À medida que o cientista se desenvolve como comunicador, algumas necessidades tornam-se mais urgentes. Quando reconhecemos a dimensão da ciência e quando percebemos a expansão das fronteiras ao superarmos as dificuldades de não sermos nativos nessa linguagem, ser capaz de se comunicar em inglês acaba se tornando o “próximo passo”.

Desde a iniciação científica somos confrontados com o “você tem que saber inglês” e, se fossemos mais espertos levaríamos esse conselho muito a sério. Quase posso ouvir muitas pessoas nesse momento com contra-argumentos a essa frase anterior. Mas não vamos entrar nesse mérito hoje. Acontece que se comunicar em inglês pode facilitar e MUITO a sua vida.

Escrever em português requer prática, mas escrever em inglês requer MAIS prática e leitura, pelo simples fato de que não somos nativos. A construção das frases e dar as expressões o sentido que “queremos” dizer pode ser particularmente complicado de aprender. Se você, assim como eu, é uma pessoa comum um cientista em treinamento e tem o desejo de melhorar sua técnica de escrita em inglês, ou quer começar a se aventurar por esse caminho e assim diminuir o gasto e a dependência em mandar traduzir seus artigos, deixo alguns locais para começarmos a evoluir nesse sentido.

Dei preferência a materiais produzidos por nativos, ou seja, estão em inglês! E sim, claro que isso é só o começo, mas é preciso começar por alguma coisa, não é?

1)  O “Scientific writing resource” é um curso da Universidade Duke voltado para alunos de graduação que se propõe a ensinar a melhorar a comunicação científica  no sentido de “o que você quer dizer ao leitor”. O curso é dividido em etapas, tem exercícios, exemplos e materiais extras. Apesar de focar em gramática inglesa acaba auxiliando aos não nativos a melhorar a estrutura do texto.

2) O material “Scientific English as a foreign language” de Nancy A. Burnham e Frederick L. Houston foi escrito para auxiliar colegas estrangeiros na escrita de manuscritos. É um guia bem-humorado (algumas vezes) e tem muitas dicas para o uso eficiente de termos e expressões em inglês.

3) No “the center for writing studies” da Universidade de Illinois pode ser bastante útil o manual de gramática, as dicas de escrita e a disponibilização de links que também  podem contribuir  para o desenvolver da redação em inglês.

4) Os “the elements of style” de William Strunk Jr. contêm regras elementares de uso, composição de texto e forma, além de ideias de dicas para o melhor uso de palavras e expressões.

PS: observe se a plataforma de publicação da sua área ou se a revista que você escolheu oferecem algum serviço de dicas de redação ou apontamentos de estilos que não são aceitos por eles…