• 7 motivos que me fazem fugir do aluno nota 10

7 motivos que me fazem fugir do aluno nota 10

O processo de avaliação é um capítulo a parte no ensino, minha pequena experiência em docência me fez fugir dos alunos nota 10. Esse ser seria aquela pessoa que almeja a coleção de maiores notas (a todo custo) para receber a cobiçada menção honrosa, abaixo listo alguns motivos que me assustam nesse ser.

1. “Não existe aluno nota 10 e sim avaliação mal elaborada”
Esta frase não é minha e na primeira vez que ouvi me trouxe até uma sensação de repudio, pensei como assim mesmo estudando não mereço nota máxima! Na verdade para esta frase cabe uma outra interpretação. O processo de avaliação em sua essência visa identificar quais são as falhas e faltas que está ocorrendo no aprendizado do conteúdo, se o aluno sempre alcança a nota dez o instrumento não está sendo eficiente na identificação das falhas no aprendizado (SIM todo aprendizado exibe falhas e é permissivo de aprimorá-lo).

2. O aluno nota 10 muitas vezes fala o que professor quer/espera como resposta
Ao elaborar seu questionário. o professor já tem em mente as respostas. Assim temos uma avaliação essencialmente baseada no conhecimento do professor (claro que embasado em uma ampla e atualizada bibliografia) isto promove a montagem de um instrumento pessoal onde refletirá a interpretação do professor sobre o tema.  O aluno “espertinho” sabe disso e procura identificar e reproduzir em sua avaliação esses conceitos e nunca inova em suas respostas.

3. Muitas vezes o aluno nota 10 é aquele que possui habilidade de gravar/decorar
Aplicar questionário aos alunos muitas vezes só demonstrará quais alunos efetivamente possuem a capacidade de memorizar informações. Observe o cronograma da maioria das matérias em nossas Universidades. Verificaremos que as aulas muitas vezes abordam assuntos que são agrupados em unidades e o “marco” divisor são os instrumentos avaliativos. Logo frente ao plano de ensino deste professor só esperamos que os alunos memorizem os temas. Deve haver previamente as avaliações de atividades como estudo dirigido, grupo de discussão ou estudo de caso, momentos de consolidação do conteúdo. Práticas que visam despertar avaliações críticas reflexivas sobre a realidade aplicando o conhecimento abordado.

4. A expectativa é irmã gêmea da frustração
Como em uma copa do mundo, sobre os “favoritos” recai o peso das expectativas, sentimentos que unidos à imaturidade promovem rótulos como garoto(a) prodígio ou geniozinho. Daí o aluno nota 10 passa a assumir estes rótulos como verdade. Ingredientes que são fonte de frustração para o jovem formado.

5. O erro faz parte do processo de aprendizagem
Se o aluno não cometeu erro na vida acadêmica cometerá na sua vida profissional. A falha por si é estímulo para auto-superação este processo deve ser bem conduzido pelo educando e educador, na busca de novos conhecimentos que provocarão o aprimoramento dos conceitos. Existe muita coisa além da resposta correta e incorreta (às vezes falhas de interpretação, dificuldades: motoras, ou em outras matérias, momento pessoal, transtornos de atenção) o professor deve estar atento a estes eventos pois na busca do conhecimento não há um caminho único temos muitas trilhas que nos levam ao mesmo destino.

6. A maioria dos profissionais bem sucedidos não foram aluno nota 10
Notas elevadas não são suficiente para o sucesso profissional. O mercado de trabalho exige uma lista de habilidades (senso crítico, trabalho em equipe multidisciplinar e transdiciplinar, negociar, liderar e ser liderado) que muitas vezes não são desenvolvidas nas Universidades. Muitas vezes esta lição foi entendida pelo aluno que erra e experimenta o desafio da auto-superação. Por isso que muitas vezes a turma do fundão se dá bem na profissão.

7. Para um bom educador não há nenhum aluno que não seja nota dez
Potencialmente todos nós somos capazes de assimilar novos conceitos e novas técnicas (respeitando limitações motoras e psíquicas individuais) a figura do educador motivador vai promover a facilitação deste processo. O bom educador percebe (mesmo em turmas heterogêneas) as potencialidades individuais de seus alunos e cabe a ele promover o entusiasmo e despertar ao conhecimento abordado. O crescimento individual de cada aluno para o educador já é fato de merecimento de nota máxima, pois na verdade o aluno está superando seus limites próprios o que não necessariamente o tornará acima da média da turma. Superar-se todos os dias é uma atitude digna de aluno nota 10.

Para aprofundar no tema sugiro a leitura do texto “11 habilidades que o mercado exige e a faculdade não ensina“. Boas superações a todos e até a próxima quinta!!!

By |2018-12-06T01:56:37+00:0008-08-2013|debates, docência|36 Comments

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Católica e educadora por vocação, dentista por profissão, farmacologista por paixão e doutoranda na atual situação em terras potiguares (UFRN) escrevendo recadinhos as quintas-feiras

36 Comments

  1. vinicius 08.08.13 at 22:37 - Reply

    ótimo ponto de vista. Sempre achei que não necessariamente aquele que tem um CR 9,0 na faculdade será melhor do que um com CR 7,0. O mercado de trabalho é algo muito mais complexo do que uma marcador de desempenho acadêmico. Obrigado pela lição.

  2. Karlla G 09.08.13 at 10:45 - Reply

    Esses pontos não podem ser aplicados a todos os alunos: no ensino superior não é bem assim. Gravar/decorar, neste caso, é impossível. E outra: nem sempre um aluno que busca a nota 10 somente almeja colecionar notas máximas. Mas em suma foi uma boa matéria! 🙂

    • Ezequiel 16.02.17 at 18:53 - Reply

      Sinceramente o aluno que e nota dez poder ser uma vergonha para a socidade. So do aluno gavar demais q e nota dez. Isso e demais para nos ,outro q ser alguem nada os nota dez so pensar em tira dez e esquece q a vida n existe e q e uma luta para cada um

    • Silva 13.04.18 at 11:12 - Reply

      Na verdade no Ensino Superior a maioria das matérias é só decorar e pronto. Com exceção das disciplinas que envolvem cálculo. Falo isso porque faço curso numa Universidade Federal, meu curso nessa universidade está entre os 5 melhores do Brasil. E posso afirmar com toda certeza e por experiência própria que tem disciplinas que é só decorar e é 10. Com exceção das que envolvem cálculo a maioria que paguei é só decorar.

  3. Alisson Cardoso 09.08.13 at 14:49 - Reply

    Sem dizer dos alunos com ótimas capacidades em colar… Aí já seriam 8 motivos…

  4. Melka 10.08.13 at 05:43 - Reply

    Alisson ,karlita e Vinicius obrigada pelos comentários o intuito do texto foi. Falar um pouco do rotulo aluno : nota dez.

  5. Felipe 10.08.13 at 11:44 - Reply

    Melka,

    Apesar de entender que a sua generalização, nem todos os alunos notas 10 almejam isso a todo o custo. Existem também aqueles que fazem de tudo para passar nas matérias a todo o custo, sem se dedicar nem um pouco aos estudos e as disciplinas. Você que é estudante deve ter visto muitas vezes isso, então vejo de uma forma ruim o título desse post. Compreendo a provocação mas não entendo.

    Todo estão almejando tirar notas (boas ou suficientes) porque esse é o meio para conquistar o tão sonhado para a conquista do título.

    Na minha opinião, o que desencadeia os itens 2 e 3 é justamente o 1. O processo de avaliação é um dos principais pontos. Assim como tem professores que tem preguiça de elaborar novas aulas, melhorar a dinâmica da disciplina e a didática, tem os alunos que não querem estudar mas fazem de tudo para passar na matéria, bem como alunos que sabem “como estudar” para determinadas disciplinas por essa falta de inovação do professor. E isso, ao meu ver, não é um mérito ou demérito, apenas um caminho que pode ser seguido.

    Talvez as metodologias ativas sejam um dos caminhos para evitar esse rótulo que você citou. O professor pode avaliar os alunos apenas por conceito: aprovado ou reprovado. E para que isso ocorra, o professor também deve esclarecer na primeira aula as competências que ele acredita que devam ser desenvolvidas e atingidas ao longo do semestre para que a avaliação possa ser a mais objetiva possível. E assim, acredito que os item 4, 5, 6 e 7 possam, de alguma forma, serem contemplados, diminuindo a frustração daqueles que se dedicam, ter liberdade de errar mais e aprender mais com isso e até mesmo melhorar e motivar mais os professores e alunos.

    • Eduardo 26.03.17 at 15:47 - Reply

      “Compreendo a provocação mas não entendo”

      Âânh?

  6. Petronio 10.08.13 at 13:23 - Reply

    Discordo do ponto de vista da autora sem com isso querer tirar os seus méritos. Entendo que toda avaliação tem que ser pautada por um conhecimento possível e nesse sentido, se o aluno não alcançou o que se desejava, significa dizer que ele não se esforço para tal ou encontrou alguma limitação que o impediu de alcança o que foi ensinado. Ninguém tem o direito de exigir o impossível de ninguém. O professor não é perfeito e nem pode cobrar a perfeição de ninguém. O sistema educacional também não é perfeito. Como não somos perfeitos e nem temos instituições perfeitas, o ideal é que é cobrar o que é possível de ser alcançado. Nesse caso, de 0 a 10 o que for cobrado tem que ser absolutamente possível de ser alcançado. A própria ciência não é perfeita porque o conhecimento não é estanque. O que hoje é válido amanhã pode estar superado, isto porque o conhecimento está sempre aberto a novidades, a novas descobertas. O ensino não pode estar limitado uma avaliação. Uma avaliação é apenas um recorte daquilo que foi colocado sobre determinado tema. Se o aluno alcanço o objetivo do tema proposto, porque não receber a nota máxima? Se isso não fosse possível, a educação estava fadada ao fracasso já a partir da sua proposta: exigir algo impossível de alguém. o dez (nota máxima da avaliação) não significa perfeição, porque nenhum conhecimento pode se arvorar da perfeição, mas que o aluno alcançou os objetivos propostos para um determinado contexto. ISSO É A MINHA POSIÇÃO. Fico grato pela oportunidade de me manifestar sobre o tema.

  7. Ótimo texto, Melka! Muitas vezes vejo realmente que os melhores profissionais não eram os alunos notas 10, porque desenvolveram outras habilidades, principalmente a de lidar com a frustração de notas nem tão altas assim. Também acho mais impotante o aluno que reciocina sobre o conteúdo (e não apenas repete tudo que decorou). Na faculdade já vi muitos colegas tirarem notas altíssimas e um mês depois não se lembrarem mais do conteúdo, enquanto alguns que tiraram notas mais baixas ainda eram capazes de utilizar a matéria para resolver certos problemas anos depois. Também acho mais interessante o aluno que discute o conteúdo com o professor e não apenas aceita o que é passado e concorda piamente. sua postagem foi realmente excelente e me fez mudar a ideia quanto ao meu próximo texto. Parabéns!

    • Allan 21.10.16 at 17:04 - Reply

      legal, também achei bem legal sua posição cara. sou estudante de Engenharia e assim, tem um camarada lá na turma que só tira nota máxima nas avaliações, e aí os outros alunos comparam isso e começam a se sentir-se cabisbaixo e até mesmo falando em mudarem de curso. o que eu penso nisso tudo é como você propôs aí seu pensamento em relação aqueles que tiram nota não almejada, mas que absorvem bem determinada matéria em que ali se encontra. Pelo menos eu penso assim, sabe?! as vezes tiro notas não esperadas nas matérias, mas fico muito refletindo em ambas questões dadas. e daí nessa reflexão, aparecem novas ideias
      se quiser discutir algo, meu e-mail e esse aqui [email protected]

  8. Diogo Bordeguini 11.08.13 at 14:38 - Reply

    Ainda bem que não foram 10 motivos….rs

  9. Tico 12.08.13 at 10:13 - Reply

    Não creio que no ensino superior seja diferente disso não, estudo em uma universidade federal e existem muitos alunos que gravam/decoram e não absorvem de fato o conteúdo.Creio que a autora não quis se referir aos alunos que buscam notas boas (acho que todos buscam) mas sim àqueles alunos que acham que as notas são tudo. Parabéns pelo texto.

  10. Melka 12.08.13 at 22:00 - Reply

    Obrigada por todos os comentáros, realmente não acredito que rótulos ajudem algo.. e principalmente “aluno nota dez” o texto é um alerta para os instrumentos avaliativos.. temos outras habilidades a serem avaliadas e desenvolvidas que muitas vezes em avaliações formais não podemos explorar: metodologias ativas é um belo divisor de águas. Quinta-feira tem mais

  11. Manoel 13.08.13 at 13:54 - Reply

    Discordo, em parte, deste artigo. Eu entendo que existem sim, muitos alunos (estudantes) “nota 10”, naturalmente. Eu particularmente, tive alguns, que por caprichos da natureza, mereciam e continuam merecendo todo o meu respeito e minha admiração pelo nível de inteligência do qual eram e são dotados. Alguns nem precisavam assistir aulas. Sabiam ler, interpretar e assimilar o que estava nos livros e revistas científicas (e mais tarde, na internet) e alguns, até mesmo, formular novas idéias e teorias. Por isto que eu nunca fiz chamadas. Aulas, às vezes, representam perda de tempo para certos estudantes. Porque não precisam de professores para adquirir conhecimentos. São auto-suficientes neste quesito. Aulas, para estes, são meras formalidades nas quais cobram suas presenças. E eu não gosto destas formalidades. Eram realmente estudantes “nota 10”, não por virarem noites e mais noites estudando. Mas por serem dotados de uma inteligência muito superior à media. São diferentes dos Alunos “Nota 10”, citados no artigo. E alguns deles receberam, com todos os méritos, menções honrosas. Sem medo de errar, cito alguns: Mauro Márcio (meu colega de universidade), Silvana Puga Ribeiro (Agronomia-UFV), Luis Carlos Albuquerque (Matemática-UFV), Wladimir di Iório (Informática-UFV), Mauro Sollar (Análise e Desenvolvimento de Sistemas-UNOPAR (Nucleo EAD-Viçosa)), Ettiene … (Sistemas de Informação – FDV), Bruno Rúbio (Eng. Produção-FDV) e muitos, muitos outros. Mas eles nunca estavam preocupados em tirar Nota 10. Tiravam naturalmente. E todos se deram bem na vida e/ou estão muito felizes com a vida que levam. Há também os que tiram Nota 10, como descrito neste artigo. Eu já tive estudantes deste tipo também. Mas, na maioria das vezes, estes se tornam profissionais medíocres, burocratas da ciência, escravos do trabalho e não vão muito adiante não. Ninguém precisa ser aluno “Nota 10”. Precisa sim, ser Estudante “Nota 10”. Saber que existe tempo para se divertir, existe tempo para estudar, existe tempo para viver, existe tempo para namorar, existe tempo para ajudar o próximo, existe tempo para se politizar e ainda sobra tempo para outras coisas.

  12. pedro vieira 19.08.13 at 08:51 - Reply

    Não concordo, quando chegamos ao ponto que saber é ruim e não saber é bom?. Pois quando sabemos de algo e falamos somos chamados de prepotente, arrogante, o sabe tudo; e por ai vai; más quando não sabemos somos chamados de humilde, e ouvimos o comentário: nossa como ele é uma pessoa simples; quando ele não sabe ele não tem vergonha de falar.( qual o problema de saber !)
    Então não está na hora de pararmos com essa ideologia? todavia que se o professor por sua vez sabe, por que o aluno não pode saber? professor que tem medo do saber do aluno, desculpe não é professor. O problema é que transformamos o saber em uma competição, temos que entender que o saber, é o saber – e plagiando Douglas Santos: como você sabe que você sabe? e se não sabem como sabe que não sabe? – discussões para o próximo almoço que tal?

  13. Emily 18.05.14 at 20:10 - Reply

    Nem todos os profissionais bem sucedidos foram alunos nota 10 talvez porque alunos nota 10 são poucos. Muitos profissionais bem sucedidos não foram sequer alunos. Existem banqueiros, empresários, jogadores, atores, músicos e, até professores (pasmem) com o mínimo de escolaridade. Alias, o que é mesmo ser bem sucedido?(!!). Então, cara, talvez, você esteja apenas dizendo que conhece pouco uma coisa chamada “Estatística”. Cada um fala o que quer …

  14. Leandro Piangers 05.07.14 at 10:22 - Reply

    Como educador eu geralmente penso neste tipo de assunto com muito cuidado. Pra se pensar em educação não se pode fazer um simples recorte da mesma fora de seu contexto social. Vejamos, estamos em um sociedade em que o sistema do capitalismo, e isso é dito aqui sem cair no lugar comum do discurso marxista, cria situações de pura e simples exclusão. Em alguns casos o sistema acha lucrativo indivíduos que sejam criativos e reflexivos. Porém, na maior parte do tempo o sistema busca pessoas que saibam obedecer ordens e façam um trabalho repetitivo.
    O ponto que me faz refletir no seu texto é de que, afinal por que temos de formar pessoas para o mercado? O objetivo de educar é simplesmente educar o futuro trabalhador? Se for para isso, o sistema de avaliação atual, estúpido, ranqueador e excludente é mais do que suficiente.
    Os alunos nota 10 procuram na nota um reconhecimento que acreditam que a sociedade lhes dará caso tenham sucesso. Uso reconhecer como receber através do olhar do outro a certificação de que existo e de que sou um indivíduo daquele grupo.

    A pergunta que deixo é: como criticar uma escola, um aluno e uma avaliação num contexto que elas refletem o comportamento de uma sociedade complexa?
    Dizer que “a” ou “b” se dão melhor no mercado de trabalho não é simplesmente confirmar um sistema que preza pela simples instrução do capital humano e não a formação intelectual/moral do homem?

  15. WILLIAM 02.10.14 at 22:21 - Reply

    Acredito que deve ter muitos alunos notas 10 por dar a resposta que o professor deseja mas sera que todos os professores tem discernimento,capacidade,tempo e vontade de avaliar respostas certas escritas de pontos de vista diferentes ? Sera que é mais fácil pra eles avaliarem o que eles explicaram ou ter que analisar pesquisar compreender um resposta nova? Sera que esses profissionais que vc enxerga como bons que não tiraram 10 não pisam nas pessoas para subir de cargo, mentem , burlam , trapaceiam pra chegar onde chegaram ?

  16. Karine 13.06.15 at 11:06 - Reply

    Discordo plenamente, isso é conversa de pessoas que quiseram e não conseguiram ser aluno nota 10! Ainda mais vindo de uma professora, medo do conhecimento do aluno?

    • Juliana 28.03.16 at 21:42 - Reply

      Exatamente a impressão que eu tive. Daí a gente vê um monte de professor que poda o aluno, que tenta limitar o conhecimento da pessoa pois tem medo de ser desmascarado.

  17. Leonardo 19.11.15 at 13:00 - Reply

    Concordo em partes com o texto. Sempre fui de tirar notas boas nas avaliações, porém não quer dizer q não cometo erros. Erro e erro muito durante o desenvolvimento da matéria e é isso q me ajuda a tirar Boas notas. Mas concordo q muitos fazem disso um troféu e muitas vezes esquecem que o mais importante é aprender.

  18. Vivi 06.01.16 at 16:36 - Reply

    Quando li seu texto me lembrei de um excelente professor que dizia a mesma coisa, notas não necessariamente definem profissionais.
    Parabéns!!!

  19. Juliana 28.03.16 at 21:40 - Reply

    Coitado do aluno que gosta de estudar e realmente, verdadeiramente tira notas 10. Desmerecido pelos próprios professores.

  20. João Gilberto 10.05.16 at 22:12 - Reply

    Fugir do aluno dito “nota 10” não seria aconselhável por parte da docência. Acredito que, nestes casos, a persistência do aluno, quando não tratada de forma obsessiva, deveria servir de exemplo para aqueles que não possuem foco e/ou objetivo de vida. Já em relação ao mercado de trabalho, realmente existe um abismo entre o que é ensinado na escola e o que é percebido fora dela, porém vale ressaltar que a escola propaga essencialmente informações que agreguem conhecimento, portanto, cabe a cada um saber fazer utilizar esta sabedoria da forma que lhe for conveniente para a vida profissional. Reitero: Escola / Faculdade não é receita de bolo para o sucesso profissional

  21. Renan 14.06.16 at 15:33 - Reply

    Concordo, eu na época de graduação era incompreendido por meus professores de faculdade, sempre fui muito interessado e sempre fui bem acima da média, meu curso era de Ciência da Computação, e modestia parte eu tinha as capacidades cognitivas melhores do que as do professor e por isso era incompreendido, e minhas notas nas provas eram baixas porque via a resposta de outra maneira. Mas era muito acima da minha turma e do professor inclusive, um dos professores reconhecia issi o outro jà não e no fim mesmo com excepcionais trabalhos e excepcionais coisas que eu desenvolvia a unica coisa que era levada em conta era uma porcaria de uma avaliação, eu ficava de recuperação enquanto os outros alunos mesmo sabendo muito menos coisas e não desenvolvendo 1 terço do que eu desenvolvia, eles passavam e eu não. Hoje ja sou PhD mas ainda me lembro, por isso que não defendo avaliaçoes no papel, muitos genios sqo desmotivados

  22. Ligia 07.08.16 at 23:49 - Reply

    O texto, na verdade, visa justificar a mediocridade ao qual o Brasil é mergulhado. “Tudo bem tirar 5. Afinal 5 já te passa de ano”. Medíocre. O argumento desta “professora” é que faz com que o Brasil tenha profissionais medíocres, que pouco competem no mercado externo e acabam sendo subalternos o tempo todo. A internet é uma grande privada, mas este texto superou todos os limites.

  23. Math 26.08.16 at 17:54 - Reply

    Olá, sou o tal ”aluno nota dez”, digo… Minhas notas são sempre maiores do que 9, menor apenas foi um 8,5. Não tiro 10 em tudo, obviamente. Eu tiro notas boas pq amo o que faço. Não pq estou simplesmente procurando notas altas.
    Eu não concordo com tudo que os professores dizem, pelo contrário, já questionei. Não simplesmente ”gravo” respostas. Eu sou administrador de um grupo de filosofia, então é meu hobbie refletir sobre meus conhecimentos.
    Há ótimos profissionais que tiraram notas baixas, pois sabemos que a maior escola é o mercado, não a faculdade. Aqueles que tiram notas altas na faculdade e se acham completamente aptos pro mercado por ESTE motivo, costumam quebrar a cara.
    Mas não, não sou um desses.

  24. Thiago 06.10.16 at 17:01 - Reply

    É um texto construído com palavras mal escolhidas. O motivo disso é simples. O texto tem uma visão generalista e a autora diz nos comentários que não coloca todos no que quer passar no texto, ou seja, existem alunos que querem ‘nota 10’ a todos custo, mas não aprenderam de fato o conteúdo, e outros que tiram 10 e aprenderam. O texto mostra a face do aluno que tira 10 e não aprende e do professor de péssimo nível na elaboração de um texto nos padrões da comunicação eficaz.

  25. Felipe 18.07.17 at 22:56 - Reply

    Claramente, a melhor opção é cagar pra faculdade só vir pras aulas no dia de prova, e passar na média. Com isso, terei as melhores oportunidades.

  26. Rogério de Paula Aguilar 21.12.17 at 18:54 - Reply

    Sei lá, ficu paracendo que o melhor é tirar de 6 a 8 do que de 8 a 10

  27. Fabiane 08.01.18 at 16:10 - Reply

    Penso q a intenção tenha sido Boa. (Da criação do projeto aluno nota 10)Porém, a metodologia precisa ser revista para q o aluno realmente adquira conhecimento para por em prática na sociedade.

  28. Aluno nota 10 11.05.18 at 10:41 - Reply

    Eu entendo isso como uma crítica ao sistema educacional e não ao aluno como um todo, uma vez que o aluno nota 10 é aquele que venceu o sistema acadêmico e não é necessariamente o melhor, verdade, mas nunca um fracassado. Muitos alunos nota 7 podem ser até melhores que ele, mas certamente não a maioria, só calhou do aluno nota 10 conseguir entender e se apropriar do sistema. Além disso, entendo que o sucesso não depende apenas do conhecimento acadêmico, e também não só dos conhecimentos dependentes do aluno, depende de fatores externos a alçada do aluno como o nascimento (o convívio social e familiar pode ser determinantes), as condições genéticas, de saúde e outros também.

  29. Vanessa 14.05.18 at 19:56 - Reply

    As chances de se dar bem na vida tirando só 10 são muito maiores do que tirando só zero.

    Isso é fato.

  30. Kenshiro 11.07.18 at 13:22 - Reply

    Matéria ridícula. Se alguém almeja tirar notas altas, é porque a pessoa tem ambição. Porque o indivíduo se acha capaz, e não se contenta com pouco. Se vc não quer um profissional capaz e esforçado em sua empresa, e ao invés disso, estiver buscando uma horda de fantoches, fáceis de manipular, e incapazes de pensar por conta própria, os aluninhos medíocres do fundão de fato, são a melhor escolha.

  31. Anônimo 26.10.18 at 08:51 - Reply

    Nossa, quando tirar notas boas se tornou algo ruim? Kkk Durante todos os meus 12 anos na escola os alunos que tiravam 10 eram os que se esforçavam, as vezes nem muito, mas que pelo menos não deixavam de fazer alguma atividade por mera preguiça. Todos cometemos erros e nem todo mundo está obcecado em tirar notas boas, até pq geralmente isso acontece quando O ALUNO SABE A MATERIA ou pode ser uma questão de afinidade e facilidade em compreender o conteúdo tbm. Texto desmotivador, parece que quer passar a ideia de que tudo bem tirar nota baixa, todo mundo tenq tirar nota baixa ou não tá aprendendo direito. Tá tudo bem caso isso aconteça mesmo com o aluno se esforçando ou por dificuldade, mas isso não deve desmerecer os outros alunos ou eles deveriam marcar uma resposta errada para poder se encaixar junto com o resto?

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