• O que aprender quando não se passa na seleção de mestrado e doutorado?

O que aprender quando não passamos na seleção de mestrado e doutorado?

É pessoal, final de ano está terminando e com ele, os resultados das seleções para Mestrado e Doutorado. Para uns, a aprovação e para outros não. Mas a vida segue, e se você pretende continuar tentando, não desista. Não passar na seleção faz parte. Eu lhe dou o maior apoio e digo aqui algumas questões a respeito do que eu acredito que devemos aprender quando não passamos na seleção.

1. SE ESFORÇAR MAIS
Esse foi o meu segundo ano de seleção e eu tinha quase certeza de que conseguiria uma vaga, mas infelizmente não. Depois que participei dos diversos processos, e a temida entrevista, vi o quanto eu ainda estava despreparada.  Claro, isso vale para cada área e em qual instituição você quer passar. O bom é que tudo nessa vida é aprendizado. Mas a principal dica é se esforçar mais. Não conseguimos porque os outros candidatos estavam mais preparados. Se esforçar significa ler mais, escrever mais, publicar artigos, participar de algum congresso.

2. ESTUDAR MUITO, MAS MUITO MAIS
É isso mesmo meu caro amigo, precisamos estudar mais. Conhecendo alguns dos candidatos  que participaram de seleções, tem muita gente preparada. Se envolvendo em congressos, escrevendo artigos, tendo uma relação direta com os professores. A dica é: estudar mais e o que você puder e conseguir. Leia ou releia os livros da prova que teve na última seleção, bem como os artigos dos professores da sua linha de pesquisa. O fundamental é esta conectado.

3. ESCREVA E PUBLIQUE ARTIGOS
Esse item não será um diferencial para que na próxima seleção você seja aprovado, mas irá lhe ajudar. Temos mais um ano pela frente e precisamos aproveitar o tempo para escrever artigos, ou resenhas. O importante é que estejamos envolvidos na área acadêmica.

4. DEFINA BEM O SEU PROJETO 
Não ter definido bem o projeto foi meu grande erro na seleção deste ano. Muitas vezes achamos que o projeto esta bom, e quando na hora da entrevista a banca nos confronta percebemos que “viajamos legal” na escrita do projeto. A dica é passar o projeto para um professor ou amigo seu ler, que conheça o assunto. Acredito que o importante mesmo é a gente definir bem e ter certeza do que queremos estudar.

5. A NÃO APROVAÇÃO VALE COMO EXPERIÊNCIA
Se você queria muito, se esforçou e mesmo assim não conseguiu meu caro, não desista. Eu sei que tem algumas coisas burocráticas no caminho, mas tem gente que consegue. Não aprovando em seleções seja para mestrado ou doutorado, amadurecemos e tentamos melhorar o que erramos. O fundamental é não desistir, melhorar, estudar, ler muito, muito mesmo e claro, conhecer bem o programa que você pretende cursar, a linha de pesquisa e a equipe de professores. Uma hora dá, e aprovação será muito mais vitoriosa. Vamos lá, 2014 está ai! Não desistam e aprendam com os erros.

By |2014-01-07T17:01:56+00:0007-01-2014|debates|25 Comments

About the Author:

Angélica Weise é jornalista e aspirante a mestranda. Inspiram-lhe textos da ciência e comunicação, e claro, sempre um pouco de imaginação. Neste espaço no blog irá compartilhar sua experiência de estudos preparatórios para a seleção do mestrado.

25 Comments

  1. Maria da Soledade 07.01.14 at 18:58 - Reply

    Muito bom o seu texto, Angélica!! Diante da não aprovação é meio difícil pararmos para fazermos uma auto-crítica, mas quando nos permitimos isso, é um valioso aprendizado. Não passei na minha primeira seleção de mestrado, só consegui na segunda tentativa, mas como você descreveu, a minha não aprovação foi importante para meu amadurecimento! Continue em sua busca e felicidades para 2014!

  2. angelica 08.01.14 at 08:16 - Reply

    Obrigada Maria, pelas palavras. Tudo é amadurecimento e aprendizado! Abraços

  3. Carolina 09.01.14 at 12:11 - Reply

    Não ser aprovado em QUALQUER processo seletivo é péssimo.
    Isso porquê nos julgamos preparados e cremos que, aquele objetivo que temos, é o que precisamos para ir em frente.
    Entretanto, penso que, por vezes, erramos um pouco no foco, na escolha em si.
    Vou tentar explicar isso com minha própria experiência: sou Mestre em Direito Internacional… e desde a conclusão do curso, em 2009, vinha tentando aprovação no processo seletivo do Doutorado em Direito na USP, mas batia na trave da segunda proficiência. Comecei a estudar italiano com todas as minhas forças… gabaritava todas as questões alternativas, mas ficava por décimos nas traduções… isso me deprimia. Muito! Porque sabia da minha capacidade, do meu esforço e dedicação. Até que, em 2013, tentei a “sorte” na PUC… e passei!
    Ou seja, estava tão focada em “USP”, que esquecia que poderia obter a excelência de um Doutorado em outra instituição de renome. E agora, sigo feliz da vida por começar meu curso em fevereiro!
    NÃO DESISTAM! Uma hora o sonho se realiza!
    Abraços,

    Carolina

    • Regina 04.12.15 at 20:34 - Reply

      Gente isso Aconteceu Comigo! Terminei mestrado em uma universidade Federal e fiz processo seletivo da UERJ, na primeira vez fui classificada tinha 6 vagas e fiquei em 7 lugar, passei na prova , na entrevista e minha media até ficou boa, mas não tinha vaga, esperei mais um ano, e estava tanto focada na UERJ que havia me esquecido das outras instituições, daí fiz a prova agora no começo de 2015 e de novo, não passei, e pior dessa vez tirei 5 na prova de conhecimento especifico, sendo que tinha estudado para morrer, fui com a certeza que iria conseguir essa vaga, só Deus sabe o quanto que chorei, chorei tanto que a secretaria do curso chorou junto comigo, mas agora bem final do ano consegui ser aprovada em outra universidade de SP, com nota capes bem melhor.
      Falo para quem passar por isso não desista do seus sonhos!!

  4. angelica 09.01.14 at 14:22 - Reply

    Olá Carolina. É ótimo o seu relato. Realmente não conseguir a aprovação é péssimo. Da vontade de desistir. Mas a persistência é amiga da conquista. Como bem você colocou, muitas vezes estamos focados apenas numa instituição e devemos ampliar a nossa visão para tentar outras. Fico feliz por sua aprovação! Sucesso!!

  5. Lolla 25.01.14 at 23:22 - Reply

    Faço parte do “seleto” grupo que bate na trave mas não passa na entrevista. De toda forma percebi um crescimento pessoal com duas tentativas consecutivas, apesar de não conseguir a sonhada cadeira, notei que a cada dia pesquisar se torna um hábito em minha rotina.
    Cedo ou tarde realizarei este feito!
    Obviamente bateu um cansaço mas vamos lá…

  6. angelica 27.01.14 at 08:52 - Reply

    Lolla, estamos juntos nessa. Mas não iremos desistir. A não aprovação vale como experiência. Que o estudo faça cada dia mais parte de nossa rotina. Abraços, e boa sorte!

  7. gláucya trentim 23.12.14 at 08:02 - Reply

    Eu quase passei na seleção de mestrado que eu queria. Sabe o que aconteceu comigo? Não acreditava de fosse passar na prova, passei. Não acreditava que fosse passar na avaliação do projeto, passei. Meu problema foi o seguinte: vacilei na entrevista, não consegui mostrar o que sabia, fiquei nervosa e não parava de falar. Hoje estou achando engraçado, mas há um mês atrás… eu até chorei.

  8. ANTONIA CLEIDE ALVES PEREIRA 18.04.15 at 21:13 - Reply

    gostaria de saber qual a melhor area em mestrado acabei de fazer pos graduação em lingua espanhola pelo Instituto Prominnas agora preciso me preparar para um mestrado não sei em que área gostaria de uma orientação.

    • Eliton 19.02.16 at 21:34 - Reply

      Sugiro, primeiro, você usar vírgulas.

  9. JUCA 25.04.15 at 20:23 - Reply

    Oi Angélica,

    Muito bom teu texto, certamente encorajou muitas pessoas com potencial que por pouco ficam fora das vagas.
    Há, entretanto, uma questão que, penso, precisa ser colocada: os meandros esquivos de muitas seleções de mestrado e doutorado.
    Recentemente tentei seleção de doutorado em duas instituições. Na primeira, tive a maior nota na prova escrita para a minha linha de pequisa que eliminou MUITOS candidatos. Nas outas fases, nas quais o candidato é identificado, fui aprovado, mas não com notas suficientes para conseguir uma vaga. No fim, todos os alunos que conseguiram vagas eram egressos de mestrado da instituição e foram orientados dos professores que compuseram a banca. Uma das candidatas era inclusive assessora pessoal de uma das professoras da banca num outro cargo que ela possuía na burocracia do Estado.
    Na outra seleção, fui bem em todas as etapas, e teria uma vaga, mas porque o edital causou um efeito inesperado na processo seletivo, reprovando muitos candidatos e deixando vagas ociosas, resolveram (pasmem!) mudar o edital andar da carruagem. Fui o único prejudicado, acabei ficando na primeira suplência. Teria todas as justificativas para questionar o processo judicialmente, mas não o fiz. Preferi deixar quieto por um motivo simples e pragmático, me indispor de cara com o programa transformaria os 4 anos do doutoramento num inferno! Além do mais, isso poderia inclusive comprometer minha carreira porque há, infelizmente, muitos profissionais que abusam do poder que dispõem para se manterem inquestionáveis e intactos na redoma de vidro que é construída pelo corporativismo.

    • MICHELLE CHAVES DA SILVA 14.12.16 at 17:11 - Reply

      Concordo com você. Fui verificar o resultado final de uma vaga para o mestrado e descobri que o “escolhido” , no mesmo ano de seleção de mestrado, era bolsista de iniciação científica da professora que o escolheu. Fica fácil passar no mestrado quando a pessoa já tem padrinho. Simples assim.

    • Pedro Toledo 25.11.17 at 10:11 - Reply

      Não há mais nada que precise ser dito; teu comentário propôs exatamente o que eu percebo nas instituições públicas no Brasil.

  10. Roberta 13.11.15 at 00:01 - Reply

    No meu caso: eu passei nas duas primiras fases… hj fiz a entrevista mas sei que não estava segura o suficiente. Não sei…parece que me falta rigor acadêmico para me expressar qdo estou perto de membros da área.
    Estou triste pq sei que não fui bem. O resultado sai semana q vem e eu tô com meu coração apertado pois, apesar do meu projeto ter sido aprovado, ele não ficou com uma nota excelente… muitos outros tiveram notas maiores!!!
    Fico triste pq foi um ano de investimentos em viagens para apresentar trabalho (me endividei pra isso). Por mais que a questão do aprendizado seja mega relevante, dói muito saber que vc não foi bem e que demonstrou insegurança.
    Mas …vamos q vamos pois a ESPERANÇA é a última q morre.

  11. roberta 16.11.15 at 09:05 - Reply

    Não passei na entrevista gente…
    Estou arrasada mas ainds bem que tem esse espaço que não serve apenas de consolo mas também pra nao desanimarmos ….espero passar um dia no doutorado.
    um bjo no s2 de todos.

  12. Juliana 14.01.16 at 09:32 - Reply

    Eu tb já tentei uma vez e fiquei na trave!! Não passei na entrevista. O meu erro foi não ter estudado pra entrevista! Achei q era uma mera entrevista mas que nada… na verdade o que ocorre é uma tensa prova oral! Eu não estudei e me enrolei toda pra responder questões simples pq pra mim isso jamais aconteceria. Aprendi com meu erro e vou tentar novamente estudando muito até o último dia.

  13. Roger 04.02.16 at 14:18 - Reply

    Infelizmente, muitos programas de Pós-Graduação, considera a entrevista como caráter eliminatório. Na opinião, totalmente sem credibilidade. Qual a certeza se o entrevistado realmente se interessa no programa? Não se sabe a intenção da banca sobre o tema abordado, muitos menos sabe se os candidatos desejam continuar na linha de pesquisa, em casos mais complexos, trocam de orientadores, o que é ruim para o programa.
    Já fiquei sabendo de candidatos que estudaram todo o tema, quando na entrevista perguntaram coisas pessoais da vida dele. Tensa prova oral sem conteúdo. Apenas, selecionarem o que eles querem.
    Hoje, estou terminando o mestrado em Agronomia e fico “corda bamba” sem saber se eu tento o doutorado. Vamos ver.
    Boa sorte e sucesso a todos nós!

  14. natiely 06.05.16 at 09:49 - Reply

    Recentemente não fui aprovada na seleção de mestrado,onde tentei pela segunda vez.Fiquei como aluna especial por um ano e tive muito contato com os professores,mais não consegui acreditar de fato na minha nota,pelo esforço e dedicação,entrei com um recurso,mais este sem êxito!é muito triste ter que passar por isso,vida que segue.

    • Andrey 27.06.18 at 14:50 - Reply

      Natiely, também estou passando por isso, o importante é manter bom contato com os professores, não desanimar e as vezes, uma troca de ideias com alunos regulares pode ser extremamente esclarecedora, por isso, mesmo que os assuntos na roda dos regulares não seja as melhores, converse sobre assuntos que poderão esclarecer sobre a seleção no programa e demais assuntos importantes.

  15. Ana. 25.10.16 at 23:21 - Reply

    Estou bastante triste, pois passei em uma seleção de doc disputadíssima, porém não devo ter passado na entrevista.
    O resultado sairá em breve. Não dei respostas objetivas, confundi o nome de um teórico, tudo de ruim. Se houvesse mais vagas, talvez fosse selecionada, por sorte. Mas são poucos os selecionados. Estou realmente frustrada e será bem difícil lidar com isso.

  16. Flavia 04.11.16 at 10:58 - Reply

    Esse ano foi minha segunda tentativa na seleçao de mestrado. Ano passado eu nao estava tão preparada e nao conhecia muito bem como ocorria o processo seletivo. Mesmo assim, eu passei no projeto, na prova de proficiencia e na prova escrita, mas bati na trave na entrevista. Esse ano me dediquei ao maximo, estudei, comprei muitos livros, publiquei artigos, fiz disciplinas isoladas, recorri a um “pré orientador”. Ontem saiu o resultado e nao passei. Estou devastada, muito triste, inconformada. Nao vou desistir, mas certamente “jogar tudo pro alto” é a primeira coisa que vem a cabeça.

    • Damares 26.11.16 at 20:22 - Reply

      Boa noite Flávia.
      Poderia responder se na sua prova escrita você teria que citar o nome do autor. Na verdade as perguntas que vou fazer a Flávia todos os colegas podem responder. Confesso que estou meio sem noção sobre as etapas do Mestrado.
      Passei na prova de proficiência.
      Fiquei na prova escrita. Então vamos: preciso de orientações e dicas.
      – A dissertação da prova escrita é uma resenha dos assuntos disponibilizados?
      – No meu edital foram 10 obras. Na entrevista ele sorteia uma das obras ou as perguntas são dos autores que informamos nas referências bibliográficas.
      Não passei na prova escrita.
      Obrigada.

  17. Marcelo 03.12.16 at 03:00 - Reply

    A maioria dos programas de mestrado/doutorado, principalmente os das Universidades públicas nada mais são que panelinhas fechadas.

    Na academia está cheia de máfias deste tipo, como de citações e coisas do tipo.

    Não é uma questão de se esforçar. A entrevista é extremamente subjetiva e tudo vai depender do cara ir ou não com a sua cara.

    Nao existe este negócio de “trave”, o que existe é gente que não faz parte das panelas.

    Se te reprovarem na primeira nem tente novamente na mesma instituição. É perda de tempo.

    Se for estudar para alguma coisa no BR estude para concurso puvlico, porque o que mais tem aqui é mestre e doutor desempregado.

    Passei na prova escrita de um programa de mestrado e fui rejeitado na entrevista, mas sinceramente, estou cagando e andando. Passei em uns concursos e só preciso aguardar ser chamado. Como técnico judiciário vou ter um salário maior que um professor doutor destes.

  18. Viviane 12.01.18 at 13:53 - Reply

    Pessoal.
    Eu passei na seleção do mestrado da USP este ano, em Teoria Literária, sem conhecer nenhum professor do programa. Muitas pessoas me diziam que havia essa história de “panelinha”. Até acho que há, mas não só isso. No meu caso para vcs terem uma idéia, dos três professores com os quais entrei em contato, uma me ignorou, uma foi, digamos, reservada e o outro disse-me que sabia do meu projeto, não gostou dele e não tinha interesse em orientá-lo, mas que se ele havia passado na fase de projeto é pq alguém havia se interessado nele. Na arguição passei com o professor que havia gostado do projeto e acabou dando certo. Ou seja: haverá pedras no caminho, mas esforço nas provas, um bom projeto com consistência e uma entrevista que passe confiança sao fatores que todos podemos ter, basta dedicação. Ser Aluno especial da instituição independente do programa (Eu fui de outro) é muito bom tb. Não desistam. E pessoal, escrevam algo que vcs gostem, que tenha nexo com o programa mas que fuja um pouco do arroz com feijão. No meu caso fiz um projeto sobre música para a área de literatura. Acho que isso foi o diferencial.

  19. Tássio Alves 19.03.18 at 09:44 - Reply

    Gostei bastante do texto e dos comentários, vejo que os processos seletivos em todo Brasil são difíceis e com problemas. Ano passado tentei mestrado aqui na minha cidade, em Santarém/PA, fui bem no projeto e na entrevista, mas o currículo puxou minha nota para baixo, minhas publicações são de cinco anos atrás, quando me formei, depois disso só trabalhando, a parte acadêmica ficou a desejar. Ainda assim, fui classificado em 9º colocado e eram oito vagas. No início do ano agora, que eram as matrículas, uma pessoa desistiu e o que aconteceu? Não me convocaram e não deram motivos para isso. Infelizmente, concordo com vários comentários aqui sobre panelas nas universidades, isso existe sim, mas sobram vagas para disputa livre, tanto é que fiquei classificado e teria total condição para assumir a vaga da desistente, mas os coordenadores de curso, membros de comissão, acabam por deliberar os atos independente do projeto de vida de quem tenta cursar pós-graduação. Muitas vezes, aquele aluno que ele queria muito no curso, entra, faz o mestrado inteiro e no final, não publica nada! Gasta o dinheiro do projeto, da bolsa e o retorno é zero.

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