Se você tentou atualizar seu currículo na Plataforma Lattes do CNPq nos últimos dias já deve ter percebido a novidade. Se ainda não o fez, vou estragar a surpresa: o Currículo Lattes conta agora com um campo “cor ou raça”, de preenchimento obrigatório.

Segundo o CNPq, o preenchimento do campo com as opções “Branca”, “Preta”, “Parda”, “Indígena” ou “Amarela” visa subsidiar a adoção de ações de promoção da igualdade racial, previstas na lei nº 12.288, de 20 de junho de 2010. É possível ainda selecionar a opção “não desejo declarar”. Para enviar as alterações no currículo para publicação na plataforma é preciso selecionar uma destas opções.

Vale lembrar que a Plataforma Lattes é utilizada, sobretudo, para análise de currículos na concessão de bolsas de estudo e financiamentos de pesquisas ou concursos públicos, estando diretamente ligada aos indicadores de produção de Ciência e Tecnologia no país e na avaliação do mérito científico de candidatos.

Resta saber agora o que nosso governo federal, que tem implementado com grande empenho vários sistemas de cotas raciais, irá realizar como “ações de promoção da igualdade racial” no âmbito da Ciência. Da maneira como foi implantado e com as informações disponíveis até o momento, este campo de preenchimento do Currículo Lattes parece que será utilizado para finalidades que vão além de levantamentos estatísticos.

E você, o que pensa sobre o preenchimento obrigatório do campo “cor ou raça” no Currículo Lattes? Qual é a relevância da “cor ou raça” para a produção científica brasileira?