Alunos com bolsa da Capes e do CNPq poderão exercer atividade remunerada

Em portaria publicada nesta sexta-feira, dia 16 de julho de 2010, o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico Tecnológico) e a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) autorizaram o acúmulo de bolsas com rendimentos de atividades remuneradas para os pós-graduandos.

As atividades, porém, terão de ser aprovadas pelos orientadores e informadas aos programas de pós-graduação. Devem estar “relacionadas à área” do estudante e ser “de interesse para sua formação”, com prioridade para atividades de docência nos ensinos de qualquer grau.

Na verdade essa portaria veio regularizar algo que sempre existiu no programas de pós-graduação, já que muitos alunos recebiam bolsa e exerciam atividade remunerada por debaixo dos panos. O que aconteceu é que agora ficou justo com aqueles pós-graduandos que seguiam “por dentro das regras” (ou que tinham um orientador que os obrigavam a isso). Agora todo mundo, honesto ou não, pode.

Motivos para comemorar
Existem bons motivos para comemorar. O primeiro é que o valor da bolsa não é nenhuma fortuna. Muitos alunos do doutorado são casados ou pensam em se casar. E sustentar ou constituir família com o valor dessa bolsa simplesmente não dá. Fazer pós-graduação agora não será mais sinônimo de abandonar objetivos pessoais.

Outro motivo é que as atividades de docência são necessárias para a formação dos alunos que tem por objetivo tornarem-se professores, uma vez que a pós-graduação deixa muito a desejar nesse ponto

[sobre isso leia mais no artigo “A pós-graduação prepara para o ensino superior?”].

E ainda existe o problema da evasão. Os pós-graduandos honestos que recebiam boas oportunidades de emprego abandonavam a bolsa e o programa de pós-graduação. Como o índice de evasão é um dos critérios de avaliação dos programas de pós-graduação pela Capes, acabava por prejudicar todos do programa. Com a manutenção da bolsa, haverá uma motivação para persistir na pós.

Um alerta
Entretanto, nem tudo são flores. Outro item que é avaliado pela Capes nos programas de pós-graduação é o tempo médio para a conclusão do curso. E, pelo menos nos programas que eu conheço, grande parte dos alunos que pedem prorrogação exercia atividade remunerada e acabava por deixar a pós-graduação em segundo plano.

Pode parecer que isso é apenas um problema do aluno, mas se afeta a avaliação e o conceito do programa, afeta todos no programa. Lembre-se que o seu título de mestre ou doutor estará atrelado ao nome do seu programa de pós-graduação. No currículo Lattes, por exemplo, o conceito do programa já aparece na frente do seu título, deixando bem claro essa relação.

Mas pra quem leva a pós-graduação a sério, e pra quem tem um orientador de verdade presente, não existe motivo para preocupação. Desde que você dê conta de exercer as duas atividades satisfatoriamente.

By |2018-12-06T01:56:54+00:0019-07-2010|notícias|57 Comments

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Criador e editor de conteúdo do blog, é portador de uma imaginação hiperativa e de uma necessidade patológica de estar sempre bem-humorado. Acredita que a Pós-Graduação, como tudo na vida, pode ser interessante, divertida e descomplicada.

57 Comments

  1. Vanessa Marruche 19.07.10 at 10:38 - Reply

    Eu sempre acompanho as novidades do site via Twitter. E quando vi o portal capes divulgando esta portaria, pensei logo no Pós-Graduando. =) Achei que já estava mesmo na hora deles pensarem nessa possibilidade e colocá-la em prática. Sou bolsista pela Capes e só vivo da bolsa. Ia perder uma grande oportunidade ano que vem se essa portaria não saísse. Ainda bem que não demorou. Boa semana e parabéns por manter o site sempre atualizado.

  2. Claudia Cruz 19.07.10 at 12:47 - Reply

    Tornaram oficial o que rolava por debaixo dos panos! Sou docente da instituição onde faço pós, e não consegui bolsa no mestrado por causa disso (dentre outros critérios, claro), mas não perderei a oportunidade no doutorado.

  3. Roberto 19.07.10 at 13:43 - Reply

    É preciso evitar a “evasão com bolsa” visto que quem perde neste caso serão todos. Ter um emprego com carteira assinada de 40h semanais e mais bolsa é geralmente incompatível.

  4. Rodrigo 19.07.10 at 14:59 - Reply

    Ótima análise.

    Vendo rapidamente essa questão, minha única precupação é só uma — aumento da bolsa.

    Será que essa portaria não traz o risco de vermos as bolsas serem meio que “congeladas”? A meu ver, esse risco existe.

    Alguns podem dizer: “ah, tudo bem se a bolsa não for tão alta, pois podemos complementar a renda”. Mas aí eu coloco a seguinte questão: como ficarão aqueles que, mesmo com a portaria, preferirão dedicar-se única e exclusivamente à pesquisa e ao mestrado/doutorado? Se o valor das bolsas for congelado, o pós-graduando que não exerce nenhuma outra atividade em algum tempo estará em uma encruzilhada um tanto desagradável, não acham? Ou subsistirá precariamente – condição para que ele continue a direcionar todo seu esforço para a pós -, ou terá de trabalhar por fora pra sobreviver com alguma qualidade, a expensas de sua dedicação à pós-graduação (o que poderá acarretar baixo aprendizado, queda na qualidade das teses e das dissertações, atraso na conclusão etc. etc.)

    Enfim, só espero que minha previsão não se concretize, e que tenhamos aumento logo, logo.

    Abraço,
    Rodrigo

  5. Rodrigo 19.07.10 at 15:03 - Reply

    Caramba! não reparem na redundância da segunda linha.

    Grato! 😛

    Rodrigo

  6. Ricardo Aguiar 19.07.10 at 15:24 - Reply

    Mantendo os prazos é bom para o programa e bom para a CAPES / CNPq… Tendo mais remuneração vai ser bom para o Imposto de Renda!!!!

  7. Dora 20.07.10 at 13:05 - Reply

    Muita gente esperava por essa.

    Vocês do mestrado/doutorado reclamam da bolsas, mas tb não se esqueçam que quem está na graduação ganha quase 4x menos (meu caso). É só um lembrete.. rs

    Então pra quem faz pesquisa na graduação (pensando diretamente em fazer pós, stricto sensu) essa notícia tem um impacto MUITO forte. 😀

    Sobre o valor das bolsas ser baixo, imagino que isso aconteça também como uma forma de “filtrar” os alunos que concorrerão às bolsas. Se as bolsas fossem dignas (por assim dizer..), com certeza ia ter muita gente irresponsável fazendo pesquisa só pelo dinheiro (mais do que já tem) enquanto sabemos que não deveria ser assim.

    No entanto acho que é preciso criar um outro mecanismo pra filtrar quem é bom e quem não é, que não seja manter as bolsas baixas, por que é complicado, mesmo, pra gente. 🙁

    Mas parece que agora que vou poder conseguir mais um estágio tudo vai ficar *muito* bom. Ver teoria e prática junto na minha área (biblioteconomia) é muitíssimo importante, mesmo.

    Bottom line: fiquei bastante feliz com a notícia.

    • Shanaylla 06.12.14 at 10:12 - Reply

      Que tal um novo mecanismo para “filtrar” chamado processo de admissão? Não seja inocente, o valor baixo não é “proposital” para que somente os iluminados e desapegados da matéria sejam eleitos. Pense um pouco mais que você chegará na resposta. Até porque, quem é muito bom na minha área, por exemplo (eng.) simplesmente vai trabalhar e ganhar o piso de R$4.500,00. Não posso criticá-los, eles estudaram pra ter uma vida melhor e não serem “ïluminados”.

    • Claudio 04.02.15 at 08:16 - Reply

      Dora, deu para entender a sua colocação, mas não é bem assim que as coisas andam. Existem os processos de admissão. Na sua faculdade pode até ser que seja fácil, mas em outras não. Existem institutos que exigem do aluno publicações, projeto já em andamento, enfim, critérios bem altos antes mesmo de ingressarem no mestrado. E mesmo assim, sabemos que alguns alunos se destacam por serem “da casa” (os professores já conhecem o histórico escolar). Os valores das bolsas estão muito defasados, tanto da pós quanto da graduação. Uma estágio fora da área de pesquisa chega a ser 3 vezes maior do que uma bolsa de iniciação científica. Fica óbvio que assim, muita gente não se anima. Por fim, quem trabalha com pesquisa (sim, TRABALHA, pois é um trabalho, não apenas um estudo) sabe que há como conciliar as duas coisas. Então, por que não receber bolsa de estudo junto com uma remuneração? Se os professores de universidades públicas conseguem dar suas aulas e realizar suas pesquisas, como que um aluno da pós-graduação não consegue? Não faz sentido.

  8. Michel 21.07.10 at 16:52 - Reply

    Caros colegas,

    Estive conversando com o coordenador da pós-graduação em que estudo e o mesmo me disse que essa portaria é ambígua. Como o termo no artigo primeiro refere-se a “complementação financeira”, somente os alunos que não possuem bolsa integral serão enquadrados nessa portaria. Desta forma a situação continua a mesma para os alunos que possuem bolsa integral (mestrado R$ 1200,00 e doutorado 1800,00 – bolsas CAPES). Bom como a portaria está com duplo entendimento, devemos buscar informações mais objetivas para não nos sujeitarmos as sanções penais que acarretam o acúmulo indevido de atividades.

    Michel

  9. edimar da silva lima 25.07.10 at 21:32 - Reply

    Olá caros colegas!!!!!!!!
    Já li e reli sobre o regulamento para aquisição de bolsa após o ingresso para o mestrado, porém em um dos artigos afirma que sendo aposentado não posso ser beneficiado com a bolsa, sou aposentado por invalidez, porém no caso necessitaria dessa bolsa para me ajudar em outros fatores decorrente do curso.
    O que fazer?

    • Kátia 26.12.12 at 00:09 - Reply

      olá Edimar, tbe sou aposentada por invalidez, e tbem estou em busca desta mesma pergunta que você deixou aqui neste blog há 2 anos atrás. E aí? Você teve retorno sobre sua dúvida em relação em recber a bolsa do CAPES? Poderia me ajudar com o que conseguiu saber? Abraço, Kátia

      • Camille Asp Vieira 06.11.14 at 18:35 - Reply

        Mais 2 anos se passaram, e a dúvida continua. Também sou aposentada por invalidez e estou num processo seletivo de mestrado. Vocês tentaram ver com INSS?

  10. Rafael 02.08.10 at 00:53 - Reply

    @Dora Essa forma que você chama de “filtrar” os alunos bons na realidade não filtra os BONS, e sim segrega socio-economicamente os alunos bons que NÃO tem condições de se manter apenas com essas merrecas de bolsas.

    Na minha opnião não há justificativas para bolsa ser baixa, e já vi muitos professores ganhando muito dinheiro com projetos(ruins) que não vingam

  11. Edson 22.08.10 at 14:05 - Reply

    Olà,
    obrigado pela informaçao, mas por favor, edite o texto antes de publicá-lo. abs

    • posgraduando 22.08.10 at 15:56 - Reply

      kkkkkkkkkk
      Edson, o uso de palavras riscadas é frequente e comum na internet, principalmente porque permitem expressar, de forma velada, ironia, sarcasmo ou humor. Elas estão no texto intencionalmente, e não por preguiça deste modesto autor.
      Esse não é um texto acadêmico, relaxe e releve! rsrsrs
      Abraços!

  12. Fernanda 28.10.10 at 07:18 - Reply

    olá,

    Gostaria de saber se eu sendo aluna de uma universidade particular e fazendo disciplinas isoladas em uma universidade federal posso ter uma bolsa na federal?

  13. Gabriel 29.10.10 at 20:36 - Reply

    Olá, eu infelizmente ainda não sou convencido que CNPq/CAPES têm um interesse que os alunos realmente terminem o Mestrado: Meu instituto automáticamente cancela a bolsa se um aluno está doente e tem de temporariamente trancar a matricula para não ter de fazer o exame de qualificação. (A justificativa é que ele não está “regularmente imatriculado” como exigido por CNPq, por exemplo.) Que o aluno está meio-morto e não pode procurar um emprego nessa situação não importa. Até se ele ainda consegue pagar um bom médico e recupera, fica sem dinheiro e tem de decidir se tem a paciência para mandar uma aplicação para uma nova bolsa ou se tranca o Mestrado para sempre e agradece ao CNPq pelo apoio que foi completamente em vão.

  14. Rodrigues 21.12.10 at 21:26 - Reply

    Professores concursados em instituições federais de ensino também podem pleitear bolsas de pós a partir de agora?

  15. José Cláudio da Silva 02.02.11 at 07:30 - Reply

    O problema do País e das Universidades públicas vai muito além do que se imagina, ou seja, não é dinheiro, não é financeiro. Quando eu morava nas RUAS DE MACEIÓ, então estudante de Fisioteria, tive que enfrentar todos os tipos de preconceito por ter que ir fazer o curso (5 anos) com fome, roupas velhas e muitas vezes sem ao menos tomar banho, e o pior ao entrar lá me deparei com outra realidade, pessoas que tem carros, dinheiro, moradia etc, estudando gratuitamente e recebendo bolsas. Enquanto que quem precisa de verdade de assistência, como eu necessitava antes de entrar na pós-graduação, e sonhava em fazer um curso superior na verdade nem entram, vão ser labrão, usar drogas e se prostituirem, ficando cada vez mais desiguais. Muitos, não têm condições por não terem onde morar, o que comer e o que vestir, como eu que morava no agreste alagoano,saí para Maceió (morar na rua) e apesar de passar no vestibular, quase não concluir ( e infeslizmente é a maioria dos brasileirinhos) o curso dos sonhos por não ter nada na vida, enquanto a corrupção que assola meu povo destrói a educação da região nordeste, e a justiça estapafúrdia esnoba. Enquanto as autoridades não assistir os desiguais, não mudará…

  16. Edna Samara R. César 28.02.11 at 10:29 - Reply

    Gostaria de tirar uma dúvida com vocês!! Passei em uma seleção de mestrado em primeiro lugar. Em uma reunião foi repassado que só receberia a bolsa o aluno que não tivesse nenhum vínculo empregatício e eu sou funcionária estatutária,mas pedi redução de carga horária para me dedicar ao mestrado, pois vi que a capes liberou a bolsa para quem tem vinculo. Gostaria de saber se posso recorrer dessa decisão.Obrigada!!

    • Isabella 24.01.17 at 17:01 - Reply

      Olá Edna,

      estou passando pelo mesmo problema que você neste ano. Gostaria de saber qual o resultado da sua luta pela bolsa de mestrado.
      Desde já agradeço,
      Isabella Gonçalves.

  17. Greiciellen 12.04.11 at 10:22 - Reply

    Eu não gostei dessa portaria e a razão é simples. Isso soa como desculpa para congelamento das bolsas, que deveriam ter tido um aumento há muito tempo. Além disso, sou a favor da exclusividade de dedicação dos alunos bolsistas, pois o rendimento de um aluno que trabalha e estuda jamais será o mesmo de um que se dedica apenas ao estudo. Pesquisar é um trabalho sério e necessita de dedicação integral como qualquer outro, o que se torna incompatível com um trabalho tão desgastante e que exige tamanha dedicação como a profissão docente. O que a CAPES deveria fazer é aumentar o valor da bolsa e não retirar um aspecto positivo que é a exclusividade de dedicação do bolsista. Mais uma vez vemos a falta de respeito tanto com a profissão docente, quanto com a pós-graduação no país.

    • Paula 25.08.11 at 01:33 - Reply

      Pois é, concordo com você. O que me preocupa é os alunos, como eu, que até agora não faziam nada por baixo dos panos e respeitavam o edital. Quando sairem para prestar concurso os avaliadores vão privilegiar sempre aquele aluno que tem também a experiência da docência também. Aquele aluno que se dedicou exclusivamente à pós se lasca. Fica faltando currículo. A meu ver, o que vai passar a existir é gente trabalhando 40 horas como professor e ganhando bolsa e “necas” para a pesquisa. Enquanto tem um monte de aluno querendo bolsa. Sou a favor de uma carga horária de 10 horas a 20 horas aula, mas assim liberado geral, não sei não. Não acho que todos os orientadores sejam tão atentos a isso. O que vejo é a galera trabalhando como professor substituto 40 horas, ganhando a bolsa de 1.800 e “necas” para a pesquisa (que fica com a qualidade péssima). Não chega a ser pela experiência. Precisa ser bem pensado isso. Abraços

      • Paula 25.08.11 at 01:35 - Reply

        Para deixar claro: acho que cada caso deve ser bem avaliado pelo programa de pós. tem gente que realmente precisa.

    • Vanderlei Hermes 13.12.11 at 13:23 - Reply

      Parabéns pelo comentário Greiciellen… no futuro a justificativa principal para o não investimento relativo ao valor das bolsas será justamente isso. Um abraço.

    • Beatriz 01.02.15 at 13:00 - Reply

      Discordo de você….vi vários colegas que trabalhavam durante a pós-graduacao, com bolsa e sem bolsa. A maioria deles se dedicava e utilizava muito melhor o tempo que tinham no laboratório, pois sabiam que não poderiam fazer aquilo em outro momento. Enquanto isso, muitos, mas muitos pós -graduandos com “dedicação exclusiva” se dedicavam a tomar café conversando no corredor, a ficar no Facebook e etc, já que tinham que ir ao laboratório todos os dias. Isso depende muito do comprometimento e da responsabilidade do bolsista, coisa que pode ser filtrada pelo orientador.

  18. Elaine Alves dos Santos 10.05.11 at 16:10 - Reply

    Informei que tinha vinculo emoregaticio pois sou professora de colegio estadual e minha bolsa foi cancelada friamente.
    nem acredito que isso esteja acontecendo

  19. Elaine Alves dos Santos 10.05.11 at 16:16 - Reply

    O meu problema foi ter ingressado com a bolsa e já ter o vinculo.O seja , cai na cilada de informar pois achei que estava tudo certo agora com a nova portaria e legalizei a situação cai numa cilada pois agora estou sem a bolsa! Se alguem puder me ajudar por favor comente alguma coisa. Um questionamento é o seguinte: Se saiu uma legislaçao nova ela nao é capaz de anular a outra?Se era crime antes , e hoje nao é mais, porque estaria pagando o preço?
    Grata

  20. Grazielle 12.05.11 at 12:16 - Reply

    Gente! Vamos todos nos mobilizar! O corte ocorrerá essa semana na UnB. Entrem em contato com a APG(Associação de Pós-Graduandos) da instituição de vcs e com a ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandos) para mobilizarmos contra esses cortes! Tenho a bolsa a 1 anos e meu vínculo é anterior a bolsa, sei que era irregular, mas ganho apenas 800,00 no meu trabalho de 8h/aula. Sendo impossível me manter em Brasília com apenas R$1800,00. Pois moro em Goiânia e pago aluguel em Brasília, além de outras despesas.

    Por favor, entrem em contato com as ANPG! Vamos mobilizar! Respassem essa informação a todos os prejudicados!

  21. Gérson 06.09.11 at 18:44 - Reply

    Olá Pessoal!

    Eu tive bolsa CNPq e ao mesmo tempo lecionei 10h30min por semana. O próprio Departamento sabia, o orientador sabia, enfim todos sabiam pois eu disse a eles. Todos entenderam que não tinha qualquer problema. Eu precisava daquela remuneração, enfim.

    Tempos depois, assim como o texto deste site fala, senti-me desonesto e procurei meu orientador bem como o próprio Departamento, lembrei a todos da situação e comprometi-me a devolver todo dinheiro. Jamais obtive resposta formal. Meu orientador novamente não viu nisso algum problema.

    Pessoal, me sinto mal com isso até hoje. Depois de ouvir tantas pessoas, concluo que eu não tenha agido desonestamente. Sempre deixei claro a verdade e o próprio Departamento interpretava essa exigência do CNPq como descabida, tendo em vista o valor medíocre para alguém se manter só com isso e tendo em vista que eu sempre fui um aluno aplicado, passando bem classificado e que merecia um incentivo para as minhas pesquisas que eram relevantes.

    Acho que essa exigência somada ao valor pago, só depõe contra os pesquisadores. Desonesta é essa exigência descabida, desonestos não são aqueles com interesse na pesquisa, que querem trabalhar bem nisso e que por não receberem as condições justas são empurrados para a marginalidade do sistema.

    Era isso.

  22. Gérson 07.09.11 at 10:14 - Reply

    Veja as palavras do próprio presidente do CNPq na época dessa portaria, Carlos Aragão:

    Muitos alunos bolsistas já complementavam sua renda com aulas antes da portaria –o CNPq com frequência recebia denúncias de pessoas fazendo isso, diz Aragão. Os inquéritos criados, diz, eram um “esforço inútil”, porque é “muito recomendável que o aluno de pós exerça atividades didáticas”.

    “Além disso, há áreas como engenharia ou medicina, em que existia dificuldade para manter estudantes vinculados aos cursos de pós-graduação”, diz. Os alunos recebiam ofertas de trabalho com boas remunerações, e era difícil evitar a evasão.

    “Por isso, a medida será boa no que diz respeito à interação com empresas”, diz, argumentando que ela vai permitir que empresas se aproximem das universidades quando alunos de pós estiverem nos seus quadros.

    Fonte: Folha de São Paulo

  23. Haroldo Júnior 05.01.12 at 16:46 - Reply

    Como vai?
    Gostaria de saber se posso perder minha bolsa de Mestrado da Capes se tirar conceito C em alguma das disciplinas.
    Obrigado pela resposta e grande abraço,

  24. Se possível, gostaria de uma informação. Alguém saberia me dizer quantas horas/aulas por semana a CAPES libera para o pós graduando?
    Grata!

  25. Olá, sou pós graduanda e não consegui encontrar, pelo menos até agora, onde especifica a quantidade de hora/aula por semana que um bolsista CAPES pode lecionar. Se alguém souber me informar onde encontro uma norma, resolução, etc, que traga esta informação formalmente, fico grata desde então.

  26. Ellen Alves 02.04.13 at 10:00 - Reply

    Quer dizer que eu posso lecionar com carteira assinada?

  27. Elvis 27.01.14 at 17:48 - Reply

    Cancelamento de bolsa após trancamento por doença? Pode?

  28. Nelson Ferreira Praça 22.05.14 at 11:02 - Reply

    Senhores,
    Quais os motivos que o CNPQ ter atrasado as bolsas para os mestrando? Disputaram uma vaga, por meio de prova de avaliação e apresentaram o pré- projeto, estão frequentando as aulas, sem o apoio prometido.
    Já estamos quase no final de maio/2014 e ainda não foram liberadas as bolsas.
    Pelo que informaram, há alunos que receberam a bolsa em duplicidade. Acho que isto não justifica.
    Quem recebeu em duplicidade, deveria devolver, perder a bolsa que recebe, responder processo disciplinar e se for o caso devolver todo o dinheiro recebido. No entanto , é notório a falta fiscalização e controle dos recursos de bolsa. Pessoas de outros países e do Brasil, estudam esperando a bolsa, penando com falta de recursos financeiros para sua manutenção e não recebem por irresponsabilidade de alguns. Isto não é certo, fica meu protesto.
    Nelson

  29. Michelle de Melo 03.02.15 at 11:01 - Reply

    Olá… gostaria de saber que quem possui cadastro no MEI (microempresa individual) pode concorrer as bolsas de mestrado e/ou doutorado. Procurei no site do CNPQ CAPES e FAPESP mas não achei nada a respeito…

    • Daniel 20.02.15 at 07:12 - Reply

      Também estou à procura desta informação!

      • Jose 24.09.15 at 14:53 - Reply

        Abri um mei mas ja tinha a bolsa. Isso é permitido?Alguem conseguiu? Ja escrevi para o cnpq e nada de resposta.

        • Jessica 07.03.17 at 22:47 - Reply

          Olá José! Você conseguiu alguma resposta? Sei que há faz um tempo! haha Mas vai que…

        • Diógenes Pampolini 13.09.17 at 09:44 - Reply

          Olá José, você conseguiu uma resposta?
          Estou na mesma situação, tenho bolsa de pós-graduação e estou pretendendo abrir um MEI.

          • Galfano 12.01.18 at 01:48

            Ola Diógenes, tambem pretendo fazer isso. Conseguiu alguma resposta?

    • Melissa 17.11.15 at 09:41 - Reply

      Segundo uma das técnicas da CAPES é proibido abrir empresa, pois é entendido pela instituição como trabalho realizado durante o doutorado que não está a diretamente relacionado a este (ou seja, não é contemplado pela portaria tratada aqui). Dito isso, a CAPES publicou há alguns meses uma notícia se orgulhando do sucesso de empresa fundada por ex-bolsista enquanto ainda cursava o doutorado:
      http://capes.gov.br/component/content/article/36-salaimprensa/noticias/7650-empresa-de-ex-bolsista-fundada-durante-o-doutorado-e-vendida-por-r-1-5-bilhoes

      Ou seja, é a mesma coisa de sempre: um lugar/pessoa diz uma coisa, outro diz outra. O que acontece de fato depende da interpretação de cada um. O bolsista da notícia poderia ter sido penalizado por abrir a empresa. Neste caso alguém decidiu que era uma boa coisa, apesar da instituição dizer que não pode.

  30. Wilson Cohen 03.02.15 at 22:02 - Reply

    Agora só falta as universidades públicas permitirem que o docente acumule a bolsa da Capes.

  31. Rosa 26.02.15 at 06:33 - Reply

    Hm… Poderia permitir o mesmo para os estudantes que não são pós-graduandos, também, na maioria dos casos esses trabalham feito doidos e recebem uma bolsa de R$ 400,00.

  32. Ariel 12.06.15 at 22:05 - Reply

    Por favor, senhores do posgraduando.com, informe-nos qual é o número da Portaria.

    Atenciosamente,

  33. gisa 21.07.15 at 15:18 - Reply

    E quem não tem bolsa e o orientador não permite trabalhar? Pode isso?

  34. Maria do Carmo Bomfim 29.07.15 at 06:01 - Reply

    Tenho uma bolsa de pós doutorado de 4.000 reais e estou pensando em deixar pois exatamente como comentam, este dinheiro quase não me dá para pagar todas as despesas. Recebi uma oferta de trabalho e minha dúvida é se ao deixar a bolsa isto pode pegar mal e manchar o meu currículo, se no futuro eu quiser me candidatar a outra bolsa. Além disso não estou muito contente com o andamento do projeto.

  35. Yasmin dos santos pereira 21.08.15 at 22:24 - Reply

    o dinheiro eu ainda não recebei o dinheiro da FAPEAM, mais eu estou nesse projeto é aprendir muitas coisas,como usa recursos tecnológicos,tambem me ajudou muito no meu ensino de aprendizagem , eu quero ter uma orpontunidade de escrever um livro falando da FAPEAM.;)

  36. Jéssica 11.11.15 at 17:24 - Reply

    A matéria é de 2010 e até agora isso não aconteceu… sabem que fim teve esse assunto?

  37. Cesar 10.06.16 at 07:41 - Reply

    Sou a favor sim dw autorizar o trabalho!!! Uma misera bolsa dessa mal da pra sobreviver. E se isso é motivo de congelamento de bolsas é só os alunos de pós ficarem de olho e protestarem! Enquanto Lattes for tratado como banco de dados a ser alimentado, ficaremos atrelado a esse tipo de situação.

  38. Jéssica Barb 03.01.17 at 12:24 - Reply

    Gente por favor me ajudem! eu Gostaria de tentar uma bolsa pela CAPES mas as informações são bem desencontradas e rasas. eu gostaria de saber se para tentar uma pós no exterior devo recorrer a alguma instituição ou se é diretamente com a CAPES, se eu fizer pós graduação pela capes, fico impedida de tentar pós doutorado ou mestrado pelo CNPQ? ajudem-me por favor

    • Jean 17.03.17 at 08:50 - Reply

      Jéssica, usualmente se vc quer tentar uma pós no exterior, deve se candidatar na instituição. Organismos de fomento e custeio que oferecem bolsa tipo CAPES e CNPq devem ter convênios com a instituição, geralmente fora as instituições já tem um “pacote” pronto com ajudas e desembolsos com recursos de seus próprios
      convênios, o que não te impede de tentar conseguir uma bolsa no CAPES e CNPQ, existem linhas de bolsas para este fim. Existe uma infinidade de modalidades
      em que vc pode solicitar uma bolsa, mas em geral isso é feito na instituição e não vc diretamente. Vc não faz pós pela CAPES ou CNPQ, faz pela instituição! e é em geral ela que solicita a bolsa pra vc, se for selecionada para isso. Agências são independentes! não existem vínculos tipo empregatício, apenas exigem que suas premissas sejam cumpridas (tempo, dedicação, não acumulo…), se vc usar uma bolsa pode pegar outra e dependendo da modalidade até várias. Uma dica que pra mim
      dá certo (tenho 2 bolsas e viajo sem meter a mão no bolso), PRODUZA! pois a instituição é o agente que intermedia sua bolsa, eles concedem e cortam, as regras são subjetivas mesmo e os melhores sempre conseguem as coisas.

  39. João do Vahl 03.07.17 at 14:09 - Reply

    Achei absurda a forma como esta matéria foi redigida. O pós-graduando brasileiro já é massacrado mensalmente com uma bolsa que não tem reajustes há vários anos, precisa se dedicar a uma tarefa altamente demandante que é a pesquisa — quando pro vezes não é explorado por seu orientador para dar aulas em seu lugar, orientar alunos de graduação e outras tarefas que não o dizem respeito.

    A bolsa CAPES e CNPq não confere nenhum dos benefícios garantidos aos celetistas, como 13º, férias ou contribuição à previdência pública.

    Quando o aluno de pós, muitas vezes sem auxílio dos pais, decide incrementar sua renda através da atividade de docência remunerada, ainda precisa ouvir que está sendo “desonesto”, pela razão de que um bando de burocratas em Brasília não está nem aí para a sua realidade.

    Nós não precisamos que a sociedade civil fique do lado de tais burocratas. Se a sua opinião em relação aos futuros docentes de ensino superior deste país (que sempre está nas últimas posições em rankings que medem a qualidade do ensino) é a que eles são “desonestos”, guarda a opinião para você, e procure ter uma leitura mais ampla da realidade desde país da próxima vez.

  40. Déborah Melo 25.10.17 at 13:25 - Reply

    Olá, gostaria de saber se nós bolsistas podemos receber pagamentos com RPA (Recibo de Pagamento a Autônomo)??? Muito obrigada.

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