• A gente vive junto, a gente se dá bem

A gente vive junto, a gente se dá bem

Para muitos pós-graduandos juntamente com a matrícula no programa vem a mudança de endereço. Morar em república ou formar uma (dividindo apartamento) é uma opção para quem quer e precisa poupar, já que nem sempre encontramos pensões ou casa de estudante. Dividir espaços e responsabilidades gerenciais de uma residência pode ser trabalhoso e árduo, ou pode ser leve, tudo dependerá da dinâmica de inter-relação entre os moradores ou gladiadores.

Longe de querer ter a verdade absoluta sobre relações interpessoais, mas irei expor alguns fatos que devem ser conversados entre seus novos companheiro de residência. Comunicar-se e diálogo são palavras de ordem, lembre-se: “as coisas mais difíceis de serem ditas, de repente, são aquelas mais importantes de serem dialogadas”.

O COMEÇO DE TUDO

O primeiro passo: todos os novos moradores, em conjunto, devem identificar e elencar por prioridades os critérios “preferenciais” para escolha do novo endereço como: preço/custos, localização,  número de cômodos, número de banheiros, presença de mobília. Tente listar o que não pode faltar na nova casa e, a partir deste “perfil”, investigue os locais com estas características (ou boa parte delas).

Após a escolha do endereço vem a divisão dos quartos/espaços, custos e tarefas. É importante que no grupo seja conciliado quem será o “síndico/cobrador” aquele que efetivará os pagamentos. É melhor quando esta função é rotativa e compartilhada.

A PARTE DOLORIDA

O terceiro passo é adequar as datas de pagamento das contas às condições financeiras de todos os moradores. Ter este cuidado no início da contratação de serviços (aluguel, internet) evitará futuras multas de atraso de pagamento. Lembrando que normalmente o prazo de recebimento de bolsa estudo é cinco dias úteis, vale usar dia 10 a 15 do mês para pagamentos #ficaadica.

ORGANIZAÇÃO E NEGOCIAÇÕES

Depois destes três passos finalmente você já terá um lugar para chamar de “nosso”, mas falta alguns detalhes. A dinâmica de interação entre os moradores será estreitada, ou não, ao longo da convivência. Ajustes iniciais são importantes, por exemplo, a “lei do silencio” no fim de semana, um pós-graduando muitas vezes usa estes dias “livres” para escrever resenhas e projetos, sendo importante, portanto, que nestes dias as festas e a bebedeira em casa sejam negociadas.

Outros pontos/tarefas que são importantes para serem ditas e divididas são limpeza dos ambientes, tirar lixo, encher garrafa de água, louça suja, roupas no varal, espaço da ordem, espaço da bagunça, visitas íntimas e o mais importante a cumplicidade: “o quê se faz no apê, fica no apê“. Não transfira discussões domésticas para outros ambientes, afinal, roupa suja se lava em casa.

A última sugestão é quanto à flexibilidade das regras entre moradores. Não torne sua casa um quartel general. É importante que todos os moradores transformem este espaço em algo parecido com um lar, na dinâmica de convivência vocês só tenderão a ganhar, afinal todos estão distante de sua “terra natal” e “a gente se dá bem e consideramos justas toda forma de amor”.

…comigo é assim…

By |2018-12-06T01:56:27+00:0012-03-2014|debates|2 Comments

About the Author:

Católica e educadora por vocação, dentista por profissão, farmacologista por paixão e doutoranda na atual situação em terras potiguares (UFRN) escrevendo recadinhos as quintas-feiras

2 Comments

  1. Thalita Santana 15.03.14 at 12:30 - Reply

    Muito bom o post! Me identifiquei muito 🙂

  2. Lisieux Frota 16.03.14 at 07:52 - Reply

    Muito bom o artigo…. altas ideias e experiências. As vezes falta nas pessoas esse diálogo, experiência em dividir espaço e maturidade. Parabéns! !! Show.

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