A ideia desse post surgiu depois de ir a diversos eventos acadêmicos e notar pequenos “deslizes” (meus e de colegas). Para tornar o evento acadêmico mais proveitoso para todxs, seguem algumas dicas:

1. Não leia o artigo na sua apresentação
Sei que é uma prática bem comum, mas francamente, se for pra ler prefiro fazer isso no meu sofá em casa. Eventos são cansativos, alguns duram quase uma semana, e se tornam ainda mais maçantes com a leitura de artigoszzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

2. Faça uma apresentação em Power Point ou prez.
Essa eu aprendi com uma amiga minha (obrigada, Káritha!). As pessoas tem formas distintas de fixar a informação no cérebro, então quanto mais estímulos diferentes, melhor! Isso sem contar que se você está falando de um quadro, ajuda muito que a plateia visualize ele (sempre bom lembrar que nem todo mundo conhece as mesmas coisas que você!)

3. Ao final de uma conferência, quando abrem para perguntas, só fale se você realmente tiver algo interessante
Eu geralmente vou embora nessa parte porque não aguento de vergonha alheia. A academia é um lugar de egos inflamados, o que fica bem evidente nessa hora. Não, ninguém quer saber todos os livros e artigos que você já leu sobre o tema. Vale lembrar que você não é o conferecista da noite, então seja breve porque talvez outras pessoas queiram falar e não tenham tempo por sua causa!

4. Não seja arrogante!
Expressões do tipo “como é sabido por todos” podem magoar pessoas que não necessariamente estudam a mesma coisa que você. O mesmo vale para expressões em outras línguas (latim/francês/alemão/inglês/espanhol/esperanto). Mesmo que algumas sejam recorrentes na ciência, não parta do princípio que sua plateia as conhece.

5. Seja cuidadoso ao apontar falhas nas pesquisas
Tenha tato para perceber que a pessoa dedicou meses ou até anos da sua vida naquele trabalho e pode se sentir humilhada ao ser confrontada na frente de todos. Às vezes o melhor é conversar reservadamente com ela ao final da fala.

Quem tiver mais dicas escreva nos comentários e bom evento para todos!

Texto escrito por Buca Seiffert, mestra em História.