Priscila se viu incapaz de abrir o programa PowerPoint. Toda vez que ela abria o programa um medo incontrolável tomava conta dela, e Priscila tinha que ser levada para o Hospital Universitário. Foi diagnosticada com: Crise do PowerPanicoPoint e como tratamento fez toda a sua apresentação de defesa no Prezi.

Ricardinho, Fucking Crazy
Esse era um aluno de mestrado de Fisioterapia de uma faculdade no norte do Paraná. Ele caminhava de maneira ímpar para uma defesa sem danos ao seu córtex cerebral. Contudo, antes de sua defesa, os colegas de laboratório notaram que Ricardo não os escutava mais, pois estava sempre com fones de ouvido. Após a intervenção do orientador, foi descoberto que Ricardinho escutava constantemente Crazy do Aerosmith. Ele sofria de vício musical pré-defesa. O que não é nada grave, com exceção da BIZARRA presença de Steven Tyler nos seus agradecimentos.

Danilo, o veterano do Vietnã
Danilo era um doutorando de História de uma grande universidade de SP. As pessoas contam que Danilo surtou na fase pré-depósito. Dizem que o doutorado foi traumático para ele e que depois de quatro anos de guerra ele carregava traumas, medos e inseguranças, como um veterano de guerra, ou um ex-participante dos Jogos Vorazes. O fato é que ele NUNCA depositou sua TESE, e até hoje, se você tiver sorte (ou azar), pode se deparar com ele nos corredores da faculdade empurrando um carrinho de supermercado com as 10 cópias da tese e exclamando: “NINGUÉM VAI ROUBAR MINHA HIPÓTESE”.

Diego, the time traveler
Era o dia da defesa de doutorado de Diego. A banca, os colegas, a mãe, o pai, o Steve Tyler (SQN) e ATÉ o orientador (PASMEM) estavam presentes, mas nada de Diego. Onde ele estaria? Os amigos ligaram para ele. E Diego (que estava dormindo) respondeu na maior calma do mundo: “Gente, eu já defendi”. Diego havia criado um mundo paralelo em sua cabeça, em que já havia defendido! Sua defesa teve que ser REMARCADA.

E você, tem alguma história? Ou está em um quarto branco todo almofadado?

By |2016-01-30T16:23:16+00:0002-12-2013|humor|67 Comments

About the Author:

Graduado em Medicina Veterinária pela UENP (2010) e mestre em Ciência Animal pela FMVZ-USP (2013). Lançou seu primeiro romance infanto-juvenil em 2011, intitulado "Flashback em: A Flor de Sakura". E atualmente está ingressando no doutorado em Reprodução Animal pela FMVZ-USP.

67 Comments

  1. Helena 02.12.13 at 17:58 - Reply

    Daniel,
    super me identifiquei com o seu post, porque vou defender meu mestrado em duas semanas e estou surtando!!
    As coincidências não param por aí, porque sou veterinária e meu metrado é pela FMVZ/USP também.
    Mas…… eu vou SIM para Las Vegas uma semana após a defesa!! hehehe

  2. Muito bom o texto Daniel ( ri alto aqui )…. minha qualificação foi a uns 20 dias atrás, eu estava tranquilo até, mas bem no dia da apresentação eu sonhei que já tinha apresentado, que estava tudo certo, quando o celular despertou, era umas 7:30 da manhã, acordei do sonho maravilhoso e pensei , o exame de qualificação começa as 9:00 hs !

  3. Michelle 02.12.13 at 17:47 - Reply

    Vou defender minha tese de doutorado em duas semanas! Sou medica veterinaria e trabalho com foliculos pre-antrais! Acho que depois da defesa quero pelo menos ficarbum mês sem escurar o nome FOLÍCULO!! :/ KKKKK,..

  4. Lauro 02.12.13 at 17:48 - Reply

    Parabéns! Belo texto. Além de engraçado, também foi bem escrito. O autor deixou claro que, quando se quer de verdade, é possível escrever corretamente!

  5. Valente 02.12.13 at 17:49 - Reply

    adoro esses posts! a gente realmente se identifica! acabei de passar pela sindrome da pagina em branco e to tentando montar uma dissertação. so q tudo é mais legal. até mesmo limpar casa, arrumar o guarda roupa, arear todas as suas vasilhas…. e por ai vai! ps: até janeiro ela tem q estar pronta!

  6. Martharluam 02.12.13 at 17:53 - Reply

    Gente, que medo! Ahahaha
    Eu estou na monografia e já estou surtando, imagine só…

  7. Eliete Ramos de Souza 02.12.13 at 17:54 - Reply

    Eu precisei do auxilio de ansiolíticos para conseguir terminar de escrever minha dissertação. Tinha que ouvir “músicas para estudar” ou “músicas para relaxar”com fone de ouvidos, porque qualquer ruído humano tirava minha concentração.. Que fase! ashusashus

    • Paribanú Freitas De León 07.12.13 at 12:01 - Reply

      jajaja! Pensé que era el único! jaja

  8. Girlandia Brasil 02.12.13 at 17:55 - Reply

    Entrei em pânico, tive crise de choro, dor de barriga e queria sair correndo.

  9. Danusa 02.12.13 at 18:08 - Reply

    Adorei o texto, Daniel! Vivenciei várias situações bizarras na fase pré-defesa. Minha musica chiclete foi “Under Pressure”, do Queen, escutava todos os dias, várias vezes ao dia. Hoje, quando escuto essa música, sinto calafrios, rsrs. Também chorava compulsivamente quando alguém falava “Oi” ou “Tudo bem?”, nem eu me aguentava. Mas, finalmente, tudo terminou bem, queimei uma das versões impressas da dissertação na churrasqueira (tipo aqueles rituais de passagem de alguma coisa), e encerrei minha vida acadêmica no mestrado! 🙂

    • Stef 31.01.16 at 13:12 - Reply

      Adorei, Danusa! Acho que vou queimar uma cópia da minha dissertação na churrasqueira também! Defendo em 4 semanas e estou surtando.

  10. Mari 02.12.13 at 18:13 - Reply

    A defesa já está chegando e alguns meses atrás fui parar no psiquiatra com ansiedade generalizada tendendo ao pânico! (isso não é brincadeira)

    • Ana Maria 16.09.14 at 11:58 - Reply

      Oi Mary,
      Me interessei pelo seu relato, pois estou passando pelo mesmo problema. Minha defesa está chegando, apesar do trabalho estar caminhando muito bem, estou tendo síndrome do pânico e transtorno de ansiedade, só consigo chorar frente a meu orientador, e estou com muito medo de estragar tudo. Como você conseguiu superar?

  11. Lívia 02.12.13 at 18:19 - Reply

    Gente… é tudo isso mesmo. Meu mestrado transcorria bem, até que na véspera de entregar as versões para a banca eu comecei a ter crises de ansiedade. O dia que eu finalmente disse: “agora é só imprimir”, quando levantei da cadeira, eu simplesmente passei mal. Nos dias que se seguiram até a defesa, o nervosismo foi tanto que desencadeou uma crise asmática que há anos eu não tinha… Mas no fim deu tudo certo e ainda tive coragem de enfrentar o doutorado, estou agora a dois anos nesse sofrimento… mas sei que valerá a pena!

  12. Eliade 02.12.13 at 18:21 - Reply

    Defendo daqui duas semanas, meu braço esquerdo está formigando desde que escrevi o segundo capítulo…tipo dormente mesmo!!! E esse é só um dos sintomas de stress pré-defesa que estou apresentando. Nem conto os outros 😛
    Ótimo texto.

  13. Felipe Trombete 02.12.13 at 18:32 - Reply

    Cara, ri muito com o texto! E eu tenho a síndrome do .ppt igual a Renatinha, sempre que abro uma apresentação minha fico tenso! Já quando apresento algo em .pdf não sinto isso, tem algo do capiroto no power point que mexe com a gente.. sério… fiz muito uso da música tocando repetida vezes também nos minutos que sucedem alguma apresentação importante!! Acho que todos nós na pós ficamos um pouco com perfil de casa verde, temporariamente, ou não!! Se analisarmos os nossos orientadores, vamos ver que alguns deles não superaram esses traumas!!!

  14. Debora 02.12.13 at 18:32 - Reply

    Adorei seu texto! Estou precisando de muitas doses de animo para poder escrever. Ás vezes me pergunto se essa fase vai passar! Dá um medo danado de não dar conta! Como li em um comentário por aqui tudo parece mais atrativo que sentar em frente ao note para escrever. E fora as substituições que eu inventei de fazer agora no fim de ano (a gente tem que se virar para poder sobreviver não é mesmo!) Mas, vamos em frente. Ah, e parabéns pelo ingresso ao doutorado!

  15. Alexis Athenna 02.12.13 at 18:50 - Reply

    Estou no doutorado, e a cada defesa (lato sensu e mestrado) ou exame de admissão, é batata: crise de sinusite na véspera.

  16. Kelly 02.12.13 at 18:54 - Reply

    Parabéns! Belo texto, ri muito com ele! Estou na fase de pré-qualificação e ainda não surtei (ainda não)! Acho que talvez um pouquinho, pois estou escrevendo sobre o ruído e seus efeitos nos seres humanos, ao som incansável da máquina de cortar cerâmicas do meu estimado vizinho, cuja obra não acaba nunca. Estou aprendendo que a pesquisa científica é assim, deve ser vivenciada pelo pesquisador de forma real, até empírica. E quem sabe eu não coloque uma nota de agradecimento ao vizinho pela oportunidade que está me concedendo…

  17. Ana Paula 02.12.13 at 18:55 - Reply

    Adorei o post!
    Defendo a tese de doutorado em 2 semanas e 2 crises me assombram:
    – Sindrome de perseguição: meu orientador e meu revisor estão enrolando para me devolver a tese corrigida e eu preciso mandar para a banca. Acho que eles tem um plano para me deixar louca!!!

    – Não gosto mais do meu computador, do verbo “não aguento nem olhar para ele, preciso de um novo agora!!!” : eu voltei do doutorado sanduiche em agosto. Depois que eu cheguei eu tive que: fazer relatório de bolsa sanduiche, artigo, estudar e defender a qualificação, apresentar a prévia da tese, escrever a tese e alterar a tese para finalizar. Eu não suporto mais abrir meu computador!

  18. Thaline Pachelli 02.12.13 at 19:48 - Reply

    Minha defesa do mestrado aqui na USP/ESALQ é a semana que vem e eu só quero dormir kkkkk
    E emendando com o doutorado, aqui tb, batidão ano que vem…

    Tenso demais.LoL

  19. Joana 02.12.13 at 21:51 - Reply

    Muito bacana seu texto Daniel, ri e muito alto!!! Me identifico com muitos outros textos da página posgraduando, espero que escrevam com mais frequência para sabermos que não estamos sós nesse mundo de doidos que escolhem essa opção profissional!

  20. Karla 02.12.13 at 22:45 - Reply

    Excelente texto!

  21. Luiza 02.12.13 at 23:38 - Reply

    O final do mestrado foi o período intelectual mais traumático da minha vida. Faltando poucos meses para a qualificação travei e não conseguia mais escrever. Foram tempos difíceis que resultaram num pedido de prorrogação de prazo. No dia de minha defesa, que fora prorrogada seis meses depois do previsto, eu estava em outro mundo. Ocorreu tudo bem (tirando o fato que na hora da apresentação ao invés de falar “Museu da Imagem e do Som do Rj” eu disse “Museu do Olho”)… porém nem sei se consegui agradecer direito as pessoas, eu estava anestesiada e até hoje não acredito que defendi. Cheguei a conclusão que a vida acadêmica não é para mim e que estudar demais e sob pressão me faz muito mal, me deixa depressiva.

    • Simone 24.08.14 at 12:41 - Reply

      Eu passei exatamente por isso!!! Mas fiz uma apresentação péssima também! Depois da defesa não relaxei! Parece que ainda tive uma ressaca! Gente, como faço pra curar essa ressaca inacabada PÓS defesa? Vocês falaram apenas sobre o antes, mas e o depois??

    • Michele 10.11.14 at 20:09 - Reply

      Olá Luiza, vi seu comentário no post https://posgraduando.com/blog/humor/pre-defesa-surtos-loucura-e-a-casa-verde e me identifiquei, travei e tbm tive de postergar o meu exame de qualificação. Sofro muito e me sinto ainda perdida `s vezes. Estou aqui juntando forças para conseguir terminar o projeto para a banca de qualificação. Como você conseguiu vencer essa fase?
      Eu estou lutando com todas as forças, ainda mais porque trabalho muito, mais de 8 horas por dia, sou casada, e resolvi me aventurar no mestrado mesmo assim. Hoje penso que não é para mim também essa vida de tanta pressão. Eu gosto de estudar e aprender coisas novas, me desafiar, mas essa pressão no mestrado me deixou realmente mal, tive depressão, enxaquecas constantes, até uma crise eclética (crises de ausência), acredita?. Espero passar por essa, e em breve te contar que consegui!! Espero mesmo!!
      Era só um desabafo tá, já que ninguém me aguenta mais, resolvi escrever para você que já passou por isso, e deve me entender.
      Um abraço e sucesso para você onde que que esteja, e saiba que seu post me deu forças de alguma forma, pois ao mesmo não me senti uma sozinha e louca tendo essas reações.

  22. Cícero 03.12.13 at 00:21 - Reply

    Parabéns pelo texto. É interessante ouvir de “um dos nossos” as mazelas que nos assombram nessa (desumana) viagem que é a pós-graduação (em universidade pública, vale ressaltar). Contudo, apesar da leveza do texto, ele traz luz a uma questão importante: o quanto a pós-graduação adoece os seus alunos. Ou seja, é um ambiente insalubre, doentio e adoecedor no qual convivemos e (sobre)vivemos na pura raça. Acredito que faz tempo que se faz necessário um olhar melhor das instituições no país a este respeito.

  23. Fabiana Mendes 03.12.13 at 05:56 - Reply

    Acho que a minha história foi menos medonha que as relatadas no post, mas vamos lá.

    Na semana da minha defesa (ia ser na sexta) eu sofri muito com dores nas costas. E não adiantava nada que eu fizesse: troquei de colchão, dormi no chão, tomei remédio e nada. Pensei: depois da minha defesa tenho que procurar um médico.

    Chegou o grande dia: com dor ou não aqui vou eu. No dia acabou a energia no campus e para minha surpresa em grande parte da cidade. A sorte e que eu estava rodeada de amigos e a energia voltou 30min antes do início da minha defesa.

    A dor era insuportável, mas fui né? Esperar mais? De jeito algum! Que aquilo terminasse naquele dia. Começou a apresentação, depois a arguição e eu não havia reparado mas a dor havia sumido. Isso mesmo DESAPARECEU! Não precisei ir ao médico, e pude comemorar bastante o sucesso alcançado =D

  24. Aline 03.12.13 at 07:10 - Reply

    hahaha, muito bom o seu texto! e é a pura vdd! conheço pessoas e eu mesma que já passei por situações semelhantes e olha que estou beeem longe de uma tese 🙂 rialto#

  25. Maria da Soledade 03.12.13 at 07:37 - Reply

    Adorei, Daniel! Me identifiquei com o Ricardinho, no mestrado eu também tive um vício musical pré-defesa rsrsrsrsrs

  26. Raquel 03.12.13 at 07:50 - Reply

    Que alívio saber … não estou só….

  27. Ibiara 03.12.13 at 09:12 - Reply

    Quando fiz meu doutorado desenvolvi úlcera e helicobacter pilorum… Mas deu tudo certo e hoje sou docente em uma grande universidade de SP, também tenho orientados. Será que eles apresentarão estes sintomas?

  28. Úrsula 03.12.13 at 11:43 - Reply

    Alguém tem o endereço da Casa Verde?…rs

  29. Camila 03.12.13 at 12:21 - Reply

    È bom ler esses posts, pois fazem a gente não se sentir tão fora de órbita. Durante a escrita e antes da defesa do meu mestrado, no ano passado, não podia ver uma paisagem bonita que começava a chorar descontroladamente. E para me manter concentrada ouvi o cd chemical wedding do Bruce Dickinson não sei quantas milhões de vezes, mas é o único que funciona de verdade

    Agora já estou no doutorado tb, a gente gosta de sofrer, rsrs

  30. Gisele 03.12.13 at 12:33 - Reply

    Eu fui parar diversas vezes no hospital com crise de ansiedade nos dias que antecederam a minha defesa. E ganhei de brindo um hipotireoidismo, que por hora me impede de começar o doutorado…

  31. Telma Vitorina 03.12.13 at 18:45 - Reply

    Devo compartilhar convosco que Ian Curtis, Ian McCulloch, Bernard Sumner, Bob Smith e David Gahan estarão entre meus agradecimentos…

  32. Telma Vitorina 03.12.13 at 19:01 - Reply

    Ah, o engraçado do dia da minha de defesa de mestrado é que estavam presentes 3 convidados pra banca, sendo um deles o suplente, pois uma das efetivas ainda não havia chegado. Eu telefonei pra ela e, sendo médica, estava em um hospital que fica há 15 minutos de carro do local da minha defesa. Ela confirmou sua presença. Sabendo disso, o suplente ficou tranquilo e me pediu licença para resolver demandas de seu laboratório. Tudo bem. Não lembro se ela demorou mais que os 15 minutos, ou se era só ansiedade do meu orientador mesmo… ele estava preocupado, tadinho… eu só me lembro da cena: ele sentado em uma cadeira, todos os convidados por ali conversando, amigos, familiares… e eu em pé ao lado dele dizendo: “Calma, Dr. L., ela já vai chegar”. Tipo assim… não era pra alguém estar acalmando a menina que ia defender? 😉

  33. Dani 03.12.13 at 21:00 - Reply

    Bom, eu tive uma crise após a apresentação e não antes… alguém me diz, por favor, que também teve!!! huahauhauah. Tive tantos problemas ao longo do mestrado que a energia se esgotou e não conseguia corrigir a dissertação após a apresentação. Resultado: termino do mestrado com quase 3 anos devido a depressão (pois demorei 1 ano para entregar a versão final), gastrite e enxaqueca.. um dia tomo coragem e entro no doutorado! rsrs

  34. Elizabethe 04.12.13 at 00:11 - Reply

    Texto muito bem escrito! Quando estava escrevendo minha dissertação de mestrado, o momento em que mais “rendia” era quando ouvia a música “I hate everything about you”… Vocês acham que foi traumatizante??? hahaha

  35. Cao Benassi 04.12.13 at 07:52 - Reply

    Sou formado em música, aluno de mestrado do Programa de Pós-graduação em Estudos de Cultura Contemporânea e meu objeto de pesquisa é a estética musical. Bem, eu sempre compus, nunca tive problema com “falta de inspiração” e ao chegar nos últimos meses da minha escrita, que envolve a criação de uma obra musical baseada nos conceitos de exotopia, responsabilidade e acabamento do filósofo e humanista M. Bakhtin e na numerologia Pitagórica, não consegui mais compor com naturalidade. O processo se tornou muito, muito doloroso. As vezes chego a pensar que não irei conseguir…

  36. Zeca B 04.12.13 at 11:26 - Reply

    Não acho nada bizarro a atitude do Ricardinho. Na minha dissertação de mestrado tá lá o agradecimento ao Lemmy e parceiros do Motorhead. Podem conferir nos arquivos do PGDesign da UFRGS. Só com heavy metal na orelha direto pra virar noites sem dormir. Bizarro é perceber o sol se pondo de um lado da janela e continuar escrevendo até ver o sol surgir novamente do outro lado.

  37. Olá! Adorei o post! Acho que todo mundo tem uma história para contar sobre stress pré-defesa! O pior é que a gente gosta, né? Quando acaba o mestrado já fica pensando no doutorado! Isto sim é gostar de sofrer! hahaha
    São tantas as aventuras pelo caminho que eu resolvi criar um blog para relatar as minhas histórias. Visitem: crismnetto.wordpress.com

  38. Erivelto 23.12.13 at 17:27 - Reply

    Qualifico dia 13 de janeiro e defendo dia 3 de fevereiro…. estou entrando em estado de nirvana kkkk

  39. Aline 29.01.14 at 10:46 - Reply

    Estou com um ano e 7 meses de doutorado, e estou fazendo estagio em um Centro da França como parte do projeto.Infelizmente meu experimento esta dando TODO errado, e terei que voltar antes do tempo, 2 meses antes, para refazer alguns testes no Brasil e depois mandar por correio e eles terminarem na França. Olha o Drama, e eu ja estou sofrendo antecipadamente com a minha defesa que como vou explicar isso no relatorio da Bolsa e no dia da minha defesa, que provavlmente sera daqui 2 anos, ou seja, minha crise pre defesa, vai durar nada menos que dois anos. Deus me ajude

  40. Silvia 23.02.14 at 22:19 - Reply

    Minha defesa é daqui a um mês, mas a tese ainda não está pronta!
    Estou surtando, nervosa, irritada, chorando por tudo, praticamente sem dormir, passando o dia de pijama… e ouvindo Carla Bruni dia e noite!!!! (Porque não basta estar surtada, tem que ser cafona!!!)

    O que salva é que meu orientador e minha co-orientadora têm elogiado muito os meus textos 🙂

  41. Luciana 01.04.14 at 16:15 - Reply

    Defendo daqui a três semanas. Não aguento sequer olhar para a dissertação e pior, já não lembro mais de nada que escrevi no início. Estou com muito medo e ansiosa, só em pensar em defender, tenho que correr pro banheiro. To com aversão a esta porcaria . Deus nos ajude.

  42. Ana Lívia 09.04.14 at 14:17 - Reply

    kkkkkkkkkkkkkkkkkk ri alto. Quanto tempo eu não visitava esse site. Me identifico e junte a isso os preparativos do casamento, pois me casei há pouco tempo…rsrsrs. Muito bom Daniel, parabéns.

  43. MARIANE LIMA VIEIRA 14.07.14 at 16:13 - Reply

    Amei o texto!
    Tipo, no meu caso eu dou aquela crise tipo “vulcânica”! E olha que eu tive que apresentar o esqueleto do meu TCC…algo simples comparado com teses e tal…Mas depois de uns tapas e uma imobilização do meu namorado tudo acaba bem, sabe kkkkkkkkkkk

  44. Bia 28.09.14 at 20:11 - Reply

    Achei o post engraçadíssimo e claro que me identifiquei muito. Mas o fato é que um ponto tem que ser falado: nem todas as estórias de stress pré-defesa são bonitas. Tem gente que fica com sequelas físicas e psicológicas sérias. No meu caso, tive depressão e não conseguia terminar de escrever a tese. Tudo o que eu fazia parecia péssimo quando eu lia e acabava refazendo, e refazendo outra vez… Simplesmente eu não conseguia achar nada do que eu fazia bom e comecei a duvidar da minha capacidade de terminar. Resultado: Perdi o prazo original e prejudiquei muito a minha carreira e a da minha orientadora. Meu conselho a quem está passando por dificuldades: procure ajuda. Tire um tempo de seu computador e vá a um psicólogo ou, como no meu caso, a um psiquiatra. Converse sobre o problema, pois isso não tem nada a ver com competência, mas com uma série de coiss que você nem imagina que tem dentro de si e que vem à tona neste momento tão delicado. Não tenha medo de ser vulnerável porque a gente é levado a achar que é invencível, mas não somos. Aprendi que cada pessoa responde à pressão de uma forma e que não custa nada pedir ajuda.

  45. Carol 30.10.14 at 10:00 - Reply

    Eu tenho prazo para defesa até o final deste mês, estou com o trabalho e a apresentação prontos, resta o meu orientador aparecer e determinar a data (situação que ocorre com pouca frequência), mas tudo bem, estou fazendo um exercício imensoooo para controlar a ansiedade!!!!
    Mas tenho alguns relatos de situações de stress durante estes 2 anos: Já acordei algumas noites com sudorese, taquicardia e formigamento nos membros, só de pensar nas pendências da dissertação. O meu último sonho foi que uma colega do mestrado preparou uma superprodução para a sua defesa, até com Escola de samba sem contar que durante a apresentação ela estava vestida de “mago”, e eu estava desesperada (acho que foi pesadelo e não sonho), pois enquanto ela tinha feito uma mega produção eu ainda não tinha nem preparado a minha apresentação. Meu orientador me deixa no limbo sempre, vou atrás e não tenho resposta, não vejo a hora em que chegue o dia da defesa, serei a mestranda mais tranquila e aliviada por este dia ter chegado!

  46. Igor Fraga 04.12.14 at 20:20 - Reply

    Estou na fase pre-deposito na espera interminavel do orientador mestre dos magos que nada ajudou. saindo do surto, ou entrando no proximo? parabens pelo texto

  47. Ibl 10.12.15 at 10:37 - Reply

    Sim é confortante saber que não estou sozinha nessas crises. Mas nao deixa de ser muito preocupante.. Estou a uma semana da minha qualificação, e simplesmente não paro de pensar que tudo irá dar errado. Já passei por isso na Monografia, na dissertação, em apresentações de seminários, e agora na qualificação. Agora já basta, vou procurar um tratamento psicológico pois sozinha não consigo mais. Vivo reclamando da vida, preocupo meus familiares e Nem eu estou me aguentando de tanta ansiedade, pessimismo e incapacidade. Definitivamente, não sei lhe da com pressões e estou com medo de surtar.

    • AMM 31.01.16 at 11:42 - Reply

      Me identifique demais com esse post e, principalmente com o seu comentário Ibl…passei por essas mesmas situações que você descreveu. No dia da minha qualificação do mestrado, simplesmente não conseguia abrir minha apresentação que já me dava pânico. Não conseguia me concentrar para poder estudar os slides. E com muita sorte, algumas horas antes da minha apresentação, consegui conversar com meu orientador e a banca para remarcar para uns dias depois. Ainda bem que eles entenderam minha situação. Foi tudo tranquilo! E 4 meses depois, vinha minha defesa de mestrado…passando por estes mesmos transtornos, mas consegui me preparar melhor e, por isso fiquei, de certa forma, mais tranquila. Mas sempre passando por estes mesmos transtornos, achando que tudo iria dar errado, tendo pesadelos com o dia da defesa, super ansiosa, e ainda um dia antes da defesa não consegui dormir nem 1 hora de sono de tanta preocupação. E o detalhe é que já estava tudo pronto, ensaiado…meu orientador, super tranquilo e atencioso, falando que tudo ia dar certo, não tinha pq me preocupar. Mas o problema nós mesmos é que nos pressionamos. Não é?! No fim, tudo deu certo, graças a Deus. Só que minha ansiedade não passou com o término do mestrado. Por isso, tive muito medo de estar surtando…rs. Então, resolvi ir ao psiquiatra, buscar ajuda…e descobri que há alguns anos já estava com Transtorno de ansiedade generalizada (TAG) – preocupação e ansiedade em excesso, – e fobia social, por isso o medo de me apresentar em público, sempre achando que tudo fosse dar errado. Ainda bem que, hoje, quase 1 ano depois estou me sentindo muito melhor, e menos ansiosa e preocupada com determinadas situações E nesses casos, se isso já vem afetando seu bem-estar, recomendo que procure mesmo um auxílio psicológico.
      Espero que tenha dado tudo certo com sua qualificação. Boa sorte!

  48. Lucia 30.01.16 at 19:55 - Reply

    Agradeço a todos os autores do barroco, romantismo alemão e russo. Aos impressionista franceses (os compositores), à Britney Spears, Byoncé, Pink, Shakira, Back Street Boys. Agradeço também aos Honests Gays, pelas músicas de meditação, sinos budistas, sons da natureza, chuva, ventos, riachos,cantos de pássaros exóticos, músicas de xamãs, lobos uivando. E lógico, ao Fred Mercury. Aos vídeos de meditação, coach, aos tutoriais de programas complexos de análise de dados qualitativos e quantitativos, aos tutorias de programas gerenciadores de referências bibliográficas e , enfim, e acima de tudo ele, que nunca me faltou nestas horas de trabalho na tese, o YOUTUBE!

    • Anninha 28.08.17 at 22:06 - Reply

      RSRSRSRSRSRSRSR! Minha situação foi a mesma que a sua! Ouvia de heavy metal ao funk, passando pelas diversas tendências de músicas zens e ambientes. Depois de um tempo, o corpo vicia e a droga não tem mais efeito, então a melhor saída é mudar de droga.

  49. Mariana 30.01.16 at 20:52 - Reply

    Serve meu próprio caso? Tive uma crise renal violenta DOIS DIAS antes da defesa e fui defender entupida de codeína nas ideias e em jejum, pq a dor me dava nauseas

  50. Sinéia 30.01.16 at 20:59 - Reply

    Lendo os comentários, me identifiquei com todos. Já defendi minha tese há um ano, e até hoje tenho PÂNICO do meu notebook. Cada vez que preciso usá-lo para alguma coisa, faço o mais rápido possível, pois meu coração acelera, tenho dor de estômago e uma sensação muito ruim…
    Durante o doutorado tive uma crise de pânico, insônia (dormia 4 horas por dia), comecei a tomar ansiolitico e a fazer psicoterapia. Nos momentos em que me permiti tirar alguns dias de férias, sentia uma pressão constante na cabeça, braços e estômago. Chorava todos os dias, parecia que, quanto mais eu estudava, menos eu sabia… A tese parecia interminável.
    Enfim, um ano já se passou e estou muito melhor! Mas só de pensar em pesquisa me arrepio inteira!

  51. Lica 30.01.16 at 21:25 - Reply

    Minha defesa de mestrado é mês que vem e eu estou em PÂNICO!
    Toda reunião que tenho com meu orientador ele inventa mais uma coisa pra eu inserir (eu me virar e colocar) na dissertação. Fora a má vontade imensa que ele tem para as coisas relacionadas a mim.

    NÃO AGUENTO MAISSSSSSS

  52. Letícia Santos 30.01.16 at 22:22 - Reply

    Atualmente estou cursando doutorado, já consegui superar muito o nervosismo e a ansiedade antes de apresentações e defesas de projetos. Mas na minha graduação antes da defesa do meu TCC eu tomei um calmante para poder controlar o nervosismo. Até aí, tudo bem, deu certo… Mas, não sei se foi efeito colateral do calmante, fiquei tão tranquila que tive crise de risos enquanto os membros da banca falavam do meu trabalho, qualquer coisa que eles diziam era motivo pra eu rir… A partir daí nunca mais tomei calmantes, ainda é difícil, mas procuro controlar toda essa ansiedade naturalmente mesmo.

  53. Joicy 31.01.16 at 10:15 - Reply

    Olá Daniel, parabéns pelo texto. É realmente assim que a gente se sente.
    Sou mestre em Ciência da Computação pela UFU. Meses antes da minha defesa comecei a ter sonhos (ou melhor, pesadelos) com minha defesa. Eram vários, mas o mais angustiante foi um em que eu sonhava que tinha morrido antes de defender. No sonho eu me via em um plano, desesperada por estar perdendo tempo, procurava meu computador, minha dissertação e não encontrava nada. Até que eu percebi que TINHA MORRIDO ANTES DE DEFENDER. Nesse momento eu morri novamente. kkkkk
    Conseguia ver as pessoas lamentando a minha morte e dizendo “que pena, ela estava tão perto de terminar o mestrado”. Do outro lado eu me desesperava e tentava avisar para as pessoas que eu estava ali e que tinha que terminar meu mestrado. Enfim, foi um daqueles dias que a gente acorda e se belisca pra ver se ainda está vivo. Eu realmente estava precisando da Casa Verde. rsrs
    Graças a Deus vivi, defendi e como louca que todos somos, estou pensando em começar o doutorado.

  54. Fernanda 29.03.16 at 22:48 - Reply

    hauahuahuauhauhau, realmente, é cômico e trágico ao mesmo tempo…
    Eu, que tinha fama de ser ligada no 220w, de repente comecei a ficar perdida dentro de mim… estava consumida pela dissertação… o ápice foi um dia que sentei pra tomar café da manhã e não consegui engolir o delicioso misto (ressalte-se que eu AMO PÃO rsrs), que eu havia preparado. Só havia um “bolo” na garganta e uma vontade de chorar, de fugir… Nesse dia eu pensei: PRECISO DE AJUDA! Várias foram as madrugadas conversando com um dos professores que me dizia: “Relaxa Fer, vc tá passando pela “zica” do mestrado. É comum. Vai passar…” Custei pra superar essa fase “zica” (e não tinha nada a ver com o Aedes… rs). Um dia, nas reuniões do grupo de pesquisa, já próximo à qualificação tive crise de choro na frente de todo mundo (PEEEEEENSE!) =/
    Veio a qualificação, sobrevivi, e logo chegou a defesa, com uma banca mara que tbm me fez ver que todo o sofrimento tinha valido a pena… e me fez pensar no doutorado (SIM, ACADÊMICOS GOSTAM DE SOFRER: ôooo bicho estranho!).
    Mas eu não quis olhar mais pra minha dissertação depois que entreguei a versão final… ta lá: linda e cheirando a nova no fundo de uma gaveta. Optei por trabalhar após o mestrado (pq pós-graduando SÓ ESTUDA NEH GENTE?!). E estou trabalhando meu interior para tentar um doutorado… Tenho a sensação que se não o fizer, vai ficar faltando algo no meu caminho e essa sensação é péssima.
    Então, que venham mais loucuras boas! Só peço a Deus que me livre da Casa Verde (Lembram da cor da UNIMED? Aqui ela tem apelido de Casa verde hehehe)!

    Bazinga! =D

  55. Henrique 08.07.16 at 01:00 - Reply

    Vou defender minha dissertação às 9:30 de hoje e estou pilhado aqui. Mesmo sendo professor concursado com duas graduações e experiência estou com receio. A pesquisa ficou bacana. Texto claro e fácil de assimilar. Contudo, limitar a apresentação num tempo pequeno e ser avaliado passa uma puta insegurança. Bom ver os depoimentos aqui.

  56. Janaina 26.09.16 at 21:08 - Reply

    Super real esses delírios de pos-graduando. No meio do mestrado as coisas começaram desandar com minhas análises que só davam errado, eu ia antes de clarear pro laboratorio e voltava sabe Deus que horas, fiz análise in vitro com digestibilidade usando fezes de equino e teve um dia que tive até que pular porteira na chuva pra pegar o cavalo e coletar ele pq o responsável pelo lugar estava de ressaca e não me atendia. Emagreci uns 8kg, estava com ansiedade incontrolável, e um humor que eu qdo estava em casa não queria ver nem a luz. E na véspera da qualificação MINHA VOZ SUMIIIIUUU, aí que fiquei louca de vez, não conseguia falar! Fui ao médico e recebi apenas um isso é psicológico ???? Me deu um acalmante natural, fui pra qualificação com febre, mas a voz tava rouca, mas dava pra forçar que saia, foi td bem, fui embora e cheguei em casa e apaguei no sofá à tarde toda, tive febre de novo e a ansiedade continuava. Aí quando chegou o dia da defesa a voz estava lá, eu estava só a carcaça com meus 45 kg em 1,74m e tive crise de choro quando comecei a primeira frase da defesa, depois fiquei com vergonha e comecei a chorar de vergonha. ???????????? a banca foi um amor e me acalmaram, deu tudo certo, defendi o mestrado e não quero mais ouvir falar nessa vida de pós-graduação. Boa sorte aos guerreiros que estão na luta!

  57. Cecilia Dalotto 27.09.16 at 10:41 - Reply

    Então…
    Durante o período final de escrita da minha dissertação, eu simplesmente fiquei dois meses sem conseguir abrir o arquivo do Word.Toda vez que eu sentava no computador eu ficava olhando pro ícone e me dava um pânico só de pensar em abrir.
    Evidentemente isso me levou a atrasar a minha defesa, o que postergou mais o meu sofrimento.
    Agora que já sou meste (e achei que estivesse livre), estou sofrendo levemente para escrever o artigo… já que ele me remete ao trabalho que eu fiz durante dois anos e pouco… e a sensação é EXATAMENTE a de ter uma sanguessuga grudada no pescoço…
    Obrigada por escrever o texto!
    Temos que começar a falar sobre isso! E temos que perceber que não é normal levar as nossas vidas dessa maneira!
    Um beijo galera!

  58. [email protected] 06.12.16 at 02:07 - Reply

    Estou escrevendo a dissertação e quando olho para o calendário falta 3 meses para entregar a versão final. Então, me bate desespero e ansiedade.

  59. Elena 25.01.18 at 01:01 - Reply

    Vou qualificar na sexta, eu estou desesperada, tenho crises de ansiedade, sinto uma dor no peito, o coração acelerado, as mãos ficam geladas, e ainda por cima parece que fiz tanta coisa e não sei nada. Gente, não é de Deus essa vida de pós-graduando. E o pior é que nem sabemos se isso vai valer a pena. As vezes dá muita vontade de chutar o balde e acabar logo com esse sofrimento, mas é aquela coisa, já passei no doutorado, então você se sente pressionado a fazer. Mas essa vida não traz felicidade, só problemas mentais mesmo. Já chorei hoje e amanhã também vou chorar e depois que passar isso, vou voltar aqui e falar como foi.

  60. Elena 02.03.18 at 12:08 - Reply

    Como prometido, voltei. Não tenham medo da qualificação. Foi super tranquila, não achei que seria assim. Agora estou mais tranquila para a defesa.

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