E aqui estou eu novamente! Há seis meses terminei minha pós-graduação. Foi-se a pressão por produzir algo que preste, entregar resumos, apresentar seminários e o tão temido trabalho de final de master. E são quase seis meses que não escrevo  mais nada, sequer um bom texto para este querido blog.

Passei pelo anseio do “e agora, o que fazer?”, pequena crise que sofria quando escrevi meu post anterior sobre a competição no mundo acadêmico, aqui. Agora, mais realista e esperando pela chegada do título (que pasmem, levará dois anos para chegar!) e dos próximos passos a seguir, estou buscando maneiras de não permitir que meu cérebro “atrofie”. Não sei se isso é possível (creio que não), mas é fato que, quanto mais  estamos sob pressão, mais produzimos resultados. E quando não há a loucura de datas, prazos, artigos e orientadores, a inércia toma conta. E não falo só por mim, vejo [email protected] [email protected] passando pela mesma coisa. Ou seja: funcionamos sob pressão. Vem a famosa pergunta: Quem nunca se pegou passando por isso? Noites sem dormir, perda de apetite, insônia, dor no estômago… Mas no final ficamos satisfeitos por ter produzido algo bom.

Mas e aí, quando, depois de quatro, seis, oito, dez anos ou mais sob essa pressão você se vê nesse “e agora?”. Na espera agoniante entre a chamada para o concurso, a abertura do edital do doutorado ou do pós doc, da docência, do resultado da seleção da bolsa de estudos e o resultado (um dia teremos?) para todo esse esforço de correr atrás para… Para que, mesmo? Então. Já tivemos outros amigos aqui no blog com essas mesmas inquietações, aqui e aqui.

Como me parece uma questão que afeta a muitos de nós, venho, caros companheiros, em meio a essa “crise”, compartilhar com vocês como venho tentando me “recuperar” intelectualmente, para quem sabe me inspirar em vocês ou trazer alguma inspiração. Eu, particularmente, tento estar em meio a preparação para editais, buscar bolsas, projetos, ideias… Um rumo mais definitivo, tentando decidir se fico no país, se saio, se caso ou compro uma bicicleta, se busco outro mestrado ou um doutorado, uma pós, até pensei em outra graduação.

Mas, nesse meio tempo de buscas, fui apresentada às plataformas de MOOC, ou seja “Massive Open Online Courses”, que oferecem cursos dos mais diversos, online e gratuitamente. As plataformas mais conhecidas (pelo menos para mim) são Coursera e Miríada X , que oferecem desde cursos de idiomas até guias de como elaborar trabalhos, apresentações e outros relacionados às mais diversas áreas do conhecimento. As duas são plataformas internacionais, a primeira mais focada nos Estados Unidos e a segunda em Portugal e na Espanha, com cursos oferecidos por universidades conhecidas.

Me pareceu que além de serem bons para buscar inspiração e não deixar “a peteca cair”, estes cursos são uma boa maneira de manter a criatividade ativa para outros projetos. Daí estão começando a surgir boas ideias para a escrita de artigos a serem publicados, possíveis perguntas para futuras teses ou questionamentos para serem levados adiante. Hoje começo meu primeiro curso via Miriada X, ofertado pela mesma universidade espanhola onde cursei minha pós graduação, o que já me deixou bem animada por conhecer os professores. Nos próximos capítulos (já que pretendo voltar  à ativa) conto mais de como é o funcionamento e acompanhamento destes cursos.

E vocês, amigos? Alguém na mesma situação que a minha? Estou aceitando dicas de como fazer para sair desse “limbo intelectual” em que me encontro, sejam todos bem vindos para colaborar e trocar experiências!