“Se você se propõe a falar, pergunte a si mesmo: É verdadeiro? É necessário? É gentil?”
Buda

É inevitável que na vida de um pós-graduando apareçam convites para seminários e palestras.

Porém quando esses convites acontecem, após a euforia e o entusiasmo, vem sempre aquele frio no estomago, principalmente, quando é a primeira vez.

É natural a vaidade que nos atinge após o convite, sem sobra de dúvidas é o reconhecimento dos esforços empreendidos durante os estudos, as pesquisas, a vontade de aprender e dominar o tema objeto da nossa dissertação.

Mas também é natural a insegurança de falar em público pela primeira vez.

As primeiras indagações que nos fazemos são: será que vou conseguir agradar os ouvintes?  Será que vou conseguir prender a atenção dos meus ouvintes? Será que vou me sair bem? Entre outras dúvidas que podem variar de pessoa para pessoa, de tema para tema.

Acho que uma boa e essencial resposta, em primeiro lugar, é outra questão: eu domino o tema que vou apresentar?

A base de qualquer palestra é o domínio do tema a ser exposto.

Muitas vezes, acho que a maioria delas, o convite virá em virtude da atuação no dia-a-dia do palestrante.

E não é por acaso que a linha de pesquisa escolhida pelo pós-graduando tenha relação direta ao seu ramo profissional. É como diz o ditado popular: unir o útil ao agradável.

Mas ainda que o tema proposto não faça parte do seu dia-a-dia profissional, algum liame com a sua pesquisa deve haver.

Entendo ser insensato por parte que quem faz o convite, propor um tema totalmente alheio à realidade do palestrante. Se isso acontecesse comigo, recusaria.

Superada essa questão, é também necessário a preparação do palestrante.

É preciso ter o mínimo de conhecimento sobre o público que irá ouvi-lo, quais são seus interesse, o por quê estão participando do encontro, o que esperam…

Interagir com os expectadores torna o encontro agradável para as duas partes. Faz com que quem está assistindo se sinta parte do processo, na medida em que se torna possível a troca de experiências

Outro fator essencial a ser observado é o tempo. A preparação de uma palestra deve se dar na medida certa, para que todo o assunto a ser abordado “se encaixe” perfeitamente ao tempo disponível ao palestrante.

Este “encaixe” deve prever possíveis indagações feitas pelos ouvintes e suas respectivas respostas, sendo certo que estas, devem evitar desviar do assunto.

As vezes a empolgação de resposta a um questionamento faz com que se desvie do foco da palestra, o que pode levar o palestrante a perder o “fio da meada” do assunto, e o retorno pode se tornar difícil.

Em resumo:
O domínio do assunto abordado, o controle do tempo e a interação com a plateia só podem proporcionar, tanto ao palestrante quanto aos ouvintes, uma experiência única e com expectativas de que se repita por muitas vezes.