Um blog pode ser uma boa opção para compartilhar conteúdos científicos, mas exige certa regularidade nas postagens e, geralmente, uma diversificação do material. Mas não desanime! Para as pessoas que têm intenção de disponibilizar alguns arquivos apenas, existem outras alternativas.

Para ficar mais didático, preferi dividir as possibilidades a serem utilizadas em dois grupos: os conteúdos “formais” e já publicados (artigos, capítulos de livros, etc) e aqueles eventualmente produzidos pelo autor (revisões, relatos, apresentações, etc). Mas que fique claro que não há barreiras quanto a onde postar. Nada impede que você fuja da linha geral que irei expor quando for publicar seus documentos na web. Sendo assim, vamos lá:

ResearchGate e Mendeley
Aqui, a minha sugestão é utilizar esses sítios para partilhar artigos, capítulos de livros (ou livros completos), revisões, enfim, qualquer conteúdo que já tenha sido formalmente publicado.

O ResearchGate surgiu, antes de tudo, como uma rede social para reunir pesquisadores, trocar experiências, informar sobre eventos científicos e oferecer vagas de emprego. Mas com o aumento de participantes, os membros começaram a incluir suas publicações, com possibilidade de se fazer o download das mesmas.

Mesmo quando o autor de certo material não fez o upload da publicação, os usuários buscam, nos grupos e contatos, alguém que possa disponibilizar o arquivo digitalizado. O único impecilho é que, para se cadastrar e começar a utilizar o ResearchGate, é necessário ter um e-mail institucional.

Outra possibilidade é o Mendeley (que já abordei como uma rede social, na última semana). Nesse caso, não existe a restrição do e-mail de cadastro, mas a interação entre os membros é um pouco menor. Porém, é possível compartilhar seus artigos, bem como fazer o download dos documentos disponibilizados pelos usuários. O ideal é fazer parte de um grupo de interesse e acompanhar as atualizações dos membros.

SlideShare
Se seu objetivo é partilhar documentos não publicados, o meio ideal é criar um perfil no SlideShare. Aqui, você pode partilhar aquela apresentação que foi feita em alguma disciplina durante os anos de pós-graduação e que apenas os colegas de aula tiveram acesso. Embora as apresentações sejam o carro chefe, o membro pode compartilhar, ainda, outros documentos, como textos, com a possibilidade de tornar alguns conteúdos privados. Sabe aquele experimento que não deu certo por algum erro metodológico? Essa plataforma também é indicada para compartilhar esses relatos, além de revisões de literatura que foram produzidas para algum trabalho.

Após o arquivo ser partilhado, é possível que os usuários façam o download ou apenas visualizem-no de forma online. Isso facilita a vida de professores (que substituem o “mandar as aulas por e-mail” pelo link da apresentação) e de alunos (que podem acompanhar a apresentação durante a aula).

Além do perfil do usuário, é possível compartilhar o link pelo Facebook, Twitter ou Linkedin ou incorporar o arquivo a um site ou blog. O SlideShare funciona, ainda, como uma rede social, na qual é possível seguir e acompanhar as atualizações de outros membros, escrever em seus perfis e mandar mensagens privadas. E, como toda rede social, existem grupos de discussão e de interesse.

Outras opções
Além do que apresentei, existem diversas outras plataformas para compartilhar documentos e/ou apresentações. Muitas permitem, inclusive, que a apresentação seja feita de forma online e disponibilizada diretamente na web, como o Google Docs, o Scribd e o Prezi.

E se a sua ideia não for escrever, mas apresentar o conteúdo na forma de um podcast ou um videocast? Na próxima semana vou apresentar esse último “grupo” de possibilidades da internet para divulgar ciência.