Na hora de escolher um programa de pós-graduação, muita gente ainda fica em dúvida se a “fama” da instituição deve ser levada em conta na tomada de decisão.

Esse é um assunto muito polêmico, tanto quanto a questão sobre escolher universidades públicas ou privadas.

Se você tiver condições de entrar em uma universidade renomada, ótimo. Grandes centros de excelência provavelmente poderão te proporcionar maiores oportunidades.

Geralmente eles possuem melhor infra-estrutura e maiores recursos financeiros. E tem aquela coisa do “status” também.

Eu fiz a minha graduação em uma das melhores universidades públicas do país. Uma faculdade que é referência na minha área.

Entretanto, existem alguns profissionais que, com toda sinceridade, jamais recomendaria, mesmo tendo estudado em uma universidade de renome.

Foram alunos que não levaram a sério a faculdade, que se deixaram seduzir pelas noitadas, prazeres e ociosidade que só a vida de estudante pode proporcionar.

Durante os cinco anos de graduação não fizeram um estágio, nem procuraram se interessar pela nova profissão. Não aproveitaram as oportunidades que a faculdade proporcionou. São alunos como esses que fazem a gente ser obrigado a ouvir coisas como as que o Sr. Luiz Carlos Prates diz.

Ou seja, nesse caso, a universidade “famosa” não adiantou em nada para esses alunos. Do mesmo modo, existe muito profissional bom que sai de instituições fora dos grandes centros acadêmicos. Gente que se dedicou, batalhou, se preparou e suou a camisa para conseguir o diploma.

Na pós-graduação não é diferente. Talvez um centro de excelência possa oferecer mais bolsas, ou mais infra-estrutura.

Mas não é garantia de nada.

Quem a faz a pós-graduação é o aluno.

Até porque, terminada a pós-graduação, caso queira prestar um concurso público, um título de doutor obtido em um programa com conceito 7 na Capes vale o mesmo número de pontos que o obtido em um programa com conceito 4.

O que vai fazer a diferença é o número de artigos publicados, o número de projetos que o pós-graduando se envolveu, os congressos que participou, as aulas que lecionou, as experiências que teve e os contatos profissionais que colecionou.

Além disso, em uma instituição menor, a chance de você ter um orientador com maior disponibilidade e/ou acessibilidade aumenta.

E a falta de infra-estrutura, desde que não limite muito o trabalho, faz com que o aluno não se acomode, procurando alternativas para a falta de recursos. Como dizia um orientador meu, “é na dificuldade que se cresce”.

Por esse motivo, não se preocupe se a instituição da sua pós-graduação não é um dos maiores centros de excelência do país.

O nome da instituição é sim o seu cartão de visitas, mas apenas isso.

O que vai fazer toda a diferença é o que você fez e o que aprendeu durante a pós-graduação, e não aonde essa pós-graduação foi cursada.