Era uma vez um feliz pós-graduando em fase inicial de seu mestrado, tudo nos conformes, aulas nas disciplinas obrigatórias semanalmente, disciplinas eletivas, escrita ainda incipiente, leituras em processo.

Tempos depois, realizada a qualificação, o cotidiano do pós-graduando é levemente alterado, a sensação de estar perto do “fim” do mestrado, somada ao caos da loucura em ler, dissertar, arrumar, buscar novas bibliografias, corrigir conceitos, sem contar nas normas, e outras burocracias, acarreta uma verdadeira loucura em nossas vidas.

Então como seria um possível ultra Raio X de um pobre pós-graduando em fase final de mestrado? Vamos refletir!

Tudo é vazio, mas continuamos com a agenda cheia de coisas para fazer, as disciplinas acabaram, e ao mesmo tempo – o que faço agora? O mais correto é aproveitar o tempo com foco na escrita final do texto de dissertação, óbvio, porém, embora conhecendo o que é para se fazer, qual a razão desta bagunça em nosso cotidiano anteriormente dita.

Simples, sabemos o que é para ser feito, o que resta uma maneira de operacionalizarmos (colocar em ação) o que está como meta. Parece conversa inocente, na verdade não, o intuito é discutir algo comum que muitos viveram ou que estão vivenciando na pele hoje, nos últimos segundos desta vida de mestrandos.

O que fazer então, se é algo, ou melhor, sintomas compartilhados por muitos, receita funciona, e não funciona, mas, repetir o que sempre ouvimos por aí, penso não ser demais. Anote algumas dicas que poderão auxiliar o processo de “encontrar o rumo de volta”!

1. Organize-se
Estou lendo as caras de cada um, após ler isto, eu também o faria, (isto não é novidade Carla) é o que tudo mundo faz, ou melhor, tentamos fazer, depois fugimos, perdemos o controle, os planos e metas chegam, entramos em crise, reorganizamos tudo de volta, e, poucos segundos antes do prazo conseguimos sucesso. Então a questão não é cumprir os objetivos, fazer o que se propôs nos prazos que estipulamos.

2. Tempo
(Outra dica velha) administrar o tempo não é atividade fácil, otimizar então… Não basta encher o notebook de notas autoadesivas: “09/09 texto para o blog”. Temos que dividir o tempo em prioridades e atividades comuns, se ler uma obra difícil de leitura obrigatória para uma disciplina prevista para semana que vem (é algo que você não fez ainda, isto seria uma prioridade) já terminar um artigo sobre sua temática de pesquisa poderia ser algo mais comum, que é claro exigirá tempo e trabalho.

3. Estabelecer prioridades
É bobeira, mais sempre válido repetir, a situação é a seguinte: você tem três capítulos para corrigir de sua dissertação, artigos para acabar, uma disciplina com duas aulas para findar, o grupo de pesquisa para frequentar, ah não esqueça da vida social (coloquei por último, estava esquecendo, bendita pós-graduação, ops! voltando). Não se apavore com a ordem, se para você o terceiro capítulo é mais importante vai lá e faz! O primeiro fica para depois, o segundo quando… Nós conhecemos nossa dissertação sabemos depois de apontados os limites pela banca, dos pontos mais trabalhosos para arrumar, se um conceito precisa ser revisto e exigirá leitura de uns três livros novamente, você quem sabe se faz isto inicialmente ou organiza as coisas mais simples como as pequenas observações pontuais.

4. Não seja precipitado
Não apague nada na hora da raiva, ou melhor, crie uma pasta chamada “Refugos” (uma das primeiras orientações que tive, valeu orientadora) salve tudo o que achou que estava um lixo em arquivos nesta pasta, talvez você precise de algo que deletou durante uma crise existencial.

5. Mantenha a calma
Mesmo com tudo parecendo mais ou menos doidão, a gente chega lá, não esqueçamos: para encontrar algo, talvez o primeiro passo seja, afirmar que se está perdido! Assim, que muitos se encontraram. E, deixa eu voltar que encontrei o rumo de volta.