Nas últimas semanas foram expostas diversas ferramentas para quem tem o interesse de divulgar conteúdo científico escrito (formal ou não) e aumentar a rede de contatos. Mas, e se a sua ideia for apresentar esse conteúdo de uma forma diferente, duas opções muito interessantes são os podcasts e os canais no YouTube.

Podcasts
Os podcasts, de forma resumida, são como programas de rádio disponibilizados na internet. No geral, são gravações de conversas sobre um determinado assunto, mediadas por um host (ou mais de um), sendo as gravações feitas reunindo os participantes em um local ou pela internet (via Skype ou Hungout).

O primeiro passo para iniciar um podcast é definir a temática (geral e de cada episódio) e a equipe. Você não precisa se limitar à sua área de pesquisa, desde que os participantes (fixos ou convidados) estejam envolvidos em linhas de pesquisa variadas. Mas não se esqueça que o host é quem define os pontos a serem tratados e deve estar sempre a par de todo assunto discutido.

Com a equipe formada e o tema de um episódio definido, vem a primeira parte trabalhosa: a pauta. É claro que não haverá tempo suficiente para abordar tudo a respeito de determinado assunto. Além de selecionar o que é mais relevante (tendo em vista o perfil do público) cabe ao host organizar as informações e definir a ordem em que cada tópico será tratado. Ou seja, meu caro, se você achou que só porque não precisaria escrever textos seu trabalho seria menor, você se enganou muito. Um tempo considerável será destinado a pesquisas e busca de material complementar.

Ocorrido o encontro dos participantes e terminada a gravação, vem outro ponto trabalhoso: a edição. É nesse ponto que o podcast vai ganhar a “sua cara”. Além dos assuntos, a forma como o material é apresentado deve ser um diferencial e um tempo razoável será consumido nessa fase. Dar um ar mais leve e divertido pode contribuir para melhorar a fluidez das discussões, mas sempre tenha em mente qual público deseja atingir, para não exagerar e parecer uma grande brincadeira.

A última fase é decidir onde postar e como divulgar. Caso você já tenha um blog ou site, é o lugar ideal para publicar seu podcast. Outra opção, caso a ideia seja utilizar apenas o podcast, é buscar um serviço de hospedagem de acordo com as suas necessidades e aspirações. Para divulgar, uma opção interessante é incluir o material no iTunes, onde os ouvintes têm a opção de classificar seu material.

Em relação ao formato, o mais frequente são arquivos em mp3, mas caso a intenção seja agregar imagens estáticas e links, são comuns arquivos em AAC. Outra opção são os videocasts, podcasts em vídeo (em formato mp4), sendo muito indicados para divulgar palestras, conferências, aulas e tutoriais.

Me foquei nos aspectos mais gerais, sem me ater aos aspectos técnicos. Para saber o passo a passo e os programas e aplicativos que podem ser utilizados, recomendo que confiram o tutorial do TelhaCast.

Canal no YouTube
O YouTube surgiu como um meio de difusão livre de informações e rapidamente ganhou as graças do público em geral, muito em função da facilidade de utilização. Já que qualquer pessoa pode administrar um canal sem complicação, é uma alternativa muito interessante para distribuir informação científica. Com um canal no YouTube, você só precisa enviar o vídeo e depois espalhar endereço de acesso para seu público. A parte mais laboriosa fica a cargo de fazer e editar os vídeos.

Outra grande vantagem é poder disponibilizar um material muito diverso. Mas você não precisa gravar sua opinião ou comentar tópicos eminentes. Na realidade, quase tudo pode ser adicionado ao seu canal, como entrevistas, vídeos próprios, tutoriais, videocasts, documentários, e mais uma infinidade de material. O seu canal pode se prestar, ainda, a organizar e reunir o conteúdo científico já espalhado na rede. Tudo vai depender da sua criatividade para torná-lo algo atrativo para o perfil do público que se pretende atingir.

Para saber mais:
Como sugestão de podcast, recomendo que ouçam o do Dragões de Garagem, que discute diversos temas de ciência, sempre com ótimas recomendações de material complemetar e uma trilha sonora excelente. Já entre os canais no YouTube, destaco o Universo Racionalista, que disponibiliza uma grande variedade de documentários e o Canal Ciência e Ficção, que aborda as teorias científicas de uma forma leve, muitas vezes relacionando-as com filmes.